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História Do You See Us? - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capitulo 5


Sobre a primeira semana de aula: fui três dias e matei praticamente todas as aulas dos dois que fui apenas para fumar maconha com um amigo, Muriel era o nome. Sobre a festa? Acho que engravidei de um estranho. Caralho. O que eu ‘tô fazendo da vida?

Vamos rebobinar um pouco, tá legal?

Vou contar sobre a noite passada, mais especificamente sobre as loucuras que aconteceram.

Chegamos cedo na casa de Victor naquele dia, ajudamos a arrumar tudo, inclusive, compramos as bebidas.

Passamos a tarde ocupados, mais tarde nos arrumamos e caímos na farra.

De imediato eu já sumi de vista, fui procurar o meu alvo da noite e, no meio do caminho, encontrei algo melhor.

- Não. – sorri maldosa, caminhando em direção ao centro do jardim. – Olha só quem resolveu aparecer. – chamei a atenção das pessoas que estavam ali, começando um breve show. – Se Não são os meus meninos.

Caminhei em volta dos três, bebericando minha bebida.

- É o seu primeiro copo, amor? – questionei a Kaetano que segurava um copo com cerveja dentro, o mesmo não ousou me encarar. – Você tem que pegar leve se não quiser amanhecer pelado ao lado de um cara desconhecido. – dessa vez falei um pouco mais alto, arrancando risos da multidão.

O moreno levantou o olhar e eu pude ver seus olhos se encheram d’água. Aquilo só me fez sentir ainda melhor. Algo em magoar as pessoas inflava meu ego, me fazia sentir impetuosa, temida... Enfim, gostosa.

- Calma, querido, a diversão está apenas começando. – segurei seu rosto com demasiada força, ficando minhas unhas em suas bochechas rubras. – O que eu faço com você? – questionei maliciosa. – Sua virgindade? – gargalhadas atrás de gargalhadas. – Ou a dos seus amiguinhos? – desviei meu olhar para seus amigos, vendo os mesmos tão apavorados quanto ele. – Eu...

- Júlia. – uma voz grave cortou diante a multidão.

Revirei meus olhos, largando o garoto.

- O que? – encarei Miréia com tédio.

- Deixa eles, porra. – pediu no mesmo tom.

Franziu o cenho, confusa diante seu pedido.

- Não era você que amava zoar esses caras? Não era você que respirava apenas para vê-los chorar? – perguntei chateada, encerrando minha bebida quente.

- Não desse jeito, você está os humilhando. – respondeu como óbvio, me puxando para fora daquele lugar.

- Porra, me larga, Miréia. – pedi dando um tranco no meu braço.

Aquela altura ninguém mais prestava atenção na nossa conversa, mas ainda estávamos próximas do trio maravilha. Os menos conversavam entre si, vez ou outra direcionavam o olhar a mim, ainda amedrontados.

- Não fode.

- Qual o seu problema? Por que fez aquilo?

- Por que é divertido? – questionei o óbvio, olhando a nossa volta, caçando alguém.

Ouvi Miréia bufar.

- O que você tem, hein? Tá chata. – arranquei o copo de uma pessoa aleatória que passava por nós, ouvindo seus protestos ridículos. – Vaza, porra.

- O problema é que você está agindo como uma piranha.

Sorri.

- E desde quando isso é um problema? Você mesma disse: “ As pessoas nos odeiam “.

A platinada desviou seu olhar do meu, encarando o grupo com certo arrependimento.

Era estranho ver Miréia daquele jeito, parecia arrependida, confusa, perdida. Eu não estava gostando daquilo.

- O que houve? – perguntei preocupada. Ela suspirou antes de me encarar e sorrir de canto.

- Nada, só estou meio bêbada. – deu de ombros, me dando um soquinho no ombro.

- Ótimo, sinal de que a festa está começando a ficar divertida. – virei o líquido novamente, gritando ao senti-ló queimar minha garganta. – Agora vamos aproveitar essa porra como se deve. – Fiz um toque com ela antes de abraçar seus ombros e tira-lá dali.

A partir daí, lembro-me que viramos vários shots antes de nos separarmos.

