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História Doce Vingança (malec short fic) - Capítulo 24


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Notas do Autor


Ooi gente

Capítulo 24 - Próxima parada :Inferno


Alec estava feliz porque Magnus estava seguro e ele dizia isso para si mesmo todos os dias, tinha que ficar naquela casa como prisioneiro. Lilian tinha dito que tinha um plano para libertá-los definitivamente de tudo isso mas que precisariam atrair Magnus porque seria o único jeito de Asmodeus acreditar mas ele não faria isso. Alec nunca aceitaria ser uma isca consciente para atrair Magnus , então ele negou e manteve sua recusa durante o tempo que ficou ali, que mesmo sendo três dias, parecia mais. Depois que Asmodeus surtou e tentou pensar em iscas não óbvias ele decidiu que não tinha um bom jeito de fazer isso, Magnus teria que ser vencido pelo cansaço. Ficar longe de Alec seria possível para ele nos primeiros dias, até meses mas de acordo com Asmodeus, uma hora ele iria se cansar de rodear a isca e iria morder e Alec rezava todas as noites para isso não acontecer, para Magnus não se deixar levar pela loucura do pai e cair em sua armadilha. 

Depois de algumas horas preso no quarto, Alec escutou batidas desesperadas na porta e Lilian entrou. 

-O quê foi? - Perguntou ele. - Por que está entrando aqui assim? 

-Você precisa sair daqui, agora, tipo agora mesmo. Vem comigo. - Ela pegou seu braço e o arrastou para fora do quarto. Alec pensou em protestar mas Lilian era sua única aliada provável ali, se ela o levava para algum lugar poderia ser importante. Eles chegaram até a porta e ela apontou para ele um carro. - Entra lá, meu segurança vai te deixar em um local seguro até tudo terminar. Ligue para Magnus e... 

-É outra armadilha? - Perguntou Alec. - Você está tramando uma armadilha para pegá-lo? Eu não acredito que está me usando de isca. 

Lilian olhou para os lados nervosa e talvez até aflita. Alec já tinha aceitado que Magnus naquela família era o único digno de algo, ele sofrera com manípulações e escolhas ruins. Alec considerava a mulher uma vítima também mas ódio dela o cegou, porque tinha ouvido sobre a morte do marido dela mas era inevitável, ela tinha lhe dito que o coração do irmão tinha parado porque Magnus não o ajudou mas não era culpa dele, seus pais nunca aceitariam dinheiro dos Bane para seu tratamento. Tinham feito divididas com seu tratamento mas não era nada exorbitante, conseguiriam dar conta. 

David assim como Max tinham o destino selado e nada que fizessem diferente iria mudar. Alec acreditava em destino, que coisas aconteciam quando tinham que acontecer e nada mudaria isso. Não poderiam. 

-Não Alec, você não está entendendo. Uma coisa muito ruim vai acontecer hoje e... Você precisa sair daqui ou vai estar no olho do furacão. - Ela o empurrou na direção do carro e Alec negou. 

-Não vou atrair o Magnus até você, não vou trair o homem que eu amo. - Sussurrou Alec. - David iria querer ver o irmão sofrendo como vocês dois sofreram? 

Aquilo pareceu enerva-la mas Lilian voltou a empurrá-lo na direção do carro e fazer força. Alec só segurou os braços dela e negou. 

-Que droga Alexander, vai logo, manda ele sair dá cidade ou ficar dentro do esconderijo até amanhã mas por favor sai daqui agora. - Lilian praticamente implorou mas ele estava aterrorizado. Com medo de que fosse outra armadilha e que pegassem Magnus e o machucassem porque ele fora tolo o suficiente para acreditar na boa fé de uma mulher. - Por favor, uma coisa ruim vai acontecer e se ele seguir você eu... Não consigo salvar os dois ao mesmo tempo. David iria querer que eu fizesse isso e por mais que eu queira Magnus Bane sofrendo, eu preciso salvá-lo e preciso salvar você. Então por favor... Vai agora. 

Alec assentiu e abraçou Lilian. Ele se preparou para sair mas antes que pudesse colocar o pé para fora alguém o agarrou. Lilian gritou e se debateu. Outros homens apareceram e tiraram o seguranças dela do carro. 

