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História Doce Amor - Contos (Memórias) NaruSaku - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Obrigada por cada comentário e favorito! Me sinto muito feliz com a recepção que essa fanfic está tendo! Obrigada de coração!!!!!!!!!!!!!!!!
Atendendo a pedidos, mais um capítulo!

Acho que está claro que essa fic não segue a ordem dos fatos, nem ordem cronológica e nem nada né? São ideias soltas sobre o casal, e ponto.
E hoje, lhes apresento a coisa mais fofa do universo: um pequeno terremoto!

Bora viajar na maionese com essa NaruSaku????

Capítulo 4 - Terremoto


Meu pequeno terremoto!

Estava em meu escritório aborrecido. Ser o Hokage não é só maravilhas, tem as partes complicadas também. Hoje seria o quarto dia que eu chegaria em casa depois que todos estivessem dormindo e sairia antes que qualquer um acordasse e essa situação, eu sabia bem, se estenderia por um bom tempo. Bem, parando para pensar, seria injusto dizer que minha esposa não acorda quando chego e quando saio, porque é isso que ela faz. Mas na verdade, o todos ao qual me refiro se trata de uma só pessoa, ou melhor, pessoinha. Minha pequena Mya.

Minha filha tem um espírito agitado e hiperativo e, sinceramente, pelo que a minha Sakura-chan me disse, ela ficou aborrecidíssima por não ter me visto todos esses dias e com certeza ficará super aborrecida por não poder me ver direito por dias. Ela era uma criança exigente. Linda, exigente, fofa e tudo isso com apenas dois anos e meio. E eu, é claro, estava morrendo de saudades de ver aqueles lindos olhos verdes que ela herdou da mãe.

Sou interrompido de meus devaneios com minha secretária avisando que a próxima reunião irá começar e logo vejo os ninjas notáveis da aldeia adentrando a sala, me reverenciando e, após minha indicação, seguindo para a mesa de conferências, que se localizava numa sala dentro do meu escritório. Seria apenas mais uma das inúmeras reuniões daquela semana, com ninjas notáveis, chefes de clãs e conselheiros velhos e chatos. Protocolo, eu tinha que seguir a droga do protocolo. Estávamos com problemas, rumores sobre a volta da Aktasuki, ninjas desaparecidos e diversas ameaças contra nossa aldeia e algumas outras. Durante a semana terei também reunião com outros Kages.

Depois de muitas conversas e repasses de informações e planejamento de ações, estávamos ainda caminhando para a metade da reunião. Consenso é algo difícil de alcançar, isso eu aprendi quando me tornei Hokage. Estávamos no meio da discussão quando fomos surpreendidos por um pequeno tremor, pequeno mas notável, que nos fez pensar se não seria um pequeno terremoto. Fico preocupado com a possibilidade de se tratar de um terremoto com a potencialidade de se intensificar, mas os ninjas do elemento terra me garantiram que não se tratava de sequer de um pequeno terremoto. Ficamos intrigados com a continuidade do pequeno tremor. Decido me levantar e verificar o que está ocorrendo fora de minha sala.

Quando abro a porta do meu escritório, pronto para agradecer o abençoado, seja lá quem fosse, que me deu essa oportunidade de sair por um minutinho que seja de todo aquele estresse, eis que me surpreendo. A minha pequena Mya estava lá, com sua babá, no hall de entrada do meu escritório, de frente para a mesa de minha secretária, falando que queria me ver e batendo seus pequenos pesinhos no chão em pirraça diante da negativa de minha secretária. Era esse o motivo dos tremores. Minha pequena Mya, mesmo pequena, já era forte e sem saber, já era capaz de acumular chakra. Fico orgulhoso da minha filhinha.

As três não haviam me visto ainda e eu continuo quieto para observar a postura que minha filha adota. Ela dizia com sua vozinha de criança que nem sabe ainda pronunciar certas palavras. “ –Mas sequetária, eu já disse que o Okage-Sama é meu Otou-san. Eu já disse que não vejo meu Otou-san tem cato dias e eu quelo vê ele agora. É uma reunião ugente! Vai chama ele.” E no final disso fez um biquinho lindo, mas que significava que em breve ela iria chorar. A babá logo disse “ –Mya-chan, sua Kaa-san já não te explicou que seu Otou-san está muito ocupado essa semana? Vamos embora.” E dito isso puxou sua mãozinha para conduzi-la de volta para casa. Ela rapidamente soltou a mãozinha, cruzou os braços e começou a bater os pesinhos no chão e dizer “ –Eu quelo ve meu Otou-san e não vou sai sem vê meu Otou-san!” E depois disso, em pura pirrraça, sentou-se no chão, de bracinhos e pernas cruzadas. O que eu achei disso? Achei a cena mais linda do mundo! Ela é brava como minha Sakura-chan e determinada também. Não resisti mais, apareci no hall e chamei por ela dizendo “ –O que minha princesinha está fazendo aí sentada e emburrada?” Pronto, quando ela me viu ela levantou num pulo, com um sorriso enorme no rosto e correu para meu colo, para em seguida me abraçar forte e dizer que estava com saudades.

Logo a babá veio em nossa direção, me prestando uma reverência e pedindo desculpas pelo incomodo. A Mya se agarrou ainda mais a mim. Eu então disse que tudo bem, que eu tinha sim algum tempo para minha filha e que se ela precisava de uma reunião com Okage-Sama, ela teria sua reunião. Entrei com ela em meu escritório, e assim que fechei a porta, percebendo que não havia mais risco da babá levá-la, ela finalmente baixou a tensão.

