História Doce Pecado - Capítulo 3


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Categorias La Casa de Papel
Tags Alvaro, Itziar
Visualizações 103
Palavras 1.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente eu estou super feliz com os comentários, e irei responder vocês.

Capítulo 3 - A vida sempre nos da uma segunda oportunidade


Itziar

Neste exato momento eu me encontrava em frente ao prédio que eu e Najwa moramos.

Ainda estava dentro do carro, e Álvaro me fitava com um semblante desconfiado.

— Por que está me olhando assim?— Desviei um pouco meu olhar.

Eu já estava voltando a ser aquela Itziar envergonhada. Por que pensei que isso duraria mais tempo...?

— Acho que estava com medo do local que poderia ter te levado.

— Sem sombra de dúvidas! Ainda estou surpresa que realmente me trouxe para o meu prédio.

— Você está falando sério?

— Sim. — Assenti.

— A vida é estranha, não é? — Ele olhou para o seu lado direito. — Se você por um momento achou que eu te levaria para outro lugar, assumiu o risco que isso poderia acontecer de verdade, mas mesmo assim aceitou de bom grado a minha carona. Você sabe o que isso quer dizer, não sabe?

— Não...

— Que você estava disposta a correr o risco. Isso faz de mim uma pessoa confiável, não?

— Você sempre foi bom com as palavras ou eu que estou vulnerável demais hoje?

— Acredito que os dois.

Sorri.

— Bem... agora preciso ir.

Abri a porta do carro e saí um pouco apressada. Álvaro também abriu sua porta, mas ficou recostado ao lado do carro.

— Pensou na minha proposta sobre um segundo encontro?

— Sim. A resposta continua a mesma. — Virei levemente minha cabeça, ainda caminhando para perto do prédio.

— Estou recebendo um não? — Ele sorriu disfarçadamente.

— Sim. — Pisquei e me afastei mais um pouco.

— Pense melhor. — Ele tentou novamente.

— Eu já pensei. Já lhe disse que não mudo de opinião fácil. Então...

Fui me afastando cada vez mais.

— Itziar... — Sua voz já estava um pouco longe neste momento.

— Até mais, Álvaro. Foi muito bom conversar com você e obrigada pela carona. — Olhei fixamente para ele, de uma forma terna. — Pode não parecer verdade, mas sua companhia me fez muito bem. Há tempos não me sentia assim.

— Tudo bem. — Ele assentiu com o semblante calmo. — Ainda iremos nos ver, Itziar.

— Você sabe o prédio que moro, não o apartamento.

Fui em direção ao meu prédio e adentrei.

Eu sou maluca e agora tenho certeza disso. Nem pensei em deixar Álvaro parado ao lado do seu carro.

Ao entrar, me deparei com Najwa na cozinha. Olhei para o relógio e percebi que nesse momento são quase duas da manhã.

— Pelo jeito o encontro foi divertido. — Ela me lançou uma piscadela.

— Eu...

Travei.

Fiquei olhando por pelo menos quinze segundos para ela, sem dizer nenhuma palavra.

— Diga alguma coisa, Itziar. Você está me deixando preocupada.

Merda!

Saí correndo em direção à saída do apartamento.

— Mas... o quê... — Ouvi Najwa tentando dizer algo.

Burra! Burra! Burra!

Repetia para mim mesma essas palavras enquanto descia as escadas feito doida. Ao chegar no saguão, me encaminhei ao local onde Álvaro havia me deixado, mas para a minha infelicidade ele não estava mais lá.

Estraguei tudo!

Me sentei na calçada por pelo menos cinco minutos. Ainda não havia entendido o motivo de não ter dado nem mesmo uma despedida razoável para ele. Não que eu fosse beijá-lo, mas o tratei como se ele fosse um zé ninguém. Isso que fiz foi errado, e mais errado ainda foi não falar a ele sobre um possível segundo encontro.

