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História Do You Wanna Dance? - Capítulo 2


Escrita por: e dudandthesurtos


Notas do Autor


E não é que a gente voltou rapidinho? A recepção foi tão boa que a gente tacou o pau aqui e escreveu esse capítulo DIVERTIDÍSSIMO pra vocês. Eu não consigo descrever o quão divertido e gostoso tá sendo escrever essa relação e nesses moldes que a história tá se dando. É engraçado & romântico & boiola - ou seja, tudo o que a gente ama. Esperamos, de verdade, que vocês gostem tanto quanto a gente tá gostando de escrever.
Aproveitem e COMENTEM O QUE VOCÊS ACHAM, as opiniões são >>muito<< importantes para nós sabermos o que tá ficando bom e o que não tá - afinal, a gente é escritora mas também é leitora, e um pitacozinho, afinal, não faz mal a ninguém.
E agora, com vocês, um Serquel bem suave de domingo de manhã!
Barcelona & Cannes

Capítulo 2 - Days Gone By


O despertador tocou com um som estridente, que fez Raquel levantar em um pulo. Sua cabeça estava latejando e sentiu uma náusea repentina lhe invadir o estômago. Ah, a ressaca. Não se lembrava exatamente de quantos copinhos de tequila tinha bebido na festa, mas era certo foram o suficiente para fazê-la se sentir mal. Ela se esgueirou pela cama tentando acabar com o barulho infernal, e, quando finalmente conseguiu, suspirou alto. 

 

Virou-se para o outro lado da cama - e percebeu logo que não era a sua. Um homem de cabelos escuros, deitado de bruços virado para o lado de fora da cama. Ele estava coberto até a cintura com o edredom, dando-a uma visão privilegiada de suas costas definidas com algumas pintinhas respingadas. Mais um suspiro. 

 

Lembrou-se em um flash da noite anterior com um sorriso travesso nos lábios; a dança, a tequila, os beijos, os toques, dele a fazendo gozar no banheiro do bar...o que não se lembrou, no entanto, foi o nome dele. Aliás, sua mente fazia um branco - e doía - quando tentava se lembrar. Aos poucos a dor foi dando trégua, e as lembranças foram voltando; os dois andando de mãos dadas até a casa dele, os beijos desesperados na escada, a eficiência dele em fechar a porta com uma mão e segurar-lhe a cintura com a outra; o jeito que ele sorria enquanto ela estava em seu colo, e o carinho e atenção que ele teve quando ela disse que naquela-posição-ela-não-fazia e nossa: o melhor sexo que ela tinha tido em meses. 

 

Virou todo o corpo para o lado e ficou olhando para as costas desenhadas dele, vendo seu corpo subir e descer lenta e sutilmente conforme a respiração se dava, e  sorriu de leve ao lembrar que ela tinha se apoiado naqueles ombros largos a noite toda. Olhou para o teto e desceu o olhar para o quarto. A janela estava aberta, e via-se, inclusive, a marca de uma mão na parede ao lado dela. E a memória de estar encostada à parede com as pernas em volta da cintura dele pipocaram em sua mente a fazendo sorrir mais abertamente. Com muita calma, jogou os pés para fora da cama e saiu do quarto, silenciosa, procurando pelo banheiro. Sentiu que as pernas cambaleavam e que alguns músculos doíam demais - isso que dá transar que nem uma adolescente quando se tem mais de 40 anos.

Voltou ao quarto depois de passar pelo banheiro e pela cozinha, onde pegou um copo d’água. Deu um pequeno gole e se deitou de novo na cama, pegando o telefone e conferindo as mensagens que tinham sido deixadas ao longo da noite. 135. 

 

Sergio abriu os olhos com a claridade que vinha da janela. Era de manhã, e teve um pequeno momento de surto interior ao se lembrar da noite anterior e constatar que ainda estava acompanhado. Aquele não era ele; Sergio Marquina não flertava com mulheres em bares, EM FESTAS, e muito menos as levava para casa e fazia um sexo loucamente maravilhoso madrugada-à-fora. Uau. Tinha feito um sexo loucamente maravilhoso madrugada-à-fora com uma mulher espetacular. Raquel. Pensar o nome dela o trouxe uma sensação esquisita e gostosa, causando um sorriso singelo. Ele respirou fundo e virou para o lado dela. Seu rosto inchado de tanto álcool - e provavelmente por causa das 10 horas de sono que tinha tido, conforme Raquel tinha calculado ao olhar que eram já 13h da tarde - sorriu ao vê-la ali. Ela virou o rosto pra ele bloqueando o telefone e deixando-o no colchão. 

 

“Bom dia” ela disse

 

“Bom dia” saiu mais como um resmungo, enquanto a olhava se ajeitar para olhá-lo, se cobrindo mais com o lençol branco “Dormiu bem?”

 

Ela lhe devolveu em resposta uma careta, enquanto levava uma mão ao rosto dele, acariciando-lhe a barba. “Mais ou menos, acordar foi bem ruim. Eu não tenho mais idade pra aquela quantidade de álcool”

 

Ele riu, fechando os olhos. “Dor de cabeça?”

