1. Spirit Fanfics >
  2. Doce Metrônomo. >
  3. "Clarification."

História Doce Metrônomo. - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


aaaaaa eu realmente sinto muito pela demora! Eu estava na dúvida de atualizar essa fanfic ou postar minha oneshot kagehina, então acabou que eu nem escrevi um nem outro :p até agora skskks

vou tentar não demorar tanto pra postar! Eu prometo! >.<


gente do céu eu realmente to tentando botar as personalidades dos personagens de bnha aqui na fic, mas é um pouco difícil kkkkk principalmente o Bakugou, então não me batam >.< e eu gosto bastante de botar interação entre os personagens, não focando somente no casal XD

enfim, espero que gostem!

Capítulo 5 - "Clarification."


Fanfic / Fanfiction Doce Metrônomo. - Capítulo 5 - "Clarification."

Shouto pegou-se de cabeça cheia novamente, não conseguia pensar em uma coisa só, afinal de contas, era impossível pensar em uma coisa só quando estava no mesmo lugar que seu pai estava, o bicolor não sabia se xingava-o mentalmente, se apenas pensava em ir logo para seu quarto, se pensava em sua mãe… Todoroki não sabia escolher seus pensamentos direito e muito menos organizá-los.

Dizem que é possível organizar melhor os pensamentos quando falamos-os em voz alta, mas isso era algo que Shouto realmente não faria, afinal, como era possível organizar seus pensamentos em voz alta, com seu pai ouvindo tudo com aquelas paredes finas? Era impossível.

Ás vezes o bicolor só queria ter facilidade em falar as coisas e de resolver as coisas, se fosse assim, tudo poderia estar resolvido, não é? Afinal, Shouto apenas abria a boca para falar com seu pai na hora errada, retrucando sem querer ou falando o que lhe vinha na cabeça, pensou que, se talvez escolhesse as palavras com cuidado, ele talvez poderia conversar mais abertamente, não só com sua família, mas com outras pessoas também.

Mas infelizmente, Todoroki não tinha facilidade com as palavras, muito menos em se expressar, achou então que ele simplesmente não poderia mudar isso por não se expressar, e muito menos dizer ou fazer coisas que um adolescente de sua idade faria ou falaria.

 

Todoroki queria ser normal.

. . .

Se afastou de sua casa com pressa, com certeza lá era o último lugar que o meio-ruivo irá querer ficar, achou que perambular pelas ruas iluminadas de Tóquio seria melhor. Talvez caminhar me faça bem. — Pensou enquanto caminhava olhando para os próprios pés, com as mãos no bolso da jaqueta escura.

— Merda. — Murmurou quando percebeu que talvez caminhar não o ajudaria muito, estava entediado, queria sentir novamente como era estar em paz.

Mas só sentia aquela sensação quando conversava com sua querida mãe, mas agora, não conseguia nem olhar nos olhos da doce mulher, não depois daquele ocorrido, tinha medo de ela ter descoberto e ficar triste consigo, claro, Todoroki pensava nisso todos os dias, pensava o quanto sua mãe deve ficar desapontada e triste consigo por, simplesmente, querer acabar com tudo daquele jeito.

Não tem outro jeito de resolver as coisas!! — Era o que ele queria gritar, mas na verdade, apenas segurava as lágrimas em silêncio e acabava não indo ver sua mãe

Suspirando, o bicolor pegou sua carteira nos bolsos para olhar a quantidade de dinheiro, e percebeu que tinha o suficiente para comer algo que tirasse sua fome de não ter comido nada desde o almoço na escola. É melhor do que ter que comer no mesmo lugar que aquele verme. — Pensou procurando algum estabelecimento aberto para comprar algo comestível.

— Ei, Todoroki! — Ouviu alguma voz desconhecida chamar seu nome, parou e olhou para trás confuso, como essa poderia saber seu nome se não conhecia a pessoa?

— Pois não? — Fora educado, olhando as faces desconhecidas na sua frente, um garoto com cabelos negros, outro de cabelos avermelhados, e um outro loiro.

— Estamos indo pra churrascaria, está indo pra lá também? — Arqueou as sobrancelhas, confuso.

— Perdão… eu acho que não nos conhecemos… — Murmurou um tanto inseguro.

Poh! Somos seus colegas de turma! — O garoto de cabelos avermelhados exclamou inconformado. — Não nos apresentamos direito, esse é o Sero e eu sou o Kirishima! — Disse com um sorrisão.

