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História Doce de lua - Capítulo 1


Escrita por: Son_Kelly

Notas do Autor


Uma fanfic para comemorar o aniversário da minha fanfic mais velha ^^
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Doce de lua - Capítulo 1 - Capítulo único

As coisas estavam acontecendo rápido demais naquele dia para a mente de Goku conseguir acompanhar. Desde o instante que acordara, tudo ocorreu de uma vez só. Ele foi puxado de um lado para outro, para fazer uma coisa importante atrás da outra e sempre – sempre – com alguém criticando sua falta de conhecimento para todos os costumes e modos envolvidos naquela história toda. Mas não era como se ele pudesse evitar. Ele realmente não conhecia nada sobre casamentos. Literalmente, a única coisa que sabia é que viveria com Chichi o resto da vida – mas isso foi por que Kuririn lhe dissera no torneio.

Mestre Kame até tentara explicar algumas coisas que “ele precisava saber”, mas Goku não entendeu nada. Ele começou a falar em um tom conspirador e enigmático, mostrando revistas de mulheres nuas, e então começou a ter uma hemorragia pelo nariz. Na verdade, apesar de parecer complicado, nada do que ele disse pareceu ser muito relevante para Goku... pois, pelo que tinha entendido daquela história toda, a única coisa que teria que fazer era deixar Chichi feliz. E ele conseguiria isso, certo? Os dois eram amigos, afinal. Fazia muito tempo desde a última vez que a encontrara, mas eles sempre se deram muito bem... o casamento ocorreria bem, ele estava disposto a cumprir o que fosse exigido pela sua promessa.

Aliás, essa coisa toda da promessa havia rendido bastante discussão entre seus amigos. Eles não aprovavam o fato de Goku se casar por uma promessa, faziam parecer que era algo absurdo... mas ele não via absolutamente nenhum problema nisso afinal. Ele prometeu, não foi? Chichi esperou anos para que cumprisse com o que prometeu, nada mais justo do que fazê-la feliz com isso. Ele não seria um bom amigo se a magoasse desse jeito. Talvez toda essa história de casamento pudesse sim se relevar algo ruim no final, mas ele estava disposto a arcar com isso se era pela felicidade de Chichi. Por que seus amigos não conseguiam entender essa simples lógica? Ele faria o mesmo por qualquer um deles.

Bem, pelo menos eles aceitaram. Vieram para a festa de casamento, comeram e beberam, se divertiram, fizeram comentários que Goku ainda não conseguia entender sobre algum tipo de lua doce – ele estava ansioso para saber mais sobre isso, parecia delicioso – e desejaram felicidades para os recém-casados.

Depois da cerimônia de casamento, Chichi não havia desgrudado dele um minuto sequer. Na verdade, ela o arrastava com o braço trancado no dele para onde bem quisesse, na maioria das vezes para cumprimentar convidados. Algumas vezes alguém brindava por eles e de repente ela esmagava os lábios nos dele, tal como na cerimônia, mas ainda era algo muito desconfortável para ele se acostumar e muitas vezes não conseguia reprimir a careta. Disseram-lhe que beijar era algo comum na relação de um casal, mas não estava acostumado a ter esse tipo de contato físico com alguém – era estranho e muito incômodo. Mas Chichi ficava feliz assim e, como seu novo papel de “marido” era garantir sua felicidade, não havia muito que pudesse fazer a respeito.

A noite toda foi um tormento além da conta para ser dita como “o momento mais importante da sua vida”. A roupa pinicava seu corpo em diversos pontos estratégicos e sufocava no pescoço, seu estômago doía de fome e Chichi não dava qualquer espaço para que conseguisse comer alguma coisa, todo mundo ficava vindo para dar conselhos estranhos e confundindo sua cabeça... Enfim, toda aquela situação era desagradável como um todo. E não ajudava em nada o fato de ter que aguentar sua “esposa” agarrando e se esfregando nele a noite toda. Ele realmente gostava de Chichi, mesmo, mas estava cansado daquela situação. Não via a hora daquela noite seguir a velocidade que foi o dia e acabar de uma vez.

E, de fato, acabou.

Foi até como se Kami-Sama tivesse ouvido seus pensamentos, apesar de não ter interferência alguma em questões assim, pois tão logo a festa foi dada por encerrada e o rei Cutelo deu a eles um último abraço esmagador. Ele falou mais algumas palavras emocionadas, como havia feito na cerimônia, limpou as lágrimas dos olhos e disse para Goku cuidar de sua menina. Isso não seria nenhum problema para Goku, sendo quem era, então ele garantiu com firmeza e confortou o “sogro”. Afinal, quem melhor do que ele para proteger alguém? É claro que cuidaria de Chichi. A parte de fazê-la feliz que seria um problema, mas ele não deixaria de tentar.

Depois disso, todos os convidados começaram a gritar vivas e a jogar confetes neles. Chichi pegou uma cápsula-carro e jogou no ar, arrastando Goku com ela. Ela ria para os convidados e agradecia, mas, de certa forma, parecia ainda mais ansiosa do que no resto do dia – embora de um jeito não tão bom. Na verdade, ela parecia meio nervosa. Ele só não entendia por quê. Afinal, já havia acabado a pior parte, não? Eles finalmente poderiam descansar.

