História Do We Have A Baby? - Capítulo 30


Escrita por:

Postado
Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Thalia Grace
Tags Cegonhas, Di Angelo, Grace, Jasiper, Jeyna, Nicalia, Nico, Percabeth, Thalia, Thalico
Visualizações 174
Palavras 1.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey cerejinhas, tudo bem?
Espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 30 - Destiny e o futuro


Com certeza não foi o barulho suave da chuva batendo contra a janela que fez Thalia acordar naquela manhã. A morena piscou sonolenta se mexendo confortável na cama, sentindo os braços de Nico se afrouxarem em sua cintura, enquanto Hades entrava no quarto com Dylan no colo.

— Desculpa acordar vocês — o homem pediu, caminhando até a cama — mas ele acordou cedo essa manhã e a um tempo ele começou a chamar pela mãe, pelo menos eu acho que é isso que “ma” significa.

E como para confirmar o pensamento do italiano o bebê esticou os bracinhos gordos para a mãe, repetindo:

— Ma, ma! — ele pulou no colo do avô, arrancando um sorriso de Thalia que tentou arrumar o cabelo minimamente antes de esticar os braços para pegar o seu filho.

— Que foi, amor? — perguntou suave, depositando um beijo na testa da criança, que pulou no colo da mulher.

— Detiiini — pediu, encarando a mãe a fazendo sorrir, mesmo que estivesse com pena ao saber o que ele queria.

— Ah, amor, a Destiny tá longe — respondeu, o vendo fazer um biquinho.

— Detiini! — exigiu.

A gata era a maior fonte de diversão do pequeno. Thalia suspirou acariciando os cabelos cacheados de Dylan que a olhava exigindo maiores explicações do motivo da gata não poder estar presente naquele momento.

— Amor, a Destiny tá em New York com o tio Jason, ela não podia vir na viagem com a gente — tentou novamente vendo que Nico e Hades a olhavam imaginando o dilema que seria para fazê-lo entender que não poderia ter a gata naquele momento.

E é claro que eles imaginaram certo, quando ele viu que simplesmente Thalia não ia resolver seu problema seu rosto se moldou em um bico triste e suas bochechas ficaram vermelhas e lágrimas silenciosas começaram a escorrer pelos olhinhos azuis iguais o da mãe.

— Ai amor, não chora, por favor! — pediu sentindo seu coração apertar ao ver tal coisa.

É claro que o bebê já havia chorado algumas várias vezes antes, mas nenhuma de saudades do animalzinho que ele tanto amava.

Thalia se levantou começando a tentar ninar o garotinho, que começou a soluçar devido ao choro. Nico olhou para o pai em um pedido silencioso de licença, que foi atendido sem pestanejar. Logo o homem levantou da cama acariciando o cabelo do filho.

— Querido, a gente pode sair pra brincar, podemos dar um passeio, o que acha? — indagou, o vendo negar.

— Destiini — pediu novamente segurando a blusa da mãe a balançando como quem diz que essa é sua exigência.

— Ela não pode estar aqui, querido, chorar não vai mudar isso — Thalia tentou outra estratégia, de tacar a real no pequeno, mas é claro que ele não entendia isso e continuou com o enorme bico no rosto.

— Ok, eu tive uma ideia, mas pode piorar as coisas — a Grace disse, esticando Dylan para ir para o colo do pai que o pegou.

— O que vai fazer? — indagou, mas ela não respondeu, apenas pegou seu celular, logo estando no telefone com alguém.

— Jason, me faz um favor, tem como você ligar o seu Skype em vídeo com a Destiny? — tinha esperanças que ele pudesse.

— Tem, mas por quê? — o loiro jogou a chave em cima da mesa, tinha acabado de chegar em casa.

— Porque tem um chorão aqui com saudades — implicou com o bebê que olhou, como se soubesse que era dele que a mãe estava falando.

Escondeu a cabecinha na peitoral do pai, com vergonha, mantendo o biquinho nos lábios. A risada do Jason cortou o ouvido da irmã, que suspirou.

— Não tem graça, dá pena — resmungou, caminhando até sua mala e tirando seu computador dali, levando até a cama.