“ –Otou-san Okage-Sama, eu tava com sadade.”

Sentei em minha cadeira e coloquei-a sentada em minha mesa, de frente para mim. Minha Mya estava linda, com um kimono azul claro cheio de coelhinhos desenhados na borda, estava com um laço prendendo seu lindo cabelo marrom, resultado inesperado do rosa com o loiro, e com sua típica mochila em formato de coelho nas costas. Minha Mya era simplesmente fascinada por coelhinhos. Ela era encantadora.

“ –Eu também estou com saudades Mya-chan.” E em seguida dei-lhe um beijo. “ –Agora, o seu Otou-san infelizmente está com pouco tempo, então, me diga logo qual o assunto que você quer tratar nessa reunião.”

Ela ficou meio triste por me ouvir dizer que tinha pouco tempo, mas logo tirou sua mochila de coelho das costa e de dentro dela tirou um papel rosa claro cheio de florzinhas desenhadas e com vários rabiscos. Ela, agitada, começou a dizer “ –Otou-san Okage-sama, eu tousse esse contato para você assina.”

“ –Mas o que tem nesse contrato Mya?” Perguntei achando aquilo lindo.

“ –É simpes, esse contato fala que para cada dia que você não me põe pa dumi, e não me conta uma hitorinha, você vai ter que me contar cato vez mais hitorinha.”

“ –Hum... Quatro vezes mais historinhas. Só isso?”

“ –Não. Você também vai te que tira tês dia de folga e fica só comigo. Me leva pa comer lamen, toma sovete e binca no paque. Vai te que dexa eu dumi na cama com você e a Kaa-san um tempão e dexa eu binca com as suas armas de ninja e me ensina a faze o kage-bujin.”

“ –Hum... São muitas exigências. Eu não sei se poderei cumprir todas Mya-chan.”

“ –Mas Otou-san... Elas são justas. A sequetária fica enchendo sua agenda e não deixa eu te vê. Você chega em casa e eu já to dumindo. Eu tô tendo sonho feio toda noite porque você não me conta hitorinha, e a Kaa-san não ta dexando eu come hamém, poque ela falou que faz mal. E to ficando sem bejo seu de boa noite e de bom dia. E quando eu acodo de manhã, você não ta lá pa me leva no colo pa tomá café.” E nesse ponto ela já estava chorando. Peguei-a no colo e disse “ –Meu amor, eu entendo que você sinta minha falta porque eu também sinto. Mas não chora. Veja bem, já temos um acordo na quantidade das historinhas, mas o resto, teremos que ter outras reuniões essa semana para decidir.”

Nessa hora ela parou de chorar e abriu um sorriso lindo. Ela era super inteligente e logo entendeu o que minhas palavras significavam. “ –Outas reuniões?”

“ –Sim. Eu sou seu Otou-san Hokage-sama, eu não posso tomar decisões sem pensar direito. Não posso assinar um contrato sem conversar bastante sobre ele. É isso que manda o protocolo. Concorda?”

“ –Concodo sim! Datebbayo!”

“ –Então tá combinado Datebbayo!” Me levantei com ela no colo e disse “ –Deixa o contrato aqui, para eu estudá-lo e vamos lá fora falar com a secretária para marcar todas as nossas reuniões dessa semana.”

Ao chegarmos no hall, a Mya disse para secretária “Sequetária, o Otou-san Okage-sama falou pa marca as minhas reuniãos com ele essa semana. Todo os dias.”

A secretária me olhou esperando minha confirmação, e quando confirmei ela ficou espantada. Com certeza iria começar a contestar e alegar falta de tempo, mas eu logo disse “ –Veja um horário entre as reuniões, eu preciso de pelo menos 15 minutos diários com ela. Temos um contrato seriíssimo para discutir.” Em seguida me dirigi a Mya “ –Minha princesa, que horário você prefere? Depois da soneca?!” E ela respondeu “ –Sim otou-san, depois da soneca é melho.” E dito isso ela se despediu de mim e desceu do meu colo para combinar o horário com a secretária e eu tive que voltar para minha reunião.

Voltando a sala de conferências, um dos shinobis perguntou qual foi o problema, e eu disse a todos com um sorriso no rosto “ –Não foi nada demais senhores, foi apenas um pequeno terremoto.” E eles, é claro, sabiam que eu me referia a minha pequena Mya.

Foi então que um deles disse com um ar gentil “ –Otou-san Okage-Sama?!” E com isso todos, inclusive eu, deram risada. Eu nada respondi, apenas fiquei pensando no quanto eu amava minha Mya, meu pequenino terremoto e no quanto eu era um pai babão, que adorava ouvir ela me chamando de Otou-san Okage-sama.

 


Notas Finais


Gente, quem amou a Mya-chan dá um pulo, dá um grito e comenta "Eeeeeeeeu!".
É a coisinha mais linda do universo, e nesse meu universo NaruSaku é a primogênita deles. Uma delicinha.

Cada comentário de vocês é um sorriso no meu rostinho sofrido de quem está passando com dificuldades essa pandemia! Então, me alegrem!

Ah! ATENÇÃO!
Acho que não tinha falado com vocês, mas eu tenho uma GaaSaku em andamento, vou deixar o link aqui para quem se interessar dar um confere lá!
https://www.spiritfanfiction.com/historia/sutilmente-amor--contos-gaasaku-17783911

Beijos de luz e até o próximo.
Desculpem erros de português e tal, não revisei! (vergonha).


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