 

“Bastante”

 

Ele tateou a cama em busca da cintura dela, e a puxou para o seu peito. Raquel não protestou, encaixando o rosto na curva do pescoço dele, e, cedendo novamente ao sono e à preguiça que a invadia, fechou os olhos respirando junto ao homem que nem se lembrava o nome.

 

Raquel sabia que a parte mais complexa do sexo casual era a eventual repulsa ou constrangimento que acontecia no dia seguinte, quase que como se não pudessem se tocar novamente. Mas, surpreendentemente, se sentia confortável com ele ali - talvez porque o sexo tivesse sido estupendo e ela estava de muito bom humor, ou porque ele só parecia um homem muito bom e ela não sentia de fato uma urgência em sair correndo -. Sergio nem tinha pensado muito direito antes de puxá-la para si, mas não demorou a ceder ao sono por mais uns quinze minutos antes que ela se movesse novamente.

 

“Aceita um café?” Ele perguntou, encostando-se na cabeceira da cama enquanto ela se deitava afundando a cabeça no travesseiro.

 

“Por favor” ela resmungou, e ele achou graça.

 

Sergio se levantou, caçando uma calça de pijama em seu armário, e fechou a janela, para que ela se sentisse mais confortável. “Pode dormir mais, se quiser”

 

E sumiu em direção à cozinha, enquanto ela tentava tomar coragem de se levantar. O cheiro de café fresco dominou todo o apartamento, e foi o que bastou para Raquel finalmente se levantar. Para ela, não existia jeito melhor de acordar num domingo de manhã se não com aquele cheirinho gostoso de café. Uma chuvinha fina caía do lado de fora deixando tudo com um clima mais aconchegante. Ela se espreguiçou como um gato gorducho depois de uma longa soneca e se levantou para ir ao encontro do charmoso dono da casa e a fonte do cheiro que a inebriava.

Sergio se movimentava pela cozinha com um sorriso satisfeito no rosto, pensando, decerto, no que falaria para ela quando aparecesse. E quando ela apareceu, nua, à sua frente, ele abriu a boca, espantado, e não se moveu mais. 

 

“Que foi? Você me viu pelada ontem a noite toda” ela disse simplesmente, não entendendo tamanho espanto depois de tudo.

 

Ele riu, e voltou a olhar para a frigideira onde preparava seus ovos mexidos.

 

“É verdade, desculpe, eu só não estava esperando-”

 

“Eu posso me cobrir se você se sentir desconfortável…” 

 

“Não, por favor, fique à vontade” ele riu de novo, e ela se esgueirou perto dele para

pegar uma caneca e se servir de café. 

 

“Eu não sabia o que você ia querer comer, eu posso fazer outra coisa…” Sergio disse um pouco sem jeito.

 

“Tem pão?”

 

“Hmm, tem sim, no primeiro armário.”

 

“Da direita ou esquerda?”

 

Sergio se virou para ela, tentando não olhar para seu corpo descoberto, e apontou para o da esquerda. Ela então buscou o pacote de pão e se juntou a ele perto do fogão.

 

“Pode deixar, eu faço.” Ele disse, sem olhar para ela.

 

“Mesmo?”

 

“Sim, sem problemas.”

 

Ela deu de ombros e o observou preparar tudo ainda sem olhar para ela, sentada ao balcão da cozinha. Raquel bebericava seu café lentamente, enquanto o olhava, esperando seus sentidos voltarem ao equilíbrio. Ele a panela com os ovos de uma forma tão uniforme, regular, e alguma coisa a dizia que aquele era um homem extremamente metódico em tudo o que fazia.

 

“Você bem, mesmo? Sem nenhuma dor de cabeça?” Raquel perguntou ainda um pouco chocada. Não era possível, ela lembrava dele igualmente embriagado junto com ela.

 

“Nenhuma”

 

Ele serviu o prato com pão com manteiga para ela, os ovos mexidos para si, e sentou-se à sua frente. Raquel se levantou para trazer a garrafa de café até a mesa. Sergio já comia, e ela aproveitou para servir aos dois, antes de sentar-se de novo.

 

“Você jura que você não tá nem um pouco enjoado? Nada?”

 

“Definitivamente não.”

 

“Então a lenda do uísque não dar ressaca é real? Puta merda.”

 

Sergio riu, enquanto olhava para ela por cima da caneca na qual bebia o café.

 

“Eu tô surpreso também, acredite. Mas, olha, você quer algum remédio?”

 

Raquel apoiou os cotovelos na mesa e segurou a cabeça com as mãos.

 

“Sim, por favor.”

 

Ele se levantou e trouxe-lhe uma aspirina. Raquel agradeceu.

 

“Obrigada, cariño.”

 

Depois do café, Sergio a convenceu a voltar para a cama, para que ela descansasse mais antes de ir embora. Raquel considerou por 5 segundos, e concluiu que não havia problema em ficar mais um tempinho ali com aquele homem que a tinha tratado tão bem. Ele era de fato parecia ser uma pessoa muito boa.

