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História Do You Dare? - Capítulo 12


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Notas do Autor


Volteiii💜

Capítulo 12 - Shameless


A luz do sol estava refletindo em meu rosto de forma quase evasiva. Abri os olhos vagarosamente, não era o meu quarto, nem minha cama e muito menos era a luz da minha janela. Virei o corpo de lado e vi Sérgio sentado em uma cadeira de seu quarto com um livro nas mãos, olhando diretamente para mim. Ele tinha um olhar zombeteiro e já deveria estar me observando por alguns minutos.

- Isso é relativamente Stalker. - Disse passando as mãos pelos olhos tentando os manter abertos.

- Bom dia, Senhorita Murillo. Ou devo dizer... bom dia, bela adormecida? - Minha cabeça doía de forma estridente e eu comecei a organizar os fatos em minha mente. Eu lembrei de Alicia, bar, uísque, Alicia me colocando em um táxi e dizendo para eu não fazer besteira e ir direto para casa, eu pedindo para o motorista mudar a rota... era muita informação em meu cérebro.

- Como eu vim parar aqui? - Perguntei levemente sonolenta.

- Ótimo, então nem lembra como chegou aqui. - Fechou o livro e o colocou em cima da mesa de cabeceira. Quando ele usou aquele tom de ironia comigo, alguns flashes se dissiparam em minha mente. Brinquedinho para sexo, eu gosto de você, me arrependo... nada fazia muito sentido e as palavras não se encaixavam em nenhum contexto. Era uma como um daqueles caça-palavras aleatórios que se faz na escola durante a infância.

- Não... eu não lembro. - Ele sorriu cafajeste e empurrou os óculos para trás. O sorriso dele me trouxe ainda mais flashbacks. Me via dizendo a ele que havia sentido falta, que gostava dele, meu coração acelerou quando lembrei disso. Ele parecia ter bebido, mas não estava tão bêbado quanto eu. Com toda certeza, ele lembrava de algo. - Eu te disse algo estranho? - Engoli em seco ao perguntar aquilo, tinha medo de sua resposta.

- Só algumas besteiras que eu prefiro não relembrar. - Eu nem mesmo consegui acreditar que ele havia acabado de dizer que o que eu sentia, eram besteiras. No que havia se transformado Sérgio Marquina?

- Besteiras? - Perguntei na esperança de que ele dissesse que havia se expressado mal e me dissesse que não era isso que ele queria dizer.

- Sim, besteiras. - Assenti com raiva. Qualquer possibilidade de repetir o que eu havia dito na noite passada se esvaiu.

- Onde estão meus sapatos? - Perguntei irritada. - Quero ir embora daqui. Onde é que estão os meus sapatos, Sergio? - Ergui as mãos no ar, cada vez mais irritada.

- Está irritada comigo? - Perguntou com certo cinismo e eu soltei um risinho irônico. - Você vem para a minha casa bêbada, assim do nada, depois de dias sem olhar em meu rosto na empresa, se comportando como a grande megera que você sempre foi, e me fala um trilhão de coisas que eu sei que não é verdade, e é você quem fica irritada?

- Por que eu me irritaria com o meu brinquedinho para sexo? É só para isso que você serve, não é? - Indaguei com ironia e ele afastou a cabeça para trás em um gesto surpreso. - Está magoado, Sérgio? Sinto muito...

- Essa é a Raquel que eu conheço. - Disse sarcástico.

- Essa é a Raquel que você gosta. - Respondi no mesmo tom e desci da cama procurando por meus sapatos. - Onde estão os meus sapatos, Sérgio? Eu não aguento mais olhar para essa sua cara cínica. - Ele abriu um sorriso malicioso, com certeza achando engraçada toda aquela situação. Ergueu as duas mãos no ar como se estivesse se defendendo de mim e apontou para um cantinho em seu quarto. Meus sapatos estavam organizados junto com os seus encostados na parede. Aquele homem era doente por organização.

Andei até o local e calcei os saltos sob seu olhar cínico. Sérgio estava me irritando demais. Era praticamente um déjà-vu da nossa manhã após a transa na mesa da sala de conferências e no sofá também.

