História Doce embrulho - Capítulo 3


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Categorias A Fantástica Fábrica de Chocolate
Personagens Personagens Originais
Visualizações 5
Palavras 1.989
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Talvez esse capitulo esteja um pouco longo para tentar compensar os dois primeiros que foram um pouco curtos,mas enfim, espero que gostem. Aproveitem mais um doce capitulo!

Capítulo 3 - Capitulo 3


Fanfic / Fanfiction Doce embrulho - Capítulo 3 - Capitulo 3

Willy acordará no pulo após ouvir a moça gemendo e se contorcendo na cama. Ignorou as dores do corpo pela noite mal dormida e logo foi socorre-la. Ainda de olhos fechados, a jovem se debatia, erguia os braços e os sacudia no ar como se estivesse tentando se defender de algo e Wonka tentava o máximo possível para não ser atingido:

- Calma, está tudo bem... está tudo bem – Ele tentava acalma-la enquanto ainda se debatia

- Não, por favor... me deixe em paz... por favor... – Ela dizia enquanto se defendia do invisível como se estivesse presa em um pesadelo

- Vai ficar tudo bem... calma... – Willy finalmente conseguiu tomar controle dos braços da moça e com uma mão livre, colocou-a sobre a testa dela e acariciou com seu polegar.

Isso aos poucos foi acalmando a grávida que voltava para seu sono enquanto Wonka ainda sussurrava em seu ouvido. Lembrará que sua mãe fazia isso quando era pequeno e tinha algum pesadelo durante a noite. Assim que viu que a moça adormecera novamente, o chocolateiro pediu para os enfermeiros Oompa Lumpas observarem ela, cada movimento suspeito que ela fizesse e se algo acontecesse era para chama-lo imediatamente.

Ele então com o elevador de vidro se direcionou até os corredores dos quartos e tomar uma grande ducha em seu banheiro para tirar aquele cansaço e a dor antes que fora ignorada pelo desespero. Ficou por uma hora mais ou menos na banheira para analisar de forma mais clara toda aquela situação.

O que faria exatamente com a mulher grávida? Deveria ligar para a polícia? Como se não sabia nada da moça, se ela estava com problemas ou tivesse família para socorre-la, não podia apenas entregar de bandeja alguém daquela forma ainda mais, grávida e indefesa; e se o bebê nascesse na fábrica? O que aconteceria depois? Não poderia deixá-los na rua, mas também não havia como eles ficarem aqui, também não dava para manda-la para o hospital. Esses pensamentos não levavam a nada! Levantou bruscamente da banheira e foi se vestir para tomar café, não tinha cabeça no momento para pensar naquilo.

Após sair do quarto já dera de cara com Charlie no corredor indo tomar café também:

- Bom dia Willy! Como foi sua noite? – Perguntou radiante

- Ah, um tanto conturbada estrelinha, devo admitir – Disse enquanto virava o corredor com o pupilo atrás

- Por que? Por causa da moça? – Charlie perguntou olhando diretamente para Wonka

- Digamos que sim. Achei melhor ficar com ela ontem, para o caso... de acontecer algo – Willy engoliu em seco e não trocou olhares com Charlie

- Uau! Estou impressionado.

- Por que? – Wonka olhou de esguelha para o menor enquanto ainda caminhava

- Nunca vi você tão preocupado com alguém que você não conhece e não seja da fábrica – Charlie riu de forma um tanto zombeteira

- Ora estrelinha, tenho sentimentos também e sei muito bem tratar uma dama. – Willy disse em um ar um tanto ofendido e Charlie se divertiu com isso

- A é? E aquela vez com aquela mulher que era doida por você e tinha um grande deco...

- Shiiu – Willy balançou os braços em sinal de silencio para o pupilo – Não ouse me lembrar disso novamente Charlie, aliás, a vítima daquele traumatizante acontecimento fui eu -  O chocolateiro então acelerou o passo enquanto Charlie ria ao fundo.