Bem, tudo que Goku sabia é que se sentia mais exausto com aquela festa do que com um dia inteiro de treinamento incessante. Mal podia esperar para se livrar daquelas roupas e dormir até o dia seguinte.

- Estou muito feliz, Goku – Chichi sorriu para ele, olhando em seus olhos com um olhar brilhante que ele vira apenas quando a pedira em casamento no torneio. Ele sorriu de volta, satisfeito por deixa-la feliz daquele jeito, e a olhou de forma a demonstrar seu contentamento. Ele se sentia bem, era uma boa sensação saber que tinha feito as coisas direito.

Foi então que ela se inclinou para ele. Mesmo não gostando muito, Goku já esperava o que ela ia fazer e permaneceu parado para recebe-la, mas dessa vez foi diferente de como ele imaginou que seria. Quando Chichi encostou os lábios nos dele, não foi tão rápido, brusco e sem jeito quanto das outras vezes ao longo do dia. Dessa vez, ela tocou seus lábios em um toque suave e delicado, quase como se fosse o roçar de uma flor doce e perfumada, pousando a mão de forma terna em seu peito. Goku não entendeu o que aconteceu, mas sentiu como se aqueles confetes que jogaram em sua cabeça no fim da festa tivessem ido para seu estômago e flutuado lá, fazendo uma sensação engraçada e quente de cócegas. Mas, ao mesmo tempo que era bom, era ruim... pois era estranho. Era muito estranha aquela sensação e isso era perturbador. Por sorte, Chichi se afastou antes que ele a afastasse ele mesmo.

Então, ela ligou o carro e eles dirigiram para longe da Montanha Frypan. Goku aproveitou que tudo havia acabado e desatou o nó de sua gravata, jogando longe também o terno e os sapatos apertados. Ele olhou para Chichi para checar se ela acharia isso ruim, mas ela estava estranhamente silenciosa. Na verdade, o nervosismo que ele vira em sua expressão antes agora havia voltado. Ela apertava tão fortemente as mãos no volante do carro que os nós de seus dedos começavam a ficar brancos.

- Está tudo bem, Chichi? – ele perguntou, curioso. Era a primeira vez que a via daquele jeito, não tinha certeza do que poderia fazer.

- Oh! – ela piscou para ele, como se a tivesse despertado de seus pensamentos, e corou. Ele já vira ela corando antes, em muitas ocasiões na verdade, mas era a primeira vez que ela parecia nervosa por ser pega corando. O que havia de errado, afinal? Ele não conseguia entender. – E-eu estou bem. Você está com fome? Imaginei que não teríamos tempo para comer nada na festa, então mandei prepararem algumas coisas para nós. Estão aí no banco de trás.

Por mais que Goku estivesse curioso e preocupado com a situação de Chichi, sua fome foi mais forte e ele saltou para o banco de trás. Seu estômago roncou alto como que em expectativa e, mais do que rápido, ele comeu a primeira coisa que achou sem nem se importar com o gosto. Estava quase morrendo de tanta fome. Tanto, que revirou todas as sacolas no banco e comeu quase tudo – teria comido tudo com a fome que tinha, mas Chichi provavelmente também estava com fome. Foi então que notou uma pequenina mala no meio das sacolas com comida e estranhou.

- O que é essa mala, Chichi? Achei que você tinha tudo que precisávamos em cápsula – ele murmurou para ela, lembrando-se que eles já estavam com tudo preparado para “seu novo lar” dentro de uma única cápsula.

- É para... – ela começou, mas se interrompeu, com um tom avermelhado cobrindo suas bochechas. Goku apenas arqueou uma sobrancelha e esperou que ela continuasse. – É para a nossa... n-nossa... lu-lua de mel.

- Ah é! – ele saltou com a lembrança e Chichi o encarou sem entender, mas voltou logo a atenção para a estrada à frente. – Agora que você falou nisso, estou curioso. Todo mundo só sabia falar disso para mim. É bom? Você sabe se é gostoso?

Chichi soltou o volante de repente e o carro quase saiu da estrada, mas ela assumiu o controle novamente ao se dar conta do que havia feito e normalizou a direção. Goku apenas se segurou, não entendendo o surto repentino. O que ele disse de errado?

- E-eu não sei! – ela respondeu, com quase todo o rosto em um vermelho vívido e rubro. – Não faça esse tipo de pergunta, Goku!

- Por que não? – ele não entendeu. – Eu só estou curioso. Se todo mundo fala é por que deve ser bom, mas eu nunca comi nenhuma lua de mel.

Chichi olhou para ele como quem não acreditava no que tinha ouvido. Goku se encolheu no banco do carro, temendo os berros que seguiam aquele olhar. Mas, no fim, ela apenas deu um riso e, pela primeira vez, deixou toda aquela tensão que tinha ir embora.

- Você é um bobo, Goku – ela riu. – Só pensa em comida.

Goku não entendeu o que ela quis dizer, mas fez jus ao comentário quando voltou a comer da comida que tinha no carro. Bem, ele estava mais tranquilo. Chichi não estava mais nervosa, de algum jeito ele conseguiu fazer ela se sentir melhor... então estava tudo bem.

 

 

Era nostálgico voltar ao seu antigo lar. Até mesmo o cheiro dos pinheiros e dos macacos que moravam por perto eram familiares. Tudo naquele lugar trazia boas lembranças, era bom finalmente poder voltar.

