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História Docemente Sexy (adulto) - Capítulo 14


Escrita por: Jhenyh88

Notas do Autor


Boa leitura amores.

Capítulo 14 - Parte 2.


Me remexo na cama procurando com os braços um outro corpo, abro os olhos devagar por causa do sono e vejo que estou sozinha. Uma fresta de sol da cortina vem contra meu rosto. Danilo certamente já fora para a fábrica. Me sento na cama recordando da noite anterior, sinto minhas bochechas arderem lembrando que terei que encontrá-lo mais tarde.

Com que cara irei vê-lo? Estou tão atordoada, mas ao mesmo tempo completamente satisfeita. Meu corpo está tão leve como uma pluma. Que sensação maravilhosa! Então isso que fazem as mulheres terem orgasmos? Como eu quero experimentar isso novamente.

Alguém bate na porta, autorizo a entrada. É a Joana. A mesma aparece sorridente e um pouco tímida por me ver nua na cama.

— Me desculpe, senhora. Não sabia que ainda se encontrava deitada. Posso voltar outra hora se preferir?

— Está tudo bem querida. Não se preocupe, somos duas mulheres e não precisa se sentir envergonhada em me ver... — olho para o meu corpo. — nesse estado. Vou tomar um banho, ok?

Ela balança a cabeça. Pego a toalha que ainda se encontrava jogada no chão. Sigo para o banheiro para tomar um banho quente, mas sem delongas. Meu estômago imediatamente começa a roncar, reviro os olhos. Será que todos sentem tanta fome assim, assim que acordam?

Quando termino, pego um vestido soltinho e me visto. O problema é que ele fica bem justo nos seios e curto no bumbum. Mas é a única roupa que tenho limpa no momento. Amarro meus cabelos em um coque. Aproveito e desço para tomar café quando Joana termina seus afazeres. Conversamos por bastante tempo, preferi eu mesma coar o café. E assim passamos a maior parte da manhã, apreciando a chuva que cai lá fora, suando aqui dentro pelo esforço da limpeza. Também a ajudo com as tarefas da mansão, e por conta da chuva e dos trovões, fazemos tudo com cautela. O céu está escuro, relampejando. Subo ao andar de cima para continuar limpando o chão, tirando umas teias de aranhas da parede e poeira dos quadros.

Paro em frente aquela porta misteriosa, fico a encarando sem entender, o que pode ter ali. Bate aquela grande curiosidade de saber o que tem dentro desse quarto. O que tanto Danilo esconde? Não faço a mínima ideia. Me vejo na vontade de tocar a maçaneta da porta, assim eu faço, mas fora o maior erro que cometi. Levo um grande empurrão, tento me segurar na parede mas é em vão.

— Aaaai. — Caio de joelhos para o lado, o que me faz imediatamente gritar de dor por conta dos ferimentos nos joelhos que não haviam cicatrizado 100% ainda.

Faço uma careta.

Olho para cima e o vejo. Sua expressão de fúria faz meu coração acelerar, a maneira da qual ele me tratou de me empurrar sem educação alguma me faz ter medo do que está por vir.

— QUE MERDA PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?

Arregalo os olhos engolindo em seco. Eu já sabia que esse quarto guarda-se um grande segredo, e também sei que a única regra aqui era não entrar justamente ali. Me pego fazendo a mesma pergunta. Eu não deveria ter feito isso. Como eu pude ter sido estúpida.

— Fala PORRA, ANDA!

— Eu...eu...—procuro me explicar, no entanto me faltam palavras.

— EU DISSE QUE NÃO ERA PRA ENTRAR AQUI. QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

— Danilo, me desculpe, eu não ia...eu não queria...

— SAIA DAQUI! AGORA! —  meus olhos se enchem de lágrimas pela forma que Danilo está agindo comigo. Eu nem sei o motivo de ele ter chegado tão cedo, ou capaz eu ter perdido o horário enquanto limpava essa droga de lugar.

Rapidamente me levanto. Corro para o meu quarto sem olhar para trás, tranco a porta e me jogo sobre a cama. Desabo em lágrimas sentindo o impacto de suas palavras grossas. Ontem estávamos aqui fazendo amor, e hoje sou tratada de uma forma brusca só porque toquei a maçaneta da porta de um quarto que eu não tinha permissão para entrar. Eu não iria fazer isso! Mentira, eu ia sim.

Ah, que droga!

O vento frio que vem de fora faz meus pelos se arrepiarem. Mas nada me deixa tão abalada como o jeito que Danilo gritou comigo. E agora? O que eu vou fazer daqui em diante?

