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História Doce Insônia - Capítulo 38


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Notas do Autor


Eu sei que dei um sumida, mas quem é vivo sempre aparece. Há poucas semanas eu me formei, então estive entre me organizar para a formatura e organizar a vida depois da formatura (quem faz faculdade sabe a loucura que é, tanta coisa para estudar que o resto fica para depois). Mas a boa notícia é que agora terei mais tempo para escrever e já tenho várias ideias para os próximos capítulos :)
Então aí está o capítulo 38, espero que gostem!

Capítulo 38 - Um traidor entre nós


“A representante da galera: um pouco do estilo de vida da nossa presidente do grêmio”

O título do artigo de Peggy já não inspirava muita confiança, mas Rosie decidiu continuar lendo, afinal deveria ter um motivo para Ambre estar tão nervosa. Não parecia ser nada demais, apesar de Peggy afirmar que Rosie fazia festas com frequência. Até que ela começou a falar sobre a festa de sábado em particular.

- Como pode ser possível? – Rosie disse indignada.

- Ela inventou várias mentiras sobre o que aconteceu. Você precisa fazer algo! – Ambre disse. – Até minhas amigas estão falando de mim e nem é pelas costas.

- O que está escrito aí para vocês ficarem tão alteradas? – Bruna perguntou e Rosie entregou o jornal para ela.

A menina começou a ler.

- “Apesar de menores de idade, o consumo de drogas ilícitas é livre na casa da nossa patricinha favorita, será que os pais dela estão cientes?”. O que a Peggy tem na cabeça?  

- Continua – Rosie disse estressada.

- C-como ela sabe do jogo da garrafa? – Bruna terminou de ler curiosa. – Ela contou várias coisas sobre o que foi dito e exagerou a maioria. Falou da minha tatuagem, que eu beijei o Armin!

- E o deboche que ela fez sobre mim e minha prima? – Rosie leu o trecho “ Lysandre, o aluno mais misterioso do terceiro ano possui uma bela tatuagem nas costas que surpreendeu até sua namorada, que adivinhem, é prima de Rosie, sua ex. Parece que elas levam mesmo a sério o conceito de dividir com a família.”

- Ela também disse que o Castiel insinuou ter um romance com a professora Sophie! – Bruna disse preocupada. – Ele vai ficar muito chateado se ler isso.

Ambre olhou entediada para as duas. – Eu não acredito que as duas estão preocupadas com essas fofoquinhas idiotas e nem se preocupam com o que ela disse de mim. Aquela horrorosa destruiu minha reputação!

Rosie riu – Confesso que a única parte agradável de ler foi a sua. Se ela tivesse falado apenas de você eu nem me importaria.

- Você é minha cunhada, tem obrigação de me defender.

- Que eu saiba eu namoro o seu irmão e não tenho obrigação nenhuma com você. Te suportar é um favor que eu faço POR ELE.

- Ele não vai gostar de saber que você está contra a querida irmã dele.

- Sinceramente ela não escreveu nada que não seja possível. Ela disse que o Castiel te deu um fora humilhante, ninguém duvida disso. – Bruna disse.

- Cala a boca sua anã de jardim! O Castiel só não está pronto ainda para a força do nosso sentimento.

- Eu também não duvido nada que você tenha ido buscar consolo no Kentin e levado outro fora. – Rosie falou.

- E empurrou ele da escada porque ficou com raiva da rejeição. A Peggy não tinha direito de nos expor, mas ela não está errada.

- Eu não fui atrás do Kentin e nem empurrei ele da escada! As pessoas estão achando que além de ter levado dois foras eu sou uma maluca. Minhas amigas nem querem descer as escadas comigo. – Ambre disse chorosa.

- Se não fosse por ela ter falado da minha casa e dos meus amigos ao invés de ir tirar satisfação eu iria parabenizar. É ótimo te ver angustiada assim.  – Rosie sorriu.

- Não fique tão felizinha. Imagina se sua mãe descobre da sua festinha agitada, aposto que quem vai ser a angustiada vai ser você.