Chichi parecia ter gostado dali também. Era a primeira vez que ela via as regiões da Montanha Paozu de perto, pelo que ela dissera, mas sua expressão não demonstrava nada além de fascínio e contentamento. Isso fez com que um sorriso automático se abrisse no rosto de Goku, mas só quando Chichi levou o olhar curioso para ele que ele se deu conta de quanto tempo a estava observando. Um rubor cobriu suas bochechas e ele desviou o olhar, coçando a nuca sem jeito. Ele não conseguia entender por que seu coração palpitava tão forte de uma hora para a outra, parecia até que estava no meio de uma luta.

Sem dizer uma única palavra, Chichi jogou uma cápsula no ar para um espaço aberto, próximo ao pequeno riacho, e ela explodiu em uma grande casa em forma de cúpula. Goku não sabia o que pensar a respeito, mas ficou animado com sua nova moradia. Fazia muito tempo que não vivia na casa que dividiu com seu avô, mas tinha certeza de que não seria um bom lugar para viver com sua esposa. Era bom que tinham recebido aquele presente do rei Cutelo, afinal.

- Venha, Goku! Vamos conhecer nossa casa! – Chichi o puxou pela mão porta a dentro e acendeu as luzes ao entrar.

Goku não tinha uma opinião muito boa a respeito das coisas, mas considerava que aquela casa era muito incrível. Na verdade, tinha tudo que ele nunca teve. Como eletricidade, aparelhos eletrônicos, móveis, cômodos equipados... ele já conhecia tudo isso pelos tempos que morou com Metre Kame ou até mesmo pelas aventuras que viveu com Bulma, mas era a primeira vez que podia ver aquilo como algo seu. Ele nunca achou que precisava de nada disso, mas pela primeira vez estava disposto a se adaptar.

Principalmente com a geladeira, essa ele já conhecia bem os frutos.

- No andar de cima ficam os quartos? – Goku perguntou à Chichi, deduzindo que as escadas eram como na casa de Mestre Kame que levavam para um cômodo mais reservado e silencioso para o sono. Ele imaginava que todas as casas eram assim.

- Ah... sim... – Chichi respondeu, mas parecia mais tímida que o normal. – Goku... você sabe que nós vamos... compartilhar o quarto, não sabe?

- Sim – ele assentiu simplesmente, sem ver nenhum problema nisso. – E a cama também, pelo que me disseram. Bem, espero que ela seja grande para caber nós dois. – ele terminou de puxar a gravata desatada da camisa e começou a se despir de repente. Chichi arregalou os olhos. – Bem, acho que já vou para lá. Você vem?

Era até como se ele tivesse a chamado para uma batalha de vida ou morte. Chichi, além dos olhos saltando da cara, também estava sem fala e paralisada. Mas ele não conseguia entender o que tinha dito de errado. Afinal, ela deveria estar tão cansada quanto ele da festa de casamento, deveria estar doida para deitar e dormir também... o que havia de mal perguntar se ela se juntaria a ele? Casados dormem juntos, não?

- Goku... – Chichi hesitou, seu rosto era puro vermelho novamente. – E-eu... eu preciso me p-preparar antes, por favor.

- Se preparar? – ele arqueou uma sobrancelha. Como que alguém se preparava para dormir? Tinha um jeito? Que estranho. – Ah... ok. Te espero lá em cima!

- Ok... – ela murmurou baixinho e ele teve que se esforçar para ouvir. Chichi deu meia volta e foi para o carro de novo. Mesmo com sono, Goku roubou um olhar para ver o que ela fazia e a viu pegando a pequena mala de antes. Foi então que se lembrou do tal doce de lua. Seria isso que ela escondia ali? Nesse caso, não podia cair no sono até Chichi chegar no quarto!

 

Chichi demorou um pouco até entrar, embora Goku pudesse ouvi-la do lado de fora do quarto há um bom tempo. Ele não sabia por que ela estava demorando tanto para se juntar a ele, mas resolveu ser paciente e espera-la. Afinal, ela não parecia muito confortável desde que planejaram subir para o quarto – seria melhor respeitar isso. Ele só estava curioso para entender o porquê.

- Des... desculpe a demora, Goku... – ela murmurou timidamente quando entrou, com o olhar baixo e o rosto corado. Goku até se lembrou de quando eles eram crianças e ela ficava desse jeito quando ele dizia algo gentil, embora parecesse um pouco diferente agora.

- Sem problemas, Chichi – ele sorriu para tranquiliza-la, mas seus olhos estavam na pequena mala que ela segurava. – E aí, você está com a lua de mel?

Ela piscou com curiosidade para ele e torceu a boca levemente.

- Er... digamos que sim – respondeu, se deslocando desajeitadamente até o banheiro dentro do quarto. – Mas me dê um minuto.

- Ah... ok – Goku respondeu desanimado. Estava ansioso por aquilo, mas Chichi só enrolava com tudo. Se demorasse mais ele ia acabar pegando no sono.

 

Demorou mais ainda para Chichi sair do banheiro. Goku a princípio teve que lutar contra as pálpebras pesadas de seus olhos se rendendo ao sono, mas depois começou a ficar preocupado com a situação de sua nova esposa. Será que ela estava passando mal? Tudo bem que era falta de educação invadir o banheiro quando alguém estava usando, mas ele estava quase fazendo isso.

