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História Doce Novembro - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Atrás da Porta da Geladeira


O St. Stephen’s Green Park estava maravilhoso com todo o vermelho das árvores de outono que derrubavam suas folhas secas uma a uma pela relva verdejante. As pessoas andavam por lá muito bem agasalhadas para o frio de 9°C que fazia naquela tarde. Era possível ver o ar sair da boca de alguém que fala e a todo o momento uma brisa gélida soprava de longe, arrancando mais folhas dos galhos das árvores.

Foi debaixo de uma grande árvore vermelha que Harlen e Jack foram se aconchegar. O loiro não quis mais esperar para chegar em casa. O dia estava tão plácido e doce que era perfeito para uma boa leitura, então ele iniciou sua leitura do livro misterioso que encontrara em seu apartamento. Por outro lado, o moreno ao seu lado ficou se perdendo em conversas indecentes online com algum garoto em seu celular.

Harlen simplesmente mergulhou na leitura do livro. Ele perdeu todo o contato com a realidade ao seu redor. Parou de ouvir sons externos e tudo o que ouvia eram as palavras da leitura em sua mente. Seus olhos azuis iam percorrendo todos os parágrafos de forma minuciosa como se fosse para gravar cada palavra em sua mente para sempre.

Na história que ele lia, tudo se passava num reino mágico e distante, assim como na maioria das histórias de contos de fadas. Lá, vivia uma linda princesa chamada Yrilan. Era a mais bela de todo o reino e passava seus dias fora do grande e suntuoso palácio real de ouro puro nos campos ao redor do reino para colher flores e plantar horta.

Harlen ficou admirado com a história. Talvez, até mesmo maravilhado. Yrilan tinha tudo o que se podia imaginar, mas ainda assim se sentia solitária. Queria alguém para dividir o seu mundo de maravilhas e, sobretudo, dividir o seu coração cheio de amor. Ela costumava andar só pela floresta e foi numa dessas andanças que conheceu um guerreiro belo montado num cavalo.

Yrilan se apaixonou perdidamente à primeira vista. O nome dele era Kohan e era de um reino vizinho. No entanto, ele jamais se apaixonou por Yrilan. Foi assim que a princesa deu tudo de si para conquistar o coração do guerreiro. Ela o convidara para bailes elegantes, passeios nos jardins e até piqueniques no campo. Ela lhe presenteou com espadas gloriosas, novos cavalos e armaduras impenetráveis. Tudo isso fazia até os membros da realeza de seu reino estranharem. Mas Kohan continuava vendo ela apenas como uma doce amiga.

E foi assim que Yrilan começou a ficar triste. Ainda que não pudesse ter o coração de Kohan para si, bastava para ela ter a sua companhia e ver seu sorriso. Ficar assistindo ele treinando com outros cavaleiros e ouvir suas histórias de aventuras fantásticas. Tudo isso bastava para ela, apesar de seu coração ainda querer mais.

Harlen estava se divertindo com a leitura. Estava sentindo a maior compaixão pela Princesa Yrilan quando algum imbecil que estava ao seu lado lhe tirou daquele encanto.

-Eu não acredito nisso!-Jack gritou na maior altura.

Harlen pulou de susto quase derrubando o livro das mãos.

-Olha só que pé de rabo gostoso!-Jack mostrou o celular para seu amigo.

Harlen olhou para a foto de um garoto de uns quinze aninhos de cabelos longos e bagunçados sem camisa e com uma calça jeans desabotoada que mostrava parte da pélvis lisinha – e ele tinha um corpinho todo sensual e cheio de curvas.

O ódio subiu à cabeça do loiro.

-Mas você é muito sem noção!-Harlen rosnou, dando um tapa na cabeça de Jack.

-O que eu fiz?!-Jack choramingou.

-Eu estava lendo esse livro quando você me tirou de órbita, seu palhaço!-Harlen rebateu furiosamente.

-E eu ia saber que você estava lendo o livro?-Jack rebate de volta como se fosse inocente.

-E o que você acha que eu estava fazendo com o livro?-Harlen questionou zombeteiramente.-Lambendo as páginas dele?

Jack abriu a boca – depois a fechou e começou a sorrir meio besta.

-Eu sou muito idiota, não sou?-Jack perguntou, rindo.

-Parabéns.-Harlen rolou os olhos azuis.-Você descobriu Avalon.

-E vem cá? Você vai se dedicar à ler este livro agora?-Jack diz, curioso.-Você não estava lendo outro?

-Aquele lá eu já li e reli muitas vezes.-Harlen deu de ombros.-Já até decorei trechos dele. Mas com esse aqui eu vou me dedicar 100% na sua leitura e está sendo bom até agora.

-Sério?-Jack sorriu, interessado.-Está gostando mesmo deste livro?

