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História Do what you want (JaeWoo - NCT) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


BunnyYoung invade your space!

Cheguei com mais uma aluno×professor ♡
Espero que gostem, fiz com todo carinho ^-^
E sobre a capa kkkk um dia ela vem, eu juro ♣

Simbora, boa leitura ♡

Capítulo 1 - Capítulo único;


Fanfic / Fanfiction Do what you want (JaeWoo - NCT) - Capítulo 1 - Capítulo único;


Capítulo único:


          KIM JUNGWOO pov's


    - Está tudo bem, Jungwoo? - minha mãe perguntou ao meu lado, segurando com firmeza o volante, pois desde a morte de papai ela quem assumiu o volante da família.

A verdade era que não, não estava tudo bem, nunca esteve e eu duvido que algum dia ficará.

Respirei fundo, não valia a pena encher a mais velha que já tinha problemas demais para eu me transformar em mais um.

- Sim. - assenti.

- Não está com calor neste casaco? - questionou.

Segurei com força as mangas do casaco e as puxei mais para baixo - o que não era possível - e neguei, juntando minha mochila ao meu corpo e saindo do carro, ouvindo as conversas altas e aleatórias dos jovens fúteis daquele colégio grande demais para mim. O casaco era quase como minha armadura... mas minha mãe não entenderia.

- Hoje eu não vou conseguir te buscar, pegue um ônibus, ok? - perguntou, e eu assenti, mesmo sabendo que eu não tinha dinheiro para tal, então seria uma longa caminhada até em casa.

Ela até me dava um dinheiro para emergências como aquela, mas não sabia que no meu encalço todo santo dia haviam pessoas me extorquindo.

- Tá. - concordei e ela se mandou.

Respirei fundo e juntei forças para prosseguir caminho até àquele lugar gigantesco, cheio de pessoas, e nenhuma delas falava comigo.

Todos ali eram filhinhos de papai, uma festa diferente a cada fim de semana e até a próxima ela era o assunto nas rodas dos populares, o que estranhamente todos ali eram, até mesmo os professores que eram jovens demais e facilmente se diluiam na multidão jovem como se fosse um de nós, o melhor exemplo deles era Jung Jaehyun, o professor de Educação Física e artes marciais nas atividades extras-curriculares, era lindo, seu sorriso de covinhas brilhava diante do sol que não parecia lhe afetar, se assemelhava mais a um holofote e um vento tímido que parecia surgir só ao seu redor para bagunçar alguns de seus fios e chacoalhar a camisa cinza leve que o cobria, tudo a seu favor para lhe tornar o cara mais bonito daquele campus.

- Bom dia, Jungwoo. - ele disse ao passar por mim, deixando sua habitual piscadela pelo ar, como ele fazia com todos os alunos.

Como ele sabia meu nome?

Eu sei, ele me dá aulas desde o primeiro ano, mas eu não falo e sequer me mexo nas mesmas, o suficiente para me tornar invisível, não?

Bom, certamente a memória do Jung era excelente. Devia ser isso.

Girei nos calcanhares e avistei Lucas, o garoto mais popular do campus, tipo, ele era o número 1 dos talvez quinhentos mais populares no imenso Seoul High School e eu não preciso nem dizer que sou seu alvo, não é?

Pois bem, Lucas adorava me importunar e me apelidar e isso já se arrastava por quase dois anos, eu sou incapaz de revidar, primeiro ele é enorme e segundo, anda com mais três armários no encalço, ou seja, eu não tenho nenhuma chance de sair vivo se revidar.

Mergulhei no aglomerado que subiam para as salas e consegui despistar o chinês e chegar ileso a minha aula de química com o senhor Kim, outro cara extremamente jovem, entretanto não exalava isso como o professor Jung, era mais fechado, ranzinza e mandão.

[...]


