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História Doa-Se Cafajeste. - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oieee, vidas! Espero que estejam bem! ♥️

Bom, hoje até me animei e preparei um capítulo em menos de uma hora UARRR, pensei em postar amanhã mas já está pronto então vai hoje mesmo hahaha

Capítulo pequeno, um pouco maior que o anterior e com o ponto de vista somente da Chapman.

Boa leitura!! ♥️

Capítulo 5 - Propostas.


Piper Chapman POV


Respira.

Inspira.

Respira.

inspira.

Molho meu rosto e seco com a toalha.

Ao sair do banheiro, dou de cara com a Alex me esperando, com os braços cruzados. Será que não fui clara o bastante ontem? Eu não quero conversar com ela. Ontem eu a mandei embora e ela não foi ainda, isso me deixa frustrada.

– Eu não vou voltar sem você.

– Então compre outra casa para você aqui, pois desta aqui eu não saio e você não fica.

– Por que você não é menos imatura e volta para casa comigo? – passo por ela, a deixando lá.

Vou para quarto de mamãe, ela ainda está dormindo, me sento ao seu lado e por alguns minutos a observo, seu cabelo já está fraco e sem vida, ainda assim não sei o que vou fazer sem ela.

Desde a minha decisão de me vender até agora, foi tudo por ela. Quando eu pensava nela, era como se tivesse algo para viver. Sem ela, à quem eu recorrerei? Eu estou ficando sem ninguém. Todos estão morrendo...

– Querida. – limpo meu rosto molhado com a costa da mão e dou um sorriso para ela.

– Bom dia, mamãe. – alcanço sua mão e levo até a minha boca beijando-a.

– Bom dia, querida. Por que você está triste? – bom, talvez porque você esteja para morrer, Alex voltou e eu tenho uma criança novamente em minha barriga.

Essa é a verdade, eu estou lutando comigo mesma para não voltar com a Alex, porque eu sei que ela vai tentar de todo modo dizer o quanto é melhor voltar para ela, que só vai sobrar ela na minha vida, que temos um filho à caminho novamente e essa criança precisa das mães, sei que ela também não vai ficar longe desta criança. Tudo seria tão mais fácil, eu poderia pegar os milhões que Alex me deu e fugir, mas se eu fizer isso, ela vai ficar louca, vai me procurar e vai me achar e quando me achar, vai tomar essa criança e eu nem chegarei perto dela, eu sei. E pode até ser que ela não me ache. Mas que vida é essa onde você foge a todo o momento?

– Não estou triste.

– Como não, Piper? Uma mãe sabe quando sua cria está triste. – sua voz é fraca, ela quase não consegue pronunciar mais as palavras, ela está piorando rapidamente.

– Eu não sei o que fazer. Se eu ficar o bicho come e se eu fugir o bicho pega. Eu só queria viver em paz, me mudar para o Texas e passar o resto da vida em uma fazenda, ou qualquer outro lugar, sem ela.

– Quem é ela?

– Ela é alguém que não vai me deixar sair de suas cordas, ela gosta de me controlar como um boneco. Piper não faça isso. Piper não pode fazer aquilo. Piper tenha um herdeiro. Piper vá embora. Piper volte para casa. Ela me deixa louca, fora as suas traições fora de série e ela também é agressiva.

– Oh, querida, essa relação abusiva não é bom para ambas.

– Eu não tenho como sair disso, mamãe, eu vou bater o pé e continuar nesta casa, mas vai chegar uma hora que ela vai se cansar disso e me levar de volta para casa, nem que seja pelos cabelos.

– Eu sinto tanto, eu queria tanto colocá-la em meus braços e niná-la como antes. Você de um lado e sua irmã do outro.

– Está tudo bem, mamãe. Eu vou dar meu jeito. – levanto e beijo sua testa. – A moça vai trazer seu café da manhã.

– Volte mais tarde, querida. – esses momentos são raros, o bom de colocar tudo para fora é que ela não vai se lembrar de depois.

Encontro Alex na sala, ao ouvir o nome da Sylvie, me mantenho na porta onde ela não possa me ver.

– Sylvie, o que você quer? – Alex  está sentada com um copo de uísque na mão. – Isso não é da sua conta! Ela não vai mais aparecer na minha casa. Espera, o que você estava fazendo na mansão? – Alex dá uma risada e bebe o uísque. – Ninguém mandou ir lá, primeiro porque não estou e segundo que ambas estão proibidas. Você e a McCullough. Vocês não entram. – ela afasta o celular do ouvido, provavelmente não querendo escutar os gritos da Sylvie. – Tenha um bom dia.

Espero alguns segundos para ela não perceber que estou escutando e entro na sala.

– Tenho uma proposta para você. – digo calmamente. Eu tenho uma ideia, o quanto Alex me quer de volta? Ela quer eu ou só a criança?

– Para mim? – ela pergunta arqueando as sobrancelhas e ajeitando o óculos.

– Sim, é pegar ou largar.

– Estou ouvindo. – sento em sua frente.