 

Passará algum tempo e os dois estavam trabalhando na Sala de Invenções, discutindo os possíveis novos doces que poderiam lançar naquele mês. Faltava quase um mês para o natal e precisavam começar a agir o quanto antes para as novas criações:

 

- Estava pensando Willy, se fizéssemos guirlandas comestíveis

 

- Que ideia interessante! Podemos fazer o corpo da guirlanda de chocolate mentolado! – Willy se debruçou para frente na mesa

 

- Os laços com alcaçuz especiais Wonka! – Charlie o acompanhou empolgadamente

 

- É brilhante! – Disseram em coro

 

- Amo seu modo de pensar estrelinha – Disse o chocolateiro dando uma piscadela para o pupilo que sorri – Mãos à obra então!

 

Então Willy começou a fazer a mistura do chocolate junto da menta e um pouco de corante verde para a folhagem; em seguida, Charlie moldou o formato do doce de maneira delicada e detalhada, com uma pequena espátula especializada e por fim, o laço. Olharam orgulhosos para o feito e depois para ambos. Agora, estava na hora de provar:

 

- Vamos ver – Com a mão enluvada, Willy cortou um pedaço para ele e outro para o herdeiro – Um, dois... três! – Foi dada a primeira e decisiva mordida, iam saboreando com calma, analisando cada pedaço mastigado.

 

- Não sei Willy... algo está errado – Charlie disse no meio de uma mastigada, com as bochechas estufadas iguais a de um esquilo com nozes na boca

 

- Tem razão estrelinha... algo não está certo nisso... o gosto não parece estar em harmonia com os outros elementos...

 

- A consistência está um pouco estranha também – Continuaram a mastigar

 

- É... – Willy remexia a boca assim como os olhos como se isso ajudasse a clarear sua mente

 

- Desculpe... – Disse o pupilo chamando a atenção do maior – Eu dei essa ideia horrível... achei que sei lá, daria certo e que poderia inventar meus próprios doces... mas parece que não aprendi nada do que me ensinou – Charlie abaixou o olhar, entristecido e Wonka sentiu pontada no peito.

 

Embora talvez não visse um grande motivo para ficar chateado com um motivo do tipo, Willy entedia que Charlie ainda era só uma criança, uma criança que queria impressionar e orgulhar seu tutor, mas mal sabia Charlie que o chocolateiro se orgulha da pessoa que o herdeiro era:

 

- Charlie... estrelinha – O maior apoiou sua mão no ombro do menino – Não se sinta mal por conta de um erro. A vida é cheia deles e de acertos também, por isso que evoluímos... estrelinha, sua ideia foi brilhante, apenas talvez tenhamos que desenvolver um pouco melhor. E lembre-se Charlie, tudo tem seu tempo certo, quando estivermos preparados, a vida pode nos surpreender – O chocolateiro deu uma pequena sacudida no pupilo que olha para ele e sorri, logo já o abraçando.

 

- Obrigada Willy... você é o melhor – Disse o menor apertando a cintura do tutor

 

- É, eu sei – Charlie dá um leve soco no peito do maior que ri fraco.

 

Assim que se desprenderam do abraço, já estavam prontos recomeçar o trabalho novamente quando a porta é arrombada e um pequeno Oompa Lumpa com os olhos quase saindo das órbitas de tanto correr cai aos pés de seu salvador:

 

- Por Deus homem, o que houve? – Wonka se agacha até a criaturinha que tomava folego e cochichava algo na orelha do chocolateiro que Charlie observava de longe, mas viu que deveria ser algo importante pelo modo como Willy estremeceu.

 

Sem esperar por perguntas ou qualquer pronunciamento do tipo, o chocolateiro voa pela porta derrubando novamente o pequeno e ia direto para o elevador sem escutar direito os gritos de Charlie ao fundo; direcionou para a Ala Hospitalar e de tanta ansiedade nem reparou na viagem, algo que gostava de fazer quando usava ele. Saiu da caixa de vidro e foi se direcionando em passos largos até a cama rodeada de Oompa Lumpas que observavam a moça se despertar aos poucos, um tanto confusa. Willy ficou ao seu lado a observando tentar abrir os olhos, um de cada vez e enfim os abriu por completo deixando os do chocolateiro esperançosos:

 

- Como se sente? – O homem perguntou e a moça o olhou assustada, mas manteve-se calada deixando Wonka um tanto desconcertada, porém, insistiu – Está tudo bem, ninguém vai te machucar.