    A aula do professor Kim chegou ao fim, seguida de todas as outras, história com Moon Taeil e literatura com Lee Taeyong, ambos tão jovens quanto, mas cada um na sua personalidade. Taeil era alguém mais aberto a diálogos, brincava com os alunos e falava de história como se estivessse conversando sobre algo extremamente atual, já o Lee era alguém mais centrado e com um palavreado de intimidar qualquer um, palavras difíceis das quais muitas eu não sabia sequer o significado ou algum sinônimo, então me mantinha calado naquela aula também. Estávamos liberados, e como sempre eu me agarrei a mochila e esperei todos irem, checando o corredor e esperando que Wong e sua gangue se mandassem, mas após quase vinte minutos eles realmente já devem ter arrumado coisa melhor pra fazer. Respirei fundo e joguei a mochila sobre os ombros, passando rápido pelo corredor e chegando ao pátio, encontrando cada um com sua tribo e ficando feliz ao minha presença não fazer a menor diferença para ninguém e quase saindo daquela zona, mas logo o colarinho de minha camisa foi agarrado, me enforcando momentaneamente e em seguida minhas costas colidiram com violência em uma das paredes.

- Achou que ia se livrar hoje, Kim? - a voz de Lucas armazenou em meu ouvido, como vinha fazendo por anos.

Todo dia ele me batia, zombava e me abordava da mesma maneira. Acha mesmo que eu já não esperava por isso? Que ridículo, ele deveria ser mais criativo até para ser um "pau no cu" como ele se empenha em ser.

Engoli a seco e tentei tirar suas mãos de mim, mas foi em vão, o infeliz é forte pra valer, e ainda tinha que lidar com os olhares zombeteiros dos brutamontes mais atrás de si sorrindo feito maníacos.

- O que você quer agora, Lucas? - quase revirei os olhos, mas não era a melhor opção diante do quarteto faminto por briga a minha frente.

- Só te encher, te dar uns tapas nessa cara de princesa, Kim. - ele disse acertando "tapinhas" em meu rosto.

Era impressionante como alguns assistiam àquilo como se não fosse nada e outros riam, como se fosse um show acadêmico.

A vontade de chorar ficou presa atrás dos olhos que formigavam e um nó atou em minha garganta, roubando meu ar.

- Vai chorar, Jungwoo? - Lucas perguntou fingindo dó - Vejam só, a princesa vai chorar. - ele formou um biquinho para os amigos que zombaram enquanto acertavam tapas em mim que desviava em vão de todos eles.

Lucas Wong e seus amigos me apelidaram de "princesa" desde que "descobriram" que eu era gay, quando uma vez fora da escola me viram com um garoto, alguém que eu namorei por algum tempo, mas a pressão de se assumir gay nesta sociedade machista não é pra qualquer um e ele se mandou, sem nem ao menos dizer que o namoro acabou, desde então eu tive de lidar com isso sozinho, dia após dia recebendo as piadas do chinês e seus cães de guarda, porque claramente era só pra'quilo que o Wong os queria.

- O que tá rolando aqui pessoal? - a voz firme do professor perguntou sem irritação ou curiosidade, alguém impecável em controlar situações.

- Oi, professor. - era cômico ver duas personalidades do Wong no mesmo segundo.

Há um minuto ele era o machão acuando-me, no outro ele era um garoto exemplar respeitando o professor como uma criança do jardim.

- Está tudo bem, Jungwoo? - me encarou enquanto cruzava os braços e coçava o maxilar.

- Aham. - assenti.

- Tem certeza? - insistiu.

Eu queria contar a verdade, mas Lucas e seus amigos respiravam ameaçadoramente e eu apenas assenti novamente e saí correndo dali.

Meu estômago embrulhava, eu havia corrido talvez umas três quadras seguidas para sair da vista de Lucas, lágrimas já me dominavam e o cansaço também, me certificando de que já estava a uma distância segura do chinês, eu simplesmente parei e me apoiei em meus joelhos, respirando pesado e deixando grossas lágrimas escaparem livremente.

Um carro preto parou próximo demais de onde eu estava e era só o que me faltava, ser sequestrado ou estuprado. Céus, o que eu fiz pra merecer isso?

- Jungwoo, Jungwoo! - a voz do professor Jung se fez presente em meus ouvidos.

Ele era o proprietário do carro.

Respirei aliviado quando o vi e ele se aproximou.

- O que aconteceu, por que está chorando e por que está a pé? - me analisou um pouco espantado pelo meu estado caótico e deplorável.

- Lucas continua te importunando, não é? - insistia e eu negava - Você está abatido, Jungwoo. - ele segurou meu rosto entre suas grandiosas mãos, fazendo um frio percorrer minha espinha.