-Armando para mim? - Perguntou Asmodeus, em algum lugar atrás. - Sinceramente Lilian, eu esperava mais de você. Mandar minha isca embora quando nós já planejamos juntos a armadilha perfeita para pegar Magnus... Achei isso rude meu bem. 

Lilian olhou para Alec e negou com a cabeça e um gesto de sinto muito. Eles foram levados para a sala e obrigados a sentar no sofá. 

Asmodeus pediu uma bebida com um aceno de mão e logo trouxeram para ele. O homem saboreou a bebida e sorriu para eles, um sorriso felino. Se preparadores sorrisem quando capturassem presas, com certeza seria daquele jeito. 

-Ele não tem nada haver com isso Asmodeus. - Disse Lilian. - A questão é entre eu, você e Magnus. Ele não vai aparecer naquela empresa idiota, ele não vai cair nessa. Você quer induzir o namoradinho de Isabelle Lightwood avisá-la sobre o irmão na esperança de Magnus estar seguindo os passos dela? Não vai funcionar seu idiota. 

Asmodeus levantou e soltou o copo, ele atingiu o chão com um baque e voou vidro para todos os lados mas um empregado apareceu e começou a limpar toda a sujeira bem rápido. O homem se aproximou de Lilian e acertou um tapa em seu rosto, Alec se mexeu para devolver o tapa e mostrar para aquele idiota como era brigar com alguém do seu tamanho mas os seguranças só o mantiveram preso. 

-Nunca mais me chame de idiota querida. - Disse ele, o tom de voz calmo. - A empresa é o império dele, é o símbolo do poder Bane. Ele vai entender o recado quando eu deixar o garotinho dele na beirada do seu império. Magnus não vai resistir a essa provação e você sabe. 

Asmodeus bateu palmas e apontou para a porta animado. Alec foi arrastado atrás dele e os três entraram num outro carro mas dessa vez tinha certeza do destino e de que seria uma isca. O que restava era torcer para ele não estar seguindo os passos de Isabelle, dessa maneira nunca saberia onde ele estava sendo levado e ficaria seguro em seu esconderijo. Asmodeus já estava chegando no limite da frustração e não precisaria de muito mais tempo para ele desistir, porque Alec sabia que ele queria desistir, via nos olhos dele a irritação por querer algo e não conseguir. A ânsia de jogar tudo para o alto, mas o orgulhoso era maior, mais potente. 

Alec entrou na sede da empresa e sorriu com as lembranças boas do que tinham feito naquele recepção a muito tempo atrás.

Por favor Magnus, não venha. 

Mas no fundo ele sabia que se Magnus estivesse seguindo sua irmã aquele era o momento onde os dois correriam desesperados em sua defesa, onde correriam para salvá-lo das mãos de um vilão maldoso e Alec queria ter uma maneira de dizer que não precisava. 

Lilian tinha ficado todo o tempo calada, ela não o encarou e Alec tentou entender o que estava acontecendo. A fisionomia dela era de culpa. Alec segurou a mão dela quando estavam no elevador e apertou, querendo mostrar que entendia. 

-Estamos juntos nessa. - Disse Alec. 

-Até o fim - Disse Lilian. 

***

Asmodeus andou até a sala de Magnus e abriu, estava do jeito que ele se lembrava quando meses atrás foi arrancado desse andar e levado para aquela clinica, sendo obrigado a passar por uma cirurgia. Alec nunca tinha se sentido tão violado e assustado mas quando viu Magnus, quando descobriu que ele sempre soubera quem ele era e ainda assim o amou, ele percebeu que poderia lidar com isso, iria superar. 

Fugir e se esconder tinha sido estressante e bem assustador mas terminar o dia dormindo com Magnus compensava todo o estresse do dia. A saudade dele era tanta que Alec se sentia a ponto de paralisar. 

Ele correu para a máquina de café e não ficou surpreso quando às cápsulas estavam todas vencidas. Queria muito enfrentar a loucura do sogro a base de cafeína. 

Asmodeus ficou revirando as gavetas e parecendo entendido. Alec queria saber o que ele pensava que ia acontecer, Magnus iria aparecer ali magicamente? Quanto mais pensava nesse plano absurdo dele mais tosco parecia. 

Lilian não o encarou, desde o momento em que seguraram as mãos no elevador ela não se aproximou dele, nem para fazer piada da idiotice de Asmodeus. 