- Chichi? – ele tocou a porta levemente. – Você está bem?

- ESTOU, GOKU! – ela berrou de volta e ele se sobressaltou de espanto. – SERÁ QUE EU NÃO POSSO NEM ME PREPARAR EM PAZ? COMO VOCÊ ESPERA QUE EU FAÇA ALGO ASSIM SEM NEM PENSAR? VOCÊ É MESMO UM INSENSÍVEL, GOKU! NÃO SE IMPORTA COM MEUS SENTIMENTOS!!

Goku se encolheu, assustado. Como ele tinha conseguido irritá-la com aquela pergunta?

- Ah... Eu... eu... – ele não sabia o que dizer. – Er... Não tem problema, Chichi. Eu não ligo mais para a tal lua de mel... vamos apenas dormir... ok?

- O...  o que...? – a voz dela falhou em meio a pergunta. – Mas... mas nós temos que fazer isso, Goku...

- Temos mesmo? – ele arqueou uma sobrancelha. – Você faz parecer que é algo ruim. E eu não acho que deveríamos fazer algo que não vamos gostar.

Houve o barulho da porta sendo destrancada antes de Chichi entreabrir uma pequenina passagem. Ela espiou pelo pequeno espaço e olhou para Goku em um misto de vergonha e hesitação.

- Não é que seja ruim, Goku... mas é algo importante. Você nunca ficou nervoso antes de fazer algo importante?

- Hmm... – ele cruzou os braços e fez uma expressão pensativa. – Não que eu me lembre. Mas, escuta, Chichi, acho que não tem pelo quê você ficar nervosa. Toda essa coisa de casamento pareceu ser algo importante desde o início e nós lidamos muito bem com tudo até agora. Por que seria diferente? A gente pode se ajudar, não? Afinal, casais não devem fazer tudo juntos? Se estamos juntos, não há por que ficarmos nervosos.

Chichi finalmente cedeu e abriu a porta o suficiente para que Goku a visse. Ela agora não estava mais usando o vestido de casamento. Goku não se importou com esse detalhe, já que ele próprio não estava mais usando as roupas de seu casamento, mas estranhou as novas roupas que Chichi usava. O pequenino vestido que ela usava agora era de um tecido fino e delicado, que transparecia as peças de roupa por baixo e pairava no alto de suas coxas. Ele não soube entender, mas sentiu seu estômago se remexendo novamente por vê-la daquele jeito. Era estranha demais aquela sensação e ele ainda não tinha certeza se gostava disso.

Chichi mantinha o olhar baixo, enquanto agarrava com as mãos a barra de seu “vestido”, quase como se estivesse embaraçada por vesti-lo. Mas Goku não entendia por que ela vestiria algo em que não se sentia confortável para dormir, não fazia sentido nenhum.

- Você está certo... – ela murmurou. – Não devo ficar nervosa. Nós devemos fazer isso... eu esperei muito por esse momento, não posso deixar que meus receios fiquem no caminho.

- Hã... Ok. E onde está a lua de mel que você tanto teme? – ele perguntou, curioso. – Eu posso comê-la sozinho, se você quiser.

Quase como se fosse a coisa certa a se dizer, Chichi relaxou. Ela olhou para Goku com um olhar brincalhão e soltou uma risada divertida.

- Você ainda pensa que lua de mel é um doce? Ah, Goku... – ela o abraçou pelo pescoço e encaixou a cabeça em seu ombro. Goku endureceu com o toque e sentiu seu rosto ficar quente, mas não se moveu um centímetro. De alguma forma, por mais que tivesse recebido vários abraços dela ao longo do dia, aquele em particular o deixou muito mais desconfortável do que tinha ficado em toda a sua vida. Ele não tinha certeza se conseguiria lidar com aquela situação... não conseguia se acostumar à tanta proximidade, era estranho demais. – Você é um bobo, Goku... meu bobo.

Goku levou as mãos para a cintura de Chichi, na intenção de afastá-la, mas era como se ela tivesse interpretado isso errado, pois inclinou a cabeça ao seu rosto e juntou os lábios nos seus. Goku não tinha ideia de como reagir, mas simplesmente não agiu. O beijo que Chichi dava agora trouxe de volta as sensações que ele sentira com o beijo no carro e ele se viu curioso para conhece-las melhor, para entende-las. Mas não deveria ter feito isso, pois elas se tornaram mais intensas. Principalmente por que Chichi começava a beijá-lo de um modo estranho. Um modo realmente estranho... e bom. Ela movia os lábios nos dele. Por que ela agora beijava daquele jeito? Ele quase se sentia tentado a fazer o mesmo com isso, mas não era certo. Ou era? Casais deveriam se beijar, certo...? Será que ele deveria tentar beijá-la também?

