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História Doce perfume( MadaSaku, NaruSaku) - Capítulo 9


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Notas do Autor


Desculpem pelo abandono aqui 🌸❤

Capítulo 9 - Sangue de cervo


Fanfic / Fanfiction Doce perfume( MadaSaku, NaruSaku) - Capítulo 9 - Sangue de cervo

Sakura abriu seus olhos de maneira vagarosa, sentindo certa ardência por causa da forte luz das onze horas, que atravessavam os vidros da janela. O corpo pesado ainda trazia sinais do mal estar que lhe abatera no dia anterior, e o suor brotava sem controle na pele corada.

-- A bela adormecida despertou? --

Ouviu a voz doce de sua querida irmã, e virando lentamente a cabeça, pode encarar a bonita moça. Que sentada em uma cadeira ao lado da cama, bordava algo.

-- Estou com sede... --

A caçula pediu com rouquidão, esforçava-se desejosa em sentar-se.

-- Aqui, tome um pouco de leite. --

Ino entregara as mãos pequeninas, uma xícara azul de aparência rústica... Era água que Sakura queria, mas naquele momento, o leite morno adoçado na medida certa com mel, fora o suficiente.

-- Sente-se melhor? --

A mais velha tornou a perguntar, deixando seu bordado de lado e passando a caminhar em direção a janela. Abrindo os vidros, e imediatamente sentindo a brisa fresca em sua pele.

-- Estou bem... --

Sakura sussurrou, ainda não compreendia a razão de sua breve doença. Tão repentina e sem motivos...

-- Tudo graças a enfermeira aqui... Estive contigo durante toda a noite, o que talvez fora bom, pois chamou o nome dele... --

Ino observara sua irmãzinha corar, os dedos finos apertando a xícara. A bela loira respirou profundamente antes de prosseguir:

-- Sakura, você chamou por lorde Madara. --

Completou encarando a irmã, surpreendendo-se com a falta de qualquer resquício de surpresa na face rubra.

-- Estava sonhando com lorde Madara... Mas não me lembro se era algo bom, ou não. --

Sakura encarou o vazio no interior da xícara, a única recordação que tinha era a sensação gélida dos toques do Uchiha em si. Ino nada respondeu, apenas continuou a observar a paisagem. Seus pensamentos foram para a conversa que tivera com Naruto no dia anterior, ela ainda mantinha fortemente as convenções que, daquele amor um dos dois sairia magoado. Sua imaginação não conseguia bordar um futuro para eles...

-- Seu banho já esta quase pronto, logo a empregada que restou irá ajuda-la. Agora eu vou tenho que ajudar mamãe com os afazeres... Não sei, mas Tsunade tem uma coisa diferente no olhar desde ontem. Algo esta acontecendo, guarde o que digo. --

Amorosa, beijou a testa de sua amada irmã. A pele de Sakura já não mais encontrava-se febril, ela estava realmente melhor... Logo dirigiu-se para a saída daquele cômodo, não cessando a caminhada até descer todos os degraus da escada.

Fora diretamente para a parte detrás da casa, encontrando sua mãe ajoelhada no gramado, cuidando de algumas flores. Tsunade trajava um vestido de extrema simplicidade, um tom verde tristonho. Sobrepondo-se ao tecido apagado, vinha um avental azul marinho, sujo pelo trabalho... Ino jamais imaginara encontrar a mãe assim. Em nada parecida com a senhora Kato que sempre vestia-se de maneira exuberante, reluzindo em jóias.

-- E então, como ela esta? --

Tsunade levantou a cabeça, podendo vislumbrar o rosto pálido da filha. Ino tinha melancólica beleza naquela manhã, talvez fosse o forte pressentimento que algo estava prestes a lhe acontecer.

-- Melhor. Amanhã já estará bem como nunca, tenho certeza. --

A mãe pareceu por breve instante aliviada, porém, logo a expressão de sua bela face tornou a pesar. Sua filha percebera, pois sem importar-se com o vestido azul muito limpo, ajoelhou-se junto a mãe:

-- O que te acontece? Desde ontem tenho notado algo diferente na senhora... --

Ino massageou os ombros de sua mãe, que engolindo em seco lembrava-se da notícia a ela dada por Dan.

O combinado era esperar o retorno do marido ao fim da tarde, e só então anunciar os futuros noivados das filhas. Mas, ao encarar o rosto tão bonito e jovial de sua amada Ino, sentira as lágrimas arderem em seus olhos. E, antes mesmo que pudesse repreender-se, as palavras lhe escaparam.