- Você não teria coragem de contar. – Rosie disse.

- Duvida? Estou mesmo com saudade da tia Mafalda, acho que hoje é um bom dia para ir visitá-la e mostrar todos os absurdos que falaram de mim, talvez ela me apoie... – Ambre fez uma expressão inocente.

- Eu vou falar com a Peggy, mas já aviso que não vai adiantar de nada. O que mais me preocupa é saber como ela descobriu sobre o jogo da garrafa se nem estava na festa?

- Isso apenas ela pode nos dizer. – Bruna afirmou e as três saíram da sala em busca da garota.

Quando as três estavam saindo do grêmio encontram Armin, Nathaniel e Alexy que a procuravam para falar do mesmo assunto.

- Vocês viram os absurdos que a Peggy escreveu? – Nathaniel reclamou. – Ela não tem direito de nos expor assim.

- Sim e por essa razão estamos indo nos entender com ela. – Rosie afirmou –  O pior é que a escola toda já teve acesso... não acho que vai resolver algo.

- Claro, mas precisamos falar com a Peggy, o jornal deveria ser para notícias da escola, não fuxico. – Armin disse.

- Apesar que você foi o mais beneficiado do artigo dela, afinal ninguém mais deve achar que você é gay – Alexy disse.

- Quem achava isso? – Armin perguntou confuso.

- Todas as meninas, querido – Ambre disse – Você não é de se jogar fora e mesmo assim não dá moral para ninguém. Normal que suspeitem.

Armin ficou pensativo, nunca imaginou que passava essa imagem. Nem percebia que havia garotas interessadas nele.

Rosie voltou ao assunto – Eu já esperava que a Peggy fosse aprontar alguma, o grande problema é que ela não estava na festa para saber o que aconteceu, sendo assim...

- Alguém que estava lá contou tudo para ela. – Nathaniel concluiu. – Mas não consigo imaginar quem poderia fazer uma coisa dessas.

- Eu vou fazer a Peggy nos dizer, vamos. – Rosie disse decidida.  

Quando chegaram ao pátio encontraram Peggy conversando com outros alunos.

- Ora ora, se não são meus queridos amigos. Lembraram de mim? – Peggy ironizou.

- Você sabe muito bem por que estamos aqui. Não acha que foi longe demais apenas porque não foi convidada para uma festa? – Rosie disse.

- Se fosse apenas essa a razão, eu relevaria. Mas depois que você me tratou do jeito que tratou em público e ninguém fez nada para me defender, achei bem justo homenagear todos vocês.

- E de onde você tirou aquelas informações? Afinal você não estava na festa.

- Fontes seguras me garantem que tudo aquilo foi dito e aconteceu.

- Mesmo que tenha acontecido você não tem direito nenhum de falar sobre a nossa vida. – Armin disse irritado.

- Eu sou uma jornalista, apenas propago os fatos.  

- Jornalista? Está mais para aqueles fofoqueiros que inventam sobre a vida dos famosos apenas para vender revista – Armin disse. – Deveria ter mais cuidado com as suas fontes.

- Eu não admito que você questione minhas habilidades. E se minha fonte estivesse errada vocês não estariam tão irritados.

- Você não tinha direito de falar aquelas mentiras sobre mim. – Ambre disse.

- O próprio Alexy disse em alto e bom som que você jogou o Kentin da escada. Não culpe apenas a mim.

- Eu não fiz isso... E muito menos dei em cima dele, a última pessoa com quem eu ficaria seria o Kentin.

-Sério? Não é o que aquelas fotos de quando ele voltou a escola revelam.

Ambre corou.

- Aquilo foi um plano da Rosie para se vingar de mim e só funcionou porque eu achava que era um novato, eu não esperava que fosse uma armadilha terrível contra mim.

- Olha aí, ela é muito pior que eu e não recebe tantas críticas. Quando eu crescer quero ser como você, Rosie. – Peggy disse para ela.

- Quem não quer? Eu sou maravilhosa. Mas não acho que um dia você possa chegar a meu nível.