Testando seu pensamento, Goku se inclinou um pouco mais para Chichi. Ainda era tímido e sem jeito para saber o que estava fazendo, mas tentou retribuir o que ela fizera em seus lábios da mesma e exata maneira. Chichi pareceu aprovar sua ação e o abraçou mais apertado no pescoço, pressionando ainda mais sua boca na dele. Saliva escorria pela boca de ambos e Goku já começava a perder o fôlego com toda aquela pressão, mas, então, Chichi de repente... colocou a língua na boca dele! Ele entrou em pânico quando percebeu o que ela fazia, pensou desesperadamente em um jeito de afastá-la sem magoá-la, mas, antes que percebesse, se viu gostando da sensação. Era extremamente bizarro. Onde já se viu alguém colocar a língua na sua boca e você gostar disso? Parecia até que ela queria devorá-lo! Ele não conseguia entender a lógica em apreciar algo assim, não mesmo, mas não queria que aquilo parasse. Na verdade, foi como se algo tivesse despertado dentro dele com aquele ato inesperado. Seu corpo pareceu ficar mais quente, seu coração bateu mais rápido e suas mãos, trêmulas, se moveram por conta própria ao trazerem Chichi para mais perto.

Chichi separou os lábios dos dele e respirou forte. Goku também aproveitou dessa pausa para respirar, mas estava tão intrigado com aquela situação toda, que agiu por conta própria e capturou os lábios dela de volta para os seus. Chichi pareceu se surpreender com isso, se sobressaltando um pouco sob suas mãos, mas também pareceu satisfeita. Ela estremeceu e relaxou sob ele, deixando que ele fizesse o que bem quisesse. E Goku se aproveitou disso para testar aquela coisa maluca da língua, já que achou tão bom quando ela fizera aquilo. E então, ele teve um prazer imenso. Era como se estivesse provando uma fruta afrodisíaca com um suco celestial. Chichi tocou a língua com a sua e, antes que ele pudesse pensar nisso, a tinha apertado contra si e devorado sua boca como teria devorado a fruta de sua comparação. Ele não conseguia entender como aquilo podia ser tão bom, mas não queria que acabasse.

Seu corpo ficava cada vez mais quente e algo começou a incomodar no meio de suas pernas. Seu estômago também estava um festim danado de cócegas e um calafrio subia por sua barriga, mas era bom. Agora ele tinha aceitado que aquelas sensações eram boas. Não deixavam de ser estranhas, mas o modo como tinha gostado delas ajudou na decisão.

- Go... Goku! – Chichi puxou o rosto para longe dele e arfou por ar, quase como se estivesse emergido de um rio. – Eu preciso... res... respirar.

- Ah...! – ele arfou, tão sem fôlego quanto ela. – Eu também... – ele a soltou de seu aperto, quase envergonhado, mas Chichi manteve os braços firmes ao redor do seu pescoço. – Ei, Chichi... casais fazem... isso?

- Sim – respondeu ela, ainda recuperando o fôlego. – Muitas vezes, na verdade.

- Ah... Isso é bom... Eu gostei – ele admitiu. – Você também gostou?

- Se eu gostei? – Chichi sorriu e o acariciou amorosamente na face. – Eu amei, Goku. É a primeira vez que sou beijada assim.

Goku pensou sobre isso um segundo. Beijo. Ele tinha beijado ela, então. Claro, ele imaginava que havia feito isso, mas... então... assim que era beijar? Ele achava que era só o encostar de lábios ocasional que haviam feito durante a festa de casamento. No início, estava decepcionado por saber que beijos eram frequentes entre casais, mas agora estava animado. Ele começava a gostar da ideia de casamento. Beijar Chichi daquele jeito era quase tão bom quanto comer uma comida saborosa, ele poderia muito bem fazer isso sem sacrifício algum.

- Venha. – ela pegou sua mão e o guiou para a cama, com um sorriso tímido e a expressão cheia de pudor. – Acho... acho que chegou a hora de você saber o que é a lua de mel.

- É mesmo? – Goku sorriu, sem se conter. Finalmente cessaria aquela curiosidade torturante. – Me conte o que é!

- Bem... digamos que... que...– ela se aproximou mais dele. Ambos estavam sentados na cama agora, de frente um para o outro. – Nós... nós...

- O que foi, Chichi? – ele estranhou. – Por que você não fala de uma vez?

- Goku – ela segurou a mão dele entre as suas e respirou fundo. – Para consumar nosso casamento... nós teremos que fazer uma coisa. Uma coisa... intima. – ela corou. – Como o beijo que demos agora a pouco.

- Ah! – Goku sorriu em expectativa. Havia gostado do beijo. Foi uma experiência estranha, é verdade, mas o importante é que ele teve uma boa impressão disso. Se o que eles tivessem que fazer fosse como aquele beijo, ele não estava preocupado. Quer dizer, sim, ter muito contato com Chichi ocasionava sensações estranhas e desconfortáveis, mas talvez fosse bom aprender a lidar com elas desde já. – E o que é?

Ela olhou para ele por um tempo e suspirou.

- Eu imaginei que você não soubesse por ter pensado aquilo da lua de mel, mas achei que tivesse pelo menos alguma ideia – ela coçou a cabeça e pensou um pouco. – Ninguém falou sobre isso com você? Seu avô nunca disse nada?

- Meu avô? – Goku arqueou as sobrancelhas, surpreso. Não imaginava que Chichi fosse mencionar seu avozinho naquele momento. – O que tem ele?

- Ele nunca falou com você... sobre... – ela engoliu em seco, voltando a corar. – Sobre o que um homem e uma mulher fazem juntos?

- Não – ele franziu o cenho. – A única coisa que ele dizia sobre mulheres é que elas eram incríveis e que eu deveria trata-las muito bem.

Chichi bufou.