O professor Jung além de lindo era gentil, tudo o que os garotos da minha idade deveriam ser. Aquele momento com ele se transformaria em mais uma página do meu diário sobre ele, pois eu tinha um desde que descobri ter uma queda pelo professor bonito e gentil. Minha mãe dizia que na minha idade era normal este tipo de devoção a alguém mais velho e bonito, mas eu duvidava que era apenas isso, eu queria beijar o professor, eu queria tocá-lo, mas isso jamais aconteceria, ele nunca olharia para um garoto sem graça e bobo como eu.

- Eu estou bem, é só cansaço. - me afastei e forcei um sorriso calmo.

- Quer uma carona? - indicou com o topete impecável seu carro logo atrás de si.

- Não, obrigado, já estou chegando. - disse uma grande mentira.

- A sua mãe sabe o que acontece com você? - franziu o cenho, tornando séria demais sua expressão.

- O quê? - queria sair correndo, mas ele e sua escultura de músculos se pôs a minha frente naquela rua praticamente deserta. Apenas poucos carros e caminhões comerciais passavam pela avenida empoeirada margeada por matos altos e secos que chacoalhavam de acordo com o vento abafado da estação (verão).

- Ela não sabe. - concluiu e riu pelo nariz - Entre no carro. - ordenou daquela vez, sua voz numa autoridade nunca exibida antes, nem mesmo na escola.

- Não preci...

- Entre, Jungwoo. - segurou meu braço com força e abriu a porta do carro para mim, soltando-me em seguida, deixando que eu tornasse aquilo mais fácil.

Cedi envergonhado e me sentei no carona, logo o vendo passar pela frente do carro sem tirar seus olhos de mim e assumir o volante.

- Eu moro...

- Vamos para minha casa. - cortou-me.

- Como? - o encarei assustado.

- Não estou te sequestrando, tenho um bom motivo para fazer isso. - deu de ombros.

Resolvi não questionar e engoli a seco ao meu imaginário ir longe demais com aquilo tudo.

Olhei de soslaio para o homem ao meu lado, concentrado na estrada enquanto seus dedos batucavam uma música só sua no couro que envolvia o volante.

O professor Jung seria o namorado ideal para qualquer pessoa, mas certamente alguém já tirou esta sorte e eu serei apenas um aluno que lhe causa pena.

[...]

    - Fique a vontade. - Jung disse ao empurrar a porta de seu apartamento que para a minha surpresa (ou não) ficava em um dos bairros mais ricos de Seoul, além de se localizar num belo condomínio.

- Obrigado. - agradeci um pouco desconfortável com aquela situação.

Eu não deveria estar ali, mesmo sabendo que o professor Jung não faria nada que eu não quisesse, e infelizmente nem o que eu internamente estava desejando.

Seu sofá era gigantesco e branco, elegante, me fazendo duvidar de que aquele homem que vivia trajado em roupas esportivas fosse o responsável pela decoração quase vintage daquele apartamento grande demais para um solteiro. Será que ele é casado? Não, ele não usa aliança nem nada semelhante.

- Pode se sentar, Jungwoo, vou trocar de roupa e fazer algo para comermos. - disse já caminhando para fora do meu campo de vista.

Olhei a minha volta e encontrei alguns retratos, havia o Jung com duas garotas tão bonitas quanto ele e em outras um casal de idosos, sorridentes.

- São meus pais e minhas irmãs. - falou, me assustando quando seu braço passou por cima de mim e pegou o porta-retrato, me fazendo engolir a seco.

Primeiro porque seu cheiro másculo me invadiu as narinas despretensiosamente e segundo porque ele me pegou vasculhando suas coisas.

Que vergonha!

- Você tem irmãos? - perguntou devolvendo o retrato à estante e me puxando para o que julguei ser a cozinha.

- Não, infelizmente não. - murmurei me sentando numa banqueta, me apoiando no balcão que nos separava agora que ele estava no fogão.

- E seus pais? - insistia, se dedicando em organizar panelas e alimentos em cima da pia.

- Meu pai morreu há quase quatro anos e minha mãe é uma heroína. - falei sorrindo só em me lembrar da mais velha.

- Acha que ela já tem problemas demais para contar o que está acontecendo? - se virou para mim, tentando me deduzir naquele gesto que me esquentou dos pés a cabeça.

- Não está acontecendo nada, professor. - neguei.

- Qual é, Kim, eu tenho observado você há meses e vejo você sendo o último a deixar a sala com medo do Wong e os amigos. - ralhou largando os itens e driblando o balcão até chegar a mim, se apoiando de lado e me encarando com um pouco de fúria.