-Estou. É bom.-Harlen assentiu, sorrindo.-Você pensa que parece um conto infantil no começo, mas depois a história vai ficando mais profunda. É como se fosse um romance para adultos, mas com traços mais infantis. Não é à toa que tem 200 páginas.

-É.-Jack respondeu.-Não é um daqueles livrinhos bobos e infantis demais que os pais lêem para os filhos na hora de dormir...

Então, os dois amigos ficaram observando a capa do livro ilustrada com a Princesa Yrilan segurando nas mãos a flor bela e misteriosa que, em alguma parte da história, se tornaria pela sua tristeza de não ter o coração de Kohan para si.

-Por quê será que este livro passou tanto tempo trancado naquela gaveta...?-Jack diz vagamente.

-Eu sei lá...-Harlen negou com a cabeça.-Talvez, tenham esquecido lá dentro antes de se mudar.

-Mas se esqueceriam com mais sete pedras preciosas?-Jack questiona.

-Não sabemos se são verdadeiras ainda.-Harlen suspirou pensativamente enquanto observava o livro em sua mão.-Mas se forem, foi muito estranho algo de valor ficar ali dentro esse tempo todo.

-Bom, como a turma do Scooby-Doo diria...-Jack abriu um sorriso brincalhão.-“Parece que temos um mistério em nossas mãos”.

-Deixa de ser idiota!-Harlen riu.

:

Havia anoitecido há uma hora atrás. Dublin estava brilhando com muitas luzes aqui e ali, e havia uma Lua minguante brilhando no céu negro da noite.

Harlen passara o resto da tarde numa academia que tinha perto de seu apartamento. Ficara lá malhando por algum tempo para garantir o seu corpo musculoso e forte. Quando voltou para casa, estava morrendo de fome. Ele foi direto para o banheiro tomar um banho morno. A água do chuveiro relaxou todos os seus músculos e ele sentiu um prazer mágico que o fez sorrir enquanto se banhava.

Após seu banho, Harlen foi para o seu quarto. Secou-se todo e vestiu uma calça de moletom sem cueca. Enquanto ele escovava os longos cabelos loiros em frente ao espelho de corpo inteiro do seu quarto, Harlen estava pensando no que iria comer. Estava pensando num bom jantar bem completo: uma omelete de queijo com pimenta, arroz frito japonês, brócolis no vapor com manteiga, salada de tomates-cereja com azeite e uma torta de abóbora com chantilly para sobremesa. Ele faria um chá de maçã com canela para beber também.

Sorrindo com sua decisão de jantar, Harlen deixou a sua escova na escrivaninha e saiu de seu quarto.

Saiu andando pelo corredor imaginando os ingredientes que precisaria e de todos os utensílios também quando seus pés simplesmente o pararam, assim que seus ouvidos captaram sons estranhos vindos da cozinha.

O loiro paralisou por um momento e ficou ouvindo. Havia uma movimentação vinda da cozinha. Parecia ser um som de talheres num prato. É como se alguém estivesse comendo na sua cozinha. Harlen olhou para o chão da sala de estar, onde a luz da cozinha brilhava e viu uma sombra se movendo lá.

Seu coração quase parou. Alguém invadiu seu apartamento? Mas como? A porta da frente estava muito bem trancada e todas as janelas estavam fechadas por causa do frio lá fora. Não importava como essa pessoa entrou ali, pois ela iria sair dali agora mesmo. Harlen era faixa preta em muitas artes marciais e essa pessoa era apenas um pobre coitado que errou muito feio em invadir seu apartamento.

Preparando-se todo, o marmanjo loiro foi andando em direção à cozinha bem devagar e na ponta dos pés. Chegou bem perto do portal de entrada do cômodo e espiou.

Ele ficou espantado. A mesa da cozinha estava coberta de comida. Parecia um jantar, mas o que o deixou realmente assustado era que o jantar era composto de todos os pratos que Harlen pensou em fazer para si. Tinha dois pratos na mesa, sendo que um estava com comida e parecia que alguém ainda o comia.

Harlen esticou mais o pescoço e olhou para dentro da cozinha.

A porta da geladeira estava aberta e parece que tinha alguém ali atrás mexendo na suas coisas.

Mesmo não entendendo bulhufas do que estava acontecendo ali, Harlen irrompeu na cozinha e foi olhar quem estava atrás da porta da geladeira.

Para a sua maior surpresa, era um garoto. Um lindo garoto. Ele era todo loirinho de cabelos longos que ultrapassavam um pouco os ombros. O garoto estava vestido de um jeito como se estivesse à vontade em sua casa, pois era apenas um blusão azul com desenho de uma girafa mostrando a língua e uma cueca roxa; suas pernas estavam desnudas e ele tinha um belo par de pernas.