-A gente tá aqui a um tempo... - Começou Alec. - Eu acho que se ele fosse vir, já teria vindo não? 

-Não, ele precisa de um incentivo. - Disse Asmodeus. 

-Você poderia evacuar o prédio. - Disse ela, de uma maneira casual. Alec a encarou chocado. 

-É um absurdo. Evacuar o prédio por qual motivo? - Perguntou Alec, talvez isso fosse uma forma de chamar a atenção dele. 

-Para atrai-lo, ele vai achar que está acontecendo alguma coisa. - Disse Lilian e se levantou. - Vou mandar o seguranças fazerem isso, me esperem aqui. 

Alec segurou o braço dela, desesperado para que a mulher não fizesse isso, para não enganar Magnus e trazê-lo para uma armadilha. Ele entendia a cumplicidade deles mas Magnus naquele momento era sua maior prioridade. 

-Não faça isso, por favor não traga ele para cá. - Alec praticamente implorou. 

Lilian soltou seu braço do dele e se afastou. 

-Sinto muito, mas só uma pessoa pôde sair daqui. - Disse ela e se afastou. 

Alec pensou em segurá-la mais forte mas não ia adiantar. Asmodeus faria ou mandaria alguém fazer. 

Lilian demorou para voltar, ele viu pela janela todos saindo ordenadamente e se jogou no sofá. 

Magnus com certeza iria ir, pelo menos chegar perto para saber o que acontecia e se Simon falasse com Isabelle ela também estaria lá. Magnus entenderia que ele estava lá dentro ainda. 

Quando Lilian voltou ela estava com o rosto um pouco sujo e suada. Alec investigou os olhos dela procurando uma pista do suor mas nada aconteceu. Eles ouviram um barulho estrondoso. Asmodeus se encolheu e Alec também. 

-O quê está acontecendo? Que merda foi essa? - Perguntou Asmodeus, ele abriu a porta da sala de Magnus e entrou tanta fumaça na sala que ele fechou. - Que porra... 

Lilian andou até o estoque de bebidas de Magnus e pegou uma garrafa, ela abriu e deu uma grande golada. Alec voltou para a janela e viu que a fumaça já estava se espalhando. 

-O prédio parece estar em chamas. - Disse Alec e se virou para os dois. - Nós estamos em um prédio em chamas. 

Lilian gargalhou. Asmodeus andou até ela e estendeu a mão para dar um tapa. A mulher se inclinou, pronta para recebê-lo e o sorriso que ela deu fez os pelos dá nuca de Alec se eriçarem. 

-Bate, pode bater! - Disse ela e mordeu os lábios, o olhar dela era prazer puro. - Bate com vontade. 

-O quê você fez? - Perguntou ele. 

-Nada demais, eu só enchi esse prédio de merda com gasolina e deixei um fósforo cair. Eu me certifiquei de que todos saíssem, fiz você acreditar que Magnus iria vir até aqui, que ele não resistiria ao impulso de salvar esse garoto e meu Deus como você é burro. - Disse ela ainda inclinada na direção dele. Alec sentiu pena de Lilian, o olhar dela era de prazer mas era o olhar de quem já não tinha nada a perder também. 

-Você me manipulou! - Gritou ele. - Você fez eu acreditar que... Vadia miserável. - Então quando ele se inclinou para acertá-la no rosto Alec segurou seu braço. 

-Não toca nela. - Disse Alec e o empurrou. - Lilian, você colocou fogo com a gente aqui? 

-Não era para você estar aqui, você tinha que te ligar fugido meu bebê. - Ela passou os braços por seu rosto. - Você... Você é jovem como eu fui, ama como eu amei. Deveria ter fugido Alec, deveria ter me ouvido. Ele tinha que acreditar que Magnus estaria aqui e você também para ser convincente, até Magnus tinha que acreditar que eu o odiava porque Asmodeus iria acreditar também. 

A voz dela estava falhando e Alec a abraçou. 

-A gente vai dar um jeito de sair daqui, eu conheço as escadas de emergência. - Disse Alec e segurou sua mão. 

-Não tem saída, não dá para sair. O fogo se espalhou e os bombeiros só vão entrar quando não tiver mais nada para queimar. Nossa saída é a saída dele e acredite quando eu digo:Ele vai queimar. - Lilian se virou para Asmodeus e levantou. 

-Você vai pagar por isso vadia ingrata. - Disse ele. 