- Eu não vou ser mais um problema para minha mãe. - confessei.

- Ela tem o direito de saber.

- Professor, não conte nada, por favor. - juntei as mãos quase implorando.

- Nunca quis revidar às provocações do Wong? - ele franziu o cenho, voltando para trás do balcão.

Sorri com aquilo, tendo as inúmeras opções que eu tinha para rebater as ofensas do chinês irritante a povoar minha mente.

- Muitas, mas me falta coragem. - confessei me apoiando no balcão outra vez.

- Por que nunca se inscreveu numa aula extra-curricular de auto-defesa? - perguntou curioso, quase ofendido também.

Eu ouvia pelos corredores da SHS que as aulas do Jung eram apenas feitas por valentões querendo de se tornar ainda mais violentos e garotas que iam o assediar com os olhares desejosos, o que claramente lhe irritava e desmotivava.

- Não sei. - neguei sem graça.

- Eu tenho uma sala de treino aqui, gostaria de aprender? - perguntou já cozinhando o lámen com legumes.

- Tem uma sala de artes marciais no seu apartamento? - perguntei curioso.

- Sim. - assentiu rindo minimamente, entretanto o suficiente para exibir as covinhas em cada lado do rosto - Coma e eu te levo para conhecê-la. - Jaehyun deslizou o prato pela superfície lisa de seu balcão para mim que peguei os hashis disponíveis também por ali e comecei a comer, tendo-o escorado a minha frente comendo enquanto conversávamos aleatoriamente.

Jung era um cara ainda mais legal do que eu imaginava. Era paciente demais e atencioso na mesma medida, brincando com alguns assuntos e me arrancando risadas que eu já não dava a um bom tempo.

- Está ficando tarde, minha mãe vai ficar preocupada. - falei um pouco decepcionado de quebrar o clima agradável que o mais velho criava sem esforço.

- Não se preocupe, eu te levo pra casa e explico tudo. - falou e eu o olhei assustado. Aquilo incluía o que eu sofria nas mãos de Lucas Wong e seus amigos?

- Quase tudo. - se corrigiu após me ver tão vulnerável e sorriu, jogando nossas tigelas na pia.

[...]

    - E este é o meu lugar predileto da casa. - empurrou uma espécie de cortina de borracha e me deixou adentrar o lugar com poucos móveis e uma espécie de tapetes macios espalhados por toda parte, até mesmo pelas paredes.

- É o que mais gosta neste apartamento lindo? - perguntei surpreso.

- O que eu realmente gosto de fazer está aqui. - disse me estendendo um par de luvas de boxe na cor vermelha, bem tradicionais.

- O que vamos fazer? - perguntei apreensivo tendo as luvas entre as mãos.

- Acho que eu não te contei como me interessei por lutas, não é? - se escorou numa mesinha deposta ali e me puxou para si, mantendo-me entre suas pernas enquanto enrolava um longa tira de pano em minhas mãos.

- Não. - neguei e assenti.

- Eu era um garoto gordinho na infância, todos riam de mim e como sempre, uns pegavam pesado demais e me batiam na saída da escola. Um dia eu saí do colégio e apanhei dos mesmos caras de sempre e quando voltava para casa, passei em frente a uma academia de luta e decidi entrar, acabei gostando e pegando jeito pela coisa, quando já estava pronto o suficiente, eu revidei as pancadas do grupo que me atacavam diariamente. - falava rindo, satisfeito com aquilo.

- E eles?

- Nunca mais me importunaram. - assentiu, pondo as luvas em mim - Vou te treinar e você vai enfrentar o Wong e seu bando, vai deixá-los com medo de você. - se pôs de pé, me guiando para perto de um saco de areia.

- Eu duvido, não sou do tipo intimidador. - falei rindo e o professor concordou.

- Intimidar alguém não está no físico, Jungwoo, está na postura, na maneira como fala e principalmente, no que sabe sobre alguém. - sorriu maquiavélico.

- Do que tá falando? - franzi o cenho, começando a socar o saco de areia que o mais velho segurava para mim.

- Lucas transa com o professor Chittaphon. - ele contou e eu tive que parar o que estava fazendo, meu íntimo já se contraindo em cansaço e a testa gotejando suor.

- O quê?

- Pois é, o machão do Wong tem um caso com o professor de dança. - reforçou a notícia e eu ri, me pegando de boca aberta com a revelação.

