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História Doces Momentos - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


olá seres humanos 🙂

é com muito prazer que eu posto essa short fic aqui, pra quem me conhece sabe que eu só posto one shot (e não acho que vá mudar kkkk), mas eu realmente queria tentar algo novo, e quando eu digo que é uma short de fato é uma kkkk

A princípio vão ter três capítulos e alguns extras (acho que dois), totalizando +- 5 capítulos não longos (uma média de 2k a 3k)

É uma fic bem suave cuja intenção é fazer vcs terem diabetes, então não muitas reviravoltas e ação, é uma coisa mais cotidiana, sim? Momentos fofinhos dos dois, okay?

Não tenho um prazo certo, mas por se tratar de capítulos curtos, vou tentar trazer o mais rápido possível pra finalizar logo, porém não prometo nada (ainda tenho uma vida pessoal um tantinho agitada graças ao EAD)

CAPA MARAVILHOSA PELA DUDA ( @KENOBYUN ) DEUSA

Bem, é isso, eu acho

Boa leitura~

Capítulo 1 - Para os momentos de carência, ao leite


Doces Momentos

por chogiyeol_

Baekhyun suspirava pela enésima vez somente naquela noite, batendo os dedinhos contra o estofado do sofá, impaciente. Bufou novamente, dessa vez conseguindo atrair a atenção de quem queria, Chanyeol, que o olhou de esguelha de onde estava, na mesa. 

— Algum problema, Baekhyun? — indagou, sem realmente estar interessado, sua mente ocupada demais em trabalhar e revisar os contratos de sua empresa. O pequeno poderia esperar mais um pouco.

— Channie… já está acabando? — perguntou de maneira arrastada e manhosa, as orelhinhas mexendo-se inquietamente juntamente do rabinho. Pôde ver o maior negando com a cabeça, nem ao menos respondendo-o decentemente. — Baekkie quer atenção! — elevou a voz, que saiu aguda, quase se arrependendo ao ver a feição brava dele.

— Park Baekhyun! O que eu já te disse? Primeiro não levante a voz para mim, e segundo, espere até eu ter terminado, não consegue ficar calado por um minuto?! — irritou-se, recolhendo alguns papéis importantes e o notebook. — Agora me espere aqui fique quietinho enquanto eu termino de analisar os documentos.

— Mas, Chany... — sentiu os olhos lacrimejarem quando o mais velho lhe deu as costas sem nem ao menos lhe responder, saindo em passos furiosos da sala, deixando o híbrido só. 

Esfregou violentamente os olhos, deixando a área vermelha e irritada por ter uma pele sensível. Não iria chorar, era um menininho crescidinho e bom! Chanyeol que fora mau consigo. As orbes azuladas brilhavam por conta de algumas poucas lágrimas, porém jamais daria esse gostinho ao maior.

Levantou-se num pulo só, correndo para o quarto — que dividia com o Park — e pegando o celular, logo retornando à sala; os pés cobertos por meias amarelas fazendo com que seus passos fossem silenciosos. O tempo estava ameno, com um vento gélido, porém confortável, por isso somente vestia um moletom azul bebê (alguns números acima do seu), box branca e as meias. 

Entrou no aplicativo de mensagens, abrindo a conversa com Kyungsoo e ligando por chamada de vídeo. Oh Kyungsoo era um híbrido fofo de pinguim, pequenininho — menor que o gatinho — e com um andar desengonçado e bonitinho; morava no apartamento acima do seu com Oh Sehun, quem lhe tirou do pet shop onde ficava com Baekhyun. Sehun era amigo de Chanyeol, e graças ao mesmo, que convenceu o Park a adotar um híbrido, Baekkie agora tinha um bom “dono” (detestava essa palavra) e lar, além de estar próximo do seu melhor amigo.

— Oi? — questionou confuso, raramente o outro lhe ligava, afinal moravam no mesmo prédio, ainda mais por chamada de vídeo. Porém ao ver os olhinhos e a ponta do nariz logo reconheceu que o gato havia chorado. — Tudo bem, Baek, aconteceu algo?

— Aconteceu, Kyung! O Channie foi muito mal com o Baekkie!

— O que ele fez? — a voz saindo preocupada, imaginando mil e um episódios, apesar de duvidar muito que o maior seria capaz de fazer algo ruim. Park Chanyeol era um namorado bobão e que só faltava ficar de quatro para Baekhyun.

— Ele me negou carinho, Kyung, nem me deu atenção — fez um biquinho e inflou as bochechas, notando como o pinguinzinho suspirou aliviado.

