História Doce Veneno - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bottom!jungkook, Jungkook, Kookv, Plebeu!jungkook, Taehyung, Taekook, Top!taehyung, Vampire!au, Vampire!taehyung, Vampiros, Vkook
Visualizações 78
Palavras 2.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem,

Boa leitura!

Capítulo 4 - Deslizes


Jeongguk sentiu o corpo esquentar a medida que as mãos do príncipe percorriam seu corpo por debaixo da roupa que usava. Suas mãos não se mantinham paradas, e assim como Taehyung fazia consigo, explorava a pele amorenada do mais velho. 

O beijo era calmo, gentil. Uma gentileza que Taehyung fazia questão de demonstrar para Jeongguk a cada momento que podia. 

Arrastou a ponta do nariz sobre a bochecha de Jeongguk, deslizando os lábios pela tez clara do pescoço dele, deixando leves marcas. 

Jeongguk apertou as mãos sobre a borda da camisa do príncipe, tentando guardar para si qualquer som da sua boca que deixasse explícito a sua sensibilidade quanto aos toques alheios. 

Mesmo que estivesse familiarizado com os beijos doces por sua pele, pelas mãos que agora ajudavam-no a retirar a camisa que usava, pelo sorriso que lhe era dado, jamais conseguiria sentir-se menos enfeitiçado pelos gestos do outro. 

Desde como na primeira vez que o viu sobre a calçada suja de uma rua pela qual sempre passava para comprar seu café da manhã. Taehyung parecia muito mal, abatido, e como era sempre gentil, resolveu tentar ajudar. Foram poucas palavras ditas até que percebesse que nenhum dos dois estavam ali por pura coincidência. 

Descobrira seu nome e ajudara-o o tanto que podia, oferecendo um pouco do alimento que havia comprado e conseguindo água para ele. Taehyung olhava vez ou outra para o céu, como se algo nele o deixasse impressionado. Tal curiosidade que não passou despercebida por Jeongguk. 

Mesmo que estivesse disposto a ajudá-lo voltar para casa, Taehyung negou, dizendo que poderia fazer aquilo sozinho. A despedida aconteceu de forma especial, com rápidos sorrisos pequenos e tímidos. Intimamente, sabiam que estariam no mesmo lugar no outro dia em busca de se encontrarem novamente.

E assim foi. 

Com os dias indo embora, Taehyung passava a ficar cada vez mais próximo de Jeongguk, e em algum momento lembrou das palavras da divindade vampira que lhe apareceu antes de tudo aquilo. Em seu coração já não restava nenhum sentimento ruim, porque Jeongguk simplesmente os cobria com sensações boas demais.

Quando percebeu, já estava conhecendo o local onde Jeon morava e até mesmo passando vez ou outra o dia na casa dele, tomando cuidado para que o irmão de Jeon não o visse ali. Jeongguk disse que ele era muito cuidadoso, e que iria contar ao irmão sobre o relacionamento deles quando tivesse coragem. 

Taehyung respeitou aquilo. 

Nunca pensou que se envolveria com um humano, mas aquilo também não era errado. Sua raça só permitia o ingerimento de sangue caso houvesse algum relacionamento de carinho mútuo, onde a própria pessoa permitisse a mordida. Se não, seria errado. Mas isso não o impediu de ficar nervoso com o fato de Jeongguk poder imaginar várias atrocidades sobre si caso contasse o que de fato, era. 

A culpa de esconder algo como aquilo falou mais alto, e em um dia qualquer quando já estavam próximos ao ponto de confiar cegamente um no outro, Taehyung falou a verdade. 

Pensou que estava colocando todo o relacionamento fora, e que nunca mais veria o rosto da pessoa que amava, mas Jeongguk não o mandou embora.

Mesmo que no fundo estivesse receoso, pediu para que Taehyung explicasse aquilo melhor. E como amava-o, não conseguiu dizer que era impossível que aquele amor desse certo entre raças totalmente opostas. 

Não precisou de dias nem semanas para pensar em que resposta daria. Ele amava Taehyung, e Taehyung o amava. Fariam dar certo. E depois de quase dois anos juntos, aquela realidade parecia ainda mais verdadeira. 

Deixou que Taehyung retirasse as últimas peças de roupa do seu corpo, puxando as mexas do príncipe enquanto beijava-lhe os lábios, gemendo baixo contra a boca alheia. 

Taehyung desceu com os lábios pelo seu pescoço, peito, barriga, deixando selares molhados na tez alheia. Beijou a virilha do mais novo, vendo-o contorcer levemente a coluna, ansioso. 

Também estava. Era a primeira vez que realmente iam tão a fundo naquilo, e mesmo que Jeongguk sempre o sugerisse aquilo, não achava que estava no momento correto. Havia esperado pela maioridade dele, para ter plena certeza que qualquer ato teria o consentimento do mais novo. 