Então Lucas Wong, o garoto número 1 da SHS era gay? E ainda se atrevia a quebrar a regra número 2 da instituição?

Regra 1: Nunca deixe de pagar a mensalidade.

Regra 2: Nada de relações conjugais entre aluno e professor.

- Uau. - sibilei.

- Exato, então quando ele ameaçar te provocar, jogue com ele. - falou.

- Por que me contou isso? - franzi o cenho.

- Por que não quero mais você usando este casaco para esconder os ematomas e os machucados que faz em si mesmo. - falou subindo as mangas do casaco, encontrando exatamente o que ditou.

Por incrível que pareça não me envergonhei de mostrar meus machucados a ele que cuidadosamente passava seus dígitos por cada um.

- Obrigado, professor. - falei num fio de voz.

Jung prendeu seu olhar no meu e me puxou para si, unindo nossos corpos com cuidado, retirando os fios colados a minha testa suada enquanto sua outra mão descia o zíper de meu casaco cuidadosamente, quase imperceptivelmente, mas meu estado de pânico não deixava qualquer coisa passar, nem mesmo o brilho em seus olhos ao me ter ao seu alcance.

Eu estava delirando. Aquilo não poderia ser real, o professor Jung não estava prestes a me...

Seus lábios se chocaram contra os meus que permaneceram fechados por algum tempo, mas Jaehyun não desistiu e empurrou sua língua contra os mesmos, forçando-os a abrir e lhe dar passagem. Quando dei por mim, já havia aceitado a oferta de lhe beijar e meus dedos estavam emaranhados em seus fios enquanto suas mãos grandes se firmaram em meu quadril e me colocaram acima de seus pés, arfando sugestivamente enquanto esbarrava seu lábios úmidos e inchados em minha pele, fazendo-me retorcer o pescoço enquanto mordia os lábios para afanar o desejo que estava me consumindo como se tivesse me ateando fogo lentamente.

- Professor... - falava em meio a uma respiração pesada - E-e-eu não posso, não devemos. - falei me afastando, sabendo que se estivesse fazendo o mesmo que Lucas jamais teria o direito de julgá-lo ou ameaçá-lo.

Jung se afastou e me olhou irritado.

- Por que nunca faz o que quer, Jungwoo? Por que se limita tanto? - estava visivelmente bravo.

- Eu só acho que não...

- Tudo bem. - me parou, retirando sem muita paciência as luvas de minhas mãos - Vou tomar um banho e te levo para casa, me espere na sala. - disse sem me olhar e se afastou, me fazendo o seguir.

Me sentei no sofá, me sentindo um perdedor. Jaehyun me desejava, eu o queria há meses, estávamos ali um para o outro.

Me levantei e segui até a porta do banheiro, ouvindo a água cair do lado de dentro, relutante a empurrar a porta. Mas de uma coisa Jung tinha razão. Eu não costumo fazer o que eu quero, eu não enfrento Lucas e digo tudo o que tenho guardado na mente por medo, mas porque eu deixaria a chance de ter o Jung para mim passar? Só havíamos nós dois ali, duvido que ele irá contar a alguém que ficou com um aluno.

- O que faz aqui?

Droga, passei tempo demais pensando.

Diga alguma coisa rápido, Jungwoo, ou ele vai te achar ainda mais idiota do que já acha.

- Tem uma coisa que eu quero fazer mais do que me vingar do Wong. - confessei formando nós com meus dedos, dando um passo a frente do homem com o torso malhado ainda úmido e uma toalha a lhe contornar o quadril, sem falar nos fios escuros que caíam sobre os olhos expressivos, as pontas ainda pingando água.

- E o que é? - perguntou rouco, respirando pesado, me permitindo observar seu abdômen subir e descer suave e sensualmente.

- Transar com o senhor. - confessei depositando minhas mãos em seu peito, beijando a área vagarosamente, ouvindo-o rosnar algo sem nexo.

- Não brinque comigo, Jungwoo. - pediu segurando minhas mãos sem afastá-las de seu corpo.

- Não estou brincando, professor. - neguei e sorri tranquilo para o homem que retribuiu e me segurou pelo quadril, passando suas mãos com veias salientes para minhas coxas e me puxando para cima, circundando-se em minhas pernas.