 

Raquel se enterrou debaixo dos lençóis, mas sentada encostada à cabeceira, para olhá-lo, que sentava de pernas cruzadas à sua frente. Sergio definitivamente não sabia o que fazer ou dizer, sua única vontade era beijá-la novamente. Tinha colocado os óculos novamente e podia olhar para os detalhes dela mais claramente: as pintinhas em seu colo, o loiro de seus fios, o pequeno piercing no nariz… Ele a achou absolutamente encantadora e desinibida - tudo o que ele não era.

 

“Então…” ela começou “Como você foi parar naquela festa ontem?”

 

“Andrés, que trabalha comigo, me arrastou para lá. Queria dizer que foi por causa do Ángel, mas…” ele disse sorrindo, balançando um pouco a cabeça.

 

Raquel sorriu fazendo um "hmm" em sinal de entendimento. Ele respirou fundo.

 

"E você?" Foi a vez dele de perguntar.

 

"Ángel é um amigo antigo meu… pra te ser muito sincera foi mais o fato de que eu não podia faltar em mais um aniversário dele.” ela riu “Eu acho que dei desculpas nos últimos dois anos, acho?” 

 

Sergio riu da cara de confusão dela tentando se lembrar. Raquel riu junto. Era tão leve estar ali.

 

“Imagino que tenham sido ótimas desculpas”

 

“Eram mesmo.” Ela se arrumou, para se deitar um pouquinho mais no travesseiro, sem parar de olhá-lo “Eu sou ótima em dar boas desculpas, é meu trabalho, na verdade.”

 

“Advogada?”

 

Ela franziu o cenho. “É… Como adivinhou?”

 

Sergio gargalhou.

 

“O que foi?” 

 

“Eu juro que foi só um palpite.”

 

“Eu falei pra você isso ontem?”

 

“Não, não falou. Eu me lembraria.”

 

“Você aí lembrando de tudo e eu ainda tentando entender como eu saí de uma festa de aniversário e vim parar na casa de um cara que eu nem sei o nome.”

 

E Sergio… Riu, alto, mais uma vez. Isso claramente deixou Raquel brava, que cerrou os olhos e jogou um travesseiro nele.

 

“Tá rindo de quê?”

 

Sergio segurou o travesseiro e colocou-o no colo.

 

“É que… Você perguntou o meu nome, ontem”

 

E então a vergonha tomou conta do corpo de Raquel, deixando-a inteira vermelha, enquanto tapava a boca com as duas mãos.

 

“Não acredito.”

 

“É sério.”

 

“Meu Deus, me desculpe.”

 

“Não tem problema, eu já estou contente de ter conseguido fazer você ficar para o café, Raquel” ele praticamente sussurrou seu nome, e ela teria achado encantador se não estivesse morrendo de vergonha “Confesso que meu medo era acordar e você ter fugido.”

 

“Eu nunca fujo” ela tentou brincar, a fim de esconder a vergonha.

 

“Isso é uma desculpa?” 

 

Ela riu.

 

“Você vai ter que adivinhar de novo.”

 

“Nada disso, sua vez. Te dou três chances de acertar meu nome. Está aí perdido na sua cabeça.”

 

“Ai, não…” ela resmungou, enterrando a cara no travesseiro.

 

“Vamos, por favor, estou curioso.”

 

Raquel se sentou com as pernas cruzadas à frente dele, também com o travesseiro no colo, e Sergio agradeceu a Deus que ela fez isso, pois olhar para o meio de suas coxas, agora, seria tentador demais. Mas, ainda assim, seus seios pequenos ainda estavam à mostra e ele achou ela mais linda do que tinha achado na noite anterior.

 

“Três chances?”

 

“Três chances.”

 

“E se eu não acertar?” 

 

Hmm… Vou ter que pensar em algo. O que sugere?” 

 

“Eu lavo a louça do café?”

 

Sergio riu.

 

“Justo”

 

“Ok. Hmm…” ela olhou bem no fundo dos olhos dele, e encarou dos cabelos escuros até a barba cheia, passando por seu pescoço - onde notou uma mancha vermelha da qual ela provavelmente era responsável - o peito branquíssimo e os braços fortes - meu Deus, como eu arrumei um homem tão bonito no meio daquela festa? - Raquel tentava achar na pele dele algo que a fizesse lembrar do maldito nome. Voltou a olhar para os olhos dele, que nesse ponto já estava com as sobrancelhas levantadas, como quem diz gosta do que vê?

 

Mas Raquel não podia se desconcentrar agora, precisava lembrar.

 

“Salvador?”

 

Ele fez uma careta.

 

“Tá, calma, deixa eu pensar.”

 

Mas ela sabia que não lembraria por nada. Raquel se lembrou de quando perguntou isso a ele. Via claramente ele na ponta da cama com ela em seu colo, e ela dizendo algo do tipo eu-não-vou-deixar-você-me-comer-sem-antes-saber-seu-nome.

E aparentemente ele até tinha falado, ela lembrou do sorriso dele logo depois de dizer e este sumindo quando ela finalmente se encaixou nele. Mas o vácuo que era o nome que ele tinha sussurrado permanecia sem resolução em sua mente.

 

“Você pode me dar uma dica?”

 

“Isso depende. O quão interessada você está em descobrir meu nome?”