- Bem... é estranho eu ter que te explicar isso, mas não tem jeito – ela o olhou seriamente. – Goku, quando um homem e uma mulher se casam... eles... eles fazem amor.

- Amor? – ele pensou um pouco. – Espera, nós já não fizemos isso? Você já disse isso para mim.

- Não, Goku! – ela ficou brava. – Eu disse que te amava no torneio, mas o que eu estou dizendo agora é em um sentido diferente. Fazer amor... significa que nós vamos ficar íntimos de uma maneira que não ficamos com mais ninguém. Tanto física quanto emocionalmente... – ela trançou os dedos nos dele e mordeu o lábio inferior em nervoso. – Eu não sei todos os detalhes... nunca fiz nada parecido. Mas... mas nós vamos aprender juntos.

- Bem... acho melhor assim – ele sorriu. – Gosto de fazer as coisas com você, Chichi.

Ela sorriu carinhosamente para ele, mas de uma maneira tão doce que ele sentiu seu coração bater mais forte em resposta.

- Como começamos? – ele perguntou, perdido.

Chichi piscou ingenuamente e pensou por um segundo.

- B-bem... acho que... – ela se inclinou para mais perto de seu rosto. Goku apenas olhou para ela, mas pôde sentir o hálito quente e doce do gosto dela alcança-lo e se sentiu tentado a fazer a coisa da língua de novo. Caramba, ele realmente havia gostado daquilo. – Acho que... devemos nos beijar daquele jeito de novo. E deixar as coisas fluírem...

- Beijar daquele jeito? – Goku se animou. – Tudo bem!

E antes que Chichi pudesse dizer alguma coisa, ele quebrou a distância que havia entre eles e devorou seus lábios como outrora tivera vontade de fazer. Chichi deu um grunhido surpreso com seu ato, mas amoleceu em seus braços, conforme ele deslizava a língua dentro de sua boca e provava seu gosto. Ele estava mais bruto dessa vez, ansioso e curioso ao mesmo tempo, como se estivesse brincando com um brinquedo novo. Chichi abraçou suas costas e soltou um som estranho contra sua boca, quase como um ronronar ou gemido. Goku estranhou, mas não parou o que fazia. Ao que Chichi tinha dado a entender, eles deveriam deixar tudo acontecer com aquele beijo... então ele não iria se conter.

Antes que se desse conta, ele havia caído seu peso sobre ela e agora os dois estavam deitados sobre a cama. Ele separou seus lábios por um instante para respirar e pensou no que poderia fazer a seguir. Beijar de novo? E depois disso? Beijar outra vez? O que mais ele poderia fazer além de enfiar a língua na boca dela? Ele não conseguia pensar em mais coisas.

Chichi pareceu perceber a dúvida em seu rosto, pois, assim que ambos recuperaram o fôlego, ela guiou sua mão até ela. À princípio ele não deu muita atenção para isso, mas quando percebeu que ela colocara sua mão por sob o tecido do vestido, sua pele formigou de uma maneira tão estranha que quase parecia que milhões de minúsculos insetinhos estivessem correndo em sua pele.

- V-você deve me tocar – Chichi instruiu e levou suas próprias mãos até ele, descansando as palmas abertas em seu peitoral. Goku sentiu seu rosto esquentar com isso, mas não a afastou. Ao invés disso, seguiu suas instruções.

A pele de Chichi era tão macia quanto algodão e tão lisa quanto cetim, mas o cheiro que inalava era o que Goku mais havia gostado. Ao invés de apenas tocá-la como Chichi dissera, ele passou a inclinar a cabeça sobre ela para inalar seu aroma mais profundamente. Ele percebia a pele dela se arrepiando a cada vez que aspirava seu cheiro, mas isso não o impediu de continuar. Na verdade, uma grande e estranha sensação começou a crescer dentro dele com isso e, lá embaixo, as coisas estavam diferentes e... quentes. Ele até roubou um olhar para suas partes intimas e franziu o cenho quando percebeu que seu pênis começava a endurecer feito uma rocha. O que deveria fazer? Será que teria que parar o que fazia para ir ao banheiro? Chichi ficaria brava se fizesse isso? Mas e se ela ficasse brava por vê-lo daquele jeito?

Quase como se a racionalidade deixasse sua cabeça, Goku ignorou suas preocupações e continuou o que fazia. Ele não queria parar com aquilo. Ele queria ver até onde aquilo ia levar... estava curioso para conhecer mais daquelas sensações.

- Ah, Goku... – Chichi suspirou, deslizando as mãos por ele e apalpando seus músculos. Normalmente ele se sentiria incomodado com tanto contato, mas naquele momento ele gostava. Gostava das carícias, da proximidade... Era divertido o prazer estranho que aquilo ocasionava. – Toque em mim, Goku... – ela pediu e ele. Sem saber o que fazer, Goku deslizou a mão pela cintura dela em uma carícia desajeitada. Chichi então, voltou a segurar sua mão e dessa vez a guiou até seu seio. Goku engoliu em seco, lembrando-se do quanto Lunch e Bulma ficavam bravas quando Mestre Kame tentava tocá-las naquele lugar. Por que Chichi deixava que ele fizesse isso? Ela não se importava?

