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História Doce Fogo - Capítulo 95


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Notas do Autor


Olá!!!!!!

Desculpe o atraso em postar, mas eu perdi o pen drive que eu guardo o arquivo da fanfic...

Acabei de encontrar e já estou postando!

Divirtam-se

Capítulo 95 - Spin Off - Capítulo 10 - As máscaras despencam


Dentro do quarto a discussão se agravava ainda mais.

 

- O que vocês querem que eu faça??!!! Não vou confrontar Jungkook. Se ele acha que aquela ocidental é mulher adequada não posso fazer nada. É melhor que ele se perca na vida do que fique contra nós! - O pai se explicava.

 

- É humilhante a forma que você se omite Jeon Jung Chul! Seu filho precisa de limite. - Fala com decepção a matriarca

 

- É melhor pensar bem no que fala, omma? Esse garoto sustenta a minha e a sua casa, e nos dá essa vida maravilhosa e cheia de luxos. Já pensou que talvez, se ele for confrontado sobre Zuliáh, ele se volte contra nós! Já pensou nisso? Eu não investi minha vida e meu dinheiro pra tornar meu filho milionário para agora correr o risco de colocar tudo a perder. - Desabafa com a verdade.

 

- Então vai permitir que seu filho de ouro fique com uma mulher qualquer só para garantir que ele continue te dando essa vida luxuosa? - A matriarca grita abafado.

 

- Vamos nos acalmar, por favor- Tenta amenizar Kim Dak-Ho, mas não ousa olhar para nenhum dos dois, apenas fita o chão como se de lá pudesse sair uma solução para o problema.

 

- Já falei omma, Jung Kook é para nosso sustento e orgulho, e Jung Mi é para cumprir nossas tradições e garantir nosso futuro. Qual é o problema disso? Vamos agradecer a Deus por termos os dois para nos prover de tudo e vamos viver em paz.

 

- Mesmo que Jungkook seja milionário e sustente até mesmo a minha casa, ele precisa de limite. É muito jovem e pode ainda fazer muita besteira. Eu, como matriarca, repudio a ideia de ver um descendente se ajuntar com uma mulher daquele tipo.

 

- Qual é o problema com a tal Zuliáh? A moça é educada e caladinha, se esforçou o tempo todo para cumprir os rituais do feriado, comeu seu Kimchi super picante sem reclamar. É uma moça bonita e inteligente. Além disso, é completamente independente, nunca vai tomar o nosso dinheiro, podemos ficar despreocupados, omma!

 

- Você só pensa em dinheiro Jung Chul!! Aigoo!! - Desabafa a matriarca.

 

- E no que mais eu vou pensar? Dinheiro põe ordem em tudo. Eu repito, para o nosso próprio bem, deixem Jung Kook em paz!

 

A matriarca e Jung Chul ainda discutiram um pouco mais, entretanto, Kim Dak- Ho, que ainda olhava o chão observou que próximo à porta havia uma sombra “conhecida”. Mais alguns segundos se passaram até que ela que percebeu claramente que seu filho de ouro estava ali, à espreita ouvindo tudo.

 

- Jungkook!!!!! - Ela se assusta e grita, todos os demais se voltam para a porta.

 

- Meu filho você está aí muito tempo?

 

- Não queria interromper… vim procurar um remédio, estou com uma crise de rinite.

 

- Pois não meu filho de ouro, já vou agora fazer um chá maravilhoso para você! Bem rapidinho. - Kim Dak-Ho se levanta e se apressa para o chá como se o “patrão” tivesse chegado.

 

- PARE DE ME TRATAR ASSIM !!! Você não é minha empregada, você é minha mãe! - Jungkook grita retumbante e grosseiramente, a ponto de chamar a atenção de todos da casa e até dos vizinhos.

 

- Desculpe… - a mãe diz entre lágrimas.

 

- Já te falei isso Kim Dak-ho, pare de tratar Jung Kook assim. - o pai replica pateticamente.

 

- PARE DE ME TRATAR ASSIM PAI! Eu acabei de gritar com a minha mãe e você não vai fazer nada? Eu sou seu filho, não vai me corrigir? - Jungkook grita mais ainda, deixando o pai boquiaberto.