 

“O suficiente pra não ter levantado e ido embora. Vai, me ajuda…”

 

Sergio ponderou com um sorriso no rosto. Ela era tão bonita, por Deus, não tinha nada que ele não faria só para retê-la naquela cama só mais um pouquinho.

 

“Você acertou a primeira letra.”

 

Raquel arregalou os olhos, contente.

 

“Muito bem, estou no caminho certo, então.”

 

“Quase.”

 

“Hmm...Que tal Santiago?”

 

Ele gargalhou de novo, e ela escondeu o rosto entre as mãos.

 

“Última chance…”

 

Ela olhou para ele, determinada, e sabia que tinha perdido aquela brincadeira. Pensou em muitas formas de como aquilo acabaria, e a verdade era que estava só esperando a oportunidade perfeita para se jogar nos braços dele novamente.

 

Sergio achou incrível como o rosto dela mudou de pura concentração para o rosto mais sexy que tinha visto na vida. Ela tirou travesseiro do colo e engatinhou até ele, que também jogou para longe o travesseiro e a observou sentar em seu colo. Completamente nua.

 

“Vamos fazer assim” ela começou, sussurrando no ouvido dele, enquanto passava as mãos pelos seus ombros e nuca, fazendo-o se arrepiar “Você me conta o seu nome só pra eu poder gemer direito quando a gente transar de novo ” ela mordeu o lóbulo de sua orelha, e Sergio perdeu completamente o controle ao perceber que estava excitadíssimo em poucos segundos. “Pode ser?” ela o encarou, decidida.

 

Sergio não se fez de coitado, e virou-a na cama rapidamente, atirando seus próprios óculos em cima da mesa de cabeceira, e beijando-lhe o pescoço.

 

“Meu nome é Sergio” ele sussurrou, enquanto passava as mãos pelas coxas dela, que já estavam arrepiada também. Raquel segurou o rosto dele com as duas mãos, fazendo com que ele a encarasse.

 

“É sério? Seu nome é Sergio?”

 

“Sim.”

 

“Você não tá de brincadeira comigo, né?”

 

“Definitivamente não.”

 

“Então eu posso gemer esse nome no seu ouvido?”

 

Sergio gargalhou e enterrou a cabeça na curva do pescoço dela, enquanto riam juntos.

 

“Sim, você pode.”

 

“Muito bem, então.”

 

E quando ela o puxou para um beijo com gosto de café, Sergio sentiu que devia ter feito algo muito bom para merecer aquele momento tão prazeroso desse jeito, sem nem fazer esforço. Ela aparecer tinha sido a obra mais incrível que o acaso tinha lhe proporcionado. 

 

Raquel nem pestanejou antes de puxar a calça dele para baixo, eliminando a única coisa que os separava. A pouca luz do dia chuvoso entrava pelas frestas da cortina, mas ainda assim ela podia ver com clareza o corpo dele sobre o seu. Sergio deixou o corpo ceder um pouco ao beijá-la, os seios dela comprimidos em seu peitoral e a ereção latejante encostando na barriga dela, ele achou que iria acordar desse sonho bom a qualquer momento. 

 

Sergio desceu seus beijos pelo pescoço dela, bem lentamente, deixando a mulher arrepiada e ansiosa da cabeça aos pés. A barba dele causava uma fricção deliciosa contra sua pele lisa e ela mal podia conter-se para pedir a ele que acelerasse todo o processo para que ela sentisse todo o mesmo prazer da noite anterior só que, desta vez, sóbria.

 

Ela acariciou os cabelos dele, sentindo o exalar do cheiro deles, e concluiu que muito do encanto daquele homem devia vir do quanto ele cheirava bem. Sergio beijou seus seios enquanto usava uma das mãos para levantar uma das pernas dela para encaixar-se ali no meio. Foi descendo os beijos pelo ventre dela, onde deu uma mordiscada e Raquel gemeu, arrepiada até o último fio de cabelo, e com as mãos nas costas dele. 

 

Sergio olhou bem no fundo dos olhos dela antes de começar a lamber o interior de sua coxa, mordendo de leve sua pele enquanto alternava entre beijos ali e respirava quente em seu sexo, mas sem tocá-lo. Raquel arfava, implorando para que ele a tocasse logo. 

 

Sergio, por favorela olhou para baixo, encontrando os olhos escuros dele bem abertos, e continuou encarando enquanto ele começava a lamber o interior de sua vagina. Raquel não aguentou e jogou a cabeça para trás e arqueou as costas. 

 

Sergio passou a sugar delicadamente seu sexo, mas não demorou muito para afundar toda a boca nela, movimentando a língua constantemente no seu ponto máximo de prazer. Ela puxou os cabelos dele, mas ele não se moveu nem um centímetro. Raquel arqueou as costas mais uma vez quando o primeiro espasmo involuntário veio, e ele aproveitou para passar as mãos por sua bunda e acelerar os movimentos com a língua. 