O loirinho estava pegando uma tigela cheia de chantilly que Harlen nem sabia que tinha dentro da geladeira. Ele se virou e olhou diretamente para Harlen.

Foi então que o marmanjo foi pego desprevenido pela beleza do garoto. Seu rostinho era delicado de um jeito que poderia ser confundido com uma garota. Ele tinha olhos tão profundos e azuis quanto o oceano e seus lábios eram lindamente carnudos e rosados como se tivessem passado batom neles.

Harlen chegou a ruborizar um pouco. Perdera completamente os sentidos. Nem pensava mais que havia um adolescente dentro de seu apartamento que tinha feito todo um jantar ali na sua cozinha. Só pensava que esse mesmo adolescente era incrivelmente lindo e doce, e Harlen só sentia vontade de abraçar e beijar ele o dia todo.

Ele era perfeito demais.

-Oi, Harlen.-o loirinho abriu seu sorriso mais lindo.

Harlen se derreteu todo. Aquele sorriso era maravilhoso, doce e meigo. É como se ele sorrisse para o seu namorado com todo o amor do seu coração. Harlen secretamente se sentiu privilegiado em todo o mundo por ganhar esse sorriso.

-Está com fome, não é?-falou o loirinho, sorrindo.-Vem. A comida já está pronta. Eu vou colocar chantilly na torta de abóbora.

Harlen só ficou assistindo o loirinho fechar a porta da geladeira e se aproximar da mesa da cozinha. Ele pegou uma espátula de confeitaria e pegou uma boa quantidade de chantilly com ela tão logo colocou tudo por cima da torta de abóbora. Em seguida, ele se sentou em sua cadeira e voltou à comer seu arroz frito japonês, sua omelete, seus brócolis e tomates-cereja como se aquela fosse a sua casa.

Até agora Harlen estava encantado pela beleza do loirinho na sua frente, mas então seu cérebro voltou à raciocinar e ele despertou do seu delírio.

-Quem é você?-Harlen interrogou, sem rodeios.-E como entrou na minha casa?

-Eu nunca saí.-o loirinho respondeu, sorrindo.-E meu nome é Joseph.

Harlen ficou confuso. Ele olhou ao redor de seu apartamento, procurando por alguma pista que explicasse aquele evento inusitado – mas nada.

-Isso é algum golpe?-Harlen questionou.

-Um golpe?-Joseph olhou para Harlen curiosamente.

-Tinha mais pessoas procurando por esse apartamento?-Harlen exigiu saber.-Você também tem as chaves? Por quê está vestido assim?

-Harlen, você é muito curioso, sabia?-Joseph comentou, rindo.-Vai, senta. Come alguma coisa. Eu sei que você está com fome e está uma delícia.

Harlen olhou para o prato vazio na mesa. Ele estava mesmo com fome e não poderia pensar de estômago vazio. Ele já estava roncando. Sendo assim, ele se aproximou da sua cadeira e se sentou. Ao mesmo tempo, Joseph se levantou e começou a lhe servir. Ele lhe deu duas colheradas de arroz frito japonês, uma omelete de queijo e pimenta dobrada ao meio, além de alguns brócolis com tomates-cereja – e ainda encheu seu copo de vidro com chá quente.

Joseph se sentou em sua cadeira ao lado de Harlen e bebeu do seu próprio chá.

-Coma o que é saudável primeiro.-Joseph sorriu docemente.-Depois você pode se lambuzar com a torta. Eu fiz somente para você.

-Obrigado...-Harlen murmurou.-Eu acho...

Tudo estava muito estranho naquele momento, mas ele tinha de colocar seu estômago em primeiro lugar. Ele começou a comer de tudo um pouco e ficou pasmo quando sentiu todo aquele sabor glorioso bailando na sua boca, levando seu paladar à loucura. Aquela era a comida mais gostosa que Harlen já comeu. Chegava à ser melhor do que a comida de sua mãe.

Harlen comeu feito um lobo faminto. Quando terminou, Joseph lhe serviu uma fatia de torta que ele também devorou avidamente e ainda repetiu.

O tempo todo, o loirinho ficava olhando para Harlen com um sorriso doce demais. Ele parecia estar lhe olhando com amor, parecia estar flertando com Harlen – o que o deixou vermelhinho e sem jeito.

-Por quê está me olhando assim?-Harlen deixou escapar inocentemente.

-Porque você é um gatão.-Joseph começou a rir docemente.

Harlen ficou mais vermelhinho e sorriu meio acanhado.

-Você também...-Harlen começou a desviar o olhar.-É muito lindo...

Joseph o olhou e sorriu um pouco mais. Ele parecia estar se divertindo com a situação.

-Eu não imaginava que você ficaria tão fofucho com vergonhinha, Harlen.-Joseph disse-lhe, rindo.

