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História Doce Vingança - Imagine Twice Japan Line - Capítulo 22


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Notas do Autor


Já voltaram as aulas, meus anjinhos?

Agradeço a todos que leram até aqui, caso tenham gostado peço que favoritem, comentem suas opiniões sobre a história e compartilhem a seus amigos!

Capítulo 22 - Uma pena, ou melhor, três penas.


Fanfic / Fanfiction Doce Vingança - Imagine Twice Japan Line - Capítulo 22 - Uma pena, ou melhor, três penas.

{Osaka, Japão}

[P.O.V Hirai Momo]

14:32 AM

-- Mamãe chegou! 

Anunciei abrindo a porta de minha casa, quase caí para trás ao sentir um pequeno corpo se chocar comigo e abraçar minhas pernas com um sorriso de orelha a orelha. 

-- Eu senti saudades, mamãe! - Disse com os bracinhos para cima, peguei-o no colo e enchi seu rostinho de beijos. 

-- Também senti saudades de você, meu amor. - Rocei meu nariz em seu pescoço causando gargalhadas da parte do pequenino. - Gostou de ficar na casa da titia, hm?

-- Sim, ela fez cookies e me deu leite de banana, aí o titio Dani assistiu desenho comigo até eu ficar com soninho! - Contava tudo de maneira entusiasmada. 

-- Então você se comportou, não é? - Coloquei-o no chão e me abaixei a sua altura, retirei da sacola um pacote de Chocolate Belga e entreguei ao garotinho. - Bem, sua amiguinha S/n comprou isso para você, mas só estou te dando porque é um menininho muito bonzinho e comportado! - Um sorriso impressionado estava estampado no rosto do menininho, rapidamente ele pegou a embalagem de minhas mãos e me abraçou.

-- Obrigado, mamãe! - Agradeceu enchendo minha bochecha de beijos. - Eu te amo, muito, muito, muito!

-- Eu também te amo, mas não se esqueça de agradecer a S/n depois, tudo bem? - Depositei um beijinho em sua testa após ele concordar e me levantei observando o rapazinho correr para seu quarto.

Fiquei alguns minutos ali na sala pensando no ocorrido de alguns minutos atrás, o sorriso bobo era visível em meus lábios, mas não significava que eu não estava confusa com tudo. Foi minha primeira vez beijando uma mulher e o mais surpreendente foi que eu gostei, minha heterossexualidade já não existia mais e isso era o que menos importava no momento. O que me preocupava era meu casamento, no fundo sentia um pouco de culpa por ter traído Yuto, mesmo que ele fosse um cafajeste, eu não poderia estar fazendo a mesma besteira que ele.

Entretanto, eu me sentia péssima mesmo por não sentir tanta culpa assim. Foram anos casada com o mesmo homem e no final das contas os votos feitos não valeram de nada, mas eu sabia que não era a única a ser infiel neste casamento.

Talvez S/n estivesse certa...

-- Acabou de chegar? - A voz um tanto grossa e sonolenta se fez presente na sala me tirando de meus pensamentos, Yuto descia as escadas com seus cabelos bagunçados e a cara inchada de tanto dormir. 

-- Sim, fui resolver alguns assuntos pessoais. - Respondi da mesma forma que ele sempre me responde, passei a mão em meus cabelos e tive a leve impressão que Yuto revirou os olhos. - Vou preparar o almoço.

-- Não precisa, pedi comida para mim e Ki Yong... - Jogou-se no sofá e ligou a TV, arqueei a sobrancelha e o encarei por um tempo. - Vem cá amor, o que acha de assistirmos algo juntos? 

Amor? Estaria ele tentando me manipular para seu benefício? Bem provável. O rapaz não costumava falar palavras bonitas ou me chamar assim, a não ser que tivesse feito alguma besteira e me pedisse ajuda para se safar.

-- Está tudo bem com você? - Cruzei meus braços mantendo minha postura.

-- Claro, por que não estaria? - Riu, forçado visivelmente. - Venha, faz um tempo que não ficamos juntinhos!

-- Yuto, você está estranho, não é tão carinhoso assim. Aconteceu algo que queira me contar? 

-- O que? Não! Eu não posso mais passar um tempo romântico com minha esposa? 

Quem sabe ele estivesse normal e minhas paranoias resolveram brincar comigo? Dei de ombros e sentei-me ao seu lado, retirei meus sapatos e seu braço envolveu meu pescoço em um abraço. Adachi pôs um filme de comédia, não era lá dos mais engraçados mas estava valendo de qualquer forma. Até que não foi tão ruim assim ter aceitado sua proposta, mas eu podia perceber que alguma coisa estava errada, muito errada.

