História Doce Insônia - Capítulo 34


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Dakota, Iris, Kentin, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Professor Faraize, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Amor Doce, Armin, Nathaniel, Romance
Visualizações 11
Palavras 2.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capitulo foi difícil de escrever, a Rosie é um personagem bem rebelde, tudo que eu penso para ela sai diferente na hora de escrever. Mas no entendemos, por enquanto kk
Enfim, espero que gostem!

Capítulo 34 - A revelação de Nathaniel


- Não? – ele disse triste. – Por quê? Você não gosta de mim?

- Eu não sei o que sinto por você. Eu nunca havia pensado em você como meu namorado, ou que fosse possível isso acontecer um dia. Mas de repente tudo mudou, quando eu percebi a gente já estava assim.

- Eu entendo se você não quiser. O fato de eu gostar não significa que serei correspondido, eu tinha essa consciência. Até pensei que eu poderia ser só uma diversão para você e estava certo. – ele disse desapontado.

- Você não é uma diversão para mim, diversão eram os outros, esse é o problema, com você não é uma paixonite. Você é o Nathaniel, o meu sonho e ao mesmo tempo meu pesadelo. Um menino insuportável que puxava minhas tranças, que se tornou meu melhor amigo e me consolava quando eu estava triste, que me fazia companhia quando estava sozinha e que se tornou a pessoa mais especial do mundo para mim. Nath, eu sou órfã, tenho dificuldades para fazer amigos, na escola eu era muito admirada, mas só isso. Ninguém queria saber de mim, além das minhas aparentes conquistas e quando eu cresci eu era apenas uma garota bonita que os garotos queriam ter como um troféu. E eu vesti essa máscara de forte e convencida porque tinha medo de parecer fraca e ser desprezada por isso. Mafalda sempre dizia que pessoa fracas eram pisadas e que ninguém é confiável. Eu duvidava até perceber que ela estava certa. Só que a única pessoa com quem eu não consigo mentir é você, isso me assusta porque eu não consigo ser A Rosie, eu sou quase a rosinha que a Danielle tanto fala. E eu não quero mais ser essa flor frágil, porque foi ela que te fez ir embora.

- Eu me sinto horrível por saber que se sente assim, eu quase me convenci de que você é essa garota indiferente que tanto quer mostrar. Mas não são seus espinhos que me cativaram e sim o que estava por trás. Eu me arrependo todos os dias das coisas que eu te disse e por ter te magoado.

Rosie se sentou na cama e as palavras que ele um dia lhe disse orbitaram em sua mente. Tudo ia muito bem entre eles, faziam tudo juntos e eram a companhia perfeita um para o outro. Até que Nathaniel começou a se afastar, parou de frequentar sua casa, de responder suas mensagens sem nenhuma razão aparente. Ela tentava se aproximar, mas ele estava sempre ocupado.

- Nath, chega disso, por que você está estranho?

- Estou muito ocupado em casa, ajudando minha mãe com umas coisas. Além disso quero que minhas notas subam, estou dedicando meu tempo a estudar.

- E não pode estudar comigo?

- Eu acho que estudar só é melhor para meu rendimento, além disso você tem o Dake, não deve sentir minha falta. – ele deu um sorriso falso.

- Isso é ridículo, você está com ciúme?

Ele pareceu sem jeito com a pergunta. – Não. Você tem todo direito de namorar quem quiser, eu sou apenas seu amigo, como sempre faz questão de dizer, não tenho razão para ter ciúme. Eu apenas preciso de um tempo para cuidar das minhas coisas, não posso ficar o tempo todo a sua disposição.

- Eu achava que você gostava de estar comigo.

- Claro, mas meu pai está em casa e não gosta que eu saia, desde que foi demitido pela sua mãe as coisas lá em casa estão complicadas, ele tem mais tempo para pegar no meu pé e...

- Minha mãe demitiu seu pai? Eu não sabia disso! Vou falar com ela assim que ela chegar, não posso admitir.