 

- Meu neto, eu sempre digo isso para o seu pai, você ainda é jovem precisa de limites e de aconselhamento. - Diz a matriarca tentando abraçar Jungkook.

 

- Eu não quero saber de conselhos que me afastem de quem eu amo. Zuliáh nunca fez comigo o que vocês fazem, ela nunca me tratou como um “imperadorzinho de merda”, ela sempre me diz a verdade, me respeita sem me bajular, e nunca engoliu nada que eu tenha feito de errado sem me dar uma boa bronca.

 

- Eu te digo a verdade Jungkook. Seus pais erraram na sua educação. Tentaram não cobrar muito de você já que sua vida já e dura na sua profissão, mas eu sou sua avó e digo, corrija seus passos, se livre dessa moça, ela não serve pra você.

 

Nesse instante Jungkook escancara a porta do quarto e grita para a casa toda ouvir:

 

- Ouçam bem todos vocês: Zuliáh Dinish é minha esposa, meu casamento com ela já é real. Se vamos ter filhos é uma decisão nossa. E quem estiver contra essa união está contra mim!!!

 

- Aigoo, estão vendo, era isso que eu queria evitar! Meu filho contra nós! - Grita Jung Chul.

 

- Não se preocupe pai, a fonte do dinheiro vai continuar jorrando, custe o que custar. Nada vai mudar. Eu só não suporto mais fingimentos e bajulações interesseiras.

 

Foi a primeira vez que Junkook protagonizou um “barraco” em sua vida, atitude que ele sempre condenou em Júlia, mas agora ele imitava a esposa e sentia os efeitos positivos de falar tudo o que pensa sem se preocupar com o tom de voz ou com o respeito devido. Entretanto, como ele era novata na arte do barraco, ele deixou de considerar os efeitos negativos, e agora, depois de despejar tudo, não sabia onde se enfiar, o jeito foi fugir.

 

Em seu quarto jungkook vestia-se com seu disfarce tradicional: roupas largas e pretas, chapéu e máscara também pretos, e por fim, um olhar perdido. Momentos depois lá estava ele saindo pelo portão da casa sozinho e sem direção.

 

Depois dessa cena, um turbilhão de discussões e brigas entre os demais parentes se sucederam, cada um começou a dizer o que estava sufocado a muito tempo, gerando uma briga generalizada, como em reality shows. Até mesmo a pacata Saiuri disse umas verdades na cara da sua avó abusada. E Li Sook também aproveitou para desabafar sobre seus sogros.

 

 

Enquanto tudo isso se passava, Júlia ainda estava no estúdio trabalhando sem parar, resolvendo problemas sem fim e gastando todas as suas reservas. Por mais que o trabalho fosse extenuante, o que mais lhe entristecia era que até aquele momento o marido, Jung kook, não havia sequer ligado para saber se ela chegou bem em Seul.

 

“Eu sei que ele não pode me ajudar, mas também não precisava sumir… talvez a prima Saiuri esteja distraindo ele a ponto de esquecer que eu existo.” - Ela pensa decepcionada, sem saber o que realmente passava na cabeça atormentada do marido.

 

- Dona Júlia, eu já vou embora, meu serviço é esse aqui, agora a senhora tem que contratar alguém que mexe com limpeza a seco pra consertar o carpete do seu escritório. - Disse Gabriel, um encanador brasileiro que Júlia havia contratado para tocar a obra de reforma relâmpago do estúdio de dança. Já que Gabriel não tinha família em Seul não tinha porque não trabalhar no feriado, então prontamente atendeu o chamado de Júlia.

 

- Muito obrigada Gabriel, gostei muito do seu serviço, vou recomendar pra todo mundo que eu conheço.

 

Depois disso tudo, a nossa brasileira foi enfim para casa descansar. Em todo momento ela verificava o celular para conferir se o marido havia se lembrado dela, mas nada de Jk mandar notícias ou perguntar sobre ela, nada, nem mesmo um emoji.

Para completar a situação, Júlia, já em casa, ao levantar da privada da sua casa depois de fazer suas necessidades básicas, aperta a descarga e escuta um som que não se parece com água descendo. A danada da descarga do vaso tinha acabado de estragar naquele exato início de madrugada.

 

- Que merda! - Ela grita indignada pela maré de azar.



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