-Eu não estou com vergonha!-Harlen rebateu e fez um beiço manhoso.

-Ah, você é muito fofo.-Joseph riu outra vez.-Dá vontade de apertar.

-Nem vem.-Harlen levantou a mão para impedir.-Eu sou faixa preta em um monte de coisas.

-É. Eu sei.-Joseph sorriu misteriosamente.

Isso pegou Harlen de surpresa. O que realmente estava acontecendo ali?

Eles terminaram de comer e Joseph se ofereceu para lavar toda a louça. Harlen ficou olhando para ele sentado na mesa. Ele não sabia se aquele garoto era mais lindo de frente, ou de costas – ou de lado. Joseph era terrivelmente lindo, era o garotinho mais perfeito do mundo.

Na verdade, Harlen estava se segurando para não chegar de fininho atrás de Joseph e abraçá-lo por trás com seus braços musculosos, e lhe dar um monte de beijos naquele pescoçinho lindo.

Por fim, Joseph terminou de lavar toda a louça e guardou tudo nos armários. Ele se aproximou de Harlen e ficou parado ao seu lado. Por um tempo, os dois loiros ficaram se olhando. Seus olhos azuis intensos e belos se misturavam como se fossem o rio encontrando o mar no litoral. De repente, Joseph fez algo que surpreendeu Harlen. Ele ergueu sua mão direita e a levou até o rosto dele. Tocou-o e o acariciou delicadamente.

E como a mãozinha de Joseph era quentinha e maciazinha. Harlen fechou os olhos azuis por um momento para desfrutar daquele carinho gostoso como se fosse um gato. Joseph acariciou sua bochecha, seu maxilar forte e seus cabelos longos. Ele parecia ser muito carinhoso.

-Você é do jeitinho que eu queria...-Joseph sussurrou.

Harlen abriu os olhos na hora. Que história era aquela?

-Eu vou ao banheiro.-Joseph sorriu docemente.-Eu já volto, gatão.

Joseph saiu andando para o corredor e sumiu lá.

Harlen ficou sentado esperando. Quando aquele garoto voltasse, ele não ia bancar a manteiga derretida. Ele ia ser curto e grosso para descobrir como aquele garoto lindo e perfeito invadiu seu apartamento e ainda leu a sua mente para fazer um jantar tão gostoso como aquele.

Porém, havia se passado meia hora e Joseph não voltou do banheiro. Harlen começou a ficar curioso e meio preocupado. Ele se levantou de sua cadeira e saiu andando em direção ao corredor. Estava meio escuro lá, mas mesmo assim ele conseguiu ver que a porta do banheiro estava aberta.

Cada vez mais curioso, Harlen acendeu a luz e viu que o banheiro estava completamente vazio. Harlen ficou sem entender nada. Rapidamente, ele foi para o outro lado do corredor e acendeu a luz de seu quarto, mas também não havia ninguém lá. Ele olhou também no segundo quarto do apartamento e, para a sua surpresa, não tinha nenhum sinal de vida.

Harlen foi para a sala de estar e procurou pelo loirinho em cada canto. Ele também não estava na cozinha.

Joseph havia desaparecido.

:

Harlen não conseguiu descrever com palavras o que foi que aconteceu naquela noite. Ficou pensando no lindo garoto loiro que se chamava Joseph até altas horas da madrugada. Ele não conseguia dormir de jeito nenhum. Não sabia se estava assustado, intrigado, ou confuso. Talvez estivesse sentindo as três coisas juntas.

Foi um evento pra lá de misterioso e até um pouco assustador se for analisado com mais minúcia. Harlen tentou esquecer que isso aconteceu e prometeu que não contaria para ninguém em nenhum momento de sua vida, já que ele não queria acabar internado numa ala psiquiátrica.

Pois bem, ele fez um chá de camomila com melissa na esperança de acalmar a sua mente assustada. Bebeu do bule todo sem medo de acabar molhando a cama durante o seu sono. Antes de ir dormir, Harlen checou a porta da frente e todas as janelas de seu apartamento. Estava tudo muito bem trancado.

Então como aquele tal Joseph invadiu seu apartamento? Era um absurdo tão grande que ele não conseguia imaginar qualquer tipo de especulação racional por menor que fosse. Talvez ele estivesse sonhando esse tempo todo, ou sofreu de algum delírio por estar com tanta fome, foi o que Harlen pensou.

Jogou-se em sua deliciosa cama de casal e olhou para as duas janelas de seu quarto. Podia ver as luzes de Dublin brilhando lá fora, junto da Lua minguante.

Harlen não sabia quem era Joseph e se ele era real, mas de uma coisa tinha certeza. Aquele loirinho era muito lindo. Isso colocou um pequeno sorriso em seu rosto antes de adormecer no seu aconchego caseiro.



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