Deus me ajuda várias vezes, mas agora vi que a errada sempre sou eu. Em vários momentos que tenho uma oportunidade de conhecer alguém bacana... eu corro.

Literalmente!

A única coisa que sei sobre ele é o seu nome, e tenho certeza de que ele não irá me procurar depois da cena patética que fiz em sua frente...

                       *********

— Posso saber o que houve para ver essa cena de alguns minutos atrás? — Najwa cruzou os braços.

Eu estava sentada no sofá neste instante. Minha cabeça estava ruim, e a todo o momento me via pensando na conversa que tive com Álvaro.

— Fiz uma idiotice. Não é nada demais, pois eu sempre faço coisas idiotas.

— Leve, média ou grave?

— Najwa... não é como se fosse uma multa de trânsito. — Sorri, sem graça.

— Itziar...

Ela parou vários segundos, me fitando com uma cara incrédula.

— Gravíssima!

— Então é como se fosse uma multa! Diga logo o que houve!

Expliquei a história para ela desde o começo. Falei que não fui ao encontro, mas que fui beber depois disso. Mencionei que Álvaro puxou papo comigo, e disse sobre a conversa diferente e agradável que tivemos.

Além de tudo, falei que o deixei praticamente plantado na porta do nosso prédio.

— Eu... vou... te... matar . — Najwa rangeu os dentes. — Não acredito que furou o encontro!

— Eu...

Não consegui terminar a frase. Saí correndo e fui em direção ao banheiro. Não aguentei e botei toda aquela tequila acumulada para fora.

Apesar de a minha amiga estar aparentemente nervosa, ela foi me auxiliar, segurando meus longos cabelos.

— Eu faço tudo errado! — Choraminguei.

— Se acalme, Itziar.

— Essa minha timidez é uma droga! Uma droga! — disse, um pouco mais alto.

— A coisa foi séria, você nunca xinga.

Sorri rapidamente, mas voltei a chorar baixinho.

— Estou cometendo erros todos os dias. Não consigo fazer nada certo em relação aos homens.

— Você não tem nada que possa encontrá-lo? Sei lá... qualquer coisa, uma pista, um telefone, algo com que ele trabalha.

Pensei um pouco, mas lembrei que o foco da conversa foi exclusivamente eu, então, não obtive muitos dados dele.

— Não. Infelizmente, só sei o seu primeiro nome. Nada mais.

— Esqueça essa história. Você terá outras oportunidades de conhecer caras legais, e...

— Você não está entendendo, Najwa! — disse, alto. — Eu me comportei como um bicho do mato, não quero mais ser assim! Preciso agir como uma mulher decidida!

— Itziar...

— Completei 22 anos de idade, e ainda sou... virgem. — Soltei do nada essa frase.

— Como é?

Vi que o semblante dela havia ficado diferente do habitual. Por mais que não goste de me abrir a respeito da minha vida sexual, presumi que Najwa sabia que eu ainda era virgem.

— Você não sabia?

— Como eu poderia saber?— Ela cruzou os braços. — Você já namorou por alguns meses, como eu poderia ter conhecimento disso?

— E por qual motivo você acha que ele me largou? — A olhei, ainda chorosa.

Comecei a lacrimejar de uma forma sentida após dizer essas últimas palavras a ela. Na época que namorava com Roberto, tudo estava indo bem. No começo, ele concordou em esperar um pouco, até que eu estivesse preparada para perder a minha virgindade, mas a paciência dele não durou muito tempo.

Por um lado, eu até entendo, pois o enrolei demais. Quer dizer... não sei se a palavra “enrolar” cai bem nessa situação, mas eu estava travada, e fiquei assim por várias vezes que tentamos fazer sexo.

Como sempre fui fechada e medrosa quando o assunto se referia a isso, acabei por não ficar à vontade, e por causa disso não consegui perder minha virgindade. Depois de poucos meses de namoro, fui surpreendida quando Roberto disse que havia me traído, e que não conseguia mais me ver como antes, e assim levei um pé na bunda.