Colocou a intimidade alheia em sua boca, sentindo o sabor de Jeongguk. As mãos menores puxaram suas mexas com mais força, descontando as sensações proporcionadas a cada novo descer de seus lábios sobre a pele sensível. 

Os gemidos baixos do mais novo tiveram tons mais altos a medida que movimentava a boca mais rápido, deixando-o com as bochechas vermelhas enquanto timidamente chamava pelo nome de Taehyung.  

Observou Taehyung afastar-se para retirar as últimas peças que cobriam seu próprio corpo, sentindo as intimidades friccionando quando o mais velho deitou parcialmente sobre si. 

Beijou-o novamente, agradando-se dos gemidos baixos e roucos que o príncipe deixava escapar dos lábios vermelhos. Sugou o inferior deles, arrastando levemente os dentes sobre antes de selar os lábios em um curto encontro. 

Taehyung o preparou com cuidado e paciência, mas a ansiedade do mais novo implorava para que ele terminasse logo com aquilo. Tentou relaxar o máximo possível enquanto sentia-se ser preenchido, arrastando as unhas curtas sobre os ombros largos do outro. 

As investidas iniciaram lentas, e aos poucos os gemidos aumentavam de forma gradativa, instigando Taehyung a ir mais rápido, fundo. 

Sua voz não passava de arfares a medida que sentia o interior de Jeongguk apertá-lo, e imerso em um prazer até então desconhecido, fez a última coisa que não se permitia. 

Jeongguk sentiu quando algo perfurou a pele do seu pescoço, mas estranhamente, não foi dor que sentiu. A sensação de êxtase o abateu a medida que desfazia-se sobre o próprio corpo, sentindo Taehyung preenchê-lo em seguida. 

Deslizou os dedos por entre as mexas do mais velho, acariciando com carinho enquanto sentia o prazer ainda consumi-lo. 

Taehyung afastou-se assustado quando notou o que ele próprio estava fazendo. Havia prometido a si mesmo que pediria a devida permissão a Jeongguk e só o faria caso ele deixasse. Mas havia descumprido a promessa. 

— M-Me perdoe, Jeongguk! Eu não queria... — Taehyung tentou se explicar, decepcionado consigo mesmo. Uma das mãos de Jeongguk tocou sua bochecha com calma em um carinho singelo, enquanto a outra ainda  acariciava suas madeixas. — Eu...

— Shh, está tudo bem — Jeon disse sincero, sorrindo pequeno. Lentamente trouxe o mais velho para perto novamente, fazendo-o deitar ao seu lado. 

— Não machuquei você? — Taehyung perguntou, ainda preocupado. 

— Não. Na verdade, foi até uma sensação boa — Jeongguk riu tímido. — Nunca havia feito isso? 

— Não podemos fazer isso — Taehyung explicou, tocando levemente sobre o ferimento pequeno que havia feito no pescoço do mais novo. — Só é permitido quando há a permissão da pessoa. E eu não pedi a sua — murmurou.

— Eu permitiria de qualquer forma, não seja bobo — Jeon brincou, selando os lábios aos do mais velho. 

Taehyung sentiu-se um pouco melhor, mesmo que a culpa ainda o tomasse. Deixou um beijo casto sobre o pescoço alheio antes de beijar-lhe os lábios, tentando novamente se desculpar pelo descuido. 

A madrugada tomou-os novamente, e o cansaço caiu sobre os corpos na cama. O sono fez Jeongguk adormecer rapidamente, e logo sua respiração calma era a única coisa que ressoava pelo quarto. 

O sono não chegava a Taehyung. A alma vampira não o permitia dormir, apenas descansar devido a algo muito calmo. E era aquilo que passara a fazer com Jeongguk ao lado. Era uma sensação de calmaria, como se pudesse simplesmente parar e ouvir a voz de Jeongguk, como uma canção atrativa. 

Perdeu-se ali, apenas com as batidas do próprio coração mantendo-o desperto.

[...]  

Jimin ainda não havia dormido. Estava preocupado. Não queria ter que ficar daquele modo com o irmão, mas também não podia simplesmente aceitar o relacionamento dele com um vampiro! Era impossível. 

Saiu do próprio quarto decidido a explicar as coisas ao mais novo, — coisas essas que deveria ter dito a muito tempo atrás —,  indo até o quarto de Jeongguk. 

Seu irmão costumava dormir tarde, e mesmo que não gostasse, não chegava a intrometer-se. Era normal que ele se trancasse ali quando raramente brigavam seriamente, como daquela vez, mas sempre faziam as pazes antes do amanhecer. 

Só que, a medida que Jimin batia na porta alheia, aquilo parecia longe de virar realidade. Nenhuma voz saia do quarto, nem mesmo um único suspiro. 

A preocupação passou a tomá-lo a medida que chamava o nome do mais novo, mas não recebia resposta. Odiava entrar no quarto do outro sem permissão, e já estava até mesmo pensando em dar um jeito de abrir a porta quando tocou na maçaneta. 