— Ok, maninha, já to ligando meu computador — respondeu.

Não demorou muito para que eles estivessem todos em chamada de vídeo. Thalia colocou Dylan em seu colo, mantendo as pernas cruzadas igual indiozinho, olhando o irmão voltar da sala com o animal no colo.

MIAU — a gata resmungou, enquanto Jason se arrumava com ela no colo.

— DETIINI — o menino gritou animado batendo palminhas e esticando o corpo para tocar no bichinho.

MIAAAAAU — a gata colocou as patinhas frontais na mesa, confusa, batendo a cabeça no computador como quem dá carinho.

— Viu filho, ela tá lá com o tio Jason, como eu disse — Thalia explicou, vendo-o acariciar a tela do computador com um biquinho por não estar tocando no animal, mas ele não chorava mais.

— Não vai demorar muito para vocês se verem, amor, ela também quer te ver, tá vendo? — Nico continuou, vendo-o deixar a mãozinha parada na tela, com os olhinhos fixos na gata.

— Detiini — disse desanimado, notando que não teria o animal consigo.

MIAU! — a gata deu outra cabeçada no computador, mantendo os olhos na tela que aparentava ter muita informação para a bichinha.

— Amor, nem sempre você vai poder estar perto das coisas que você ama — Thalia explicou, acariciando o cabelo do filho — eu sei que sente saudades da Destiny, mas no momento ela está em casa, com o tio Jason, ela se sentiria mal de ter vindo aqui com a gente, você não quer que ela fique mal, né?

Os olhos de Dylan piscaram e ele acenou dando tchau pra gata, que virou a cabeça de lado confusa, mas logo Jason encerrou a chamada e Thalia fechou o computador.

— Que tal alguns desenhos animados, amor? — Nico perguntou beijando a bochecha do filho, que esticou os bracinhos pedindo o colo do pai. — Vou considerar isso como um sim.

❤❤❤

Thalia sorriu ao ver o pequeno em seus braços começar a adormecer tranquilamente, desde que haviam desligado a chamada o bebê havia parado de chorar, o que tinha sido uma benção, afinal eles ainda não sabiam direito como lidar com ele quando chorava.

Depois de café da manhã tomado, higiene feita, devido ao dia chuvoso, os dois decidiram que era melhor maratonar filmes com o pequeno, até que serviria para eles pararem um dia daquela viagem para colocar as energias em ordem.

A Grace sentia Nico acariciar seu braço com calma, em um ato inconsciente, os olhos negros dele fixos na televisão aonde passava uma animação para o pequeno, a morena tinha o corpo apoiado contra o peitoral do italiano que em algum momento havia passado o braço por teus ombros em busca de conforto.

O quarto estava um clima agradável e que com certeza dava muita vontade de dormir, as pesadas cortinas impediam que a luz entrasse pela janela, o clima frio, mas agradável devido a casa ter aquecimento, mas ao mesmo tempo eles terem optado por deixar ainda aquele ar geladinho confortável.

— Thalia — chamou baixo, com medo de acordar o pequeno que dormia no colo da menina.

— Oi? — usou o mesmo tom que ele, mas não desviou os olhos dos pezinhos do bebê, que estavam devidamente protegidos com meias de leãozinho.

— Como nós vamos ficar? — questionou calmo, dessa vez tendo a atenção dos olhos azuis elétricos da garota.

— Como assim? — seu tom era claramente confuso, avaliou seu rosto com calma em busca de maiores explicações.

— Nós temos um filho juntos, Thalia — colocou o ponto principal, a fazendo olhar o bebê — Cada dia que passa parece que estamos entrando em algo que não sabemos aonde vai dar, nossa relação está tão confusa...

— Nós não temos nada, Nico, você pode sair com quem você quiser e eu também posso, simples, temos um filho juntos, não uma vida — ela respondeu, piscando algumas vezes incomodada, mexendo no pezinho do Dylan, sem olhar o italiano.

— Eu sei que concordamos isso, mas é inevitável pensar que estamos mais próximos, já ficamos sem ser por uma mentira, e essa mentira, até aonde vamos levar isso? — indagou, olhando ao redor e cuidando para não se mexer, afinal se ele se mexesse muito bruscamente, ela se mexeria também e isso poderia acordar Dylan.