- Rosie, é assunto de adulto, eles que precisam resolver. Não se preocupe.

- Se você está passando por um momento difícil, eu posso te apoiar, se isolar não vai resolver nada!

- Se preocupe com sua vida e eu com a minha, já disse que não é da sua conta.  – disse ríspido.

Depois dessa conversa ainda houve outras tentativas de aproximação, que acabaram do mesmo jeito. A única coisa que Rosie não entendia era o motivo daquela mudança de comportamento. No início ela achou que era uma fase, foi compreensiva e resolveu esperar, mas no dia que ela chegou a aula e viu que Melody se sentava em seu lugar foi tomada por uma raiva incontrolável. Parece que havia sido excluída da vida dele. Até mesmo a ideia que eles tinham de serem presidentes do grêmio já não pertencia mais a ela, pois Melody seria a vice. Todas essas coisas geravam uma grande mágoa que ela retribuiu o ignorando. Tentou fingir que nada disso importava, mesmo que a corroesse por dentro. Afinal, se ele não queria mais sua companhia não poderia obrigá-lo. Como havia terminado com Dake e Ambre estava cada vez mais ligada as novas amigas, estava constantemente sozinha. Além disso perdeu a chance de ser presidente do grêmio, muito por ter Debrah como vice e ela ter desistido sem dar explicações. Para tentar se distrair entrou para o grupo das líderes de torcida e até começou uma amizade com Castiel, apenas para irritar Nathaniel e fazer com que talvez isso o fizesse voltar para perto, mas nada além de caras feias seguidas de “a vida é sua, se quiser andar com gente desse tipo, não posso fazer nada.” Um dia Rosie não aguentou mais essa indiferença, não merecia ser tratada daquele jeito e sentia saudade de tudo como era antes. Foi até o grêmio e bateu a mão na mesa dele que se assustou.

- Chega dessa palhaçada! Esse não é o Nath que eu conheço, o que eu fiz para você se afastar?! Não aguento mais essa sua indiferença, nós somos amigos, isso está errado. Quero que tudo volte a ser como antes. Quero vir para a escola com você e me sentar ao seu lado, conversar até tarde, jogar xadrez, estudar juntos. Eu até esqueço essas últimas semanas, se você parar de me tratar assim.

Ele suspirou. – Você não fez nada, eu só acho que é melhor para nós nos afastarmos. As pessoas mudam Rosie, eu só quero ter meu espaço, você acha que somos siameses? Estou cansado de ir à sua casa, fazer todas essas coisas que você disse. Além do mais você é uma garota muito problemática e eu tenho mais o que fazer do que cuidar de você e estar 24 horas a seu dispor. Preciso estudar, ser um bom aluno. Você tira meu foco.

- Eu tiro seu foco? Não posso acreditar que seja tão ruim para você. Me diz o que estou fazendo de errado que eu posso mudar. Sei que as vezes estou de mau humor e te trato de maneira rude, mas achei que fosse tivesse acostumado com isso.

- Esse é o problema, você está sempre de mau humor ou triste e eu nunca sei o que esperar. Eu nenhum momento você parou para pensar em mim, se eu estava bem ou no que eu sentia. Para você eu sou apenas um ombro onde se apoia.

- Não é verdade, eu realmente me preocupo com você. Por isso estou aqui, quase implorando para que fale comigo mesmo depois de ser ignorada várias vezes, sem nenhuma razão. Disposta a mudar se for preciso, eu vou me esforçar mais, eu juro. O que quer que eu faça?

- Me deixe em paz, pare de me procurar. – ele disse sério e ela sentiu essas palavras ressoarem em seu corpo – Olha, eu tenho muita coisa para estudar e muitos afazeres como presidente do grêmio, você exige demais de mim, acaba sendo um fardo que eu sou obrigado a carregar. Então se puder me dar licença.