– Eu te dou a criança e você vai sumir da minha vida. – ela dá um sorriso safado e se inclina.

– Estou largando, obrigada, mas não quero. – quê? Como assim?

– Espera aí, Alex, você está tentando todos esses meses conseguir isso e quando vou dar o seu tão precioso herdeiro e sumir da sua vida, você diz não?

– Eu quero pacote completo, mãe e filho. É isso. – ela diz confiante. Fecho a cara para ela e cruzo os braços.

– Não.

– Sim.

– Não, resposta final. – ela bebe o resto do uísque e se levanta. Em vez de ir embora, senta ao meu lado. Passa os braços ao meu redor e me puxa para seu colo. – Sai, Alex. – tento sair, mas é inútil.

– Vamos para casa querida! Onde tem a Red e o Sparkous.

– Mamãe está aqui e é aqui que ficarei! – mantenho meu rosto longe do seu, o suficiente para não deixá-la me beijar.

– Ela já está morrendo mesmo. – assim que suas palavras saem, meu coração para por um breve momento.

– Ah meu deus, Alex! Você é incapaz de ter sentimentos. Como você pode falar assim da mamãe? – um soluço escapa de meus lábios, minha esposa me mantém ainda mais apertada contra ela.

– Saiu sem querer. – ela responde sem um pingo de arrependimento.

– Você fala tudo que quer e nunca se importa com os sentimentos de outras pessoas. Diga-me, o que daria para passar os últimos dias de vida da sua mãe com ela ?

– Daria tudo.

– Então pronto. Ela vai morrer e eu ficarei sozinha. – não contenho as lágrimas. – Você é tão desprezível.

– Eu só quero tê-la de volta, mas não vou ameaçá-la ou trancá-la na mansão, quero que você queira voltar para casa, criar nosso filho lá.

– Eu nunca vou querer voltar, você não entende? Nosso casamento é uma farsa, nossa realidade é uma farsa. Quero ser livre, você disse que eu poderia ser livre.

– Você é minha, sua liberdade está comigo.

– Eu odeio você! – grito, finalmente consigo sair do seu colo e fujo para meu quarto. Alex não me chama nem vem atrás de mim. Melhor assim.

Com o rosto afundado no travesseiro, deixo minhas lágrimas caírem. Nós somos como uma roda gigante, rodamos e rodamos e sempre paramos no mesmo lugar.

Eu sabia que no final eu voltaria para ela, Alex não me deixaria e muito menos nosso filho. Mesmo eu falando que daria o bebê à ela, a mesma se negou a aceitar. Então, eu vou fazê-la sofrer, fazê-la se tornar mais humana, e no final, eu voltarei!

Levanto determinada, vou ao banheiro arrumar meu cabelo e verifico a maquiagem. Chega de chorar. Vou atrás da Alex pela casa, a encontro no escritório, o que seria um escritório vazio se tornou completo. Papeladas espalhadas, copos vazios, mesa bagunçada e Alex digitando sem parar.

– Tenho mais uma proposta. – eu digo e ela continua a digitar.

– Um segundo. – aguardo. – Pode falar. – puxo a cadeira do escritório e sento.

– Me leve para jantar?

– Quê? – ela pergunta confusa, ainda está distraída com o MacBook.

– Um encontro. – fecho o MacBook, fazendo ela olhar para mim.

– Você quer um encontro?

– Isso. – ela me observa por um breve momento.

– Te pego que horas?

– Eu vou te encontrar lá!

– Ok, às 7 da noite. Vou mandar o endereço para o GPS do carro. Eu tenho que sair, vou para Beverly Hills, mas volto a tempo. – ela recolhe alguns papéis e os coloca na pasta junto com o MacBook.

– Problemas?

– Vários. Não se atrase, querida. – passa por mim e beija minha cabeça.

– Não sou sua querida. – enfatizo a última palavra, fazendo sinal de aspas. – E não beba. – digo séria.

– Tentarei não ficar mais bêbada, amor. – ela me chamou de amor de novo? E desta vez sóbria? Isso está indo rápido demais. Ela sai rápido.

Alguns segundos depois, mudo de lado e sento em sua cadeira, procuro algo interessante pelos papéis. Nada interessante, apenas papéis de imóveis comprados, planilha, transferências. Nada importante, pelo menos para mim.

Saio do seu escritório e vou ver mamãe e para minha surpresa Zelda está com ela.

– Zelda? – ela se vira com um grande sorriso.

– Olá, Piper. Como foi ontem?

– Complicado. – ela se afasta das enfermeiras e vem ao meu encontro.

– Sabe que se precisar de qualquer coisa, estou à sua disposição. – ela segura meu ombro e seus olhos estão fixos nos meu.

– Pode deixar. Sobre ontem...

– Não... Não tem problema. – me interrompe.

– Eu gostaria de pedir desculpa novamente...

– Está tudo bem e ainda mantenho meu pedido.

– Me deixe retribuir. Almoce comigo? – quero retribuir por ontem, Alex foi uma idiota.