Por que eu estava lembrando daquilo? Não era a hora. Não era mesmo a hora.

- É uma pena você não querer olhar para minha cara cínica. Afinal de contas, trabalhamos juntos. É inevitável você não olhar para a minha cara.

- Eu posso te demitir, Sérgio. Não brinca comigo.

- E vai usar o que como motivo? Me deixa ver, já sei, transei com meu funcionário, agora quero me livrar dele. - Disse com ironia e eu abri a boca em descrença. - Eu que deveria te processar por assédio sexual no trabalho.

- Assédio sexual no trabalho? Você é hilário. - Ironizei.

- Claro, você era a minha chefe e começou a passar a mão em mim na sala de conferências. - Revirei os olhos e ele sorriu irônico. - Em uma fatídica noite de apresentações de slides.

- Vai se ferrar, Sérgio. - Ele apenas sorriu e empurrou os óculos para trás como sempre fazia.

- Quer que eu chame um táxi, Senhorita Murillo? - Perguntou em um tom sério, mas eu sabia que ele estava rindo por dentro.

- Quer que eu te mate, Senhor Marquina? - Perguntei no mesmo tom e ele sorriu. - Onde está a minha bolsa? - Perguntei olhando ao redor e vi a pequena bolsa em cima da mesa de cabeceira.

- A gente se vê no trabalho. - Disse e eu segui pelo seu apartamento e ele veio atrás de mim, me seguindo pelos cômodos enquanto eu tentava juntar o restante de dignidade que ainda me restava.

- A gente se vê no trabalho, brinquedinho sexual. - Ironizei e ele riu.

[...]

Assim que eu coloquei os pés na R&M, a empresa estava um caos. Praticamente todos os diretores de todos os setores estavam reunidos no setor administrativo e o olhar de ninguém era dos melhores.

- Sérgio, a bomba estourou na nossa cabeça. Eu sabia que estava demorando. - Alicia disse assim que eu cheguei e logo enlaçou o braço no meu, me guiando pela empresa e indo em direção ao caos formado por um grupo de pessoas ao redor de Alison. A garota estava a ponto de surtar com todos falando de uma vez ao redor dela para que ligasse para Raquel. Principalmente Angel, ele era o mais irritado de todos.

- O que aconteceu? Isso está uma catástrofe. Parece o começo da terceira guerra.

- O Pietro ligou. Disse que vai quebrar o contrato devido aquela confusão gigantesca que tivemos em Milão. Ele disse que não fomos claros com o orçamento e muito menos com as nossas polêmicas antigas pela Europa. Ele quer a anulação do contrato.

- Que polêmicas na Europa? Apenas a de Milão? A anulação do contrato agora, nos faz perder a exposição. - Empurrei os óculos para trás em puro nervosismo. - Alicia isso é uma catástrofe. São quase trezentos milhões, com uma perda dessa a R&M pode nunca mais se recuperar, além de que a empresa vai pagar um processo se isso for comprovado. - Massageei as têmporas. - Os juros... é uma perda muito alta.

- E o pior de tudo, ele só quer falar com a Raquel, e ninguém encontra a Raquel. - Puxou o rabo de cavalo nos cabelos de forma que o apertava ainda mais. - Já ligamos para o celular pessoal dela, para a casa dela, para o Andrés. Já chegamos ao nível de ligarmos para o Fabio. - Quase revirei os olhos ao ouvir o nome daquele homem.

- Já contou para ele? - Macarena se aproximou com um semblante preocupado. A loira que na maioria dos dias estava serena, agora parecia que a qualquer momento iria explodir de nervosismo. - Saiba que tudo isso vai recair sobre o financeiro e o marketing.

- E o jurídico?

- Dessa vez, o jurídico não tem culpa. A implicância do Pietro é com a ética da empresa em relação a clareza dos fatos. Ele disse pelo telefone que a apresentação de vocês dois naquele dia, não foi uma apresentação franca. Não há nada nos contratos que realmente nos traga uma... - A ruiva a interrompeu no meio da frase já que Macarena não parava de atropelar as palavras.