— Esse loiro é o Bakugou. — Sero respondeu apontando para o loiro que sequer ouvia a conversa, dava para ouvir a música estourando em seus fones de ouvido. — Combinamos de sair com os garotos da turma, costumamos fazer isso sempre, não te convidaram?

— Não… — Por um instante, Todoroki pensou como eles sabiam seu nome, e nem tentou pensar muito no porquê de não terem o chamado, já imaginava.

— Ah! Eu vou matar o Kaminari! Eu deixei claro que queria que ele convidasse todos os machos da nossa sala para irem com a gente! — Kirishima exclamou dramático. — Bem, não importa, estamos a caminho de lá! Quer ir com a gente cara?

Shouto ficou alguns segundos refletindo se deveria aceitar ir ou não, afinal, era ele quem não queria brincar de fazer amigos na sua escola, era ele que provavelmente não faria diferença se estiver lá ou não, então, porque aceitar?

— Desculpe… acho que-- — Foi cortado pelo som do telefone de Sero tocando, o moreno atendeu rapidamente.

— Fala Kaminari! Todos já estão aí? — Perguntou com o celular na orelha. — Sim, sim, Kirishima conseguiu trazer o Bakugou na força, estamos a caminho! — Ficou segundos em silêncio. — Entendi, estou levando o Todoroki também, fica ‘sussa cara, estamos chegando! — E desligou, virando-se para Eijiro. — Kaminari disse que só falta a gente e o Midoriya.

A simples menção de Midoriya na conversa, fez os planos de Todoroki mudarem completamente, e em segundos, lembrou-se de ter flagrado o esverdeado cantando como um anjo mais cedo e fugindo antes que o meio-ruivo falasse alguma coisa. Shouto queria realmente falar com Izuku novamente, como iria fazer mais cedo.

— Vamos logo, não quero aqueles brutamontes comendo toda a carne! — Kirishima pegou Bakugou pelos braços, recebendo xingamentos do outro que permanecia calado desde então.

— TÁ QUERENDO MORRER SEU CABELO DE MERDA?!! — Ao contrário do que Shouto pensou que Kirishima fosse fazer, o avermelhado apenas riu da ação de Katsuki, enquanto iam na frente soltando farpas e provocações.

— Ah cara, eu nunca vou entender como o Kirishima consegue ser o melhor amigo desse cara. — Sero soltou. — Ele é o único que consegue falar com o Bakugou de boa. — Todoroki virou para Hanta.

— Eles parecem ser próximos. — Shouto havia mais voltado para si, do que para o moreno ao lado.

— Você vai com a gente né cara, te garanto que teremos muita coisa pra conversar, cá entre nós. — Hanta se aproximou do ouvido de Torodoki. — Você tem sido o assunto de várias meninas na sala. — Deu leves cotoveladas no ombro do meio-ruivo.

— Assunto das meninas… — Murmurou inaudível para Sero, que correu para frente, alcançando Kirishima e Bakugou, separando-os de uma briga de socos.

Parou para pensar que, Todoroki nunca estivera em um relacionamento amoroso, e logo descartou o fato de poder se apaixonar por alguma garota de sua sala, nem havia prestado atenção em seus colegas, e tinha muita coisa para se preocupar, um relacionamento seria difícil, ele traria muito peso para sua namorada, e o que Shouto mais queria, era não preocupar as pessoas com seus problemas, e muito menos envolver mais pessoas nele — já bastava ter envolvido Midoriya neles sem querer.

Então, Todoroki não sentiu nada em especial ao saber que ele era o assunto das garotas de sua sala, talvez fosse por causa de sua aparência, mas Shouto sabia que as aparências enganam, e que o que conta é o que está dentro, talvez ele soubesse disso até demais, já que convivia todos os dias com um homem que simplesmente se aproximou de sua mãe, conseguiu a confiança dos pais dela, mas na verdade sempre a maltratou.

Suspirando, espantou os pensamentos negativos que vieram em sua mente, o objetivo de Todoroki agora era apenas pedir desculpas para Midoriya, e conversar sobre algumas coisas referente á aquele dia. Shouto faria o possível para explicar para Deku em mínimos detalhes que ele não queria amizades e que era para Midoriya deixá-lo em paz, e talvez explicando algumas coisas, fariam o esverdeado parar de atormentá-lo.

 

— Não volte tarde para não preocupar sua mãe, Izuku! — Inko disse observando o filho calçar os amados tênis avermelhados. — Se divirta com seus amigos!

