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História Doce Vingança - Imagine Twice Japan Line - Capítulo 23


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Notas do Autor


Qual é a música favorita de vocês?

Espero que sua leitura seja tão espetacular quanto a ti!

Capítulo 23 - Emergência


Fanfic / Fanfiction Doce Vingança - Imagine Twice Japan Line - Capítulo 23 - Emergência

{Osaka, Japão}

[P.O.V Minatozaki Sana]

15:00 AM

-- Até que enfim a princesinha acordou, pensei que havia morrido naquela cama! 

-- Ai mãe, fala baixo por favor... - Pedi fazendo uma certa careta ao entrar na cozinha, me sentei em um dos banquinhos vermelhos do balcão e deitei minha cabeça evitando contato dos meus olhos com o sol. Minha cabeça latejava de dor, a ressaca veio mais tarde do que pensei. 

-- Bebeu todas ontem a noite, não foi? - Concordei com um simples "uhum" e ouvi uma pequena risadinha da parte de minha mãe. - Mas me conte, como se saiu ontem na festa? 

-- Depois te conto, minha cabeça está prestes a explodir. - Falei de forma manhosa e ergui a cabeça soltando um gemido de dor por conta da pontada. - Merda...

-- Toma, ajuda a curar ressaca! - Entregou-me um comprimido e um copo de café. 

-- O que é isso?

-- Engov e café sem açúcar. - Respondeu e em seguida depositou um beijo em minha testa. - Vou sair, preciso resolver alguns assuntos no banco e voltarei apenas mais tarde, lá pelas oito já estou em casa. Tome o comprimido e o café todo, caso contrário vai ficar aí passando mal. Tem comida na geladeira, esquenta e come quando se sentir melhor!

-- Tudo bem, obrigada mãe... - Agradeci com um sorriso mínimo nos lábios e a observei sair, após ouvir a porta se bater, tomei o comprimido e dei goladas rápidas naquele café fazendo cara feia. - Que coisa horrível, pelo amor de Deus!

Me pus de pé e segui para a sala cambaleando, o primeiro sofá que encontrei em minha frente já fui me jogando e reclamei de dor por causa do impacto. Liguei a TV procurando por algum canal legal, mas nenhum era bom o suficiente para ser assistido por mim. Ficar sozinha em casa não era tão comum assim para mim, meu celular se encontrava em algum lugar desconhecido por mim, não me recordava de onde o aparelho poderia estar, para ser sincera eu não me recordava de muita coisa da noite passada. 

A não ser pelo beijo, tal lembrança me deixava mordendo os lábios e com um sorrisinho no rosto. O rosto daquela mulher era tão perfeito, sem defeito algum e a cor de seus olhos realçavam mais ainda aquele rostinho angelical. Para mim, aquele beijo foi muito importante por ser o meu primeiro, mas provavelmente para ela eu tenha sido só uma boca mesmo.

Admito ter ficado um tanto chateada, mas não tinha muito o que fazer, nem pedir o número dela eu pedi. Fiquei surpresa comigo mesma por gostar dos lábios de uma mulher, mais surpresa ainda por ter sentido a coisa "endurecer" entre nós naquele momento, se é que conseguem me entender. Quem sabe, eu poderia confirmar minha dúvida na próxima vez em que nos víssemos.

Nos beijamos uma vez e eu já estou querendo avançar o sinal? Por favor Minatozaki, vai com calma!_Pensei comigo mesma

Fui tirada a força de meus pensamentos ao escutar batidas desesperadas, aquilo me irritou de certa forma pois parecia que a pessoa quebraria a porta a qualquer hora. 

-- Já estou indo, se quebrar vai pagar outra! - Rapidamente abri a porta, logo minha afeição zangada mudou para uma confusa. - Minho? 

-- E aí, Sana! - Me cumprimentou com um sorriso largo e me abraçou antes que eu o respondesse. - Você está bem?

-- Ah, estou...? - Franzi o cenho retribuindo seu abraço e em seguida nos soltamos. - O que faz por aqui uma hora dessas?

-- Vim conferir se estava bem. - Olhou por dentro de minha casa. - Aonde está sua mãe?

-- Ela foi resolver algumas coisas no banco! - Ele pareceu se tocar de alguma coisa e voltou sua atenção para mim, um silêncio constrangedor se instalou entre nós dois.

-- Vamos entrar, tenho um filme legal para assistirmos enquanto sua mãe não está! 

Quem te convidou?_Pensei e me praguejei por tal pensamento malvado, mas ainda sim questionável.

O rapaz passou por mim tomando rumo para a sala e sem muitas opções fechei a porta atrás de mim, não me sentia bem fisicamente para lidar com ninguém por hoje, principalmente se fosse uma pessoa tão grudenta como Minho. 

[P.O.V S/n Daemon]

15:22

Me mantinha estática ouvindo o homem falar sobre as penas, como foi que isso aconteceu? Meu DNA estava em mãos humanas e a qualquer momento poderiam me descobrir, ou não, nem sei dizer, humanos são esquisitos. Quer dizer, quando se destinam a fazer algo, dificilmente os fazem voltar atrás. Eu admiro isto neles, mas nesse caso preciso arrancar essa determinação toda de uma vez, nem que seja nos tapas.

O evento havia acabado e os visitantes pareciam estarem loucos para ir embora o mais rápido possível do museu, não posso julgar-los pois eu também estava. O incompreensível, era o fato de Mina andar rápido e passar na minha frente, aparentava estar fugindo de mim e é claro que estranhei e fui atrás da mais nova.

-- Mina! - Chamei por seu nome, ela parou e se virou para mim sem expressão alguma. - O que há com você?

-- Nada demais, só não estou me sentindo muito bem para conversarmos agora.