-- A um pretendente para você... Um homem maduro, muito rico... --

A jovem de olhar azul piscina, sentira doloroso pesar em seu peito. Desde a morte de Sai vinha conformando-se com um futuro solitário. Sabia que homem algum iria querer te-la para esposa, e por alguma razão isso tranquilizara seu coração. Já estava acostumada a ideia de dedicar todo seu amor ao facelido soldado, julgava-se incapaz de amar outro alguém.

-- Não podem prometer minha mão em casamento a ninguém, minha situação não permite. --

Levantara-se com certa rapidez, esquivando-se do toque da mãe. Mas, ainda encarando a face da mesma. Tsunade tinha alguns fios grudados na pele, seus olhos tentando manter as lágrimas "presas". Não queria demonstrar tristeza, muito menos insegurança em relação ao noivado da filha.

-- Como disse, seu pretendente é um senhor maduro... --

-- Maduro? O que quer dizer com isso? --

A senhora Kato suspirou profundamente, seus dedos buscavam as mãos da filha. Seus olhos majerados fixos nos de Ino, ela podia observar, sua querida estava assustada.

-- É um viúvo... Um senhor de muitas terras, mas sem herdeiros. --

Mesmo com o coração partido pela situação da filha, teve de manter-se o mais firme possível.

-- Ele não vai me querer quando descobrir que não sou mais virgem... --

-- Ele quer uma esposa jovem, e quer um herdeiro para sua fortuna. Deixou claro ao seu pai que desconfia de sua situação, assim como todos na cidade, e que mesmo assim te aceitaria. --

Ino outra vez esquivou-se do toque de sua mãe. Levando a mão ao peito que doía, não tentou conter o choro.

-- Quantos anos ele tem? Por que não procura uma jovem casta? Por que logo eu? --

Perguntava em meio a soluços, não podia ser real. Não podia ver-se em uma situação como aquela.

-- Ele já é um homem vivido, seu pai me disse que tem por volta dos cinquenta e oito, talvez cinquenta e nove... Ino, uma jovem virgem é protegida por cerimônias e mais cerimônias impostas pela sociedade, pela etiqueta. E bem, ele já passou muito da idade, deve temer a natureza de seu corpo. Você sabe, chega uma hora que os homens não podem, que não conseguem mais... --

Tsunade corou ao imaginar tal situação, ela agora estava de costas para a filha, escondia seu choro pesaroso.

-- Ele precisa de uma moça jovem, assim na flor da idade como você. Para que pegue barriga com mais facilidade, e ele fique enfim tranquilo quanto sua herança... Minha filha acredite, você não terá tamanha sorte outra vez. Casara sim com um senhor mais maduro, porém estará bem assistida pelo resto da vida. Será uma senhora respeitada, rica. Seu pai e eu iremos nos redimir pelo deslize de sua conduta passada. --

-- Esse homem não quer uma esposa, apenas uma parideira para seus filhos... Um senhor maduro, ora pôs, é um velho que tem idade para ser meu pai. Aliás, ele é bem mais velho que meu pai, talvez já não consiga excitar-se. E então passarei o resto dos meus dias presa a ele. --

A jovem senhorita tinha certo desprezo nos olhos, sua imaginação já trabalhava em uma caricatura para o pretendente. Claro que, seu vislumbre estava cercado de extremismos a cerca da feiura, ou do quão nojento deveria ser.

-- Não diga coisas assim Ino... Minha querida, não vê que falta-lhe opções? Ser uma solteirona nunca é bem visto, além de que, nas condições em que seu pai e eu estamos não teríamos como mante-la muito mais. --

Ino, com expressão de segurança carimbada na face, encarou as costas da mãe. Os dedos apertavam e amassavam o suave tecido de seu vestido.

-- Eu não me importo. Prefiro a miséria a ter de viver um futuro infeliz... E não pense que falo isso apenas por ser um pretendente um tanto mais "maduro", não, eu não conseguiria ser feliz com um homem sendo ele jovem ou velho. Apenas não sou capaz de ser feliz ao lado de alguém que não seja Sai... Não me caso! Esta é minha decisão. --

Tsunade em fim tornou a vislumbrar a face pálida de sua filha. Desde muito jovem desejara que os filhos e filhas que chegasse a ter fossem seguros de si, cheios de opinião e inabalável personalidade. Mas, ao ter seus desejos atendidos, via como fazia suas amadas meninas sofrerem... Karin sofreu ao ter suas vontades contrariadas sem nada poder fazer, Ino esta sofrendo, e Sakura. Ah Sakura. Também faria sua caçulinha sofrer assim?