— Não voltarei tarde! Prometo! — Deixou um selar na bochecha da mãe, e andou até a porta. — Até mais! — Se despediu saindo do apartamento, e indo até o elevador.

Estava desesperadamente querendo ocupar sua mente com alguma coisa, e também queria passar algum tempo com seus amigos de novo, como nos velhos tempos, Deku não deixaria de se divertir por causa do que rondava em sua cabeça, e o que atualmente rondava dentro dela, era tudo referente ao garoto de cabelos metade vermelhos metade brancos.

Izuku era bondoso demais, teimoso demais, isso era óbvio mesmo para desconhecidos, ele com certeza não deixaria o jovem Todoroki em paz até conseguir fazê-lo ser seu amigo. Midoriya sabia aonde estava se metendo — na verdade, ele já estava metido — e não ligava para isso, pois o assunto era sobre um garoto cujo não tinha amigos e… tinha aquele problema que Midoriya acabou se envolvendo também. Izuku queria muito tentar ajudar Shouto, mesmo que ele não quisesse aceitar sua ajuda.

O garoto chegou o endereço que Kaminari havia passado, percebendo que já havia chegado na rua da churrascaria, e dando mais alguns passos, ficou de frente para a mesma, olhou pela enorme janela do local, procurando a mesa onde seus amigos estavam, e paralisou ao notar a presença do garoto de cabelos bicolores.

— N-N-Não é possível! E-Eu devo estar vendo coisas! I-Isso! Estou vendo coisas! — Deku coçou os olhos e olhou para o mesmo lugar, ainda vendo Todoroki ali. — Ah! Eu ainda não estou pronto pra encarar ele depois do que ele viu! — Botou as mãos no rosto quente de vergonha. — Não acredito que ele me ouviu cantar daquele jeito! — Se xingava mentalmente pelo descuido, porque ele tinha que ser tão tímido quando se tratava desses assuntos? — V-Vai dar tudo certo! É só eu agir como se nada tivesse acontecido! — Sorriu torto. — T-Talvez eu nem fale com ele, vai dar tudo certo! — Deu leves tapas no próprio rosto. — Isso! Agora, vamos nos divertir! — Destemido, Deku caminhou em passos duros até a entrada da churrascaria, mas antes, novamente olhou para a mesa de seus amigos.

Não era muito longe, e praticamente todos os garotos de sua turma estavam lá. Uma saída apenas de garotos, mas obviamente eles irão falar de garotas. — Midoriya pensou sentindo seu rosto ficar vermelho com a possibilidade, estapeou as bochechas novamente, suspirando e adentrando no local, sentindo uma leve timidez por ele ser o último a chegar.

— Midoriya! — Iida exclamou assim que viu o amigo entrando no local. — Está vinte minutos atrasado! Aconteceu alguma coisa? — Se aproximou timidamente do grupo de amigos.

— Qual é Iida, não tem problema se ele chegou atrasado, na verdade, acabamos de fazer nossos pedidos cara! — Kaminari falou relaxado, colocando os pés na mesa.

— Cara, tira esses pés ‘daí, seu relaxado! — Kirishima tirou os pés de Denki de cima da mesa a força.

— Ah! Vocês tiraram o dia pra me xingarem ou fazer chantagem comigo! — O loiro exclamou com uma voz dramática.

— Kaminari sempre passa por isso. — Ojiro murmurou para Sato, que afirmou.

— Se Jiro estivesse aqui, provavelmente diria que há motivos de sobra para fazerem isso com ele. — Sato murmurou de volta, fazendo os dois rirem.

— Eu perdi alguma coisa? — Deku se sentou ao lado de Iida ainda meio tímido, tanto pelo fato de ter sido o último a chegar, quanto ao fato de que sabia que Todoroki estava o olhando.

— Nada demais, os garotos apostaram que Kaminari e Mineta não conseguem o número daquela garçonete ali. — Iida disse e automaticamente Midoriya olhou para onde os olhos de Tenya apontavam.

Era uma garçonete realmente linda, tinha cabelos rosados e um corpo bem… avantajado, Deku logo pensou que deve ter sido Mineta que fez os garotos apostarem.

— E o que aconteceu? — Perguntou curioso.

— Ainda estamos esperando os fracotes tentar na sorte. — Sero cruzou os braços sorrindo sarcástico.