- Eu não desceria tão baixo.

- Você deveria tomar de exemplo o que eu fiz com a Ambre e nunca mais me provocar.

- Então você fez aquilo com a Ambre? – Nathaniel disse - Eu não acreditei quando ela disse que havia sido de propósito.

- Ela armou tudo e ainda contou com a ajuda desses ridículos – Ambre disse apontando os outros amigos que assistiam a discussão.

- Quer saber a verdade, Nath? Eu fiz sim. Pela Bruna e pelo Kentin, você sabe muito bem o que sua irmãzinha fazia com eles.

- Ah claro, foi por eles. – Ambre disse irônica. – Não porque eu neguei te ajudar a prejudicar o meu pro... – Rosie fechou a boca de Ambre com as mãos.

- Chega Ambre, para de inventar histórias. Talvez você tenha se esquecido, mas me deu um tapa na cara na frente de todo mundo. Parece que isso você não contou pro Nath.

- Eu fiquei sabendo. – Olhou para Rosie – Se tudo para você é motivo para um plano de vingança, você não é muito diferente da Ambre.

- Nathaniel, como você é inocente, isso não é nem metade do que a Rosie já fez – Peggy falou – tem muito mais do que isso.

- O que você está insinuando? – Rosie disse.

- Nada, se eu tivesse a prova de alguma coisa que você tenha feita no passado, colocaria no seu armário – Peggy encarou Rosie. – mas eu não sou do tipo de pessoa que destrói relacionamentos.

Rosie sentiu um frio no estômago, parecia que Peggy sabia de algo que ninguém deveria saber, teria que ser cuidadosa.  

- O que ela quer dizer, Rosie? – Nathaniel a encarou. – O que mais você fez que eu não sei?

- Nada, ela só está blefando. – olhou para Peggy por um tempo – Eu acho que você teve razão em se chatear com a gente, quer dizer, comigo. Eu fui rude e me arrependo de não ter te convidado. Espero que possa me perdoar e esquecer tudo isso, além de se desculpar com os meus amigos, eles não têm culpa do que eu faço.

- Gosto da sua sinceridade – Peggy ironizou. – Aceito suas desculpas. Não posso me livrar das cópias do jornal que já foram lidas, mas não entregarei para mais ninguém.

- Ótimo. – Rosie disse desconfiada.

- Mas... quem te contou sobre o jogo da garrafa? – Bruna perguntou.

- Descobrir isso é com vocês. Parece que não são tão amigos como parece. Bom, eu tenho mais o que fazer, com licença. – Peggy disse saindo e Ambre a seguiu, reclamando.

Os amigos que estavam no pátio começaram a comentar o que havia acabado de acontecer.

- Fiquei admirado com sua maturidade, Rosie,  achei que vocês iam acabar brigando. – Alexy disse.

- Estranho isso sim. A Rosie que eu conheço nunca pediria desculpas tendo razão. – Armin falou.

Bruna pensou que talvez  Peggy poderia ter alguma informação comprometedora sobre a amiga.

- Gente, é tão difícil entender que a Rosie amadureceu? Eu confio nela plenamente e acho que ela está correta. Uma briga não levaria a nada, pelo contrário. Poderia trazer prejuízos piores. – Bruna disse.

- Obrigada por me entender – Rosie disse – foi isso que pensei, mantendo a Peggy sob controle evito coisas piores. Ela não vai se desculpar então teremos que aceitar o que ela escreveu e lidar com as fofocas. Porém o mais  importante agora é... encontrar o traidor entre nós. – Rosie disse.

- Eu não consigo acreditar que algum de nós falaria do outro pelas costas. – Bruna disse.

- Não podemos tratar disso no pátio – Rosie disse -  É melhor nos reunirmos no intervalo. Precisamos saber quem é tão falso a ponto de falar da gente para alguém como a Peggy.

Todos concordaram, no intervalo se reuniriam na biblioteca. Durante a aula todos olhavam uns para os outros, pensando em quem seriam os suspeitos. Menos Castiel e Lysandre que estavam totalmente por fora da situação e não entendiam o porquê das pessoas tanto fofocavam e as vezes faziam comentários que aparentemente não faziam sentido nenhum.