A porta estava aberta. 

Procurou o interruptor, vendo o quarto iluminar-se por completo logo em seguida. A cama estava arrumada, tudo parecia no seu devido lugar, menos por uma condição: Jeongguk não estava ali. 

Jimin sentiu o coração bater acelerado demais. O nervosismo o fez correr dali até os outros cômodos da casa, procurando por alguém que não estava ali. 

A medida que os minutos passavam, Jimin se dava conta de duas coisas: seu irmão não estava ali, e Taehyung era o único motivo. 

A ideia de ter o irmão raptado por um vampiro o fez gemer em desgosto, as mãos maltratando os cabelos. 

Pela primeira vez depois de dois anos teve coragem para pensar em fazer o que tomara sua mente. Voltou ao próprio quarto, procurando em algum local totalmente bem escondido o que havia guardado.

A espada parecia a mesma. O brilho da lâmina deixava explícito sua afiação. O uniforme da guarda real também estava ali. Havia dito a si mesmo que não mais tocaria naquelas coisas, mas algo maior que seu orgulho estava em jogo. 

Vestiu-a rapidamente, colocando a espada no apoio correto do uniforme. Não achava que seria capaz de adentrar o Palácio dos Nobres sozinho, por isso, antes de sair de casa e ir em direção ao seu irmão, foi até os únicos que acreditaram em si desde o primeiro momento.

Seus amigos. 

Visitou a casa de cada um, implorando para que o ajudassem a resgatar o irmão. Das pessoas que chamara, todas aceitaram ajudá-lo. 

Namjoon e Seokjin eram praticamente veteranos quanto ao uso de espadas, seriam de grande ajuda caso necessário. Hoseok e Yoongi eram bons com travas, dariam um jeito de entrarem no Palácio. 

Com isso, Jimin não pensou duas vezes antes de ir em direção ao lugar que tão bem conhecia. O local onde suas piores memórias ainda estavam armazenadas. 

A escuridão da noite não os intimidava. O frio os deixava despertos, assim como os passos rápidos. Pelo caminho, um plano simples era feito, sem muito planejamento.

Jimin só desejava o irmão de volta. Não se importava de apenas adentrar o lugar sem nem mesmo imaginar quais condições e problemas teriam que aceitar e resolver. 

A pressa os fez chegar em frente ao portão do Palácio dos Nobres antes mesmo do amanhecer. O silêncio os deixava atentos a qualquer mínimo som, e foi naquele silêncio que Yoongi destravou o enorme portão. 

Aos poucos os passos levavam-nos até a entrada do local, e com um pouco mais de dificuldade, Hoseok também o abriu. 

A partir dali tudo parecia ser perigoso demais. 

A experiência fez Jimin imaginar que não havia mais nenhum guarda real ali. Na época em que estava lá, qualquer mínimo barulho era considerado perigoso, e logo estariam procurando o motivo do barulho. Mas até agora não haviam sido interceptados. 

Provavelmente Taehyung estava sozinho com o seu irmão. Isso o deixou mais confiante para prosseguir. 

— Vamos procurar por ele em lugares diferentes — Namjoon explicou a medida que se abaixavam detrás de um enorme pilar do Palácio. 

— Eu vou sozinho — Jimin respondeu rápido, temendo que alguém resolvesse ir consigo. Não os colocaria em um perigo ainda maior. — Eu vou ir procurar ele nos quartos.

— Jimin, não vamos deixar você ir sozinho até lá! — Seokjin disse, irritado. 

— Vocês vão, sim — Jimin respondeu, calmo. — Vamos nos encontrar aqui novamente, tudo bem? Se não encontrarem nada, voltem para cá. 

— Vê se toma cuidado — Yoongi murmurou, levantando do chão e puxando Hoseok consigo. — Vamos logo — disse antes de afastar-se. 

— Boa sorte — Namjoon disse a Jimin, olhando para Seokjin antes dos mesmos levantarem e irem para um local diferente dos outros dois que já haviam saído. 

— Esteja bem, Jeongguk... — Jimin murmurou, segurando a base de sua espada antes de levantar a cabeça minimamente. Verificou novamente o local, observando ao longe a escada que o levaria até os quartos reais. 

Estava pronto para levantar dali e ir até a escada quando ouviu barulhos semelhantes até demais com passos.

Alguém estava descendo a escada. 

Seu sangue gelou. Jimin retirou a própria espada com cuidado, tomando cuidado para não deixar algum som sair, mas a escuridão parcial do local não o permitiu perceber quando a base de sua espada atingiu a parede atrás de si. 

Os passos cessaram. Um silêncio atormentador dominou o lugar antes de uma voz conhecida ressoou pelo local, e Jimin sentiu o coração acelerar no peito ao reconhecê-la. 

— Quem está aí? 


Notas Finais


Como é uma short-fic, eu acelerei mais as coisas <3

Espero que tenham gostado!


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