 

Raquel sentiu-se no céu. Olhou para baixo novamente e o viu afundado no meio de suas pernas, e ficou tão maravilhada que esqueceu da dor de cabeça e do desconforto nos músculos. Agarrou e puxou o lençol quando sentiu-se estremecer de leve e seus gemidos ficaram mais constantes. Sergio passou a usar uma de suas mãos para estimulá-la e percebeu que os gemidos dela passaram a ser mais altos, e voltou a usar só a língua. Raquel torceu mais o lençol em suas mãos e Sergio abriu os olhos para vê-la queimando em cima de sua cama. Não pôde evitar um sorriso, e puxou a mão dela que torcia o lençol, entrelaçando-lhe os dedos e acelerando o ritmo de sua língua. Já mais do que extasiada, Raquel começou a rebolar em seu rosto, ajudando-o na tarefa de lhe proporcionar prazer. Ela largou os cabelos dele para passar a mão pelo rosto e sussurrar algo que ele não ouviu. 

 

Quando sua mão retornou para os ombros dele e ela o arranhou, Sergio puxou-a também, e continuou a lamber-lhe o clitóris com uma maestria que ela nem acreditava ser real. Com as mãos dadas, Raquel apertou os nós dos dedos dele com muita força e gritou alto quando finalmente chegou ao orgasmo, tremendo-se descontrolada em seu rosto. Sergio foi diminuindo o ritmo e soltou as mãos dela quando a viu se acalmar, mas não se moveu dali. Começou a estimulá-la de novo com os dedos, enquanto passava a barba lentamente pelo interior de suas coxas. 

Descansou a cabeça ali enquanto a via recuperar-se, e sorriu. Raquel tinha a respiração pesada e, conforme suas ondas de prazer foram se dissipando, ela conseguiu olhá-lo. Sergio levou a boca ao seu sexo novamente e ela arfou alto demais, ainda muito sensível. Mas não conseguiu ficar daquele jeito por muito tempo, puxando os cabelos dele com a força necessária para fazê-lo olhar para ela.

 

“Você quer morrer afogado aí?”

 

“Se eu pudesse…”

 

Raquel riu sem força alguma.

 

“Vem aqui logo!”

 

Sergio sorriu e subiu à altura de seu rosto.

 

Raquel achou o sorriso dele doce, e nada pervertido. Acariciou o seu rosto antes de puxá-lo para um beijo quente. Ela ainda não conseguia acreditar que o beijo de alguém que nem conhecia podia encaixar-se tão bem na boca dela, então aproveitou-se para provar o máximo possível dele. 

 

Raquel inverteu as posições e começou a esfregar-se em cima de sua ereção, e ele fechou os olhos enquanto agarrava suas coxas, perdendo o pouco do juízo que ainda tinha desde o momento em que a tinha beijado pela primeira vez na noite passada. Tinha a sensação - e o secreto desejo - que aquela mulher ainda lhe deixaria de cabelo em pé muitas vezes. Ele saboreava a língua dela com desejo, sendo obrigado a parar o beijo lascivo para gemer sobre seus lábios ao senti-la o provocar ao fazer movimentos de vai-e-vem com a mão sobre seu membro. Um sorriso safado tomava a boca dela ao vê-lo excitado por sua causa, e, mais ainda, sentir seu pau latejando contra sua abertura que o pedia mais e mais a cada segundo. Olhando no fundo dos olhos dele, enquanto guiava seu pau para seu interior, Raquel gemeu rouco, seguido por ele. Sergio não tardou a começar as estocadas fortes, longas, lentas e cheias de prazer, sentindo Raquel se contorcer mais a cada uma. Invertendo as posições com ele agora por cima, Raquel conseguiu senti-lo ir ainda mais fundo, e, não o bastante, Sergio levou o dedo indicador até seu clitóris intensificando mais ainda suas ondas de prazer. Olhando-o nos olhos, ela pode perceber o quão extremamente sexy ele ficava enquanto a fodia com o olhar completamente tomada por tesão. 

 

"Puta merda… mais rápido… por favor… " Ela pediu em um suspiro arrastado que ele prontamente atendeu, e mal pode evitar o riso satisfeito quando ela, de fato, gritou o nome dele entre as paredes daquele quarto. 

 

Ah que desgraçado, ela pensou antes de ser invadida mais uma vez por aquela familiar e deliciosa sensação que precedia um orgasmo. Indo ainda mais fundo, Sergio podia sentir o mesmo, agora atacando os seios de Raquel com chupões e mordidas a fazendo arfar. 

 

"Geme pra mim" Ele disse em um sussurro que foi o bastante para ela se sentir queimar mais ainda.

 

"Sergio, eu-"

 

"Eu também." Ele respondeu igualmente sem fôlego. 

 

Subindo com o olhar para os olhos castanhos mais lindos que já vira até então, ele a viu fechá-los por causa do prazer, e se deixou levar pelo êxtase, fazendo igual enquanto gemia, a sentindo apertar o contato entre as duas intimidades.

 

"Sergio-" "Raquel-" Os dois disseram em uníssono, se derramando um no outro exaustos.




 

Raquel ainda estava deitada sobre o peito dele quando o ouviu anunciar que iria tomar banho.

 

“Se você quiser ir embora enquanto isso, eu…” Ele falou meio envergonhado.