Não ficamos naquele corredor, Jaehyun me levou para seu quarto. Era arejado e tinha uma boa vista, mas não mais do que aquela do homem me pressionando contra sua porta recém-fechada, simulando estocadas com apenas o tecido fino da toalha a separar seu membro de meu corpo, me fazendo arrepiar enquanto distribuía beijos por seus ombros largos e gélidos. 

Escorreguei precariamente uma de minhas mãos por entre nossos corpos e achei a toalha, a puxando de uma vez e sentindo seu membro já enrijecido bater contra minhas nádegas próximas demais de si.

O beijei com vontade, unindo nossas línguas numa batalha viciante e úmida, ambas quase transmitindo eletricidade para corpos alheios, e Jung me depositou no chão, fazendo carinho em minha bochecha, usando seu polegar como instrumento.

- O que mais você quer, huh? - perguntou cuidadosamente, se empenhando em adocicar seu tom de voz.

Sorri minimamente com aquele cuidado que para alguns era apenas um detalhe, mas sabendo o que estávamos prestes a fazer ali era completamente significativo para mim.

Deslizei minhas mãos por seu torso que se contraía um pouco descompassado pela respiração ansiosa e então me ajoelhei diante de seu corpo nu, sorrindo o mais doce que achei que conseguia e o vi assentir e jogar a cabeça para trás, se mostrando completamente entregue aos meus desejos, aliás, possivelmente os dele também.

Segurei seu membro entre meus dedos enquanto apoiei a outra mão em sua coxa e aproximei minha boca após provocá-lo o suficiente, sentindo a pele fina e úmida de seu membro se misturando a minha saliva. Alguns ruídos saiam de minha boca enquanto mantinha os olhos fechados empenhado em lhe chupar como eu nunca havia feito, era minha primeira vez passando de bons amassos e de mãos bobas, mas eu não me atreveria a contar isso para o professor Jung, seria muito constrangedor.

Suas mãos espalmaram na madeira atrás de nós enquanto observava-me lhe sugando com voracidade, meus lábios indo e vindo ritmados em seu membro que pulsava.

- Jun-Jung-Jungwoo. - meu nome escapava com dificuldade de seus lábios entreabertos.

Jung se afastou de mim antes de seu ápice e tomou meus lábios com possessão, tendo suas mãos a passear por minhas costas nuas nos seus dígitos abaixo de minha camiseta da escola. Não era a roupa mais sexy para tal, mas Jung não parecia se importar, talvez porque já tenha feito aquilo outras vezes.

- Posso? - pedia permissão para retirar minha camisa.

Sorri minimamente com aquilo e assenti suspendendo meus braços acima da cabeça, dando liberdade para o homem se livrar daquela peça, logo distribuindo beijos úmidos pela área agora exposta aos seus olhos. Jaehyun chegou em um dos meus mamilos e o lambeu sugestivamente, sugando-o com tanta intensidade que ecoou um som oco ao minha pele desgarrar de seus lábios úmidos se tornando imã na mesma, me arrancando um gemido tímido que foi impossível segurar na garganta com toda a eletricidade percorrendo meu corpo e sangue fervendo nas veias. Agarrei seus fios e os puxei, vendo o sorriso sacana do mais velho se arrastar para um único lado enquanto sua língua circulava meu mamilo pelo outro.

Terminando seu "serviço" por ali, Jaehyun se desfez de minha calça e boxer um pouco surrada que para a minha sorte ele nem se deu conta, logo tocando com os dedos mornos meu membro, dedilhando a área com cuiadado, quase me engasgando com os gemidos aprisionados em minha garganta.

- Eu quero... quero agora, Jae. - tomei a liberdade de lhe dar um apelido e ele sorriu.

- Me chame assim quando estiver gemendo. - sorriu malicioso e se abaixou apenas para capturar meu corpo em seus braços e levitar até que minhas pernas circulassem sua cintura.

Jung enfiou seu indicador em meus lábios e me fez chupá-lo saindo lubrificado e indo até meu orifício, se infiltrando pouco a pouco ali, me arrancando um arrepio.

- É só para se acostumar. - sorria enquanto analisava minha expressão mudando de acordo com o prazer que se apossava cada vez mais de mim.

- Então o senhor sabe...? - perguntei envergonhado.

- Eu desconfiava. - sorriu distribuindo selinhos por meu rosto e logo substituiu seu dedo pelo membro que agora pareceu dobrar de tramanho e de espessura, me beijando e deixando meus gemidos remixarem com os seus naquele vaivém de nossos corpos. Eu suava, mas agora era apenas pelo tesão e não pelo medo.

