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História Doce Fogo - Capítulo 45


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PRIMEIRO CAPÍTULO!!!!!!!!

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Capítulo 45 - Só que não!


Fanfic / Fanfiction Doce Fogo - Capítulo 45 - Só que não!

 

Três vãs pretas mercedez bens blindadas partiram do Hilton Hotel há mais de uma hora e seguiam enfileiradas em velocidade de 80km pela rodovia BR 116 com destino a um casarão antigo de um Barão do Café durante o reinado de Dom Pedro II na região do Vale do Paraíba, divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro.

A pista estava escorregadia em função dos dias seguidos de chuva piorando o trânsito de São Paulo que já era caótico normalmente. Nesse instante caía uma chuva fina e contínua, e a previsão do tempo indicava que a massa de ar úmido que estava no estado se dissiparia logo.

Era nessa previsão positiva que Dong Hee se apegava para aquentar a pressão de ser o responsável por aquela viagem. Para isso, secretamente pedia a ajuda de seus ancestrais budistas com incensos todas as manhãs.

Aquela viagem era oportunidade que ele tinha de provar ao seu pai Chung Wee, Diretor de Recursos Humanos da Big Hit, que valeu a pena pagar uma das universidade mais caras do mundo pra que ele se formasse em Business, e principalmente, reforçar que de fato corria em suas veias o sangue voraz da família Wee. Queria também provar aos donos da empresa Big Hit que merecia aquele emprego por sua competência e não por ser filho do temido Chung Wee. E por fim, queria provar a si mesmo que não era um desastre ambulante.

Dong Hee mantinha a expressão fechada o tempo todo para evitar que alguém lhe questionasse sobre alguma de suas ordens. Em seu íntimo ele começava a temer que a decisão de gravar um MV em uma “fazenda” durante o verão brasileiro poderia arruinar sua carreira como administrador logo no início. Isso lhe atormentava a alma.

No carro, sentado ao lado de Dong Hee estava Eduardo, o “culpado” por toda essa aventura.

Os dois homens se conheceram quando tinham vinte e poucos anos de idade na universidade americana onde estudaram por anos compartilhando o quarto no campus até que Edu resolveu abandonar o curso de Administração no último período. Ele sempre quis ser um diretor de cinema mas em função de sua história de vida resolveu apostar em uma profissão mais séria. Em um determinado momento, depois de receber uma boa oportunidade, Eduardo resolveu “sair do armário da arte” e se jogar na carreira de cineasta. As maiores aventuras da vida de Dong Hee foram incentivadas por Edu, e Edu adorava o porto seguro que Dong Hee havia se tornado para ele.

Hoje se aproximando dos quarenta anos os dois amigos tinham tomado rumos bem diferentes. Dong Hee era casado e tinha dois filhos, seguia os passos do pai no ramo da administração e negócios e tinha recebido a grande oportunidade de ser contratado para organizar todos os assuntos referentes às turnês do Bts, sempre com foco no maior lucro possível. Eduardo era um solteiro convicto e bem namorador, sempre aproveitando de seu belo porte e malandragem dos seus antepassados italianos. Ele era o esteriótipo de um artista, era sentimental, crítico, vaidoso, desorganizado e vivia com a cabeça nas nuvens.

Um dia durante um telefonema Dong Hee comentava sobre a necessidade de encontrar um local para gravação de um MV do Bts que precisava ser diferente de tudo que já havia no K-pop. O mercado estava EXIGINDO novidade. A reação de Edu foi instantânea:

- Já sei, my brother! Vamos fazer o vídeo na casa da minha irmã, a herdeira do velho casarão do Barão Grimaldi. Você vai surtar com a casa em estilo aristocrático que Elis mantêm com sua herança e trabalho com os seus mais de 50 cavalos “puro sangue”. E o melhor, não vão pagar nada. São nossos convidados. O que acha?!

Dong Hee já estava acostumado com a frequente empolgação do amigo quando o assunto era arte. Ele tinha acabado de se incluir no projeto e de colocar a casa da irmã à disposição de todos sem pedir nada em troca. Era essa atitude de se envolver em tudo e estar sempre aberto que fazia o coreano admirar o brasileiro.

- Já sei exatamente como vamos gravar tudo! Isso vai ser tão disruptivo! Esse MV vai entrar para história. - Disse Edu já imaginando todas as cenas do MV.

Em um primeiro momento Dong Hee achou a ideia impossível, mas quando ouviu as expressões “Casarão do Barão Grimaldi” e “50 cavalos puro sangue”, ele teve que reconhecer que estava ali o toque inusitado e excêntrico que estavam buscando a muito tempo.

A ideia foi tão exatamente o que procuravam que a proposta foi aceita de imediato pela Big Hit. Além disso, a turnê pela América Latina que finalizaria no Brasil era o momento oportuno para a gravação do MV naquele cenário de calor e pouca roupa do verão brasileiro, selvagem e tropical.

Só que não!

Naquele março o Brasil estava “debaixo d’água”. O sol saía tímido e a conversa entre as pessoas nas ruas e as notícias na televisão eram sempre as mesmas: os transtornos e até mortes causadas pelas tempestades de verão.

Logo atrás do carro dos amigos, estava o veículo que conduzia todos os membros do Bts. Sentado na janela da esquerda, Jungkook olhava pra fora com o olhar vago… estava muito abatido e choroso pelo desentendimento horrível que teve com Júlia na noite passada pelo telefone. Ele sabia que a culpa pela briga era dele mas Júlia não precisava reagir daquela forma tão agressiva e escandalosa. Ele já estava cansado disso.

Rm, Jin e Tae dormiam no fundo carro embalados pela chuva e pelo movimento da rodovia.

J-Hope estudava em seu celular uma lição de “português para turistas”. Ele tinha começado a se animar em aprender o idioma das suas amadas B-Armys. Júlia sempre o ajudava com isso.

Jimin olhava pra fora do carro, acompanhando a paisagem que se transformava de urbana para um campo aberto molhado pela chuva constante.

- Eu queria conhecer alguém e me apaixonar… seria tão bom viver esse sentimento. O Brasil é mesmo um país caloroso que desperta paixão. Desde que chegamos aqui a três dias sinto umas coisas estranhas, estou mais sensível, o que será hyung? - Jimim pergunta para Suga que assistia sem parar o mesmo Anime pelo celular a todo momento que tinha uma folga.

- Deve ser diarreia. Coma menos comida brasileira. - Responde Suga sem paciência.

- Aigoo, que insensível!

Suga era mesmo crítico e sincero a queima roupa, mas o seu humor ácido em relação ao Brasil e ao amor se justificava por uma situação que o garoto tinha vivenciado antes de sair para a turnê, há quatro dias atrás.

 



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