-- Nós nem devíamos estar discutindo sem a presença de seu pai... Vamos espera-lo, a decisão dele será a nossa também. É assim que deve ser. --


-- Nem mesmo meu pai me fará casar. --


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Escondidos na escuridão dos aposentos abaixo do solo, Konan e aquele que agora tinha como mestre viam-se longe da luz. Dois seres que entregaram a alma para as trevas, e nela deviam habitar... Sentados em extremidades distantes de uma longa mesa, bebericavam o sangue escuro de um cervo, servido em elegantes cálices. Nada comparado ao sabor humano, mas o qual devia satisfaze-los por agora.

-- Preciso anunciar algo. --

A voz grossa, forte como trovão, capturou a atenção de Konan. Esta, que descontente com o sangue a ela imposto, devorava com os olhos uma bonita jovenzinha. Uma sobrevivente do recente massacre, trazida por Madara para servi-lo.

-- Hum, o que é? --

A mulher o encarava, atenciosa, porém seu olfato ainda busca embriagar-se no aroma virgem pela jovenzinha exalado. A menina, cuja a pele empalidecia a cada momento que ficara longe da luz do sol, caminhava de um lado da mesa para o outro, carregava nas mãos uma pesada jarra dourada. E, presa no transe dos olhos carmesim de Madara, os servia de maneira mecânica. Nada dizia, nada parecia sentir...

-- Irei me casar. --

-- Casar? Mas como, com quem? Ela é como o senhor... Digo, como nós? --

Madara engoliu de uma só vez o sangue em seu cálice. Seus olhos carmesim cravados em Konan, que como uma menininha o enchia de perguntas.

-- Ela chama-se Sakura, uma moça pura. Bem diferente de você. --

-- Meu senhor a corteja faz muito tempo? --

O homem precisou apenas direcionar os olhos para a jovenzinha que os servia, para então tornar a ter sangue derramado no cálice.

-- Bem, pode se dizer que sim... Conheço Sakura antes mesmo de renascer como uma Kato. --

-- Antes de ser uma Kato? Assim o senhor me confunde... Como poderia conhece-la antes do nascimento. A não ser que... Trata-se de uma metáfora para troca de sobrenomes? --

O lorde balançou a cabeça, um sorrisinho desenhou-se nos lábios. Por alguma razão, a confusão de sua companheira era divertido.

-- O sentido é totalmente literal, minha querida. --

-- Esta me dizendo que sua noiva já nasceu outras vezes? Como isso é possível, meu lorde? --

-- Minha querida Konan, a situação de Sakura é tão possível quanto todos os meus muitos e muitos anos de "vida" e eterna juventude. Quanto os que você ainda viverá com este mesmo rostinho jovial, quase obsceno. --

Konan deixou totalmente de lado o sangue de cervo, e o perfume virgem da mocinha ali "presente". Seu interesse agora estava totalmente voltado para a situação do lorde.

-- Meu senhor, permita-me fazer duas últimas perguntas... --

-- Faça de uma vez. --

-- Se a moça já nasceu outras vezes, significa que sabe o que meu lorde é? E após o casamento, o que será de mim? --

A mulher, mantendo uma postura perfeita, presenciou o homem desaparecer diante de seus olhos. Logo podendo senti-lo ao seu lado, os dedos gélidos deslizando por sua face, segurando-lhe o queixo e forçando-na a olhar para cima. Para aquele rosto tão belo quanto sombrio.

-- Sakura sabe perfeitamente o que sou, porém ainda esta incapacitada de lembrar-se. Mas isso é temporário... E quanto a você... Não tem motivo para prrocupar-se, ágora é um ser como eu. Considero-te família... Jamais irei desampara-la. Morando aqui ou em outro lugar, ainda por mim será considerada. Amparada. --

-- Pretende mandar-me para longe? --

-- Não... Nunca mandaria para longe um familiar nas suas condições atuais. Mas, quando estiver totalmente inserida, e ciente de seu novo estado, não há de ter motivos para manter-se presa a mim. --

Konan, deslizou seus toques pelo corpo daquele homem enquanto colocava-se de pé. Era ele mais alto, e bem mais forte que ela, digno de medo a qualquer um. Mas ela não o temia, não o bastante para conter o desejo que lhe corroia em embrenhar os dedos nos fios de cabelo rebelde. Em amassar seu corpo contra o dele em um abraço, de lhe beijar a boca provocante, tão escarlate e lasciva... Não queria perde-lo... Não podia ver seus milhares e milhares de anos esperando para serem "vividos", sem seu amado mestre...













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