- Mas, eles estão analisando. - Alicia acalmou a amiga. - Macarena, calma... Se estressar nesse momento não ajuda ninguém. - Disse com certa raiva e alguma dureza na voz. - Vai comprar um chazinho ou um donut. - Disse para a loira que saiu de perto de nós.

- Nós não mencionamos o acordo de Milão na apresentação. - Disse com a voz ligeiramente trêmula.

- Não brinca. - Alicia ironizou com uma preocupação repentina em seu olhar. - No que você e a Raquel estavam pensando? Em transar? - Sussurrou a última parte.

- Alicia. - Repreendi e olhei ao redor para saber se alguém havia a escutado.

- Não se preocupa, ninguém vai nos escutar com esse furdúncio. - Sorriu maliciosa. - A última vez que eu vi a Raquel, a coloquei em um táxi e pedi para ela não ir atrás de você naquele estado. Ela foi atrás de você, não foi? - Perguntou séria e eu assenti. - E aí, o que aconteceu?

- E aconteceu o de sempre.

- O de sempre? Transaram?

- Para de repetir isso, por favor. - Olhei ao redor novamente. - Não, o de sempre, brigamos. Olha, eu não quero falar sobre isso. - Ela assentiu com desgosto.

- Tão inteligente para umas coisas... tão burro para outras. Nossa, Marquina... - Revirou os olhos e eu realmente não entendi bem o que ela queria dizer. - Porém, quando foi a última vez que a viu?

- Ela chamou um táxi e disse que iria para casa. Ela estava totalmente sóbria, eu não a deixaria ir se ela não estivesse. - Ela torceu o nariz fazendo um biquinho com a boca. Quando ela ia abrir a boca para falar algo, Raquel entrou pela porta do edifício e praticamente todos os presentes ali olharam para ela. Ela estava usando um vestido vermelho que a deixava extremamente sensual. Um batom da mesma cor também estava presente em sua boca. Ela parecia vestida para matar. Nem parecia que havia exagerado na bebida ontem à noite e ido parar na minha casa. Mordi os lábios com a visão, mas logo voltei a lembrar que tínhamos um problema gigantesco e sem previsão de resolução.

- O que houve? - Perguntou olhando de um rosto para outro. - Tudo bem, resolvam e não me contem. - Ia entrar em sua sala, porém Alicia a parou. Era a única que possuía culhões para dizer a notícia para Raquel.

- O Pietro ligou, Raquel. - Disse séria. - Ele quer quebrar o contrato por causa daquele acontecimento em Milão. Ele alega que a empresa não foi franca o suficiente em relação as antigas perdas.

- Isso é o que? Pegadinha? Dia da mentira? - Olhou ao redor com um sorriso, mas ninguém correspondeu, o que a obrigou a fechar o semblante. - Hoje não é primeiro de abril.

- É sério, Raquel. É totalmente sério. Já recebemos ligações da Regina querendo saber o que está acontecendo...

- Não brinca, o desfile é daqui a cinco dias. Joder. - Acariciou os próprios cabelos. - Angel. - Olhou para o vice-presidente. - Financeiro e marketing acompanhe-me. - Disse já saindo ambiente.

- E o Pinky e o cérebro? - Alicia perguntou referindo-se aos diretores do jurídico.

- Angel, marketing e financeiro. Agora. - Disse com autoridade e Suarez olhou para Alicia com um sorriso sarcástico. O grupo solicitado seguiu Raquel, incluindo a mim, e só paramos quando chegamos a sua sala. - Eu não vou dar broncas em ninguém. Ainda. Eu só preciso saber o que está acontecendo e com aquela bagunça ali não dá.