Aposto que ele não vai me querer mais aqui, nem olhar mais na minha cara. Eu preciso ir embora. Embora! Agora mesmo!

Soluços ecoam pelo quarto se misturando com o barulho da chuva. Seco meu rosto com as mãos.

Sinto uma ardência vindo dos joelhos, então finalmente vejo que estão sangrando um pouco, nada muito sério. Mas a ardência incomoda bastante. Pego o kit de primeiros socorros que Joana havia deixado aqui para caso eu precisasse. Limpo o local, protejo com gases e enrolo uma faixa em ambos os joelhos. Encaro o relógio na parede fazendo tic tac, vejo que são duas da tarde. Minha nossa! Como o tempo passou rápido!

Estou decidida a ir embora logo, logo. Amanhã quando o temporal passar. Não posso sair assim com esse tempo e esses joelhos feridos, eu não iria tão longe. Amanhã quando tudo ficar melhor eu vou partir daqui. Continuar nesse lugar está fora de cogitação. Não mesmo!

Me deito na cama até as horas passarem. Meu estômago começa a roncar, mas dessa vez porque não almocei ainda. Mas foda-se! Não irei sair do quarto até amanhã de manhã quando eu embarcar para fora dessa casa.

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Toc Toc Toc


Abro os olhos resmungando, coço meus olhos sonolenta, espreguiço meu corpo. Acabei dormindo. Não escuto mais o som da chuva, olho para a janela e vejo que estiou.


Toc Toc


Me levanto devagar. Abro a porta bocejando.


— Eu vim...Céllye? — reviro os olhos, não acredito que ele tem a cara de pau de aparecer aqui.


— O que você quer?


— Te trouxe isso. — não percebi uma bandeja em suas mãos. Danilo me olha esquisito, sobrancelhas arqueadas e parece querer rir.


— Eu não estou com fome.


— Joana disse que não havia almoçado. Sei que está com fome, sim. Mas não é por isso que estou aqui, quero conversar.


— Não estou afim de conversar com o senhor, o mais sensato a se fazer agora é dar meia volta e voltar de onde veio. — resmungo seriamente.


— Eu não queria te ofender e nem te machucar. — olha para meus joelhos. — Eu juro! Só fiquei furioso por tentar fazer algo que deixei explícito que não podia fazer.


Ok, eu até entendo o lado dele. Mas não justifica o empurrão que me deu.


— Pode deixar a bandeja aqui. — quebro o galho. — Mas não vamos conversar. Então me dê isso e pode me deixar em paz, por favor. — tento pegar a bandeja das mãos dele, mas ele não deixa.

— Céllye, não sabe como fica linda nesse vestido. Chega a ser uma tentação!

Engulo a saliva, mordo os lábios, coço os dedos, tudo involuntariamente em resposta ao seu pequeno comentário.

— PARA! Que tipo de homem você é? Daqueles que bate em mulher e depois age como se nada tivesse acontecido?

— EU NÃO BATO EM MULHERES!

— VOCÊ ME EMPURROU! É PRATICAMENTE A MESMA COISA! — grito também.

— NÃO SABE DO QUE ESTÁ FALANDO, CRIANÇA!

— Para o seu governo, eu já tenho 25 anos. Não sou criança, não sou otária e nem idiota para cair nesse seu papinho, senhor Danilo. Vemos que somos pessoas de mundos completamente diferentes, o que mostrou que você tem duas personalidades. Uma que consegue encantar qualquer mulher e levá-la para a cama, e a outra que no dia a trata como se fosse uma boneca descartável!

— Não diga o que não sabe. Não sou esse cara que está pensando. Sou muito melhor que isso.

— Ah, será mesmo? O que o senhor tanto esconde que ninguém pode saber? — pergunto. — Olha, já falamos demais aqui. Não temos mais o que dizer um para o outro, sou apenas empregada e você o patrão. Nada do que aconteceu ontem deveria ter acontecido. Vamos esquecer esse erro e fingir que está tudo bem, vai ser melhor para nós dois.

Danilo me encara sério. Parece incrédulo com as minhas palavras e pela maneira fria que fui. Mas eu não me importo!

— Se você acha que tem razão sobre o que acabou de dizer, então está certa. Vamos esquecer toda essa merda. — ele joga a bandeja para longe, fazendo com que a comida que tinha ali se espalhasse pelo chão, em seguida vai embora.

Não me intimidou nem um pouco. Sei muito bem com o que estou lidando.


Notas Finais


O que vocês acharam desse capítulo?

Será que Danilo foi rude demais?
Ou será que ela não sou entender os motivos desconhecidos dele?

Deem suas opiniões. Obrigada! Até a próxima?


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