— Que susto, eu pensei que era alguma coisa séria — Baekhyun o cortou, dizendo um ‘é sério’, logo explicando a situação de forma resumida —, você tem que entender que assim como o Sehun ele é ocupado, até mais, vão ter momentos que não vai dar para te dar atenção total, entende? Tente compreender o lado dele também.

Pensou sobre o que ele tinha dito, indignado por seu amigo ter ficado do lado de Chanyeol, o que gerou uma breve discussão por Kyungsoo negar que estava do lado de alguém, somente fora justo. 

— Kyung, você não me entende! Achei que me defenderia. Vou descansar um pouco, okay? Amanhã nos falamos — se despediu rapidamente, bravo e com as bochechas ainda infladas. Sentia-se entediado, já havia visto todos os episódios dos desenhos que passavam na TV, e enjoado de jogar no celular.

Estava verdadeiramente triste, poxa. 

Entendia sim o lado de Chanyeol, que ele era uma pessoa importante dentro da empresa e sempre estava atolado de trabalho, e mesmo assim, cansado, arrumava tempo para brincar consigo e fazer carinho atrás de suas orelhas, por isso amava-o tanto. Contudo, já faziam vários dias que ele não lhe dava atenção, não lhe dava carinho e o pior, sem beijinhos.

No começo entendeu o cansaço e estresse dele, porém conforme os dias foram passando, seu corpo e coração praticamente imploravam por qualquer mínimo toque, até conversar ele já não o fazia mais. Em sua cabecinha diversos pensamentos rondavam, o mais frequente sendo o de que o Park havia se cansado de si, um gatinho mal criado.

O peito apertou-se de forma dolorosa, levando o pequeno a pôr as mãozinhas ali, tentando entender o que era aquele medo; havia sido devolvido incontáveis vezes, então por que machucava tanto cogitar que ele não o queria mais? Humanos viam sua espécie, híbridos, como meros objetos de exposição, troféus, entretanto ele era diferente, tratava-o com amor, com cuidado, dando uma liberdade nunca antes concedida. Pensar em se separar do mais velho doía, doía tanto que dessa vez não pôde evitar as lágrimas.

Diversas vezes ouvira das pessoas que era um gato mimado, que Chanyeol dava-lhe muita liberdade e por isso estava assim; diziam que ele deveria lhe devolver. Isso machucava tanto o pequeno, que fingia não ouvir tais palavras cruéis.

Com a vista embaçada, voltou para o quarto, pegando a cadeira giratória que ficava na mesinha do computador e arrastando-a pelos cômodos até chegar na cozinha.

Como estava um tanto sensível, decidira comer um chocolate — o maior motivo também sendo a fome, já que não sabia cozinhar e o outro não tinha pedido nada para eles —, mas por conta do vício que o pequeno tinha, Chanyeol os guardava na prateleira mais alta do armário — que já era alto. Poderia usar uma das cadeiras da cozinha, mas estas não davam-lhe altura suficiente, enquanto a giratória possuía um ajuste, esperava que alcançasse, já que nunca havia a usado antes por medo.

Mas agora só precisava de uma barrinha de chocolate ao leite que o grandão havia trago quando fora viajar para algum país da Europa, as favoritas para momentos assim, por serem docinhas e animarem qualquer um. Quem não gosta de chocolate?

Posicionou o objeto e subiu com cuidado, tentando pegar alguma coisa e vendo que estava longe da metade. Bufou, cruzando os braços irritado, não iria desistir! Sua barriguinha roncava e o desejo por chocolate berrava. Foi mais à frente, a ponta dos pés ficando no limite da cadeira, enquanto se esticava o máximo que podia, dando pulinhos curtos.

Sorriu quando os dedos encostaram na embalagem, trazendo-a para perto e quase derrubando no chão, iria dar um pulo quando ouviu uma voz grave e rouca conhecida.

— O que está fazendo, Baek? 

O híbrido concentrado, assustou-se, acabando por enrolar os pés um no outro e cair com tudo para frente, sentindo o impacto de seu corpo contra o azulejo duro e frio. Imediatamente as lágrimas escorreram enquanto um choro preso escapou, preocupando o Park.

— Baek, você se machucou?! Onde está doendo? — desesperou-se, correndo até o pequeno e o pegando no colo, levando-o para o sofá, onde analisou o mesmo e constou um vermelho que provavelmente iria virar roxo na testa deste. — Onde dói, bebê? Diga para mim.