Depois de termos explicado para Raquel tudo que estava acontecendo, com riqueza de detalhes, ela pediu para sairmos da sala porque ela ligaria para Prieto e não queria ninguém a olhando porque isso atrapalharia seu inglês. Fomos todos para o lado de fora da sala com semblantes apreensivos. Alicia estava mordendo a unha do dedo polegar a ponto de arranca-la. Silene bebia uma xícara de café com um semblante atordoado. Aníbal olhava de um rosto para outro sem saber muito o que fazer e até Denver que costumava estar rindo o tempo todo, estava sério.

Quase quarenta minutos depois, Raquel saiu da sala com um semblante cansado.

- Marquina, me espera na minha sala, agora. O restante, circulando. Acham que a empresa funciona à base de vento? - Girou os dedos no ar e todos começaram a sair dali, trombando uns nos outros como patetas. Segui para a sala dela, já conseguindo ouvir a bronca que eu levaria. Me apoiei em sua mesa, encostando-me quase sentado enquanto a aguardava. Tirei os óculos do rosto e tirei um lencinho do bolso limpando as lentes que estavam ligeiramente embaçadas.

- O Pietro culpou você pela “falha na franqueza”. - Suspirou, ela estava em um alto nível de irritação. Suas bochechas estavam vermelhas e dava até para ver uma veia saltando em sua testa. - Eu confiei em você para essa apresentação e eu te disse um milhão de vezes o quanto ela era importante. Aí você simplesmente esquece de mencionar a porcaria da transação fracassada de Milão. Esse era o seu único trabalho, Sérgio. - Ela continuava falando e me jogando insultos, mas eu só conseguia olhar para ela e principalmente para sua boca desenhada naquele batom vermelho. - A única coisa que eu te pedi, Sergio. Era para falar do financeiro. O seu tópico era o financeiro. - Bufou. - O meu era o executivo. Sabe quantas vezes o Pietro e a corja dele vão esfregar isso na minha cara? Isso mesmo. O resto da minha vida. O pior de tudo mesmo, é o fato que eu confiei em você para fazer isso. Eu confiei mesmo, porque você é um dos meus melhores funcionários. - Esperei ela acabar de falar enquanto assentia e a olhava com um sorriso de canto. - Não vai dizer nada, Marquina? - Aumentou o tom de voz. - Você é um inútil. Eu poderia facilmente te trocar por uma calculadora científica. Você deveria era estar dando aulas para o fundamental sobre como calcular o seno e o cosseno de um triângulo.

- De quem foi a ideia de retirar o slide da Itália da nossa apresentação, Raquel? - Perguntei e ela calou-se por alguns segundos.

- Isso mesmo, sua. - Disse sorrindo malicioso e a olhando de alto a baixo.

- Não é relevante agora, Sérgio. Esse era um tópico de sua responsabilidade. Não era minha responsabilidade, e sim sua. - Eu continuava a olhando naquele vestido. Ela pareceu perceber meus olhares e seu semblante tornou-se ainda mais irritado. - O que é Sérgio? Você está me ouvindo? - Perguntou séria.

- É que você me olhando e falando assim, me enche de tesão. - Ela abriu a boca surpresa e depois um sorrisinho teimava em beirar seus lábios vermelhos.

- Por que me diz essas coisas, se não quer mais? Você deixou claro ontem... que não me quer mais, que isso tudo acabou... Que tal seguirmos com as nossas vidas?

- Na verdade, Raquel, eu nunca disse que não te queria mais. Eu só te pedi para manter as coisas em sexo.

- Você acha que é assim, Sérgio? Só porque a gente transou...

- E você dormiu na minha casa bêbada...

- Tanto faz, só porque transamos, acha que pode me tratar dessa forma? Eu ainda sou a sua chefe, você precisa me respeitar aqui dentro.

- E eu estou te desrespeitando?

- Sérgio, se fosse antigamente, você estaria me olhando com medo e empurrando esses óculos para trás o tempo todo. - Sorri e ela me olhou desacreditada. - E agora, você está me olhando com esse sorriso...

- Que sorriso, Raquel?

- Esse... parece que quer me comer. - Disse de uma vez e eu levantei de sua mesa, ela foi dando passos para trás com um semblante desconfiado e eu fui a seguindo até ela estar completamente encostada na enorme janela de vidro da sua sala. Ela olhou para trás como se fosse cair, mas parecia ter lembrado que era um vidro enorme atrás dela.