Sem pensar mais nas questões, Goku segurou o seio em sua mão e tremeu, de repente nervoso. Seu pênis estava mesmo incomodando. Não estava somente duro agora, mas estava pulsando também, como se tivesse criado vontade própria e quisesse alguma coisa. Isso nunca tinha acontecido antes e Goku imaginou se estaria doente, mas, pela sua “lua de mel”, ele resolveu ignorar. Ele tinha que fazer aquilo com Chichi. Além disso... sentiu uma sensação inexplicavelmente boa ao segurar o seio dela em suas mãos, mesmo que o tecido do sutiã ainda estivesse por baixo. Na verdade, ele decidiu que aquele pano estava atrapalhando e, sem pensar muito no assunto, rasgou-o em duas tiras.

- Goku! – Chichi exclamou, mas não parecia brava. Na verdade, ela parecia surpresa e envergonhada. – Espera... – ela pediu, antes que ele tocasse seu seio nu. Goku temeu que tivesse agido errado, quando Chichi puxou o tecido do vestido sobre a cabeça e o atirou no chão do quarto. – Pronto... p-pode me tocar agora, Goku.

Goku olhou para os dois orbes no peito de Chichi e sentiu um caroço na garganta. Ele já havia visto seios antes, os de Bulma e os das mulheres nas revisas do Mestre Kame, mas nunca fez tanto caso para isso como seu mestre obcecado. Agora, no entanto... ele se sentia bem atraído a eles.

Chichi cruzou os braços e tampou os seios. Goku, sem entender, olhou para ela e viu que seu rosto estava quase que completamente vermelho.

- O que foi, Chichi? .

- É que... – ela apertou os lábios. – Eu tenho vergonha.

- Então por que você quer que eu os toque? – Goku não entendeu. – Eu não faço se você não quiser.

- V-você quer tocá-los? – ela gaguejou.

- Não... – Goku murmurou, mas ainda tentava roubar um olhar de seus seios tampados. – Eu quero fazer outra coisa, mas não sei se posso.

- Você é meu marido, Goku... – ela sussurrou, mas ainda um pouco nervosa. – V-você pode fazer o que q-quiser.

Goku olhou para ela por um instante, tentando perceber se ela falava a verdade. Sem dizer uma única palavra, ele segurou delicadamente suas mãos e as afastou de seus seios. Chichi respirou mais forte com isso e seus seios pequenos e roliços balançaram em sincronia à respiração. Goku não pensou muito a seguir, apenas fez o que tinha vontade.

Ele os beijou.

Chichi amoleceu quando ele levou os lábios para seus seios, mas apenas caiu completamente na cama quando ele começou a tocar timidamente a língua por eles. Goku não tinha certeza se o que estava fazendo era certo, mas naquele momento ele se viu sendo guiado por um instinto estranho que despertara dentro dele no meio de tudo aquilo. Seu pênis pulsava a todo instante e só então ele começou a perceber que tinha algo a ver com o que sentia naquele momento. Cada vez que parecia sentir prazer no contato com Chichi, seu pênis pulsava. Ele tinha a sensação que havia uma reposta chave por trás daquilo, então apenas parou de pensar e agiu.

Ele imaginou os seios de Chichi como dois pêssegos frescos e doces e os provou com mais voracidade, da mesma forma que havia feito na boca dela. Chichi gemia debaixo dele e rasgava suas costas com as unhas afiadas, mas ele não se importava. Ele desceu a boca pelo corpo dela, passando pelas costelas e alcançando o umbigo. Tudo que ele sabia é que queria provar o gosto dela, como havia feito em sua boca. Mas todo o gosto dela.

- Ah! Goku! – Chichi agarrou sua cabeça com as mãos quando ele alcançou a base de sua virilha e ele parou um instante para observar a peça que cobria suas partes intimas. Ele imaginou o que deveria fazer a seguir. Afinal, Chichi dissera que ele podia fazer o que quisesse, mas... ele se lembrava que havia tirado a calcinha de Bulma uma vez e ela tentara mata-lo por isso. Teria mesmo o direito de fazer isso com Chichi apenas por ser o marido dela? Ela não ficaria brava?

- Chichi... – ele voltou o rosto para ela. – Nós... nós já fizemos amor?

- Não... – ela respondeu. – Mas estamos perto disso, Goku...

- O que eu devo fazer agora? – ele perguntou e reprimiu a vontade de apertar seu pênis na mão. Estava pulsando tão forte agora que chegava a doer. Ele não sabia se poderia continuar com aquilo mais.

Chichi finalmente percebeu a protuberância no meio das pernas de Goku e arregalou os olhos. Ele pensou que ela gritaria com ele por isso e ficaria brava, mas tudo que ela fez foi se erguer na cama e olhá-lo nos olhos.

- Eu... – ela tocou as mãos trêmulas no cós do calção dele, mas ainda olhando em seus olhos. Seu rosto não deixava o vermelho rubro por um segundo sequer. – Eu... c-cuido do resto.

- O que? – Goku não entendeu.

Chichi desceu o calção de Goku e expôs sua nudez. Ele olhou para baixo e ficou impressionado com a forma estranha de seu pênis. Ele já ficara duro antes, mas nunca daquela forma. Ele nunca imaginou que não conhecia seu corpo dessa forma.

Chichi não disse uma palavra, mas Goku pôde notar o nervosismo em seu olhar e a hesitação em sua expressão. Ele queria fazer algo para acalmá-la, mas ela decidiu agir por si mesma ao empurrá-lo para deitar na cama. Goku encostou as costas no colchão e esperou pelo que Chichi ia fazer.