Ao olhar para o lado, Yuto parecia encarar fixamente o chão com uma expressão assustada no rosto, consequentemente fiquei preocupada com aquilo e pausei o filme, rapidamente ele me encarou com um semblante confuso.

-- O que foi?

-- Eu é que te pergunto! - Trinquei o maxilar e fixei meu olhar profundamente no homem ao meu lado. - Yuto Adachi, o que está havendo com você?

-- Já falei que não é nada, eu estou bem, podemos dar continuidade no filme por favor? - Tentou dar play novamente mas o impedi.

-- Não! - Neguei tomando o controle de sua mão. - Somos casados a anos e sei quando está mentindo, me diga o que houve, sou sua esposa!

-- Eu... - Passou a língua entre os lábios e respirou fundo, parecia tomar coragem para falar os ocorridos desconhecidos por mim. - Momo, não dá mais. Sabe, eu não consigo mais esconder isso de você!

-- Isso o que, Yuto? 

-- Eu estou traindo você, Momo! - Admitiu quase em um grito. 

Não soube como reagir, não senti nada demais com tal revelação, nada mais que desprezo eu diria. Não precisava ser um gênio para saber que Yuto era canalha. Passei a língua entre meus lábios, fechei meus olhos e suspirei pesado abrindo-os em seguida, Adachi mantinha a cabeça abaixada e fungava, deduzi que ele chorava naquele instante. 

-- Quem é ela?

-- Você não conh-...

-- Eu perguntei quem é ela, me responde!

-- Não é apenas uma, tá legal? - Finalmente me olhou, seus olhos estavam vermelhos e seu rosto molhado por conta do choro. - Momo, me perdoa, eu não queria ter feito isso! E-Eu prometo que vou mudar e-...

-- Vai embora da minha casa... - Me coloquei de pé e o vi fazer a mesma coisa. - Agora.

-- Momo, por favor, me deixe explicar, eu não tive a intenção de fazer isso. Eu juro que vou melhorar e salvar o nosso casamento!

-- Não teve a intenção? É mesmo? - Cruzei os braços novamente e me aproximei dele. - Escorregou e caiu de boca na vagina delas? Me respeita e se respeita, seu sem noção!

Não consegui me controlar e gritei, ele se mantinha calado e sem fazer nada. Meu rosto se encontrava quente e provavelmente vermelho, estava farta das palhaçadas que Yuto cometia comigo e até mesmo com Ki yong, não tinha postura de pai e muito menos de um marido decente.

-- Vou te dar 5 minutos para pegar suas roupas e sumir da minha vida, depois mando levarem suas coisas na onde quer que você esteja.

-- Já vi que não vai me ouvir, mas teremos uma conversa melhor depois... - Disse quase em um sussurro e saiu dali andando em passos rápidos rumo ao nosso quarto.

Passei as mãos em meu rosto e bufei, andei de um lado para o outro e resolvi ir até o quarto de Ki Yong. Para a minha surpresa, o menino já me observava e correu para o quarto quando notei sua presença ali, adentrei o cômodo e me deparei com o pequeno sentado em sua cama com o pacote de chocolates vazio.

-- Yong? - O chamei aproximando-me calmamente do menor, me abaixei e fiz um cafuné em seus cabelos. - Por que correu?

-- Eu ouvi o papai gritando com você, fiquei assustado mamãe... - Brincou com os próprios dedinhos evitando me olhar. - Por que vocês estavam brigando?

-- É coisa de adulto, meu bebê. - Sorri ladino, era tão ingênuo e inocente, claramente eu não diria tão cedo que seu pai fosse embora. Explicaria isto mais tarde para o menino.

-- Já estou indo. 

-- Vai sair papai? - Rapidamente o menininho se levantou e correu até o mais velho, este que se abaixou e recebeu-o com um abraço apertado. 

-- Papai vai fazer uma viagem meu anjinho, mas prometo voltar logo logo... - Segurou delicadamente o rosto de nosso filho e beijou sua bochecha. - Até lá, cuida da mamãe por mim, meu grande homenzinho!

-- Pode deixar papai, vou proteger ela! - Disse como se fosse um soldado arrancando uma pequena risada da minha parte, me ergui assim como Yuto, nos encaramos por breves segundos e desviei o olhar.

-- Até mais, Momo...

-- Adeus, Yuto. 

