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História Do What We Like 2 - Imagine Jihyo (G!P) - Capítulo 14


Escrita por: astyrs e yunniwestt

Notas do Autor


Capítulo por yunniwestt e boa leitura.

Capítulo 14 - Capítulo Quatorze: Evegreen


Park Seunghyun Pov 

Eu não tinha tanta certeza assim se fiz a escolha certa, nem mesmo se o que eu fazia, estava fazendo por mim mesmo, ou para ter um novo pensamento. Meus arrependimentos expelaram contra meus olhos quando me sentei naquela poltrona do avião, olhando para o lado de fora, minha mãe acenava com minha irmã, enquanto ao meu lado, estava o início dos meus problemas, que talvez, viesse a ser o fim. Eu quero conhecê-la, dar uma chance, será minha última tentativa, tentarei fazer direito. Não haverá mudança se apenas um der o primeiro passo, é necessário mudança das duas partes. E eu, estou disposto a mudar e a dar essa chance a ela! 




— Está se sentindo bem? — Me perguntou, me entregando um pequeno saco plástico. Nosso vôo sairia em breve e ela mais doque ninguém sabia do meu medo por altura. Talvez eu tenha passado dois terços da minha infância com a Dahyun-ssi, tomando os medos dela para mim, mas na verdade, eu estava nervoso, ansioso, sentia meu estômago esfriar e a minha cabeça ficar mais pesada. Mas eu preferia isso, ao ter que ficar em casa e me lamentar por nunca ter conhecido de verdade a mãe que eu tinha. Agradeci pegando o saquinho o deixando em meu colo. — Qualquer coisa, me avise! — Pôs a não em minha nuca, inclinando meu rosto me dando um beijo na testa. Fechei meus olhos, sentindo meu estômago ficar cada vez mais frio. Mas este frio, eram das borboletas que se espalhavam, como num jardim verdejante que acabara de ser regado. Ela voltou a sua postura, retirou seu celular do bolso e começou a conversar com alguém. Talvez fosse com minha avó, pois não consegui entender nenhuma palavra.




Voltei minha atenção para o lado de fora, minha mãe não estava mais lá com minha irmã. Não daria mais para voltar atrás, então, tudo o que podia ter feito, era pegar meu celular, conectar os fones e deixar que algumas músicas me invadissem os sentidos. Sentindo minha cabeça mais leve, minha playlist variada, desde que soube que iria para a China, eu tornei a escutar algumas músicas em um chinês. E querendo ou não, tinha que admitir, era um idioma relaxante. Nada ao meu redor podia ser escutado, sentindo somente um ruído ao longe do piloto dizendo provavelmente que nosso vôo já iria partir. 




Os céus, era tão bonito, nuvens brancas e acima dele, uma cortina azul infinita, nem mesmo os pássaros conseguiam seguir nosso ritmo, ficando para trás. Meus olhos curiosos, vagaram dentre a imensidão das nuvens e dentre as pessoas, cada uuma delas, focadas em seus próprios objetivos e sonhos, muitos ali voltariam para casa, muitos a trabalho, entretanto outros voltaria derrotados do estrangeiro. O que me fez perceber, que as pessoas também tinham problemas, e que se eu fosse o único, talvez o mundo seria melhor. Problemas não podiam ser comparados, cada um sentia dor de uma forma diferente, mas a maioria dos meus problemas, tinha uma cláusula simples de desenvolvimento. Entretanto eu nunca me permiti acessar, era como se estivesse perdido eternamente no cubículo de minha bolha, preso em um único pensamento. 




Senti algo batendo em meu Headphone, o tirei, percebendo ser o indicador da brasileira. Ela me mostrou a tela de seu aparelho, minha mãe já estava preocupada comigo, aquilo era admirável. Perceber o quão cego eu pude ter sido todo esse tempo, eu tive uma mina de ouro ao meu lado, todavia nunca soube garimpar, sempre reclamando de nunca ter encontrado as pedras preciosas, me contentando apenas com o mármore ou com o bronze. Eu quero fazer diferente! Eu quero aprender nesses três anos ou mais. 