 

“Não, tudo bem, eu ainda tenho que lavar a louça de qualquer jeito.”

 

Sergio riu em resposta, e se afastou em direção ao banheiro.

 

“Desculpe a pergunta, é que…” ele voltou do corredor e sentou-se novamente na cama “Eu não estou acostumado a…” Engasgou antes de conseguir dizer qualquer palavra.

 

“Sexo casual?”

 

Ele riu, nervoso.

 

“É, bom… Não só isso, mas é que eu geralmente acabo conhecendo a pessoa um pouco mais, e o mínimo que eu sei de você eu só adivinhei” Os dois riram juntos.

 

“Isso te preocupa?” ela brincou

 

“Não especialmente, só… Não sei direito o que fazer, não sei se estou autorizado a te convidar para ficar e almoçar ou se você quer ir embora logo e…”

 

“Você tá se saindo muito bem até agora.”

 

Sergio perdeu o rumo de seu pensamento quando a viu sorrir e o elogiando. 

 

“Não precisa ficar sem graça, há cinco minutos atrás você não parecia nem um pouco constrangido” Sergio puxou o fio de uma almofada sem olhar para ela, mas ainda sorrindo. 

 

“É verdade.“ Ele sussurrou, só para dizer alguma coisa.

 

“E tudo bem me convidar pra ficar e almoçar, eu só tenho que ir embora logo depois disso, sim?”

 

Sergio levantou os olhos para ela, cheio de uma ternura nova, e assentiu.

 

“Muito bem, então… Eu já volto.”

 

Mas, antes, inclinou-se para dar-lhe um beijo rápido antes de desaparecer no corredor.

 

O silêncio instaurado após a saída dele era ensurdecedor. Raquel se levantou, amarrando o cabelo suado e, movida pela curiosidade, começou a explorar. Um dia sua mãe, no meio de uma bronca sobre arrumar a casa, tinha lhe dito que "a casa de alguém e o estado em que ela se encontra dizem muito sobre uma pessoa". E, pela primeira vez na vida, ela pôde ter provas de que era verdade. Pelo pouquíssimo que conheceu de  - há, agora ela sabia o nome dele! -, aquele apartamento não podia ser nem um pouco diferente. A sala era de um tom cinza claro, tinha as paredes quase que tomadas por inteiro por uma estante enorme lotada de livros que incrementava esse aspecto "inteligência é o novo sexy" que ele exalava. Circulando por ali, ela pode perceber que os livros eram divididos em pequenos setores: cor, tamanho, nacionalidades dos autores, língua, gênero… era como estar em uma pequena amostra da biblioteca da faculdade de novo, completamente cercada por livros. Perto da porta para o que ela deduziu ser uma pequena varanda, havia uma cadeira grande e aconchegante ao lado de uma mesinha com uma lâmpada, a lareira, e outras duas poltronas menores. O chão era de madeira, e entre uma das estantes e a lareira jazia um sofá de tom avermelhado simples e sem almofadas. Não era um apartamento grande quando parava pra pensar que só havia ele morando ali. Na verdade era bem coerente, e talvez fosse só um pouco menor que o dela. Ainda podendo ouvir o barulho do chuveiro, aproveitou para continuar o pequeno tour. 

 

A cozinha era tipo americana, com aqueles balcões enormes que a cercavam, feito de mármore, e por um momento ela conseguiu se ver ali em cima sentada, com Sergio entre suas pernas a fazendo gemer de novo e de novo… OK, FOCO. O único arranjo que tinha encontrado até agora pela casa era um vaso com um bonsai no meio do balcão onde ainda podia-se ver os restos do café da manhã dos dois.  Seguindo pelo pequeno corredor e tentando driblar mais pensamentos impuros, achou um outro quarto que julgou ser o escritório dele. Lá as paredes eram de um tom azul morno, quebrado por mais uma estante grande, mas menos espaçosa que a da sala. Os livros eram todos sobre business, contabilidade, administração, engenharias e afins, também categorizados impecavelmente por cor, tamanho, etc etc. Uma escrivaninha de madeira cortava a estante no meio. Nela tinha algumas pastas com arquivos visivelmente também catalogados, um desktop, cadernos moleskine com post-its amarelo-gritante e alguns papéis com planilhas extremamente organizadas. Ao lado do grampeador, que estava escondido atrás de copinhos também de madeira com lápis, compassos e afins, havia um carimbo preto simples escrito "SERGIO GARCIA MARQUINA". Céus, até o nome dele soava sexy. Sergio, ela pensou antes de voltar a se distrair com as coisas dele. 

 

Do lado esquerdo da escrivaninha, começava uma outra estante, dividida nas prateleiras entre: livros sobre música clássica, uma vitrola e vários incontáveis discos separados por aparas branquinhas com letras na ordem do alfabeto e mais livros sobre música mas dessa vez de outros gêneros como jazz e blues. Na parede ao fundo havia libretos de óperas emoldurados e alguns posters de Aretha Franklin, Etta James e Frank Sinatra, junto com uma cômoda simples que ela imaginou servir de uma espécie de mini closet e um teclado. 