-- Mentiras viraram parte de sua personalidade agora, Sharon? - Cruzei meus braços e tomei proximidade da mulher. - Por favor, me diz o que está havendo!

-- S/n, eu preciso de um tempo sozinha, tudo bem? Estou com a cabeça cheia demais para conversar com você no momento e  preciso do meu próprio espaço, talvez depois eu te procure, com licença. - Dito isto, a Myoui saiu rapidamente fazendo com que eu a perdesse de vista.

Que seja, tenho coisas mais importantes para resolver!_Pensei 

Meu rosto demonstrava certa frustração, conseguia sentir meus olhos pegando fogo e sabia o motivo, só não sabia que aconteceria tão rápido. Dentro daquele quarto de hotel, eu esperava plenamente uma das várias visitas impertinentes de Hermes sentada em minha cama de pernas cruzadas, o rapaz saiu do banheiro com um semblante exausto e caiu na cama suspirando.

-- Por onde andou?

-- Fui levar uma das filhas de Dionísio para casa ontem e esqueci o caminho de volta para este hotel, estou morto! - Franzi o cenho encarando-o. - Não pense besteiras, não fizemos nada demais antes que me arranque a cabeça!

-- Gostaria de enterrar você, mas no momento temos uma emergência a tratar. - Avisei simplista, os olhos do loiro se posicionaram em mim e rapidamente ele se colocou sentado.

-- Como assim? O que houve?

-- Minhas penas caíram em mãos erradas, literalmente!

-- Mas o que... - Fez uma pausa tentando raciocinar o que eu falei. - Está me dizendo que seu DNA está em mãos humanas?

-- Uhum! - Me ergui, caminhei em direção ao suporte enfestado de bebidas diferentes e me servi com um Royal Salutte, no primeiro gole pude sentir o delicioso Whiskey descer rasgando pela minha garganta. 

-- S/n isso é um desastre, se descobrirem que você é uma espécie de anjo estaremos sendo procurados! - Se desesperou. - Você nem ao menos entende a gravidade disso, não é?

-- Olha, eu briguei com uma de minhas três japonesas, ou seja, as três penas não tem a menor importância para mim no momento. - Dei outro gole na bebida e enchi o copo novamente. 

-- Daemon, você tem noção do porque de ter perdido essas penas? - Neguei sem ao menos olhar-lo. - Porque você passou tempo demais fora do seu lugar de origem e não alcançou o verdadeiro nível para estar no mundo humano, se passar mais tempo por aqui pode perder suas asas e consequentemente sua vida!

Finalmente olhei para o loiro, ele aparentava estar mais preocupado do que eu, mas ainda sim me encontrava aflita internamente com essas informações. 

-- Não fica preocupada com isso?

-- Não, porque tenho você comigo.

-- O que quer dizer com isso? - Arqueou uma sobrancelha.

-- Bom, como eu poderia descrever uma missão ao filho mais rápido e esperto de Zeus? - Mexi minha bebida e cheguei mais perto de Hermes com passos lentos. - Meus parabéns, você acaba de ganhar a missão de pegar as três penas de Daemon S/n!

-- Eu não vou roubar suas penas, agora são como uma relíquia para os humanos, as coisas não funcionam assim!

-- Você não vai roubar, só pegar-las emprestadas sem prazo para devolução... 

-- Você não presta. - negou com a cabeça e me fitou, sorri amarelo tentando o convencer. - Tudo bem, eu vou pegar suas penas de volta, mas depois disto vamos ter que ir embora.

-- Como é? - Olhei-o indignada. - Não vou ir embora daqui nem a pau, além de ter que deixar as filhas de Dionísio eu ainda terei que dar de cara com Eros, se isto acontecer eu sei que cabeças irão rolar.

-- Não fui claro com você? Vai morrer se continuar aqui por muito tempo!

-- Mas eu não quero ter que ir! 

-- S/n, eu entendo que se apegou muito às meninas, mas é preciso deixar-las seguirem em frente e voltar para seu verdadeiro lar. - Se colocou de pé e veio em minha direção, segurou em meus ombros e sorriu ladino. - Seu pai deve estar preocupado com você!

-- Você acha? 

-- Eu tenho certeza, ele é meio esquisito e durão as vezes mas ainda é seu pai e te ama muito! 

-- Que seja... - Virei o líquido e o engoli, deixei o copo em cima da pequena bancada debaixo do suporte de bebidas e me desprendi das mãos de Hermes seguindo para a porta do quarto. 

-- Aonde vai? 

-- Se eu for embora mesmo, antes quero me despedir de minhas japonesas e deixar algumas coisas bem claras. 

-- Tudo bem, vai voando hein!

-- Vou voar a mão em sua cara, seu ridículo! - Falei antes de sair e escutei uma gargalhada da parte do loiro.

Andando pelo grande corredor, sentimentos ruins pareciam querer tomar conta do meu ser interior. Meu caminhar pelas ruas era rápido, cada segundo que passava eu só conseguia pensar em como minha vida mudou e em como voltaria a me acostumar dentro do Olimpo.

De qualquer forma, as verdades precisariam ser expostas para as três antes de minha partida, não queria ficar com a consciência pesada. Queria muito continuar ali, de repente tudo dos humanos se tornou fascinante para mim, de três humanas especificamente. Momo continuaria com aquele traste de homem? Sana se magoaria muito se soubesse que sua primeira garota foi embora? Mina se irritaria muito ao saber que a deixei?

As três se sentiriam tão mal assim quando eu me revelasse?

 

Se sentiriam traídas.


Notas Finais


Calma galera, ainda temos uma grande caminhada pela frente...

Agradeço a todos que leram até aqui, caso tenham gostado peço que favoritem, comentem suas opiniões sobre a história e compartilhem a seus amigos!


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