– Eu não...

– Prometo que não vai ter esposa ciumenta, ela foi trabalhar em outra cidade e mesmo que ela estivesse aqui na cidade não tem do que ter ciúmes, somos amigas.

– Sim, somos amigas. – ela concorda comigo. – Deixa eu só conversar com as enfermeiras e te encontro lá em baixo.

– Tudo bem. – a espero lá na entrada.

Logo ela vem e entramos no seu carro.

– Pelo menos passamos do portão.- ela ri e começamos uma conversa animada.

(...)

– Você quebrou a perna duas vezes? – pergunto enquanto estamos na metade do caminho até o restaurante.

– Nas duas tentativas de jogar futebol, eu amava futebol, tínhamos um time de mulheres, eu era a única mais jovem, mas então, depois disso desisti e percebi que minhas mãos eram melhores, então comecei a jogar vôlei e em seguida entrei na faculdade.

– Aposto que é uma menina de Harvard.

– Na verdade não, faculdade comunitária e depois consegui uma bolsa de vôlei e eu cheguei aqui. E você, fez faculdade?

– Não. –  respondo meio envergonhada. – Terminei o ensino médio e em seguida tive que cuidar da minha mãe e trabalhar. Acabei deixando de lado a faculdade.

– Espera, você não foi nenhuma garota mimada?

– Antes não, terminei com muito custo e dedicação e depois tive que trabalhar para pagar as despesas da minha mãe.

– E onde conheceu sua esposa?

Na verdade, ela me comprou, ou melhor, comprou minha virgindade. Eu poderia simplesmente dizer isso, mas prefiro mentir.

– Em uma boate, nosso relacionamento foi rápido. – faço uma pausa, não sei ao certo se eu e Alex alguma vez tivemos um relacionamento. – Casamos 1 mês e meio depois.

– Não estão casadas há muito tempo?

– Na verdade não. Como disse, começamos rápido e terminamos rápido.

– Não parece que terminaram. – chegamos ao restaurante e pulo para fora o mais rápido possível.

– Mesa para duas! – Zelda diz e a garçonete nos acompanha para dentro, sentamos perto da janela. Ela nos dá o cardápio e sai.

– Gostei deste restaurante. – puxo o cardápio e assim que abro, reparo que em baixo do nome do restaurante, tinha o nome do grupo. Grupo Vause. – Grupo Vause? – murmuro.

– Como? – fecho o cardápio e o deixo em cima da mesa.

– Esse restaurante é do Grupo Vause, ou seja, esse é um dos restaurantes da minha esposa.

– Você quer ir embora?

– Não, podemos comer aqui mesmo. – meu estômago ronca alto, fico vermelha, enquanto Zelda ri.

– Parece que tem duas pessoas com fome. – ela faz um sinal para a garçonete e pedimos nossos pratos. – Primeiro filho da Alex?

– É sim, o herdeiro, como ela diz.

– Você já marcou a consulta para o pré-natal? – quero falar sobre isso, porque na verdade eu estou com medo, mas de quê? Eu não sei.

– Não. – respondo distraída.

– Sabe, eu posso levar um ultrassom portátil e podemos ver, não sou obstetra, mas ainda sim posso fazer isso.

– Eu prefiro, não gosto de consultórios médicos.

– Mas só vai dá para ver, não posso passar vitaminas para você, ainda assim precisa ir ao médico fazer o pré-natal.

– Pode deixar, Dra. Zelda. – nossa comida chega e o almoço passa rápido, faço questão de me oferecer para pagar e gastar o dinheiro da Alex , mas Zelda não deixa e, por fim, ela vence. Mas me prometeu que da próxima vez eu pagava. Ela me deixa em casa e vai para o hospital.

Passo o resto do meu dia com mamãe, e perto das 18 horas quando eu deveria estar me arrumando vou dormir. Alex vai levar seu primeiro bolo.

(...)

– ABRE A PORTA DESGRAÇADAAAA!!!! – acordo com os gritos da Alex, ela está esmurrando a porta.

Verifico o relógio. Já são 8 da noite. Visto minha camisola e vou atender a porta.

– Desculpa, Alex. – ela me empurra devagar para lado e entra no quarto.

– Cadê ela? – Alex pergunta transtornada, com os olhos vermelhos de raiva.

– Cadê quem?

– Você sabe, Zelda, a médica tarada, que vai ficar sem boceta. – ela procura em todos os lugares, até debaixo da cama.

– Eu estou sozinha, só tem você e eu. Paranóica!

– Você estava fazendo o quê almoçando com ela? Estava apenas almoçando mesmo?

Não é possível! Como a Alex pode saber de tudo?


Notas Finais


Eu tô >>PASMA<< que a Alex não aceitou só a criança, ela quer o pacote completo uhuuuu <33
Alex às vezes é tão insensível :(
A Zelda tão carinhosa aaaaaa
Nossa, a Piper não tem um minuto de paz, a Alex sabe de tudo :/

Até o próximo!!

Xx, Mary ♥️


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