— O não eles já tem na ponta da língua. — Kirishima fez o mesmo que Sero. — O que você faria, Bakugou? — Perguntou para o amigo ao lado, Deku nem havia notado que Kacchan estava no grupo, era muito provável que Kirishima havia enchido o saco dele o suficiente para fazê-lo aceitar vir junto.

— ‘Tá me achando com cara de viadinho?! — Gritou para o amigo.

— Menos Bakugou, não seja homofóbico. — Iida o repreendeu, tentando usar um tom mais divertido, provavelmente na defensiva.

— ‘Vai a merda quatro-olhos! — Foi a vez de Bakugou colocar os pés na mesa. — E quem seria o louco que pegaria dois idiotas como eles?!

— Bem no meio do coração. — Kaminari fez uma ação, como se tivesse levado um tiro no peito. — Cara, pegue leve! É difícil chegar em uma mulher e ter sucesso!

— Com essa cara de merda fica difícil mesmo. — Katsuki retrucou com um sorriso sarcástico, fazendo Kirishima sorrir pelas ações do melhor amigo, não estava tão ruim assim.

— BAKUGOU! PARE DE FERIR NOSSO EGO! — Mineta exclamou batendo na mesa, fazendo todos o olharem. — Eu vou agora mesmo pedir o número daquela garçonete gostosa, e quando eu conseguir, quero que paguem tudo o que eu pedir hoje! — Fez uma expressão maldosa.

— Ok. — O restante do grupo falou junto como se não fosse nada, ferindo ainda mais o ego de Mineta, que choramingou, levantando do banco e indo até a garçonete.

— Não adianta nem apostar que ele não vai conseguir, seria como se eu tivesse dando dinheiro de graça. — Kirishima revirou os olhos.

— Eu confesso que aprecio a coragem do Mineta. — Tokoyami fez um comentário.

— Olha, ele chegou na garota! — Kaminari apontou para o garoto de cabelos roxos, que havia acabado de chegar perto da menina de cabelos rosa.

— Kaminari! É feio apontar o dedo! — Iida o repreendeu enquanto todos assistiam a cena.

— Mineta é tão baixinho que a garota precisa abaixar. — Sero, Kaminari e Kirishima seguraram a risada. — Se ao menos a garota virar para o outro lado…

— A perversão de vocês me deixa constrangido. — Iida ajeitou os óculos.

Os garotos não conseguiam escutar o que quer que Mineta estivesse conversando com a garçonete, mas pelas expressões — falhadamente — galanteadoras de Mineta, ele claramente estava tentando dar alguma cantada que desse certo, ou dando indiretas para conseguir o número da garota, que apenas fazia expressões confusas e um tanto desesperadas.

— A garota está sofrendo. — Shoji segurou a risada ao lado de Ojiro e Sato.

— Ele está voltando! — Os garotos fizeram um falso teatro, fingindo que não haviam visto o fracasso de Mineta, que caminhava até a mesa pisando duro.

— E então falso galã? — Sero perguntou debochado, Mineta estava claramente se segurando para não gritar de frustração.

— PORQUE EU TIVE QUE NASCER TÃO BAIXINHO?! — Sero, Kirishima e Kaminari gargalharam com o grito de Mineta, os outros garotos seguraram a risada. — Se eu ao menos fosse como o Bakugou, ou o Midoriya… principalmente como o Todoroki! — O garoto de cabelos roxos bateu a testa na mesa várias vezes.

— C-Como eu? M-Mas eu não faço sucesso entre as mulheres e… bem, e-eu não acho que eu seria o tipo “garoto dos sonhos”, então… vocês s-sabem não é! É… — Midoriya foi cortado por Bakugou.

— DÁ PRA CALAR A BOCA, DEKU DE MERDA!! — Bakugou soltou, suspirando.

— Cara você devia estar se sentindo sortudo por ser considerado um garoto que as mulheres correriam atrás. — Kirishima disse sentindo certa inveja. — Você é tão másculo brô! Tenho certeza que as mulheres adoram isso principalmente em você!

— Se fosse só por causa da maneira de agir, Bakugou com certeza não teria pretendentes. — Kaminari sussurrou para Sero.

— O QUE VOCÊ DISSE AÍ SEU PIKACHU DO PARAGUAI?! — Kacchan ameaçou dar um soco em Kaminari, que apenas abanou as mãos.

— Vamos lá Bakubrô, é só zoeira, senta e come uma boa e suculenta carne. — Eijiro afastou os dois e pegou um pedaço de carne com o hashi, dando para Bakugou.