Sorri, Jihyo mandou principalmente mensagens dizendo o quanto me amava, que sentiria saudades e que era para ligar para ela todos os dias, senão ela seria capaz de pegar um avião apenas para me ver e puxar minha orelha. Enquanto a isso, era nostálgico demais. Me lembrava perfeitamente de quando começou essa sua mania boba, eu tinha apenas sete anos. Um ano antes de minha mãe engravidar da minha irmã. Me lembro de ter tirado a pior nota escolar de toda a minha vista, além de ter cabulado todas as aulas daquele bimestre apenas para andar de skate com alguns amigos. Eu era realmente muito ingênuo, dizia sair para estudar na casa de alguma amiga. Jihyo quando descobriu me deixou de castigo por dois meses inteiros, sem contar de ter aparecido no parque, no meio de todos os meus amigos, ela puxou minha orelha. Aquilo doeu como nunca, sem contar que todos os meus amigos ficaram com medo dela. Nessa época, S/N estava focada em sua publicidade japonesa. Foram meses amedrontadores. Minha mãe passou a ficar cerca de seis meses em casa, me acordava sempre cedo e me colocava para estudar, e quando uma resposta estava errada ou eu fazia corpo mole, ela puxava minha orelha. Três meses depois, eu fui considerado o melhor aluno da minha turma, ficando em terceiro lugar dentre todos do colégio. Ela ficou tão orgulhosa.




Entretanto, quando S/N voltou do Japão, ela mesmo me levava para o parque todas as noite. Como sempre, tinha um na família que estragava a criança, S/N me estragou. 




Daqui para Hong Kong seriam na base de sete horas. Me perguntei arduamente, o que faríamos ao chegar, eu não sabia falar chinês, entretanto, estava torcendo para que S/N Não fosse diretamente para a cama, alegando estar cansada demais para andarmos. Eu tinha esse espírito livre, talvez fosse mais parecido com ela doque pensava. Mas com o decorrer do vôo, ela adormeceu, agradeci por aquilo, e então, minhas atenções foram tomadas todas para ela. Passei a analisar ela. Morena, pele mesclada em um bronze fraco, lábios rubros, mais ou menos um metro e setenta. O que minha mãe havia visto nela? Não parecia ter nada de especial. Mas aquele não foi meu foco principal. Minhas mãos estiveram trêmulas por boa parte da viagem, ansiedade talvez. Mas especialmente quando pus meus dedos sobre os seus, pude sentir meu coração bater um pouco mais devagar. Talvez tenha sido isso, essa calma que ela passa somente de estar perto dela? Ela tinha uma áurea despreocupada, até demais.




Eu não me lembro bem se já estava adormecendo, fechava meus olhos apenas por um segundo, e quando os abria, os sentia pesado. Me lembro que não dormi na noite passada, e acordei cedo, não merendei direito, por puro medo de passar mal. E até antes do nosso vôo dar início, eu estava trêmulo e pensativo. Mas eu sabia que não estava sozinho, poderia ser bem clichê, "minha heroína do meu lado". Mas a verdade, era que ela sempre foi isso. S/N sempre me defendeu, meu ego me fez esquecer disso, dias em que Jihyo se irritava comigo por ter feito algo errado, S/N sempre me defendia. Quando saía da escola, com ameaças de agressão, ela estava lá, me observando, pondo alguns para correr. Não entendia bem o porquê de todas essas memórias virem como um jato, elas apenas vinham. Eu não conseguia controlar, um mínimo detalhe seu, me lembrava da minha infância. Trabalhos escolares, ela sempre foi minha heroína. Quem é seu herói? Minha mãe. Algo que seu herói tenha medo? Minha outra mãe. Os alunos sempre riam de mim, "ele tem duas mães", foram dias terríveis. Eu não tinha mais a liberdade de fazer as perguntas ou interagir nos trabalhos, sem contar que ninguém queria fazer os trabalhos comigo. Professora, estou com dúvida. Pergunte para suas mães! Posso fazer meu trabalho com vocês? Faça com suas mães. E talvez, eu tenha dilacerado meu ódio para as pessoas erradas. Eu devia ter odiado aqueles que zombavam das minhas mães, minha família! Eu trai elas, eu fiquei com tanta raiva. Que não conseguia me entender. Então, eu passei a enxergar apenas os defeitos que elas tinham. Ignorei as qualidades, eu fui terrível! 




Só que agora sentado ao lado da minha heroína, eu percebo o tempo que eu perdi por não ter estado com ela. E quando minha irmã nasceu, muitas pessoas me diziam, que eu ia ficar no canto e que minhas mães não me amariam mais e que tudo seria para a bebê. E por um tempo, eu acreditei naquilo, elas não me davam mais tanta atenção, S/N sempre quis uma filha mulher e aquilo me destruiu aos poucos. Em média, eu dilacei um ódio injusto, entretanto eu tinha mágoas, para uma criança com a minha mentalidade, pensar que fui trocado era horrível. E então, me diziam coisas horríveis, como as que elas iriam me abandonar em um orfanato ou me deixar numa floresta. Eu fiquei aterrorizado. Passei um tempo na casa do tio Heechul, ele me dizia que eu não seria trocado e que ela por ser apenas um bebezinho, necessitava mais de atenção e que quando eu nasci, fui tratado exatamente assim. O que em média não foi uma verdade tão exclusiva. Momo sempre me dizia, que eu sofria com crises de garganta, elas passavam noites acordadas comigo, variando dentre algum posto de saúde. Elas sofreram comigo até os meus sete anos, idade em que os anti-corpos ficam mais fortes.