Jaehyun deixou-me sustentar somente nas pernas e pôs sua mão a cada lado meu, espalmadas na madeira da porta que rangia enquanto nos servia de cama, indo cada vez mais fundo e intenso em mim, que gemia sem muito controle, mergulhando meus dedos em seus fios enquanto o mais velho urrava ao finalizar cada estocada. Agilizando o processo em que gozaríamos, ele masturbou meu membro que minutos depois chegou ao limite, fazendo meu corpo tremular enquanto ele chegava ao seu dentro de mim, me deixando escorrer um pouco.

- J-Jae... - gemi manhoso contra seus fios.

Aquilo certamente não serviria para me defender do Wong, mas foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos anos.

- Eu te machuquei? - perguntou segurando minha cintura e tirando os insistentes fios da frente de meu rosto exausto.

- Não. - neguei beijando-o suavemente, mesmo sem saber se era o certo.

- Vamos tomar um banho, tenho que te levar para casa. - ele beijou minha testa e eu assenti descendo de seu colo, envergonhado por todas as circunstâncias.

- Posso ir primeiro? - perguntei sem jeito e ele assentiu enquanto enrolava a toalha esquecida no piso de seu quarto por longos minutos e porque não horas.

Céus, eu havia acabado de transar com meu professor... O que deu em mim? E por que eu não consigo me arrepender mesmo sabendo que era tão errado?

[...]

   - Antes que me pergunte... Eu nunca transei com nenhum aluno antes. - disse, podendo ler meus pensamentos, embora eu não me atreveria a levantar tal questão.

- Eu não sei o que dizer. - neguei atordoado, olhando para minha casa iluminada enquanto rejeitava as ligações de mamãe.

- Eu gostei do que tivemos...

- Não precisa terminar isso com um "mas isso não pode se repetir", eu já entendi, Jung. - assenti enjoado de ter mais um término clichê na minha conta amorosa.

- Não era o que eu ia dizer. - Ele disse negando, sorrindo enquanto se aproximou de mim.

- Não? - o olhei abismado, me sentindo um idiota por ter posto palavras na boca do mais velho que me observava sorrindo feito bobo.

- Ainda quer intimidar o Wong, não?

- É tudo o que mais quero. - assenti exausto, uma hipérbole na verdade naquele momento em que só me interessava o que seria de nós dois.

- Então teremos mais treinos, o que acha? - me olhou sugestivo.

- Com direito a recreio? - soltei sem pensar e ele gargalhou.

- Recreio? - zombou - É claro que sim, Woo, mas terá que ser um segredo nosso, você sabe. - semicerrou os olhos e tombou a cabeça para o lado.

- Todos temos segredos, seja pessoal ou compartilhado, é o que minha mãe sempre diz. - dei de ombros.

- Eu concordo. - disse me beijando suavemente enquanto dois de seus dedos seguravam meu queixo.

- Aqui não, estamos em frente a minha casa. - lembrei o afastando e ele assentiu.

- Vamos lá, eu vou explicar...

- Não precisa, eu me entendo com a mamãe. - falei rápido afim de evitar transtornos.

Ele se apresentaria e minha mãe já pegou seu nome escrito em algumas coisas minhas, daríamos bandeira demais.

- Tem certeza?

- Aham, nos falamos amanhã. - beijei seu rosto e esperei que ele partisse, mesmo contra sua vontade.

Juntei coragem e abri a porta dando de cara com uma senhora Kim bem chateada.

- Aonde se meteu? - perguntou zangada.

- Resolvi fazer artes maciais, assisti a uma aula teórica, perdi a noção do tempo, foi mal. - me fiz de inocente e ela assentiu.

- Vá se lavar para o jantar. - disse convencida da minha mentira.

Não era certo mentir para mamãe, não era certo manter um relacionamento escondido com meu professor, mas eu estava tão bem que nem Lucas poderá me tirar isso e eu duvido que queira me enfrentar com seu segredo em minhas mãos.


Notas Finais


Eu voltarei em breve para a correção, perdoem qualquer coisa ^-^

Espero que tenham gostado ♥

Sei que poucos gostam deste shipp, mas eu gosto muito e pretendo trazer mais coisas deles por aqui ^-^ Até breve, Bunnies >•< Beijos :*


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