— ‘Cê tá achando que eu sou a porra de um bebê pra me dar comida da boca caralho?! — O loiro pegou vários pedaços de carne e colocou no prato. — Posso muito bem comer sozinho, cabelo espetado!

— Meu cabelo não é muito diferente do seu! — O avermelhado rebateu.

No meio de tudo isso, Midoriya riu com a interação de seus amigos, mesmo que não estivesse fazendo muito parte disso, adorava estar ali interagindo com todos e vendo como todos eram amigos. Quer dizer… todos menos um…

O esverdeado não deixou de desviar o olhar timidamente, até encontrar Todoroki, era impossível saber o que ele estava pensando por sua expressão ser praticamente vazia, será que ele estava gostando de estar ali? Será que ele veio por vontade própria? Era o que Izuku pensava enquanto olhava para Shouto, queria poder conversar com ele agora sem vergonha, mas só de lembrar do flagra, sentia seu rosto corar de vergonha, mas se quisesse ter a amizade de Todoroki, não poderia ficar assim para sempre, alguma hora terá que superar e criar coragem pra falar com o meio-ruivo!

— Há algo no meu rosto? — Só então Deku havia reparado que ficou olhando para Todoroki até demais, e desviou o olhar com o rosto avermelhado.

— N-N-Não! E-Eu só estava bem, m-me perguntando se, sabe como é! Q-Queria saber se está se divertindo e… — Midoriya cortou sua fala quando percebeu que novamente, estava falando qualquer coisa por estar nervoso.

— Verdade, Todoroki, você é muito calado, deveria se entrosar mais com a sua turma! — Sero exclamou comendo um pedaço de carne.

— Tsc. — Mineta estalou a língua no céu da boca. — Todoroki deveria se mostrar mais! As garotas esperam que os homens tomem a iniciativa, sabia? — E novamente, o assunto era voltado para mulheres, e sempre tinha que ser Minoru a começá-lo.

— Na verdade, dizem que as garotas também gostam dos tímidos e mais calados. — Kaminari disse para Mineta.

— DROGA, então essa é a solução para mim conseguir uma mulher gostosa na minha vida?!! — Exclamou esperançoso, sendo alvo de sorrisos sarcásticos.

— Tsc, esse daí só consegue pegar alguém se nascer de novo umas trinta vezes. — Bakugou revirou os olhos com a infantilidade de Mineta.

— BAKUGOU!! PARE DE FERIR MEU EGO!! — Repetiu a fala de antes, com os olhos cheios de falsas lágrimas. Midoriya levantou da mesa, e Iida virou para si:

— Midoriya! Aonde vai?

— Só vou no banheiro, logo eu volto pra pagar a minha parte! — Alertou os amigos e caminhou pela churrascaria, procurando o banheiro.

Assim que encontrou, adentrou o mesmo, era limpo e bem cuidado, e não tinha ninguém naquele momento, o que era até melhor. Enquanto Deku lavava as mãos e seu rosto, outra pessoa entrou no banheiro, parando ao seu lado.

— Midoriya. — O esverdeado logo sentiu-se tremer um pouco ao ouvir a voz grossa de Todoroki ao seu lado.

— T-Todoroki! O-O que veio fazer aqui? — Logo quis se bater por ter perguntado isso, o que as pessoas normalmente fazem no banheiro era óbvio! — D-Digo… bem-- — Todoroki o interrompeu.

— Eu queria falar com você. — O tom sério de Todoroki fez Deku olhá-lo fixamente, sabia que Shouto não tem muitos motivos além daquele para conversar com Izuku.

— S-Sobre o que? — Estava nervoso para falar desse assunto, o esverdeado confessou.

— Eu queria pedir desculpas por ter falado com você daquele jeito. — E então, o meio-ruivo se curvou levemente, mostrando respeito, e Midoriya ficou ainda mais nervoso. — Fui rude com você, então-- — Izuku o interrompeu.

— N-Não se curve assim! D-Digo! Bem, não precisa se c-curvar, Todoroki. — O outro rapaz ficou ereto novamente. — V-Você só veio me dizer isso? — Coçou a nuca, desviando o olhar.

— Não. — Shouto suspirou. — Você esqueceu de trancar aquela sala, aqui estão as chaves. — O bicolor estendeu as chaves do clube de música para Deku, que arregalou os olhos surpreso e as pegou com um sorriso no rosto.