 

"Gostou de alguma coisa?" Ela ouviu a voz rouca de Sergio vindo da direção da porta junto com um ar quente bom que provavelmente escapava do banho quente dele.

 

Raquel se virou e encontrou um Sergio de cabelos molhados, torso nu e o resto do corpo envolto apenas por uma toalha branca. Não se conteve e o examinou de cima a baixo, sentindo pequenos pontos de seu corpo voltarem a incendiar como há pouco ele próprio tinha feito no quarto. Será que aquele homem conseguiria ser mais sexy que isso?! Ela pensou o encarando com o lábio inferior entre os dentes. Sergio não se lembrava de ter visto mulher mais linda em toda a vida; Raquel já não tinha mais maquiagem no rosto, o cabelo estava preso em um coque desajeitado e com respingos de suor. Seus lábios mantinham uma cor rosada forte, e suas bochechas estavam vermelhas por ter sido pega "em flagrante". Normalmente ele estaria um pouco mais nervoso de ter alguém em um lugar tão pessoal de sua casa, mas em menos de 24h aquela mulher tinha conseguido ganhar um passe especial.

 

"Adorei suas coleções" Ela respondeu caminhando até ele e envolvendo seu pescoço com os braços. "Já te disse hoje o tesão que você fica assim 'pós banho'?" Raquel provocou em um sussurro antes de ficar na ponta dos pés e mordiscar o lóbulo da orelha dele.

 

Sergio achou que ia entrar em combustão. De novo. Não se deixando ceder pela milésima vez só naquele dia, sorriu travesso e levou uma de suas mãos até a bunda dela, dando um aperto que a fez dar um gritinho.

 

"Perdão te desapontar, mas… preciso me vestir." Ele declarou e ela forçou uma cara de irritação o fazendo rir mais ainda. E ela, logo acompanhou. O seguiu até se acomodar na cadeira da escrivaninha e ter a belíssima visão da bunda de Sergio enquanto se vestia com uma roupa confortável para passar o resto do dia. Quando ele terminou, se virou para encará-la ainda com o olhar sexy de quando o viu de toalha.

 

"Por Deus a senhorita é impossível!" Ele exclamou brincalhão e foi até ela roubar um selinho.

 

"Engraçado, me lembro de ouvir alguns professores do ensino médio falando isso..." 

 

Sergio não se aguentou e riu mais uma vez. Raquel levantou, se sentando com cuidado na escrivaninha e o puxou para que ele se sentasse na cadeira.

 

"Então Sergio, qual desses milhares de discos você me recomendaria?"

 

Ele pensou um pouco, tentando se concentrar em seu acervo e não na figura dela, vestindo apenas sua camisa, a poucos centímetros de seu corpo.

 

"De que tipo de disco você gosta?"

 

De todos os que ele parecia ter? "Acho que Jazz, talvez Blues…"

 

"Hmm, entendi..." Ela o observou se levantar e procurar entre todos os discos que tinha, até encontrar um na letra V.

 

"Van Morrison? Eu adoro ele!" Raquel respondeu com um sorriso e ele, extremamente feliz de ter acertado, a acompanhou. "Acho que nunca ouvi esse…"

 

"Nunca? Ah então eu acho que temos que resolver isso, hm?" Sergio arqueou as sobrancelhas e foi em direção a vitrola. Com dois toques 'Three Chords & The Truth' começou a soar pelo quarto com a doce melodia de 'Days Gone By'.

 

Raquel fechou os olhos absorvendo a música e de certa forma tudo o que tinha acontecido nas últimas horas. Sergio, com medo do que ela podia estar pensando, apenas a admirou, tão tranquila e com um sorriso no rosto. 

 

"Você me fez uma pergunta ontem e… bom…-" ele ajeitou os óculos no rosto e a viu olhá-lo no fundo dos olhos o desconcentrando ainda mais.

 

"Está tentando me tirar pra dançar?"

 

Sergio engoliu a seco. Por si só, a ideia era amedrontadora. Mas as coisas melhoravam de perspectiva quando ele percebia que estava apenas com ela e em sua própria casa. Quase que lendo seus pensamentos, ela se levantou e o puxou pela mão, a colocando em sua cintura e as suas próprias ao redor do pescoço dele. 

 

"Aqui, vou te mostrar"

 

Unindo ainda mais seus corpos e o tranquilizando, Raquel começou a dançar devagar sob o ritmo da música, sentindo o corpo de Sergio ceder aos poucos. 

 

For the days of auld lang syne, my love

For the days of auld lang syne

 

Ele era um pouco desajeitado, mas algo nela dizia que ele estar ali dançando era uma grande conquista pessoal, então continuou sorrindo. 

 

And hopefully we will, hopefully we will keep on growing and growing

Baby, baby, baby, baby, 'till we reach the sky

 

Nenhum dos dois soube dizer quanto tempo ficaram ali se embalando, se sentindo e conhecendo só com movimentos e alguns carinhos pelo meio do caminho. Quando a última faixa daquele lado estava para terminar, ele pode sentir o estômago dela roncar, o despertando daquele delicioso transe.

 

"Raquel, algo me diz que você está com fome..."

 

 Ela sorriu um pouco envergonhada, e ele gargalhou. 

