História Do you fell it? - Capítulo 9


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Histórias Originais, Insinuação De Sexo, Romance, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Da série: tapa na cara da sociedade

Capítulo 9 - They say around


A volta para casa pareceu ser mais longa do que anteriormente. A viagem de deixou cansada e as poucas horas que tive de sono não foram suficientes. Caminho pelas ruas com os olhos quase fechados, indo para outro dia na escola, confiro as horas antes de passar em uma cafeteria. A fila do Starbucks estava relativamente pequena e comprei meu café rapidamente para seguir o trajeto. 

Me sentia finalmente com vida ao passar os portões do colégio mas minha aparência não deveria estar das melhores, pois vários me fitaram com diferentes feições. Avistei alguns dos meninos conversando perto dos primeiros armários do corredor. 

— Bom dia, Sophie — comprimentaram.

— Oi, gente.

— Contente com o final de semana que passou? — Josh perguntou animado.

— Sim! O difícil é voltar para a rotina.

— Nem me fale — Will deitou a cabeça no meu ombro que causou gargalhadas no pessoal, já que ele era muito mais alto do que eu.

— Eai, anjos — uma menina apareceu e apenas Cole e DD responderam — Posso falar com você? — sorriu para Hall que continuava escorado em mim.

— Eu estava falando com a Evans — se endireitou — sobre levá-la para a aula, que é... 

— De educação física — completei.

— Estávamos indo para o ginásio, Megan... 

— Eu também vou para lá — disse sorrindo e os olhos arregalados do William foram para os garotos que fingiam uma conversa. Ela me parecia familiar.

— Então, Sophie queria que eu fosse com ela mas estava falando que infelizmente não poderei porque... minhas costas estão doendo por conta de ontem, acabei caindo na piscina da pousada e caminhar tem me feito mal. 

— Sim, uma pena. Eu vou indo, au revoir — terminei em francês e sai antes que Megan tentasse vir comigo, eles que resolvessem essa treta porque com uma desculpa esfarrapada daquelas não convenceria ninguém. 

Enquanto passava me senti vigiada ou louca. Acho que um grupo de pessoas discutiam sobre mim, uma delas apontou em minha direção e na cabeça ficava martelando o que seria. Fui para o vestiário colocar minha roupa e ao sair, vários dos meus colegas já estavam lá, inclusive DD que parou ao meu lado.

— É estranho ver todos iguais — comentou.

— Poderiam ter escolhido uma cor menos deprimente, cinza é tão sem graça — falei olhando para os adolescentes distraídos.

— Daqui a algum tempo, estaremos assim nos corredores. Vermelho, branco, preto e cinza.

— Não me lembre dos uniformes. Estou começando a rejeitar a ideia.

— Crianças! — Senhor Taylor apitou, e fomos para sua volta — Sei que talvez pareça cedo para aulas teóricas e elas são as piores, mas o professor sou eu. Semana que vem quero todos na sala e não na quadra. Para hoje teremos futebol, Malcon e Alex formam times masculinos. Trina e Alice os femininos, garotas comecem.

Recebi a bola a partir de um contra ataque e driblei duas meninas do time adversário antes de avistar a grande área próxima a mim. Enquanto corria, a mesma morena que estava se agarrando com Hall na praia simplesmente apareceu fazendo jogo de corpo comigo, agora eu sabia quem era.

Forçava minhas pernas a irem o mais rápido que podiam a fim de me livrar das cotoveladas que ela largava, provavelmente ficariam marcas em meus braços. De repente quando diminuo a velocidade para despista-la sem sucesso, Megan cruza em minha frente e me empurra logo depois para ter seu trabalho completo. Estava rolando junto com a bola. O som estridente do apito foi ouvido. 

— Megan! O que foi isso? Está expulsa!

— Por quê? Eu não fiz nada! Se a Sophie não tem coordenação o suficiente para jogar a culpa não é minha!

— Eu tenho olhos, obrigada. Banco! Agora!

Alunos começaram a me rodear e minha cabeça doía pelo impacto com o chão. 

— Você está bem? — me perguntavam.

— Saiam da volta. Deixem a garota respirar — Taylor disse — Novato — chamou — Aqui. Dener, leve-a até a enfermaria, por gentileza.

— Eu estou bem, isso não é necessário — afirmei para DD.

— Se visse seu estado acreditaria que você realmente precisa de ajuda — falou como se aquilo fosse um segredo.

— Cala a boca — disse pegando na mão de Diaz estendida para me erguer. Coloquei meu pé no chão e uma dor insuportável me atingiu.

— Eu disse.

— Vamos logo — falei mancando ginásio a fora, a brisa gélida me aliviou da tensão.