Miréia disse que queria ir ao banheiro, então eu fui dançar um pouco, aproveitar. Puto de um erro, foi quando eu vi José e a loira azeda da sua namorada dançando juntos.

Lentamente as coisas perder o sentindo, a música parou e só conseguia sentir uma imensa vontade de chorar.

Eles pareciam tão felizes juntos.

Antes que alguém pudesse me ver naquele estado patético, eu agarrei o primeiro idiota que vi na minha frente e o levei para o quarto onde pretendia dormir aquela noite”.

E foi isso, primeira festa do ano foi um fiasco.

- Então, o que iremos comer? – perguntei a mim mesma indo em direção à geladeira da casa de Victor.

- Qualquer merda. – Miréia respondeu sentando-se na bancada da cozinha.

- Boa ideia. Sanduíche. – peguei tudo que podia para fazer uma montanha de sanduíches e larguei na mesa de vidro. – Pega os pães no armário, Meri. – pedi apontando para o armário ao lado oposta ao qual ela estava sentada.

A baixinha deu de ombros e fez o que lhe foi pedido, largando os pães ao lado dos ingredientes.

- Espero que não toque fogo na cozinha da minha mãe, Júlia. – Victor entrou na cozinha vestindo uma calça moletom, sem camiseta, mexendo no celular distraidamente.

- Você já teria feito isso por mim. – rebati, pegando uma faca para começar o meu almoço, vulgo café.

- Eu sei cozinhar, piranha. – respondeu sentando-se ao lado de Miréia. – E eu espero que você esteja fazendo um para mim também. – apontou na direção das minhas mãos.

- Vou fazer porra nenhuma não.

O mais alto me encarou mortalmente, me fazendo rir.

- Viado.

O mesmo revirou os olhos, voltando sua atenção para o celular.

- Cadê Helena? Ela disse que viria para nos ajudar a arrumar a casa. – disse distraidamente, passando maionese em um lado do pão de forma.

- Ela me mandou mensagem nesse instante. – Miréia comentou.

- E...

- Está chegando daqui a pouco.

- Ok.

- E Pedro? – Victor questionou após pigarrear. Ele não nos encarava, continuava mexendo na droga do celular.

- Acho que ele não vem. – respondi dando de ombros.

- Por quê? – perguntei mais interessado.

- Porque, provavelmente, ele ainda esteja com Monalisa. – respondi o óbvio.

- Como assim? – Viado burro.

- Eles ficaram ontem. – Miréia cortou todo o suspense.

Não que eu fosse de reparar muito, mas a expressão que Victor fez me deixou intrigada, parece que ele ficou magoado com o que Miréia havia dito, mas disfarçou bem, pois logo estava sorrindo e conversando aleatoriedades com a platinada. Ainda assim, as vezes o pegava inerte, triste. Acho que aconteceu alguma coisa de suma importância na festa.

Terminei nossos sanduíches e os servi com refrigerante. Sentamos todos no galpão e atacamos a comida como loucos que não viam comida a séculos.

- O que vocês acham que vai acontecer no ano que vem? – Miréia perguntou de uma hora para a outra.

- Como assim? Vamos fazer faculdade. – Victor a respondeu de forma frugal, o que eu acredito não tê-la agradado muito. Acho que ela esperava uma resposta além daquela óbvia.

- Não, quero dizer... Sei lá... Estou meio perdida.

- Eu percebi, você anda estranha. – foi a minha vez de comentar. – O que rola?

A mesma deu de ombros em resposta, evitando o assunto.

- Seja o que for, estamos aqui. – Victor disse.

Miréia assentiu, ainda fora de órbita.

Aparentemente ela está preocupada com o que vai acontecer no ano que vem, ou até mesmo este ano. Deve ser por isso que ficou tão mal quando me viu incomodar os garotos ontem, acho que ela não quer ser mais quem é atualmente.

Enfim, viajei...

Helena não demorou a chegar e começar a reclamar sobre a bagunça a casa e em como foi difícil acordar cedo e ter que vomitar tudo que comera na noite anterior.

Como sempre, ela sendo ela.

Porra de vida.


Notas Finais


Bora ver, Victor, comenta, viado.
Miréia disse que você está lendo e dando piti, me diz aí o que você não está gostando.


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