— M-Muito obrigado mesmo! — Se sentia aliviado por Shouto ter feito aquilo, mas ele também tocou no assunto do clube de música, e Izuku realmente não queria falar sobre aquilo. — T-Tem mais alguma coisa em que posso te ajudar? — Na verdade, o próprio Midoriya queria responder a própria pergunta, afinal, ele queria ajudar Shouto mesmo não sabendo no que ajudá-lo.

— Você é persistente quando se trata de algum assunto sério, não é? — Izuku o olhou rapidamente. — Eu não te conheço muito bem, mas reparei que você é bem teimoso. — Respirou fundo. — Você realmente não vai desistir de tentar ser meu amigo, não é? 

— Eu não desisto facilmente dos meus objetivos, Todoroki! — Deku sorriu desafiador. — P-Pode até parecer intromissão da minha parte-- — Todoroki o interrompeu.

— Na verdade, é mesmo.

— D-Digo, é intromissão da minha parte mesmo! M-Mas, eu acabei me envolvendo nisso, mesmo sem querer, e posso não saber o motivo de você ter feito aquilo, mas eu quero te ajudar! E-Eu estou realmente-- — Foi interrompido novamente.

— Não tem como você se preocupar com um completo estranho como eu, não sabemos nada um do outro. — Suspirou. — E mesmo que nos conhecêssemos, você não poderia me ajudar. — Todoroki não deixou de pensar que seria pior ainda se eles se conhecessem.

— Você tem razão, não nos conhecemos mesmo para eu me preocupar com você… — Midoriya apertou os punhos enquanto olhava para baixo. — Mesmo assim! Olhe a situação que aconteceu, eu tenho motivos para me preocupar! — Shouto o olhou com a sobrancelha arqueada. — Depois daquilo… eu realmente achei que não te veria mais, achei que iria receber algum tratamento no psicólogo, ficar no hospital por um tempo! Cara, aquilo foi coisa séria! — Midoriya nem tinha tempo para ficar nervoso, agora que estava botando tudo para fora. — E quando eu te encontrei na minha escola, na minha sala, um dia depois desse acontecido, é claro que eu sabia que ia ter algo de errado! Por isso estou preocupado! — Deku agarrou o colarinho da jaqueta de Shouto, que o encarou assustado.

Então Midoriya poderia ter razões para se preocupar consigo, sem ser por pena? Todoroki nunca conviveu com outras pessoas sem ser sua própria família, como poderia saber se toda aquela preocupação não é somente pena?

— Eu tenho certeza que nada ia ficar normal na vida de alguém depois de uma tentativa de suicídio, Todoroki. — Deku murmurou soluçando, só então Todoroki percebeu as lágrimas que escorriam no rosto do esverdeado. — As coisas… mudam, não é?

Suspirando, o meio-ruivo apenas desfez o aperto de Midoriya em sua jaqueta, fazendo o esverdeado o largar, e olhando para qualquer ponto que não fosse o garoto na sua frente, o bicolor disse com uma voz séria:

— As coisas não são normais pra mim, Midoriya. — Izuku o olhou confuso. — Eu se quer posso dizer o que é normal na minha vida…

— O que-- — Foi interrompido.

— Bem, eu já te pedi desculpas por ter sido rude e lhe entreguei as chaves, me desculpe por te fazer chorar. — Todoroki virou de costas, pronto para ir embora do banheiro e da churrascaria, mas antes de abrir a porta, parou. — E, Midoriya.

Mesmo com os olhos e o rosto manchados de lágrimas, Izuku olhou para o bicolor que permanecia de costas, em silêncio por alguns segundos, até que o ouviu indagar algo que fez Midoriya se assustar:

 

— … Você tem uma voz bonita. — E então, Todoroki deixou o local.


Notas Finais


aaaa eu realmente não sei se estou escrevendo ou detalhando o que esses dois sentem >.> afinal nunca passei pelo que o Todoroki nessa fanfic esta passando, mas espero que vcs entendam e não achem que está sendo demais essa negação toda do pequeno Shouto @[email protected]

um avisinho gente: eu realmente queria botar uma cena hentai nessa fanfic, mas considerando que ela é um fluffy e considerando também os acontecimentos, não sei se eu seria capaz de botar uma cena hot :p então, provavelmente eu colocarei apenas a menção que os personagens fizeram sexo, e não detalhar :(

a fanfic está como +18, mas provavelmente colocarei +16, espero que não deixem de ler por causa disso T^T

até o próximo! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...