-Vou? Vai tirar o que de mim? Vai tirar meu filho? Minha liberdade? - Perguntou ela, sem nenhum traço de calma na voz. - Você tirou tudo de mim, tirou tudo o que eu amava. E agora eu vou retribuir seu desgraçado. Primeiro você vai assistir seu império queimar, vai sentir ele ruindo e depois você vai queimar, vai sentir o calor te consumir e quando não aguentar mais a gente vai se encontrar no inferno e eu vou te ver queimando pela eternidade, por tudo o que fez comigo! 

Alec prendeu a respiração. Lilian se virou e pegou a garrafa, dando outra grande golada. Ele serviu um corpo para Asmodeus e entregou para ele. 

-Um brinde a nossa próxima parada:Inferno. - Ela imitou um trem e Alec continuou imóvel, sem poder respirar ou se mover. Eles iriam morrer, iriam morrer naquele lugar. 

Asmodeus tomou um gole e depois lançou o copo na direção dela que desviou por pouco com uma gargalhada seca. 

Lilian pegou a garrafa e andou até ele e o acertou na cabeça. Asmodeus caiu e ela o cutucou mas nada aconteceu. 

Lilian pegou uma mochila preta embaixo da mesa de Magnus e o pegou pela mão. 

-Me ajude a abrir o fosso do elevador. - Disse ela e juntos eles abriram. 

-Por quê? - Perguntou Alec. 

-Já fez bungee jump? - Perguntou ela, ignorando sua pergunta anterior. 

-Não. - Respondeu Alec. 

-Bom, não fique se debatendo. - Ela abriu a mochila e entregou para ele um macacão. - Você tem uma lesão na coluna e está se recuperando, coloca essa roupa e pelo amor de Deus não se debata, a corda vai te segurar e a roupa que eu mandei fazerem para você vai distribuir uniformemente a tração, vai estar seguro quando aterrissar lá embaixo. - Alec assentiu mas estava apavorado, a altura era enorme. Ele vestiu e Lilian pegou uma corda preta pendurada em um ferro soldado no topo do fosso. 

-Cadê o seu? - Perguntou Alec, depois de vestido. Lilian o encarou confusa. 

-O quê? 

-Seu macacão, cadê? - Perguntou Alec. 

-Alec, só uma pessoa sai daqui e eu me certifiquei que se você estivesse aqui quando eu queimasse aquele idiota, seria você. Já vestiu? - Perguntou ela e prendeu a corda em um gancho preso em vários outros na roupa. 

-Eu não vou sem você, a gente desce juntos. - Insistiu Alec. 

-Vai sim, não tem ninguém esperando por mim lá. Magnus e Isabelle estão lá e você precisa descer por eles, precisa voltar para sua família. Eu não tenho ninguém Alexander, ninguém vai se importar se eu saio ou não daqui. - Explicou Lilian e Alec negou, não iria pular sem ela. Não tinha a menor chance de ir sem ela. 

-Não, a gente pula junto, eu amarro você em mim e... 

-Querido... - Disse ela, passando a mão pelo seu rosto de modo terno, como sua mãe costumava fazer. - A corda não vai aguentar nós dois meu bem, e se aguentar podemos nos machucar, você tem que me deixar aqui. 

-Não posso, a gente acha outra saída. - Disse Alec. - Ele vai vencer se você morrer, a gente não pode deixar ele vencer. 

-Ele já me venceu, ele tirou tudo de mim mas não de você, tudo o que ele tentou contra você deu errado. Se nós pularmos e morrermos ele venceu e eu não vou deixar. Você pula, você sobrevive. Quando aterrissar tem que soltar a corda e correr, eu deixei o elevador parado com a porta aberta na recepção, quando aterrissar é só levantar e correr. - Disse Lilian e o abraçou. Alec negou. 

Eles ouviram um barulho e Asmodeus apareceu na porta. 

-Seja feliz! - Disse Lilian antes de empurrá-lo. 

Alec sentiu o corpo despencando rumo a escuridão e um incêndio, a fumaça enchendo seus pulmões e ele não teve como tossir. A corda fez um barulho e ele sentiu um impacto forte no corpo todo ao mesmo tempo e antes de tudo ficar escuro, ele talvez tenha pensado em Magnus uma última vez.


Notas Finais


Até o próximo bjooos


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