— Estou aqui como apoio, literalmente. Pare de se fazer de forte porque uma caída daquelas acabaria com qualquer um.

— Me deixa.

— Sophie — me repreendeu.

— Sophie — o imitei.

— Sophie! — Nathan disse correndo até nós — DD, eai? — falou agora quase parando — Gente, o que foi isso na sua testa? 

Diaz me olhou com a expressão de "Eu avisei".

— Nada que deva se preocupar.

— Na verdade, ela tem a Megan como inimiga que a atirou longe jogando futebol.

— Achei que os brasileiros eram tipo, muito bons nisso — Nathan respondeu rindo.

— A) não generalize; B) eu tenho dupla cidadania, mas nasci aqui; C) ela não é minha inimiga e D) mesmo que tenha feito de propósito não acabou comigo, agradeço.

— Tá bom — DD ironizou.

— Deixa que eu te levo à enfermaria — Rivera se ofereceu.

— Eu ia fazer isso.

— Cheguei atrasado e não tenho nada para fazer. Deixa que eu cuido dela — o loiro continuou.

— Se importa? — DD virou para mim.

— Pode voltar, valeu — ele se voltou para o outro lado e foi embora depois de gritar.

— Boa sorte com a relutante aí!

Nathan estava a alguns passos de distância e quando me olhou notando a cara de sofrimento, prestou totalmente sua beneficência.

— Se segure em mim.

— Eu não preciso.

— Sim, você precisa.

— Posso me virar sozinha. Vá na frente.

— Qual a dificuldade de ter o auxílio de alguém? Isso é feio?

— Não, mas...

— Sem mas, nem meio mas. Anda — esticou o braço para que me alinhasse nele. 

— Obrigada, eu...

— Caramba, você é teimosa, Evans.

— Eu discordo, todavia não me importo o suficiente para apresentar meus argumentos plausíveis e bem estruturados.

— Imagina se fosse teimosa — comentou baixinho — Só não questiono pois também sou. 

O alto se aproximou e me pegou no colo.

— Puxa, você é mesmo persistente. E eu achando que era para me entreter durante o caminho.

— Como se sente?

— Uma pena do jeito que você me carrega.

— Tá legal, engraçadinha.

— Me coloque no chão — eu gemi.

— Você vai fugir então, não.

— Meu pé não permitirá isso — mexi um pouco o tornozelo e me arrependi no instante seguinte.

— Já chegamos, respire.

— Por que você acha que ela não gosta de mim?

— Às vezes as pessoas te odeiam por causa da maneira como as outras te amam.

— Ela brigou comigo por quem?

— Pense.

— Impossível, ser pelo Hall.

— Possível, completamente possível.

— Quem em sã consciência briga por homem? É o cúmulo.

— É evidente que ela tem criado uma rivalidade entre vocês.

— Prato disputado eu deixo para quem tem fome.

— Em algum momento ela supera. Sente-se aqui vou chamar alguém para lhe ajudar.

Uma enfermeira com cara de vovó desviou sua atenção de uma revista, pasma, e se levantou vindo ao nosso encontro. Fiquei sobre um colchão de vinil marrom da única maca, para meu pé recebi gelo e mesmo que não tivessem a autorização para medicar qualquer aluno, sabia que tinha guardado um comprimido para dor.

°°°

— Fala o que aconteceu — Rebeca disse em português ao meu lado quando guardava meu livro de matemática e pegava o da próxima matéria.

— Do que você está falando? — respondi na mesma língua.

— Não precisa de dois neurônios para saber que é do Nick que me refiro.

— Nada, não aconteceu nada.

— É, e eu sou o papa. Olha, o diabo trabalha duro, mas eu trabalho bem mais. Você que lute, se não me contar descubro sozinha e vai ser pior.

— Tudo bem, eu conto.

— Eu ainda estou bêbada? — me assusto com a pergunta de Miley ao nos ver conversando em outro idioma.

— Como você fez isso?

— Isso o que? — Miley questiona.

— Aparecer do nada desse jeito.

— Não é minha culpa minha se você é excepcionalmente distraída. E então... estou sóbria.

— Sim, é apenas uma música brasileira. Um rap. 

— Exato — a loira deu de ombros.

— Achei que poderia ser um sonho, talvez estivesse em coma. Nunca se sabe — rimos e ela se retirou.

Rebeca e eu esclarecemos algumas coisas em um debate que me fez perder a cabeça e ir puta para a sala de física. Chegando lá espalmei minhas duas mãos na mesa do canalha para chamar-lhe atenção.

— Espalhou por aí que a gente transou?