- Eu não faria isso com vocês. – Rosalya se justificava para Rosie.

- Eu sei, só pode ter sido a Iris ou Melody. Mas por alguma razão a Melody parece a mais provável. Aquela cara de sonsa dela não me convence.

- Você não pode acusar a menina em nome do seu ciúme. – Rosalya disse.

- Hm... não estou com ciúme. – Rosie olhou para o namorado – Não acredito que o Nath está chateado comigo porque eu fiz aquela brincadeira com a Ambre. Já faz tantos meses.

- Você mais do que ninguém deveria saber que ele odeia esse tipo de coisa.

- E ele também deveria saber que eu faço esse tipo de coisa! Além disso, olha lá ele do lado da Melody! Mesmo depois dela declarar abertamente que gosta dele. Se ele soubesse como me irrita.

- E ainda diz que não tem ciúme – Rosalya riu – Por que não diz para ele?

- Porque ele não concorda com o que eu acho sobre ela, eu prefiro evitar discussões desnecessárias e fingir que somos amigas.

Rosalya acabou concordando que também teria ciúme se fosse o Leigh. No intervalo todos foram rumo a biblioteca e  única pessoa que precisava ser avisada era Castiel e Bruna se encarregou disso.

- Fazer o que na biblioteca? – ele perguntou.

- Resolver a questão sobre o que a Peggy escreveu.

- Eu não leio essas porcarias que a Peggy escreve então nem sei do que está falando. Tanto faz o que falam ou deixam de falar de mim, não me interessa.

- Mas dessa vez é sério, ela falou tudo o que aconteceu no jogo da garrafa e de uma forma bem exagerada. Nós precisamos descobrir quem contou para ela.

- Dispenso, tenho mais o que fazer do que entrar para o clube dos que se importam com fofoquinha de escola.

Bruna entregou o papel para Castiel que de início achou graça do que estava escrito, até seu nome ser mencionado.

- Eu vou matar aquela garota! – disse indo em direção ao pátio, tão rápido que Bruna nem teve tempo de dizer nada e resolveu ir rumo à biblioteca onde praticamente todas as pessoas que estavam na festa se reuniam para descobrir quem seria a pessoa que os prejudicou. Violette não havia ido a aula, Melody alegou estar muito ocupada e Ambre ainda não havia chegado.

- Já que estamos todos aqui, vamos ao que interessa. Acho que primeiro devemos excluir aqueles que foram citados no artigo como suspeitos. – Rosie disse.

- A pessoa que falou poderia ter pedido para Peggy falar sobre ela apenas para não levantar suspeitas. – Nathaniel disse.

- É verdade, você lê muito livros policiais, vamos usar disso.

- Eu também posso ajudar, tenho anos de experiência jogando Detetive– Armin disse.

- Ótimo, então o que acha que devemos fazer primeiro?

Armin olhou para todos sem saber o que dizer. – Achar o envelope com as respostas? Eu voto no Coronel Mostarda.

- Você não leva nada a sério mesmo. – Alexy disse –  Eu acho que primeiro todos deveriam expor suas suspeitas. E os suspeitos devem provar sua inocência.

 - Em situações normais eu diria que foi a Ambre, mas como ela foi a mais prejudicada. – Rosalya disse.

- Apesar da minha inimizade com a Ambre, acredito que ela seja inocente. – Kentin afirmou.

- Sabe, o Kentin bem que tem seus motivos para ter dito aquelas coisas. – Armin disse.

-  Eu não disse nada para a Peggy, eu mal me lembro do que aconteceu.

- Isso é o que você diz.

- Bom, existe uma lógica na hipótese do Armin – Rosalya disse – Era evidente que Kentin estava ciúme da Bruna, ele não gosta da Ambre e tem uma rivalidade com o Castiel.

