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História Doces Encontros - Capítulo 20


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Capítulo 20 - "Dor da perda"


Fanfic / Fanfiction Doces Encontros - Capítulo 20 - "Dor da perda"

Shirley, que estava no topo da escada, não esconde o sorriso nos lábios.

Afonso que estranhara a demora de Lola, vai a sua procura. No meio do caminho encontra Durva, que tinha saído para fazer uma entrega.

Ao chegar na porta do armazém, se deparam com Lola desacordada no chão. Afonso se desespera e tenta pegar Lola em seus braços.

Afonso: Minha querida, acorda! Fala comigo, Lola!

Durva: É melhor o senhor deixar ela aí, seu Afonso. Vai que ela quebrou alguma coisa. Eu vou ligar para o hospital.

Shirley: Ai, Afonso, ela se desequilibrou enquanto descia a escada. Eu até tentei segurá-la, mas tudo aconteceu tão rápido.(Fala enquanto desce as escadas)

Afonso: Eu espero que tenha sido isso mesmo. Porque se for mais uma das suas armações, você vai se ver comigo. Agora saia daqui!

Shirley: Coitada! Talvez tenha perdido o bebê depois da queda. Eu quero ajudá-la.(Fala se fazendo de vítima)

Afonso: Vai ajudar indo embora. Desapareça da minha frente, Shirley! (Fala muito nervoso)

Shirley o encara. Era notório a raiva que ela sentia por Afonso preferir ficar com Lola, mas pelo menos tinha conseguido acabar com a felicidade dos dois. Ela vai subindo as escadas, mas para no meio e olha novamente aquela cena: Lola desacordada e Afonso desesperado. Shirley sorri e pensa "Um filho vocês não terão!"

Durvalina: Seu Afonso, já liguei para o hospital. Eles disseram para não mexer nela e que tem uma ambulância a caminho.

Afonso: Por que ela não acorda, Durvalina? Eu não posso perder a Lola.

Durvalina: Calma, seu Afonso! Vai dar tudo certo. Tenha fé.

Minutos depois a ambulância chega. Lola é colocada na maca e logo saem com destino ao hospital mais próximo. Afonso fica o tempo todo segurando a mão de sua amada, enquanto Durva tinha a tarefa de comunicar a Genu tudo que tinha acontecido.

Depois de saber de tudo, Genu e Durva vão até o hospital.

Genu: Seu Afonso, como ela está? O que os médicos disseram?

Afonso: Eu não sei de nada, dona Genu. Eles a levaram e disseram que ela iria precisar passar por vários exames. (Fala cabisbaixo)

Durvalina: Ela acordou?

Afonso: Não. Continua desacordada e é isso que mais me perturba. Eu preciso ir em um lugar agora, mas não me demoro. (Afonso sai angustiado)

Ele se direciona a capela que havia no hospital. Ao chegar, se ajoelha na frente de um dos bancos e chora descontroladamente.

Afonso: Por que está permitindo que isso aconteça? Me machuca só de pensar que algo de pior possa acontecer. Eu não suportaria perdê-la, e ainda tem nosso filho que eu já amo tanto. O nosso amor foi construído aos poucos. Já passamos por tantas coisas até chegar aqui. A vida sabe ser muito cruel as vezes. A dor de perder um filho é enorme, e Lola já passou por isso uma vez, não permita que isso aconteça de novo. Eu te imploro, proteja Lola e nosso bebê. Não deixe que nada de mal aconteça com eles. Nós merecemos ser felizes e viver o nosso amor. Não deixe que destruam a minha família, por favor! (Diz em meio a lagrimas e soluços, enquanto olha para a imagem de Nossa Senhora)

Genu: Eu posso ficar aqui também? (Afonso concorda com a cabeça) Sabe, seu Afonso, a Lola é como uma irmã para mim, a irmã que nunca tive. A vida não foi fácil para nenhuma de nós, mas sempre estivemos juntas e enfrentamos tudo. A morte do seu Júlio, os nossos filhos na guerra, o sumiço do senhor... mas também estivemos juntas nos momentos bons, Lola conseguindo se reerguer finaceiramente, o amor de vocês, a descoberta da gravidez... Poucas vezes na vida eu senti essa dor no peito, esse medo de perder quem a gente ama. O momento não é fácil, mas precisamos ter fé. A nossa Lola vai conseguir sair dessa e o bebê vai estar bem e saudável. Vamos confiar! (Diz muito emocionada)

Eles se abraçam e logo depois decidem voltar para esperar notícias. Afinal, a qualquer momento o médico poderia chegar e falar como Lola e o bebê estão.

O tempo passa e finalmente as notícias chegam e a medida que o médico ia falando, o coração de Afonso acelerava cada vez mais.

Médico: Vocês são da família da paciente Eleonora Amaral Lemos? (Todos concordam) Não foi fácil, mas conseguimos controlar a situação. Por pouco o pior acontecia, mas ela e o bebê lutaram muito pela vida. Podem respirar mais aliviados. Eles estão bem e fora de perigo. Um de cada vez pode ir visitá-la. Quem vai ser o primeiro?

Afonso: Eu irei. Preciso ver como eles estão.

Afonso e o médico saem e vão na direção do quarto que Lola estava. Ao entrar e vê-la descansando, Afonso chora de emoção. Ele teve tanto medo de perder Lola e seu filho. Lola aos poucos vai acordando....

Lola: Onde eu estou? O que aconteceu? Eu perdi nosso filho?

Afonso: Calma, minha querida! Está tudo bem com você e com o bebê. Estamos no hospital. Vocês fizeram alguns exames, mas já  passou e agora está tudo bem.

Lola: Eu tive tanto medo, Afonso...

Afonso: Eu também, mas isso só veio para reafirmar que você é o amor da minha vida e que nada tem sentido sem você. E você e nosso filho lutaram muito pela vida. Tenho certeza que ele será forte e corajoso como você. (Nesse momento eles se abraçam)

Lola: É o nosso amor que nos deixa mais forte. Nada e nem ninguém consegue destruir uma história de amor. (Eles não resistem e se beijam apaixonados)



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