- E se eu quiser comer?

- O que você está fazendo, Sérgio?

- Sendo o cafajeste que você queria que eu fosse. Não era assim que você me queria? - Ela mordeu o lábio inferior e parecia mais uma vez que o mundo ao nosso redor não existia. Como se fosse apenas nós dois e nosso desejo um pelo outro. Seu peito descia e subia pela velocidade de sua respiração. - Você não queria um brinquedinho? - Aproximei-me um pouco mais dela e segurei uma de suas mãos, beijando a ponta de seus dedos. Ela me olhou como se não entendesse e a soltei, segurando sua cintura, a virando de costas para mim e me encostando em seu corpo.

- Quer foder, Sérgio? Como a gente fazia? Sem nem beijar na boca? - Perguntou provocante me olhando por cima do ombro.

- Não, eu gosto muito de beijar sua boca. Por que eu perderia a oportunidade de beijar uma boca tão bonita? - Ela sorriu com certa malícia e eu beijei sua nuca de leve, enrolando seus cabelos em meu punho. - Você não dizia que era só sexo, então... - Mordi o lóbulo de sua orelha e ela gemeu em meus braços. Eu amava o fato de fazê-la gemer com tão pouco. - Vamos ser... só sexo. - Virei um pouco minha cabeça para beijar seu pescoço enquanto pressionava meu membro em sua bunda apertada no vestido. - Sabe? Se eu te foder aqui encostada nessa janela, o centro de Madri inteiro pode apenas olhar para cima e ver você gemendo pressionada no vidro.

- Você possui fantasias muito perversas, cariño.

- E você gosta?

- Sabe que sim, nem precisa perguntar. - Beijei seu pescoço de forma que deixaria uma marca, e ela gemeu em protesto. - Assim não, Sérgio. Fica na cara que eu estava transando. - Sussurrou com a respiração ofegante.

- Vou te deixar toda marcada para todos saberem que você está sendo bem comida. - Passei a língua pelo local e depois puxei a pele com a boca, a apertando entre meus lábios. - Gosta que os outros saibam que eu te fodo bem?

- Filho da puta... - Choramingou e eu sorri fazendo aquilo novamente em outro local de seu pescoço. - Cafajeste... - Resmungou.

Não a respondi e a empurrei de leve pela sala, até que ela estivesse sentada na sua mesa, alguns objetos caíram, mas eu não dei a mínima importância e Raquel muito menos. Ter uma mulher daquelas gemendo naquela mesa sempre foi uma fantasia e agora eu estava a realizando da melhor forma possível. Passei as mãos por seu torso, a acariciando e ela sorriu quando parei em suas coxas e as acariciei. Ela estava usando uma daquelas lingeries bem elaboradas com cinta liga, calcinha de renda... ela realmente estava vestida para matar.

- Por que veste lingeries tão bonitas para vir trabalhar?

- Faz com que eu me sinta poderosa.

Desencaixei a cinta liga de sua meia e puxei a calcinha para fora de seu corpo. Abri suas pernas e a observei por um momento, quando olhei para cima, vi suas bochechas coradas. Raquel Murillo, minha chefe do coração de pedra, estava corando. Levei o dedo até seu sexo e a senti molhada entre meus dedos. Acariciei seu clitóris e ela gemeu empurrando os quadris contra meu dedo.

- Calma. - Passei as mãos por suas coxas e revirei os olhos. - Está apressadinha? Quer que eu te faça gozar? - Tirei os óculos de meu rosto e os coloquei em cima da mesa.

- Cala a boca... - Sussurrou e puxou meus cabelos para trás, mantendo contato visual. Sorri e fiquei em pé novamente, olhando para sua boca avermelhada, um convite perigoso. A loira entreabriu os lábios assim que percebeu minha intenção.