- Se eu sair por essa porta sem que você volte atrás no que disse – Rosie falava baixo, quase como se não conseguisse respirar – nunca mais me chame de amiga. Eu juro que vou sempre melhor que você e que todos nessa escola, vou ser presidente desse grêmio idiota que você tanto se orgulha e você vai se arrepender do que está fazendo.

 

Ele não retirou o que disse, ela saiu e usou toda sua raiva para realmente ser a melhor da escola. Acabou se tornando amiga de Rosalya e Bruna, mas as implicâncias sempre aconteciam entre os dois, a ponto das pessoas sentirem a tensão e os considerarem rivais. Enquanto Rosie pensava nessas coisas, o garoto estava ansioso com o silêncio que ressoava no quarto.

- Por quê? – ela disse e ele a olhou curioso. – Por que me deixou? Eu era tão insuportável assim?

- Não – ele respondeu constrangido se sentando ao lado dela – Eu te achava incrível, assim como acho agora. Adorava sua companhia e sinto muito a sua falta.

- Não é o que pareceu quando você disse que eu era um fardo, tudo que você me disse ressoou na minha cabeça e eu percebi que era verdade. Você tinha razão em não querer ficar perto de mim. Por isso eu não quero que nossa relação progrida e tudo se repita, não quero ser um peso na sua vida de novo, não quero te ver indo embora – Rosie olhou para baixo, estava envergonhada. – Eu não suportaria... como você pode ver eu ainda continuo pensando só em mim mesma.

- Não diga isso, eu estava errado, eu não deveria ter dito aquelas coisas, eu fui um idiota te ignorando daquela forma. Eu juro que nunca te achei problemática nem nada disso. Mas era o único jeito de você parar de insistir em ficar perto, eu sabia que se falasse coisas duras você ficaria com raiva de mim e se distanciaria.

- E por que eu tinha que me afastar? – ela disse brava. – Se você não achava nada daquilo, se gostava de estar comigo, por que me expulsou da sua vida?

- Meu pai... – Nathaniel suspirou – Ele havia sido demitido pela sua mãe, depois de anos trabalhando na empresa. Ele estava furioso, abalado, nós tínhamos um padrão de vida alto e conseguir um cargo tão bom quanto o que ele tinha seria difícil, quase tivemos que mudar de casa por isso. Eu nunca o vi tão descontrolando, bebendo, enfim... e com um ódio muito grande da sua mãe e consequentemente de tudo que se relacionava a ela. Ele dizia que ela foi injusta e muitas outras coisas ofensivas. Ele passou a se irritar por pouca coisa, as exigências para mim subiram, porque ele dizia que eu deveria ser o melhor em tudo para nunca ser humilhado como ele foi. Eu realmente estava sem tempo para ir te ver, precisava dar apoio para minha mãe, para ele, melhorar nos estudos, eu não queria ser mais uma decepção.

- Deveria ter me contado essas coisas, eu era sua melhor amiga, podia te apoiar, não precisava esconder tudo isso de mim!

- Esse era o principal problema, eu queria mais que nunca você por perto, mas meu pai me proibiu de te ver. – Rosie arregalou os olhos – você é filha da mulher que ele odiava no momento, a última coisa que eu podia fazer era ir na sua casa e de certo modo eu não posso julgá-lo. Ele queria que cortássemos os laços e disse que eu não deveria expor nada do que acontecia para você, provavelmente para que a Mafalda não soubesse. Além disso ele tinha uma ideia de que nosso afastamento te abalaria e te abalando ele afetaria sua mãe.

- Ela nem percebeu que eu estava triste. Nath...- ela segurou as mãos dele – eu nem tinha ideia do que estava acontecendo. Eu sei que você não queria desobedecer seu pai, mas se tivesse me contado a gente fingia que estava brigado, dava um tempo e depois voltava ao normal, não precisava ter me feito ter raiva de você. Isso só foi pior para nós dois.