 

Tudo o que eu vim sofrendo hoje, talvez tenha sido tudo culpa da minha própria cabeça, que me induzia a pensar nas mais variadas barbaridades. 




Como eu pensei antes, lembranças vinham em minha mente a todo instante, algumas divertidas, e eu não prendia o sorriso. Chegando a me preocupar se algumas pessoas me achariam louco. Mas não, eu não era normal, eu era um louco, eu tinha uma mãe louca! De longe o mais normal da minha família seria minha irmã, até o cachorro que tínhamos, era louco! Maldição, eu comecei a rir. O que fez S/N abrir um de seus olhos verdes, a luz batia neles e ela era obrigada a fechar eles novamente. Ela virou seu rosto voltando a dormir. Talvez estivesse muito cansada daquilo. Toquei em sua bochecha, sentindo uma cicatriz que não conhecia, era quase nula para falar a verdade. Entretanto, eu nunca tinha reparado tanto nas minhas mães e em seus detalhes exóticos.




Já chegamos? — Abriu sua boca com um bocejo, piscando os olhos não tão puxados e sorriu. Meus olhos eram quase exatamente assim. Eu não tinha tanto padrão de beleza comparado a um coreano raiz. Ela tocou meu pulso, o ergueu a altura dos lábios e deixou um beijinho molhado, tinha carinho naquele ato, mais talvez doque eu pensava. Tirei meus headphones os pondo pendurados no pescoço, podendo apenas escutar o som abafado da guitarra e dos pratos. — Então você é do rock? — Ela sussurrava, concordei com um sorriso infantil no rosto. Ela de sentou melhor em sua poltrona. — Quando chegarmos lá, sabe o que faremos primeiro? 




— Não sei, o que?




— Estou te perguntando. O que quer fazer? — Aquela pergunta realmente me surpreendeu. Pareço pensar um pouco, nosso vôo chegaria ao destino em Tai Kok Tsui. E como eu não sabia muito bem onde ficavam as coisas, bom, sendo sincero eu não conhecia nada, deixei o lugar a sua preferência. — Ah, filho. Posso te levar para um dos meus lugares favoritos? — Dei de ombros. — Eu já levei sua mãe lá, é um parque. Muito bonito se prestar bem atenção a cada detalhe. — Ela sorriu. — Seung, tenho tanto pra te mostrar. — Entrelacou nossos dedos com uma expressão meia neutra. Concordei com a cabeça, em momento nenhum abandonando os meus dedos dos seus. 




E fomos assim, pelo resto daquele vôo, o saquinho que ela me deu no início, não houve a mínima necessidade de usá-lo, eu não passei mal ou algo do tipo, e parecia que meus pensamentos deram uma pausa. Talvez meus divertida mente estivessem escolhendo uma nova fita para rodar. Mas enquanto eles escolhiam, eu aproveitava a realidade, de sentir minha mãe adormecer com a cabeça em meu ombro. Acariciei seus cabelos longos os pondo detrás de seus ombros. 

Bons sonhos...











E no final, quem apostaria que eu dormi? Acordando com o barulho de pessoas eufóricas, comentando o quão bonito podia ser aquela cidade, e realmente era, os prédios altos, nuvens que cortavam os céus, ventos gelados. Já podia sentir a pontinha dos meus dedos gelarem e a minha mão ficar suada, olhando para o lado, S/N já estava organizando alguns documentos, me entregando uma identidade chinesa. Meu nome agora era Piyao Xianxei? Nem mesmo eu sabia falar aquilo, parecia nome de remédio, aquele remédio amargo. Para onde se foi meu nobre Park? 




Para que tenho que ter uma identidade chinesa? 