Colei meus lábios nos dela, sabendo que estava ultrapassando uma linha novamente. Voltando para aquela loucura que existia entre nós dois mais uma vez. O gosto de sua boca era viciante e eu podia me sentir fora de órbita só com aquele beijo. O beijo começou lento, mas tomou proporções desesperadas. Sua língua encontrava a minha e as duas buscavam por controle imediato, eu gostava de ter controle de cada ação minha e Raquel gostava de sair por cima em tudo. Por isso éramos uma combinação tão perigosa.

Desci os beijos por seu pescoço e abaixei novamente até a altura de suas coxas, as beijando com calma.

- Sérgio, só faça isso e pare de me torturar. - Puxou meus cabelos entre os dedos.

- Tudo bem, Senhorita Murillo. Se quer tanto... - Sorri e comecei o que ela tanto ansiava. Abri ainda mais suas pernas e penetrei minha língua em seu interior. Ela moveu-se sobre a mesa e enfiou um de seus saltos agulhas em mim, por cima do paletó. Voltei os movimentos para seu clitóris e ela tentava controlar os gemidos baixos que insistiam em sair de sua boca. Ela apoiou uma das mãos em meu cabelo e a outra em cima da mesa, enquanto sussurrava coisas sacanas ou desconexas.

- Joder, como você faz isso bem. Joder...

Olhei para cima e ela era uma visão extremamente bonita com os olhos fechados, a boca entreaberta e o rosto todo vermelho. A posição que estávamos deixava parecer que eu era o vulnerável ali por estar de joelhos no meio de suas pernas, mas na verdade era ela a vulnerável. Eu poderia fazer o que quisesse com ela e vê-la gemendo de prazer enquanto tentava controlar-se. Quando ela atingiu o máximo de prazer, choramingou enquanto puxava meus cabelos para trás para que desgrudasse a boca de seu sexo.

- Para...é sensível... Sérgio, hum... continua. - Disse ainda choramingando e eu sabia que ela estava sensível e continuei até fazê-la gozar novamente, já havia estudado sobre orgasmos múltiplos e sempre gostava de tentar isso com as mulheres. Um sorriso de satisfação se formou em seus lábios assim que parei os movimentos. Eu gostaria de ter uma fotografia daquele sorriso relaxado e falsamente inocente. Ela tentava regular a respiração e enquanto fazia isso, abri meu cinto e puxei minha calça e boxer para baixo.

A penetrei de surpresa e ela ofegou segurando-se na beirada da mesa.

- Achei que você iria querer que eu te retribuísse. - Sussurrou em meu ouvido com a voz mais sensual que já havia ouvido em toda minha vida. Eu pude sentir um arrepio correr minha espinha.

- É claro que vou querer sua boquinha me chupando...- Continuei os movimentos e ela gemia baixinho, se agarrando a mim. As pequenas mãos, puxando o meu paletó de forma brusca. Ela era pequena, mas não fazia o tipo fofa, ela era sexy. E nos meus braços, fazia um encaixe perfeito. - Mas em outra oportunidade. - Tirei quase tudo de dentro dela e depois levei até o fundo a fazendo morder os lábios de prazer. - Geme Raquel. Aqui ninguém pode te ouvir e eu adoro seus gemidos. - Ela aproximou a boca de minha orelha e deixou libertar-se com todos os gemidos antes reprimidos.

- Gosta assim? - Ofegou e gemeu novamente. - No seu ouvido? - Perguntou com um tom malicioso.

- Safada. - Estoquei com mais força e não sabia se iria aguentar por mais tempo ao ter ela gemendo no meu ouvido. Era gostoso demais. Merda. Tive que pensar em planilhas e em matemática para evitar gozar tão cedo.

- Você adora... - Sussurrou. - O que está acontecendo com você hoje? Ainda não sussurrou nada obsceno sobre você entrando em mim ou sobre me foder com força. - Cada provocação dela só me deixava mais excitado e prestes a gozar. Mas não antes dela. - Ou sobre como ainda vou te sentir em mim, mesmo quando sair daqui. Pensei que tínhamos voltado a era de antes. Sinto falta dos seus comentários que me deixam louca e muito excitada...