- Não fui eu! – Kentin disse irritado. – Seria mais fácil ser você Rosalya, afinal não foi citada no artigo e é um fato conhecido que você e a Peggy são amigas. Além da sua tendência a fofocar...

- O que? Eu não sou fofoqueira. O Alexy que me traz todas as fofocas da escola porque ele vive de conversinha com a Peggy e mesmo assim eu não acusei ele.

- Rosalya! Como você pode dizer isso de mim?

- Eu não vou mentir!

- Quem é realmente próxima da Peggy é a Iris e ela também sabe de todas as fofocas apesar de ser mais discreta. – Alexy disse.

- Não me acusem, eu não faria nada contra vocês. – ela disse.

- Será mesmo? Por trás fachada de boa moça, vai saber. – Rosie disse.

- Rosie, você acha que eu não soube o que você acha de mim? Me magoa muito saber que você não me considera como amiga. – Iris disse.

- Eu não disse nada de você, quem poderia te contar algo assim? O Alexy? Se for ele bem que tem razão o que a Rosa disse.

- Rosie! Se eu fosse mesmo fofoqueiro teria contado para todo mundo do seu romance secreto com o Nathaniel. Mas eu até fingia que acreditava nas brigas de vocês!

- Então aquelas brigas eram pura falsidade? – Armin disse – E você dava em cima de mim o tempo todo apenas para disfarçar? Estou me sentindo tão usado.

- Em que momento eu dei em cima de você?! – Rosie disse irritada.

-  Em muitos momentos, você até me chamou para ir ao cinema.

- Quer saber? Eu não me arrependo de ter dito para as meninas que você é gay.

- Foi você? – ele disse indignado e depois disso todos começaram a falar ao mesmo tempo de forma que apenas um ruído de vozes exaltadas podia ser ouvido.

No corredor Castiel questionava Peggy que tentava evitá-lo.

- Eu não tenho tempo para conversar! – ela disse.

- Eu nunca tive nada contra você. Claro que acho suas matérias fúteis e inúteis, mas sempre fomos indiferentes. Se você falasse de mim eu não me importaria, todos falam. Mas por que você envolveu a Sophie nisso? – Castiel disse tentando manter a calma.

- Eu não tenho nada contra a professora Sophie, mas pela sua reação é óbvio que eu estava certa.

- Não, eu não disse aquilo, eu e ela não temos um romance. Você por acaso pensou nas consequências que ela pode ter se começaram a espalhar essas suas mentiras?

- Mentiras? Desde que essa professora chegou começou um rumor de que você teria uma queda por ela, o que não é de se estranhar, ela é muito bonita e você não deve ser o único. Mas diante das suas mudanças de comportamento, eu resolvi comprovar, por isso comecei a observar vocês.

- Você é maluca. Não existe nada entre mim e a professora.  

- Então aqueles momentos em que vocês esperavam todos os alunos saírem da sala para conversar não significa nada? Vocês parecem ter muita intimidade.  – Castiel se assustou um pouco, com medo dela ter ouvido as conversas.

- Não se pode mais ser amigo de um professor? Ela estava me ajudando com as matérias e quer saber eu não tenho que me justificar para você. Mas toma cuidado com as coisas que você inventa, porque podem se virar contra você.

- Você que deveria ter cuidado, as paredes têm ouvidos. E as vezes as pessoas mais inofensivas também.

Castiel imediatamente pensou em Bruna, será que ela teria contado para alguém sobre seu segredo? Só o pensamento de que ela seria capaz de trair sua confiança o deixou muito irritado.

- Hm... você acha que a professora pode ter se chateado comigo? – Peggy perguntou preocupada.

- Claro! Você insinuou que ela tem algo com um aluno, isso é grave. Não estranhe se a diretora te chamar para uma conversinha.

Peggy ficou muito aflita, queria tanto comprovar suas suspeitas que esqueceu que Sophie poderia ter uma reação negativa. Não queria sair do jornal... Ela disse que tinha coisas a resolver e saiu um pouco afobada. Castiel ficou feliz de pelo menos tê-la assustado.