- Eu sei – ele acariciou a mão dela – é que meu pai é bem rígido, eu tive medo da reação dele caso descobrisse que eu estava desobedecendo, ele já me... castigava por pouca coisa, imagina desobediência.

- Seu pai me dá mais medo que a Mafalda, apesar dela ser fria e super exigente, nunca me deixou de castigo nem me bateu. Eu sinto muito pelo que aconteceu com você, por ter que te tratado mal todo esse tempo, mas ainda não engulo bem essa ideia de você ter escondido de mim. Por que não me procurou depois? Nós éramos espertos o suficiente para disfarçar e enganar seu pai, a Ambre e até o papa se fosse preciso. Não me conformo de você ter omitido essas coisas de mim.

- Eu concordo, esconder foi o pior, eu deveria ter confiado em você. Mas para mim também foi horrível ficar longe, te ver e não poder falar, todas as vezes que eu te ignorava ou era rude doía em mim, eu tinha vontade de sumir. Quando eu deixei a Melody se sentar no seu lugar ao meu lado, me senti uma pessoa horrível. Mas nada era pior do que te ver falando com o Castiel, agradecia por ele estar namorando aquela Debrah, pelo menos impediu que acontecesse algo entre vocês.

- Eu não chegaria ao ponto de ter alguma coisa com o Castiel, só queria te provocar.

- Com o Castiel não, em compensação os outros do time...

- Eu não sabia que você sabia dessas coisas... – ela corou um pouco.

- Qualquer pessoa que frequentasse os vestiários saberia, eu odiava quando eles falavam de você, tinha vontade de mandar todos calarem a boca.

Rosie riu e decidiu provocar – vai dizer que estava com ciúme?

Ele corou e olhou para o lado – Sim. Na verdade, acho que muito do que me motivou a não te procurar e contar o que estava acontecendo foi ciúme. Eu sinto vergonha de admitir, mas sentia raiva em saber que você estava com outro. Odiava imaginar outra pessoa te tocando, quando aquele Dake apareceu, parecia um pesadelo. Lembrar disso me ajudou bastante a obedecer meu pai.

- Eu confesso que não esperava essa resposta. O Castiel eu entendo por ser seu rival, mas os outros, o Dake? Quando eu comecei a sair com ele você também começou a ficar com a Dani, quando me disse na praia que detestava ele, fique confusa.

- Eu só fiquei com a Dani porque você me empurrou para cima dela. Porque... eu...gostava de você. Desde antes no nosso primeiro beijo, só que eu achava que não tinha chances e não queria estragar a amizade. Eu achei que pudesse esquecer, mas nem te ver com outros fez algo mudar. Quando meu pai voltou a trabalhar para sua mãe eu vi um sinal verde para recomeçar. E dessa vez eu não consegui disfarçar meus sentimentos.

Rosie ficou alguns minutos assimilando tudo. Ele não a achava problemática, se afastou por causa do pai, gostava dela esse tempo todo. Parecia bom demais para ser verdade. Então foi tudo um mal entendido. Esse silêncio angustiava Nathaniel, afinal ele tinha acabado de se declarar.

- Eu entendo se você não quiser namorar comigo, mas se pudermos pelo menos ser amigos...

- Como você é bobo – ela disse puxando o pescoço dele e o beijando. – Eu nunca reparei que você gostava de mim, mas se eu soubesse disso, teria correspondido, deveria se olhar mais no espelho e perceber o quanto é atraente. Às vezes me dava uma vontade de te beijar, principalmente nas últimas semanas. Mas minha mente estava tão confusa.

- Então, estamos namorando? – ele perguntou contente. Rosie o beijou novamente de forma mais intensa o surpreendendo.

- Te respondi? – ela sorriu se afastando um pouco.

- Não sei, acho que ficou meio confuso, preciso de um pouco mais de resposta. – ele disse acariciando seu rosto e voltando a beijá-la fazendo com que seus corpos tombassem sobre a cama.



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