- Sem conversa, Raquel. - Investi com mais força e ela gemeu alto enquanto jogava a cabeça para trás.

- Acha que é só você que tem o direito de provocar? - Disse perto da minha boca e eu fechei os olhos. Era demais tudo aquilo. Eu tinha que pensar em planilhas e slides, e mais matemática. - Você nunca teve uma mulher como eu antes, não é? Porque com a força de vontade que você me come... - Parou para ofegar e eu fechei os olhos tentando me concentrar em outra coisa para atrasar meu orgasmo.

- Faço do mesmo jeito com todas. - Abri os olhos com raiva, a provocando com a frase. Ela apenas sorriu e ergueu a cabeça de forma imponente.

- Tem certeza? - Ela desceu a mão para o meio das pernas e eu desci o olhar junto. Ela começou a se masturbar enquanto eu entrava e saía dela. Puta merda. Que visão.

- Isso, se toca... eu quero ver você se tocando. - Ela sorriu e continuou os movimentos com o dedo médio em seu clitóris. Ela chegou ao orgasmo e eu a segui no mesmo instante. Nossos corpos tremiam.

Me afastei dela, o suficiente para fechar minha calça e ela suspirou.

- Raquel? - Ouvimos uma voz do lado de fora, arregalamos os olhos ao reconhecer ser de Angel. A droga do vice-presidente que mais uma vez estava atrapalhando os meus momentos com Raquel.

- Eu não posso atender agora. - Disse tentando manter a voz séria. - Eu estou com um problema feminino.

- Problema feminino? - Perguntou um pouco confuso. - Tudo bem, eu volto depois. - Os passos se distanciaram e Raquel respirou aliviada. A olhei por alguns segundos e percebi que precisava perguntar algo que eu já deveria ter perguntado há semanas.

- Você toma anticoncepcional? - Ela passou de pacífica para completamente irritada em questão de segundos. Me arrependi da pergunta no mesmo momento.

- Depois de ter transado comigo tantas vezes é que você me pergunta isso? - Arregalou os olhos incrédula. - É claro que tomo anticoncepcional ou você acha que eu quero ter bebês com você?

- Raquel, foi apenas uma pergunta. Você poderia ter se limitado a sim ou não. - Revirei os olhos.

- O que pensava? Que eu iria engravidar de você e dar o golpe da barri...

- Você não precisa dar o golpe da barriga. - A interrompi. - Você é a bilionária aqui e eu sou um mero funcionário seu que apesar de bem de vida, não tem nem um quarto do seu império. Eu não quis insinuar nada, Raquel. Nada. - Disse de forma calma.

- Tudo bem, eu me exaltei. É o meu controle de natalidade, você não precisa se preocupar com isso. - Se abaixou e vestiu a pequena calcinha, encaixando as tiras na meia. A vontade de joga-la na mesa e a foder novamente, era grande. Eu não entendia que desejo era esse, parecia que eu nunca estava satisfeito. Não importava quantas vezes fizéssemos aquilo, eu sempre queria mais. Raquel estava se tornando o meu vício e eu nunca tive vícios.

- Na verdade, acho que preciso sim. Estamos transando. É uma responsabilidade mútua. Se você engravidar, vai ter meu nome na certidão de nascimento. - Ela sorriu irônica, me olhando de soslaio.

- Estamos brigando por conta de anticoncepcional? É sério? É incrível como a gente transa e briga na mesma proporção.

- Talvez seja isso que nos torne bons no sexo. - Disse e ela sorriu.

- E agora? - Perguntou com o lábio inferior entre os dentes em um claro sinal de nervosismo.

- E agora eu irei trabalhar, Senhorita Murillo. Afinal, a empresa não vai funcionar à base de vento, não é mesmo? - Ela pareceu um pouco surpresa com a minha atitude, mas apenas assentiu. Alcancei meus óculos e levei ao rosto com um meio sorriso em meus lábios.

Saí da sala com um sorriso gigantesco no rosto. Ela não queria um cafajeste só para sexo? Pois bem, ela teria exatamente o que pediu.



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