— Para não entrar ilegalmente no país, um pais tão grande como Zhongguo, não permite acesso tão liberal para os estrangeiros, principalmente coreanos ou japoneses. Então, terá que ter uma cidadania temporária. — Concordei. — Quando descemos, quer comer algo? — Acenei. Esperamos pacientemente o avião chegar ao aeroporto. Era louco pensar que dormi por seis horas inteiras? A China estava deslumbrante, uma cidade iluminada, noturna entretanto devia estar barulhenta. Eu quero explorar cada pedacinho, e por mais que eu entenda que viemos a trabalho, eu quero tirar fotos, gravar vídeos, aprender o idioma, explorar, provar de tudo, descobrir novas tecnologias, meditar, tudo o que estiver ao meu alcance! E foi quando o piloto novamente anunciou que estávamos chegando. Meu peito pulsou, respirei com dificuldades, eu era um menino ansioso. Nunca neguei, e somente pelo fato de pensar no estrangeiro, era motivo de tal euforia.




Pega. — Me deu seu celular. — Liga pra sua mãe e avise que já chegamos. — Concordei, procurando numa lista de contatos, o número que estaria salvo com Jihyo. Mas para a minha surpresa, estava salvo como "爱Hyo❤". Pressionei meu dedo sobre o número, esperando que chamasse, mas obviamente não daria certo aquilo. Estava sem sinal, então, teria que aguardar até chegar no hotel. 




Que melação toda é essa de salvar o contato da minha mãe desse jeito? — Ela virou o rosto pegando seu celular de volta. — Durona como sempre? — Deixei um risinho sair por meus lábios, a encarei e ela ainda estava um pouco envergonhada. 




Então a durona tinha um ponto fraco? Esse ponto fraco tinha o par de olhos mais lindos que ela já viu na vida.




— Vem Seung. — Se levantou, e eu pude jurar ouvir os ossos de seu corpo estalarem um por um, resisti a tentação de zombar, está ficando velha. Mas ela me mataria. Fiz o mesmo seguindo atrás dela, e ao descer, fizemos uma série de exames nos documentos, contava que eu era trainner, de menor, acompanhado por uma familiar, tinha uma identidade chinesa. E que passaria no mínimo três anos. Depois daquela série de exames, nossas bagagens que não eram muitas, foram postas em nossas mãos.



Minutos depois, um carro da empresa, solicitado diretamente pela senhorita S/N, veio nos pegar, levando-nos as ruas de Hong Kong, onde tudo era iluminado, onde crianças corriam alegres com seus pais nos parques, onde bebês gritavam eufóricos nos braços de sua mãe. E por um minuto, eu senti saudades da minha. Mesmo que estivesse com S/N, para mim, ela sempre foi meio que o pai da relação. Aquilo tudo era novo, me chamariam de covarde caso derramasse uma lágrima por minha mãe? 




Ei. Também estou com saudades dela. — Beijou minha bochecha, tal criatura, de estranheza para mim. Estava sendo completamente diferente do pensado. Assim como eu tinha me permitido dar uma chance e ampliar minha mente, ela tinha feito o mesmo, ela estava me dando uma chance. O destino teria sido gentil com nós dois? De duas pessoas que não se conheciam, de dois estranhos, de dois amantes, de uma mãe e um filho. Adorei pensar que aquele email veio dos céus. E que talvez fosse obra de um Deus. GodJihyo, era assim que os onces chamavam minha mãe? Que ela foi a base concreta para tudo o que tenho hoje, não é mentira. Uma mulher daquelas em minha vida, me arrependo amargamente das palavras duras que disse a ela! Mas eu já havia tirado o meu tempo de reflexão naquele avião, agora eu tinha novamente que desligar minha mente e aproveitar. 




Não que a China fosse um paraíso do mundo, acho que nenhum país era, ela ainda tinha suas imperfeições, como o ar que respiravamos. Entretanto, estar ali, ao lado com a mulher que eu mais amava no mundo, porém nunca admitiria, era uma felicidade incubada em um pequeno presentinho, que estava a um fio de se abrir, como uma caixa de pandora. Caminhei com a mais velha para aquele hotel, detalhes em carmesim, um toque mais clássico, lustres luminosos, espelhos que nos refletiam. Tudo arrumado e em seu devido lugar. Ela pegou nossos cartões. Agradeceu a recepcionista e caminhou para as escadas. Pus minha mão no corrimão gelado, sentindo minha espinha arrepiar.







Sim Seunghyun. Serão longos três incríveis anos! 


Notas Finais


Oi. Último capítulo escrito por mim nesta história, queria agradecer a vocês por terem lido, por terem gostado da minha escrita.😊

Fiquei realmente muito feliz de ter feito parte dessa história, por mínima que fosse minhas participações. Sei que prometi de o capítulo sair ontem, mas ocorreu algumas coisas e não pude postar. Peço que entendam.🙂

Espero que tenham gostado, sei que tá um pouco longo, mas... até!🧡


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