 

[P.O.V S/n Daemon]

14:52

Museus não eram entediantes como todos dizem, pelo menos não o que Myoui Mina trabalhava. Por causa disso, comecei a frequentar mais o lugar e descobri que seus turnos eram diferentes, trabalhava um dia pela manhã e outro pela tarde, com certeza chegava em casa destroçada.

Felizmente, Sharon se encontrava no estabelecimento e recepcionava a todos com um enorme sorriso nos lábios, tudo indicava que acontecia algum tipo de evento interessante por ali. Me aproximei da entrada decidindo se deveria entrar ou procurar outras diversões, mas optei por ficar ali e apreciar o belo sorriso da Myoui.

-- Olá boa tarde, seu nome por favor?

-- S/n, um prazer em conhecer-la. - Me escorei na bancada de cores neutras e tive o privilégio de ver a Myoui se assustar. - Oh, já nos conhecemos, esqueci desse detalhe!

-- S/n? - Um grande sorriso brotou em seu rosto. - Que bom que veio, pensei em passar no hotel para te convidar para o evento de hoje, mas vejo que já sabe dele!

-- Na verdade eu vim para ver você, que evento está acontecendo? 

-- Quando ver vai gostar, se ficar até o final do evento, é claro... - Escorou-se na bancada e brincou com uma mecha de seus cabelos. 

-- Só vou ficar porque estou curiosa para saber o que vão mostrar e porque há coisas interessantes pelo museu que tenho passo livre para ver de perto. - Dei uma piscadela para a mais nova e segui para dentro do enorme museu. 

Todos acomodavam-se em suas cadeiras, provavelmente teria algum tipo de palestra que eu não estava nem um pouco afim de ouvir, mas ficaria ali aguardando a Myoui até o final do evento, ela faria aquele tédio todo valer a pena no fim. Como o esperado, todas as coisas por ali ditas eram em relação a como fazer seu investimento no ramo da arte crescer, totalmente tedioso.

-- Demorei? - Mina se sentou ao lugar vago do meu lado, assim tomando toda a minha atenção para si.

-- Não, veio mais rápido do que o esperado! - Sorri alegremente, sua companhia e conversas poderiam me tirar daquele estado sem graça. - Qual é a graça de ficar ouvindo tudo isso?

-- Nenhuma, mas o verdadeiro motivo de muitos estarem aqui você irá ver já já! - Respondeu empolgada, dei de ombros concordando com a cabeça. - me diga, por que foi embora tão cedo da festa ontem?

-- Ontem? - Fingi não me lembrar a observando confirmar, precisaria de uma boa desculpa para dar a ela. - Bem, eu tive alguns problemas de família sabe?

-- Oh, entendo... - Compreendeu e em seguida virou-se para frente, pareceu não querer mais assunto algum e acabei por estranhar aquilo.

-- Ei! - A cutuquei. - Está tudo bem?

-- Sim, está sim. - Concordou. - Quero ver a palestra, depois conversamos. 

Fiquei a encarando por alguns segundos antes de me virar para frente também, questionei-me internamente se havia feito algo de errado, nunca tinha visto Mina daquele jeito e quando vi foi desconfortável demais. Finalmente o final do evento havia chegado, um pequeno suporte de madeira era trazido por um homem e este estava coberto por um tipo de capa marrom.

-- Senhoras e senhores, o momento mais aguardado deste evento chegou, espero que estejam ansiosos e preparados para verem algo nunca visto antes em suas existências! 

Mais emocionado que ele só Eros, aquele desgraçado._Pensei

-- Talvez muitos de vocês aqui não acreditem no possível fato de anjos existirem... - Com apenas estas palavras, o homem ganhou minha atenção, me ajeitei na cadeira e foquei no rapaz. - Mas hoje, há uma pequena prova que pode fazer-los mudarem de ideia. Agora, apreciem esta descoberta maravilhosa e divina!

Assim que retiraram o tecido marrom de cima do vidro, meus olhos se arregalaram e pude sentir meu interior se contrair em desespero. Três enormes penas se encontravam dentro daquela caixa de vidro, o pior de tudo é que eram minhas penas. Meu DNA e uma possível forma de tudo ir por água a baixo estavam expostos. 

-- Elas são tão...brilhantes e magníficas! - Mina disse boquiaberta, observei tudo aquilo indignada. - Você não acha?

 

Magníficas? Não, aterrorizante!

 

 


Notas Finais


A descoberta está mais perto do que vocês imaginam, paciência minhas criançasKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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