Ela terminou de puxar seu calção para fora e o jogou para o chão junto ao seu vestido. Goku apenas a fitou com intensidade, sentindo milhões de emoções cobri-lo naquele momento. Chichi fechou os olhos e, então, deslizou a calcinha pelas pernas.

Goku olhou para suas partes intimas com curiosidade, lembrando-se do terror que sentiu ao ver pela primeira vez como uma mulher era naquela área. Chichi ainda mantinha os olhos fechados e as mãos próximas dos seios, provavelmente querendo voltar a se cobrir, mas, por fim, ela abriu os olhos e se deslocou lentamente até ele.

Goku permaneceu em silêncio e observou conforme Chichi subia em seu colo e encaixava as mãos em seu abdômen. E então, com um suspiro de preparação, ela sentou lentamente sobre ele. Goku teve um choque de reação ao perceber que ela sentou em seu pênis, mas, ao invés de se aterrorizar, ele se viu preso à sensação arrebatadora que aquilo causou. Sem conseguir prever seus movimentos, ele agarrou a coxa dela e a apertou, sentindo todas as suas entranhas se contorcerem dentro dele. O que era aquilo? Que sensação era aquela? Ele sentia seu pênis envolto em algo quente, macio e úmido e isso era absurdamente enlouquecedor de tão bom. Ele sentia como se estivesse para morrer, embora fosse de tanto que se sentia bem com tudo aquilo.

Ele prendeu a respiração e trincou os dentes, mas apenas quando olhou para cima percebeu que Chichi não parecia tão bem quanto ele. Na verdade, ela estava com os olhos apertados e os lábios franzidos em uma expressão de dor. Goku entrou em pânico com a possibilidade de estar machucando-a e tentou se levantar, mas ela o empurrou de volta antes que pudesse.

- Não. – murmurou ela, ainda com os olhos apertados. – Eu estou bem, Goku. I-isso... isso é normal.

- Mas você está com dor! – ele protestou.

- É normal para as mulheres sentir dor na primeira vez – ela tentou sorrir para tranquiliza-lo, mas sua expressão de dor não ajudou muito. – Mas você não tem com o que se preocupar... eu sou muito mais forte que as mulheres normais.

- Chichi... – ele murmurou, mas perdeu qualquer linha de raciocínio que tinha no momento, pois uma onda de prazer cruzou todo o seu corpo quando Chichi se moveu sobre ele. – O...w!

- Ah... – Chichi arfou e começou a se mexer com mais ritmo sobre ele. Goku agarrou seus quadris e, inconscientemente, começou a guiar seus movimentos, tentando movê-la mais rápido. – Ah, Goku...

- Chichi...! – ele grunhiu e, antes que qualquer um se desse conta, na velocidade de um piscar, Goku inverteu as posições. Ele não via mais nada diante dele, sua mente estava em branco, inundada por um mar de luxúria e excitação. Ele estava agindo por puro instinto e inconsciência naquele momento, como se estivesse perdido dentro de si mesmo.

Ele passou a se mover mais rápido sobre Chichi e a dar estocadas mais fortes e bruscas, apertando os quadris dela sobre suas mãos. Chichi gritava e gemia com isso, em nenhum momento parecendo desaprovar seus atos. Isso pareceu motivar mais Goku, que aumentou seu ki sem perceber e intensificou o ato. Ele não sabia o que estava fazendo, nem o que estava sentindo, mas sabia que estava “lutando” para alcançar algo, para chegar ao estado final daquele prazer.

E então, foi como se seu pensamento se concretizasse. Sua mente parou todos os pensamentos de repente, seu estômago se contorceu e seu pênis pulsou dentro de Chichi uma última vez, expelindo algo dentro dela que esboçava seu completo prazer e satisfação, seu estado mais puro de êxtase e apreciação.

Ele nunca na vida havia feito algo tão incrível.

Goku se puxou para fora de Chichi e deitou-se ao lado dela, respirando forte para recuperar o fôlego. Seu corpo brilhava febril com o suor e, ao lado dele, Chichi parecia do mesmo jeito.

- Chichi... – ele arfou, ainda respirando pesado. – Nós... nós fizemos amor agora?

Chichi riu levemente e se virou para ele, deitando a cabeça em seu peito e o abraçando com o corpo.

- Sim... nós fizemos amor, Goku.

Ele olhou para ela com seu olhar satisfeito e deu um sorriso cansado.

- Isso é ótimo... Por que se vamos viver o resto de nossas vidas juntos e isso é algo normal para casais casados... eu quero fazer amor com você em todo esse tempo, Chichi.

Chichi olhou para ele com os olhos cheios de lágrimas e o beijou demoradamente nos lábios.

- Assim será, querido. Eu sou sua... para sempre.

Goku nunca se viu mais feliz do que naquele momento, apenas por aquelas simples palavras ditas. Chichi era sua. Ele não conseguia imaginar por que aquilo soava tão bom, mas seu coração palpitou mais forte com aquela declaração e uma grande felicidade encheu seu peito. Ele estava feliz por isso...

Chichi era dele...

 


Notas Finais


E essa é a versão que sempre imaginei: um momento cômico, desajeitado, mas amoroso... hahaha
Espero que tenham gostado!
Até mais!


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