 

"Bem, então acho melhor resolvermos isso também, hm?" Ele respondeu calmamente, ainda um pouco inebriado, e se separou dela. 

 

Sergio foi caminhando até a cozinha com Raquel atrás. Ela se sentou no balcão, e ele assumiu o forno.

 

"Não tive muito tempo para me preparar muito mas acho que podemos ir pra algo simples? Acho que sua ressaca não aceita muito mais do que um macarrão…”

 

“Acertou em cheio, cariño” ela sorriu “Sergio…” ela chamou, ainda sorridente

 

“Sim?”

 

“Tudo bem se eu fumar aqui?”

 

“Claro, só, por favor, perto da janela…”

 

Raquel sorriu, passando por ele para seguir para o quarto a tentar achar sua bolsa. Voltou e notou que a pequena bolsa estava jogada no chão perto da porta, e pegou-a para colocar em cima do balcão e tirou um cigarro e um isqueiro. Fumou na janela da cozinha, ainda observando Sergio cozinhar. Por Deus que homem bonito.

 

E perdeu-se nos pensamentos mais impuros novamente, que se desmancharam completamente quando ele virou para ela enquanto cozinhava e sorriu terno e meio sem graça. 




 

O almoço tinha sido tranquilo e divertido, e Sergio não lembrava de recentemente ter vivido algo de tão bom e prazeroso quanto aquele dia com ela. Mas quando ela tirou a blusa dele para vestir o vestido da noite anterior, ele sabia que estava no fim.

 

“Você mora muito longe daqui?”

 

“Eu não sei, na verdade” ela riu “Mas não importa, eu vou só pedir um Uber pra casa.”

 

“Ah, claro” ele sussurrou, impedindo qualquer manifestação que ele poderia ter do tipo acompanhá-la até em casa.

 

Chamou o Uber e se dirigiu até a porta com ele em seu enlaço.

 

Virou-se para ele, e em seguida arregalou os olhos.

 

“Eu não lavei sua louça.”

 

E Sergio, que até agora estava nervoso ao vê-la partir, riu, aliviado.

 

“Sem problemas”

 

“Mas eu perdi a aposta...”

 

“Não tem problema, é só a gente fingir que você ganhou.”

 

“Vai me deixar ganhar assim, fácil?”

 

“Não vejo porque não o faria.”

 

Raquel sorriu aproximando-se dele para um beijo lento e que ela sabia que provavelmente seria o último. Ou não sairia daquela casa tão cedo.

 

“Obrigada por… Tudo.” Ela sorriu.

 

“Eu que agradeço a companhia… E, Raquel?”

 

Ele a chamou quando ela já estava perto da porta. Raquel se virou num milésimo de segundo.

 

“Sergio?”

 

“Eu não sei se isso está autorizado dentro das regras do sexo casual, mas…” Ela riu da falta de jeito em dizer essas palavras “Eu posso pegar o seu telefone? Só caso eu precise da sua companhia de novo.”

 

Raquel abriu um sorriso divertido, e deu o próprio telefone a ele.

 

“Digite seu número. Eu ligo pra você.”

 

Sergio franziu o cenho, desconfiado, enquanto salvava o seu número nos contatos dela.

 

“Pronto” ele entregou a ela.

 

Sergio Marquina

 

“Não vai esquecer?” Ele perguntou quando ela já tinha aberto a porta.

 

“Não vou” Ela riu e desceu as escadas.

 

E Sergio teve a desconfortável sensação de coração partido ao saber que, com certeza, ela jamais ligaria. E o resto do domingo pareceu mais frio, apesar do calor que fazia lá fora depois da chuva.




 

Segunda-feira, 7h58

 

Raquel andava com os saltos altos a fazer barulho no chão pelo grande hall de entrada da grande empresa onde agora trabalhava. Depois de um divórcio conturbado e uma demissão sem justa causa, conseguir este emprego era a realização de um sonho. 

 

Seu terninho cinza estava alinhadíssimo e sua blusa preta por baixo estava até um pouco folgada, do tanto que tinha emagrecido nesses últimos meses. Carregava sua bolsa na mão direita e o telefone na esquerda, enquanto conferia que só faltava um minuto para às 8h, horário em que deveria estar no escritório da menina do RH que tinha dito a ela que ela precisaria assinar todos aqueles papéis antes de de fato se reunir com as outras pessoas do jurídico.

 

Caminhou rápido até o primeiro elevador - o único que estava aberto - e, sozinha, apertou o botão em direção ao oitavo andar.

 

“Segura, por favor” ela ouviu uma voz masculina pedir, e ela colocou o braço para impedir as portas de se fecharem.

 

E a figura masculina que entrou trajava um terno azul escuro, uma gravata de mesma cor, mas listrada com tons mais claros, e tinha os cabelos escuros e a barba espessa.

 

Encarou o fundo dos olhos dele por vários segundo até que recuperou o fôlego. As portas se fecharam e o elevador subiu.

 

“Oi”

 

“Oi”

 

Sergio.

 

 


Notas Finais


tudo nessa fanfic grita clichê & boiolice, amoooooooooooo


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