— Calma, fala baixo. Vem vamos conversar lá fora — Nikolai falou perto de mim.

— Teu cu. Presta atenção, tu sabe que é mentira e não fez nada. Isso, se não partiu de ti a merda do assunto.

— Não se exalta, como duas pessoas civilizadas nós podemos resolver isso.

— Tem algum problema de audição? — perguntei por fim, com um tom involuntário de petulância.

Ele se levantou e senti raiva por ter que sair de encalço atrás dele até a rua.

— Acho que não vem ao caso se eu falei ou não. 

— A partir do momento que isso me envolve, também diz respeito à mim.

— Você não deve lembrar.

— Pelo contrário. Eu sei muito bem o que fiz e caso não soubesse seria bem complicado para você responder por isso, não?

— Olha... — o peguei de guarda baixa.

— Independentemente do tamanho da sua rola eu saberia se ela tivesse passado por mim e veja só, não entrou na minha buceta.

— Saberia mesmo, meu menino faz estrago.

— Abaixa a bola, você não é o que pensa. Não ia me rebaixar, mas tenho que falar: meu salto é maior que seu pau, não se emociona não. Menos, bem menos... quase nada.

— Tá... sei.

— Eu estou falando agora. Já que é garanhão o suficiente para me deixar nessa situação espero que consiga desmentir. 

— Nesse caso... Espero que goste de se decepcionar. Eu não vou fazer isso.

— Ah, vai sim. Sabe qual é o problema de vocês que se acham sabichões? Que assim que as coisas saem do controle esperam que uma palavra falsa cubra o que não deu certo. Esperou que dizendo que havíamos feito sexo me faria realmente transformar isso em realidade? Por favor, me poupe, se poupe, nos poupe. 

— Eu... 

— Isso é um monólogo, apenas uma pessoa fala. Sinto muito que tenha enfim achado uma garota que não faz o que você quer, que não diga o que você quer ouvir e que não babe pelo seu corpo. Já conheci fanfarrões como você, isso não me é novidade. Um rostinho bonito não muda atitudes feias. Me diga, se faz de santo até conseguir levar a pobrezinha para cama ou continua o teatro depois disso?

— Sincera. Você é perfeita, aliás, só tem um defeito...

— Eu não ligo — sibilei entredentes.

— ... Deixando sua boca longe da minha.

— Isso não é defeito é questão de higiene.

Nunca fugia de alguém ou de alguma situação, aprendi comigo mesma a lidar de frente com os problemas e até agora estava tudo bem. Minha caminhada até a secretaria parecia menos confiante do que deveria e, na verdade, era um alívio ir embora.

Nikolai era tão grudento que dava nojo. Como não pensei antes de agir? Ele parecia o típico cara fofinho e bonito que se apaixona por você, logo, fica na lista de quem não podia pegar. Ou envolveria sentimentos ou era uma personagem. Mesmo assim me rendi. Ele se mostrou falso, não era esse sonho de princesa pelo qual se fingia. As atitudes mostram muito sobre alguém, então se minha vontade de ficar com um sujeito aparecesse eu simplesmente procurava o mais sem coração a fim de não sair de sua cama com um relacionamento.

Talvez achem que eu sou uma baita puta, o que não me importo de verdade. É uma maneira de manter intacto aquilo que já foi quebrado tantas vezes. 

— Moça, com licença. Gostaria de saber se há alguma aula que eu possa cursar no lugar de física — lhe entreguei o papel com minha grade de horários.

— Nome completo? — perguntou doce.

— Sophie Charlotte Evans.

— Bem, só um instante — ela disse com os olhos pregados no computador em sua frente. Me debruçei no balcão esperando — Então, querida. A única sala disponível que você pode fazer a troca é a 340, terceiro andar, química. 

— Sem problemas. 

— Qual seria a justificativa?

— Perdão?

— O motivo pelo qual a faz querer sair de sua atual turma.

— É... que... — Isso que dá não estar ligada antes de ter alguma ideia brilhante e colocá-la em prática. Palmas, não tenho nenhuma resposta válida e vou me fuder — complicado...

— Olha só, vou te deixar ir para lá já que seu rosto me parece calmo. Não acho que você vai trocar de sala para se meter em confusões, imagino.

— De jeito nenhum! — uma folha saiu da impressora e ela me entregou.

— Espero que faça bom proveito, senhorita Evans.

— Muito, muito obrigada mesmo.

Então tudo havia se acabado, mas que a verdade seja dita, não tinha acontecido muita coisa.


Notas Finais


O que tem achado a respeito do Nikolai? Reviravolta, eu diria.
O link da música:
https://youtu.be/vg-sEMHvu30


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