 

Nada mudou, mas ele percebeu seus ombros retraírem um pouco, um avanço ao menos. Ela olhava ao redor, estava com a mesma aparência fraca e sonolenta, um tanto assustada agora, ela enfim vê todos aqueles homenzinhos a olhando curiosos e ela se encolhe um pouco mais se agarrando à coberta; sente uma pontada forte, a fazendo cerrar os dentes e se contrair segurando a grande barriga. Willy pensará em fazer alguma coisa, mas achou que qualquer ação que fizesse poderia assusta-la mais ainda então deixou que ela se acomodasse e se sentir-se segura ao seu tempo, que a fábrica logo a acolheria.

Antes de ir, pediu para que os Oompa Lumpas continuassem cuidando da jovem, trouxessem algo para ela comer e se fortalecer, e para mantê-lo avisado. Assim que voltou para a Sala de Invenções, encontrou seu pupilo com a cara grudada no livro de receitas estudando-o ferozmente e testando a teoria; Charlie demorou para notar o chocolateiro ali, só após sentir o cheiro característico de amendoim pela sala que o menino ergueu os olhos das páginas:

 

- Ah, você está ai! Desculpe, estava estudando o livro para ver se consigo aperfeiçoar a receita – Willy sorria para cada palavra que o herdeiro dizia – Mas enfim, o que houve de tão urgente? – Willy saiu de seu transe

 

- A moça acordou, finalmente – Charlie manteve toda sua atenção na conversa – Mas... bem, ela está assustada, fraca e com dor na barriga... e eu não posso fazer nada – Willy manteve seu olhar fixo em um canto da sala

 

- Acha que ela ficará bem Willy? – Charlie perguntou um pouco preocupado e Willy suspirou suavemente

 

- Não sei Charlie, eu nunca cuidei de uma situação assim... sou bom em fazer doces, mas péssimo em tratar com pessoas tão diretamente – Ele riu de modo fraco e deu de ombros, assim o silencio reinou e ambos voltaram para seu trabalho.

 

Os dias iam passando e os avanços eram mínimos. A cada dia o chocolateiro ia visitar a jovem moça para ver seu estado e tentar descobrir algo que poderia ajudar, mas o resultado era sempre o mesmo silencio de todos os dias, embora que sempre que Willy conversa algo com ela, a jovem parecia escuta-lo com atenção e até se acostumar com sua presença todo dia. Chegava até gostar. Não via ameaça naquele homem excêntrico e de cabelo engraçado, sua presença não a fazia se sentir mais ameaçada, mas sim, protegida. Ele a observava atentamente enquanto ela terminava de tomar um caldo quente junto de um pedaço de pão que molhava dentro da tigela:

 

- É bom vê-la se alimentar bem – Ela olha para ele com a colher na boca – Aliás, você tem que alimentar uma segunda pessoa dentro de você... como isso deve ser estranho... – Ele riu de maneira nervosa e a moça sorriu levemente – Bom, vejo que já terminou, se me permite – Ele pegou a bandeja de seu colo e deixou em cima de uma mesinha para alguém pegar mais tarde e voltou sua atenção a jovem – Bom, tenho que ir, deixarei você descansar melhor – Ele se virou para ir embora, porém, a moça agarra sua mão enluvada surpreendendo Willy.

 

Ela olha fixamente para seus olhos de maneira profunda e Willy não conseguia nem sequer desviar, estava hipnotizado; aos poucos ela puxava mais sua mão sem intervenção alguma do homem que mantinha com uma expressão dura, mas surpresa. Delicadamente, ela coloca a mão do chocolateiro por cima de sua barriga e fecha os olhos enquanto sente o calor dela em sua pele. O chocolateiro se enrijece e prende a respiração, nunca havia sentido a barriga de uma grávida na vida, era assustador, mas ao mesmo tempo encantador; com a mão da moça sobre a sua, Willy sente um pequeno chute vindo de dentro da barriga e seu coração acelera. Lentamente, ele retira sua mão de cima da barriga e a moça se recolhe, ainda com o mesmo olhar profundo, então, aos poucos deita sua cabeça de lado e vai fechando os olhos até adormecer enquanto Willy permanecia no mesmo lugar tentando processar todo o ocorrido; assim que seus sentidos voltam já se encaminha para o elevador de vidro e enquanto esperava pelo fim da viagem, estudava atentamente para sua mão, podia sentir o pequeno chute em sua palma, fazendo um calor passar por todo seu corpo.

 

 


Notas Finais


:3


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