— Eu não sei, Nico, por que eu tenho que saber as respostas? — sua voz falhou e ela se xingou mentalmente por isso, mas continuou sem o olhar.

— Eu não quero que você me dê respostas prontas, eu quero chegar a elas com você — respondeu calmo, suspirando e assentindo.

Thalia mordeu o lábio inferior fechando os olhos por alguns segundos, respirando com calma e tentando não deixar que a onda de emoção a invadisse, odiava discursões, odiava precisar dar nomes as coisas, odiava ter que sentir coisas.

— Vou colocar o Dylan no berço — anunciou depois de um tempo em silêncio, se levantando com cuidado e indo até o quarto que o bebê estava dormindo.

O Di Ângelo tombou a cabeça para traz respirando pesado e se levantou assim que a porta do quarto se fechou, não queria estar ali quando ela voltasse. Desceu a escadaria até estar parado na cozinha, decidido a preparar um chocolate quente, nem notando a presença do seu pai ali até ele se pronunciar.

— Que cara é essa?

Nico olhou na direção do homem; Hades tinha um notebook apoiado na bancada, óculos nos olhos negros e uma xícara de café as mãos, e a pose séria era quebrada pelo pijama quadriculado cinza e branco junto de pantufas pretas peludas.

— Discuti com a Thalia — suspirou, era verdade, não tinha porque não contar.

— Posso saber o motivo? — o pai do garoto perguntou interessado, mas ele negou.

— Nada que precise se preocupar, essas coisas acontecem — ele respirou fundo, acendendo o fogo para preparar o chocolate quente, só aí notando que tinha posto quantidade para duas pessoas na jarra. — Ótimo, já nem consigo preparar chocolate quente sem pensar involuntariamente nela — resmungou baixo.

Hades riu, fazendo Nico franzir o nariz ao notar que ele tinha escutado o dito.

— Deixa eu perguntar — o homem chamou, vendo o filho assentir minimamente — desde que o Dylan nasceu vocês fizeram algo só vocês?

— Não — Nico respondeu, não podendo deixar de pensar que se depois do Dylan ter “nascido” eles não tinham feito nada apenas só eles, muito menos tinham feito antes.

— Então está decidido, hoje a noite você vai sair com a Thalia — Hades concluiu, fazendo Nico se virar confuso. — Vocês precisam de um tempo só para vocês, todas aquelas baboseiras românticas e tudo mais, um bebê pode deixar as coisas complicadas quando se trata de um relacionamento romântico, vocês vão sair hoje, vou marcar um jantar para vocês em um restaurante e eu cuido do Dylan enquanto vocês têm um encontro.

O mais jovem olhou a panela e desligou o fogo piscando surpreso com a notícia, mas seus lábios se curvaram em um mínimo sorriso, talvez definitivamente seja isso que eles precisem.

— Tá bom, obrigado pai — disse, servindo as duas xícaras e subindo para o quarto encontrando a menina na cama.

Esticou o líquido para a Grace, que aceitou de prontidão murmurando um: “obrigada” baixo e olhou a xícara preta em suas mãos.

— Nós vamos ter um encontro, hoje! — anunciou.

A garota arqueou a sobrancelha surpresa o olhando confusa, o fazendo suspirar.

— Nós já ficamos? Nós temos um filho e precisamos resolver nossa vida, sem falar que teríamos que sair de qualquer jeito, já que a ideia foi do meu pai, então já que vamos ter que fingir que tivemos um encontro, por que não ter um encontro de verdade? — Nico indagou a vendo torcer o nariz e levar o líquido a boca.

Thalia sabia que era mais do que atração o que sentia pelo Di Ângelo, mas com certeza tinha medo de dar o próximo passo para um relacionamento. Fechou os olhos, sabia que Nico estaria presente na sua vida por muito tempo, mordeu o lábio inferior em um puro ato de nervosismo.

— Tudo bem, Nico, teremos um devido primeiro encontro hoje — ela concordou sorrindo amigável, mesmo que seu interior se revirasse com a ideia.

 

 


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...