Quando ele apareceu na biblioteca ficou surpreso com o barulho de vozes falando sem parar. Lysandre que já estava cansado daquela discussão, resolveu se pronunciar. 

- Silêncio! – Lysandre disse e todos o olharam surpresos – Acabei de me dar conta de que  principal objetivo da Peggy não era contar o que fizemos na festa e sim fazer com que desconfiássemos uns dos outros e isso abalasse nossas amizades. Essas discussões não nos levam a lugar algum.

- O Lys tem razão – Rosalya disse. – Estamos tão preocupados com o que a Peggy escreveu que acabamos entrando no jogo dela.

- Pelo menos descobriram quem foi a pessoa? – Castiel perguntou.

- Não, até agora apenas suspeitas e amizades sendo destruídas. – Lysandre disse.

- Vocês não podem ser mais ágeis nisso? Eu tenho mais o que fazer.

- E você sempre achando que o mundo gira em torno do seu umbigo – Nathaniel disse. – Se tem tanta pressa, por que não nos ajuda?

Castiel deu um sorriso irônico – O que eu posso fazer se vocês não funcionam sem mim? Vou começar excluindo aqueles que não são suspeitos. O Nath é muito certinho e nunca falaria algo da irmã. O Armin não vive nesse mundo, o Lys, nem preciso comentar. O Kentin tem medo de tudo então não faria nada que o deixasse com problemas. Eu confio na Iris o suficiente para saber que ela não faria fofocas sobre nós. O Alexy e a Rosalya são os cães fiéis da Rosie. A Violette nem seria lembrada se eu não a mencionasse. A Bruna? Hm...

- O que quer dizer com esse “hm”? – ela se levantou da cadeira. – Está insinuando alguma coisa?

Castiel se aproximou dela e a fez sentar novamente. – Calma, eu sei que você não falaria de ninguém aqui, afinal é uma garotinha inocente.

- Não começa com suas ironias.

- Eu não estou sendo irônico. Você é confiável, não é? Se sua consciência está limpa, não tem por que se exaltar. – Castiel encarou Bruna.

- Ela está, eu nunca falaria de vocês. Eu só fiquei na defensiva porque você nunca fala coisas positivas de mim.

- Você tem razão, mas eu não acho que você seja fofoqueira.

- Já que se considera tão esperto, nos diz então quem foi a pessoa? – Rosie disse. – A Peggy tirou essas informações de algum lugar.

- Tenho certeza de que você já tem um palpite.

- Eu acredito que tenha sido a Melody. – Rosie disse – Ela tem aquele jeitinho de bobinha que não me convence, eu tenho certeza de que foi ela.

- Por que ela faria isso? – Alexy perguntou.

- Porque ela não hesitaria em agir contra mim, ela é uma fingida.

- Rosie, não seja ridícula, a Melody nunca faria nada contra alguém, de lá fofoca.

Rosie encarou Nathaniel.

- Eu estou sendo ridícula? Então você acha que a Melody é inocente e eu estou errada?

- Pelo que conheço dela, sim.

Rosie respirou fundo. Se Nathaniel soubesse como essa resposta a irritou.

- Pois quero ver sua cara quando eu provar que estou certa e ela é a fonte da Peggy. – Rosie disse olhando para Nathaniel.

- Eu não vejo motivos que justifiquem ela ter feito isso.

- Para mim parece óbvio, ela tem inveja de mim.

- Você não deveria acusar uma pessoa apenas por ciúme. – Nathaniel disse irritado.

- Eu acho que depois de toda essa defesa o ciúme seria totalmente justificado. Mas eu não estou com ciúme, estou usando a razão.

- Tudo bem, então use essa razão e prove que foi ela.

- Eu já disse as provas.

- Chamar a Melodia de invejosa não é lá uma prova. – Armin disse.

Todos começaram a pensar se Rosie tinha razão quando Ambre surgiu na sala.

- Não precisam mais discutir, eu sei quem foi. – Ambre disse e todos a olharam curiosos.


Notas Finais


E aí, quem será que fez toda essa fofoca?


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