— Saiba que ele está totalmente errado se ele te deixou porque não teve paciência de esperar seu tempo.

— Não, Najwa! O erro está em mim! Eu sou a mulher travada aqui! — Olhei com os olhos marejados na direção dela. — Não estou falando somente de sexo, mas olha o que acabei de contar para você!

— Você pode mudar.

— E você acha que não quero?! Você pensa que eu gosto de ter que precisar beber para conseguir conversar de uma forma normal com um homem?!

Eu estava brava comigo mesmo. Essa montanha russa de emoções que sinto em meu corpo me deixa a mercê de duvidar de várias coisas, e não sei mais o que pensar em relação a isso.

— Vamos dormir, Itziar. Você está nervosa, frustrada e triste. Amanhã você vai melhorar, eu garanto. Se quiser, eu te ajudo a encontrar esse cara, sei lá, tento dar um jeito.

— Me desculpe gritar com você. Eu só estou chateada comigo mesma.

Ela assentiu, e em poucos instantes eu já estava deitada em minha cama...


                       *********

No dia seguinte, ao acordar, fiquei vários minutos pensando sobre o que ocorreu no meu dia anterior.

Preciso seguir em frente quanto a isso. Apesar de ter cometido um erro ontem com alguém que gostei de conhecer, pretendo me esforçar ao máximo para que eu supere essa timidez que insiste em me acompanhar.

Notei meu celular tocando, quando o peguei, observei o número da minha irmã no visor. Atendi rapidamente, já tendo uma ideia do que viria pela frente.

— Olá, Itziar. Como você está?

— Oi. Acho que sabe, irmã.

Tenho certeza que Maria já sabe do fiasco que foi o meu encontro. Quer dizer... meu não encontro.

— Tenho uma ideia pelo que fiquei sabendo.

— Me desculpe, Maria. Eu fui ao local, só que momentos antes... fiquei tensa, e... não consegui. De verdade... quero que você e Vitor me desculpem.

— Está tudo bem, Itz. Eu sabia que teria esse risco. Era mais fácil se eu e Vitor tivéssemos ido com você. Sei que é tímida, e...

— Não quero ser mais, Maria. Eu preciso superar isso. E, por isso quero te pedir um favor.

— Claro.

— Quero consertar isso. Você acha que ainda posso conhecê-lo?

Eu estava preocupada com a resposta. Penso que ele deve ter ficado bastante irritado por eu não ter comparecido ao local.

— Isso não será problema, irmã.

— Sério? — perguntei, um pouco surpresa.

— Sim. Ele ligou para o Vitor esta manhã.

— Deve ter falado horrores de mim. — Forcei um sorriso baixinho.

— Não. Ele compreendeu. Já havíamos falado que você era um pouco quieta e tímida.

— Quer dizer que ele ainda quer me conhecer? — perguntei, surpresa.

— Sim. Eu liguei justamente por isso. Eu e Vitor faremos um almoço aqui em casa. Convidaremos várias pessoas, e acho que será o ambiente perfeito para vocês se conhecerem. Haverá várias pessoas solteiras e casadas, de modo que não ficará parecendo um encontro, sabe?

— Tudo bem. — Assenti, com uma pontinha de felicidade. — Pode ter certeza que não farei vocês passarem vergonha, muito menos fugirei.

— Hmm. O que houve para essa mudança repentina?

— Algo aconteceu ontem, e... bem, resolvi parar de ter medo de certas coisas, e arriscar.

— É assim que se fala, Itz.

Alguns segundos de silêncio se fizeram presente.

— Quando será o almoço? — indaguei.

— Amanhã. Tudo bem para você?

— Sim.

Algumas esperanças haviam sido renovadas após esse telefonema. Dessa vez, eu iria superar meus medos, tenho certeza disso.



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