Baekhyun ainda chorava muito, molhando seu rosto e fazendo o coração do Park se apertar com a cena. Tentou respirar fundo, se acalmando aos poucos enquanto era embalado pelo maior.

— Minha cabecinha e o braço... — felizmente não havia sido nada grave, mas por ter caído por cima do braço, o mesmo estava dolorido, Chanyeol iria passar gelo e pomada para massagear o local.

— Eu já volto, sim? Precisamos cuidar disso — pôs o híbrido delicadamente sobre o estofado, indo buscar o que precisava, a maletinha de primeiros socorros e pegando uma pomada dali.

Delicadamente realizou o que achava necessário, torcendo que estivesse fazendo tudo certinho para que seu gatinho melhorasse logo. Por sinal, este já tinha se acalmado, porém continuava a soluçar, quebrando o coração do grandão.

— Prontinho — deixou um beijinho em sua testa, sobre o local onde iria formar um galo. Voltou a se assustar quando algumas lágrimas vieram — novamente — a cair dos olhinhos inchados. — Dói em mais algum lugar, Baek?

— Aqui, Channie, dói muito — apontou para o lado esquerdo do peito, onde ficava seu coração. — Tá tão apertado… é ruim, Baekkie não gosta dessa sensação.

— E por que dói, anjo? — se aproximou hesitante, limpando os vestígios daquele líquido salgado, sentindo-se culpado de alguma forma.

— Porque o Yeollie brigou comigo. Eu fui um gatinho mau, não fui? — soluçou, o peito subindo e descendo de forma desregulada, o corpo diminuto tremendo. — Baekkie promete ser um bom garoto, por favor, não devolve ele!

Agora entendia o sentimento de culpa, porque em parte era realmente o culpado. Havia descarregado suas frustrações em um ser tão puro como Baekhyun, que sempre o tratava com amor e fazia o seu máximo para lhe agradar. Não tinha nada mais relaxante do que chegar em casa após um dia cansativo e ser recebido por um serzinho baixinho gritando “Channie” e correndo em sua direção. Estava se sentindo péssimo, tinha motivos para isso.

— Céus! Não, não, não. Gatinho, olhe para mim, hum? Você é a melhor pessoa que eu já conheci, por quem meu coração escolheu acelerar, não duvide disso mesmo que eu te dê motivos para isso, okay? — se agachou, ficando em sua altura e abraçando o menor. — Merda! Perdoa o Yeollie, por favor, você não fez nada de errado, anjo. O Channie foi um ogro contigo e descontou o estresse  dele em você. Me desculpa, Baek, eu jamais iria te devolver, bebê. Eu te amo muito mesmo.

Queria se socar por implantar esse tipo de dúvida no híbrido, sabia como ele podia ser um tanto inseguro e sensível.

— De verdade? Channie não vai devolver o Baekkie? — fungou, as orelhinhas mexendo atentas à resposta do grandão.

— Não, claro que não! Mas você me perdoa, meu bem?

— Hum… vou pensar no seu caso — fingiu estar pensativo, arrancando uma risada do Park, logo rindo também e mostrando o sorriso quadradinho e de presas, adorável. — Mas antes o Chan vai ter que voltar a dar beijinhos no Baekkie! Ah, e comprar quantos doces eu quiser!

— Estou merecendo — riu fraco —, e você merece tudo isso e muito mais, bebê. Por sinal, o que estava fazendo na cozinha? — indagou curioso, tendo uma suspeita em mente, esta que era doce e em formato de barra.

— Eu queria pegar um chocolate… — brincou com os dedos, desviando o olhar e enrolando a barra do moletom. — Baekkie ‘tava com fome.

— Mas chocolate não é comida, eu já te disse isso, meu amor. E sem contar que você tem comido muito, gatinho. Precisamos controlar esse vício. Você não quer ficar com cáries e dor de dente novamente, não é?

— Era a única coisa que tinha, o Yeollie não pediu comida e nem tem nada feito — fez um biquinho, cruzando os braços e balançando os pés, emburrado. — E eu nem como tanto chocolate assim…

E mais uma vez seu peito apertou, havia negligenciado tanto seu pequeno? Tinha que o recompensar por isso.

— Certo, certo. Vamos pedir algo decente para comermos e na sobremesa te deixo comer uma barra — se levantou, indo buscar o celular e ligar para algum delivery.

— Ao leite?

— Ao leite.

— Eu te amo, Yeollie!

O olhou, rindo e deixando um selinho rápido sobre os lábios rosados, vendo o rabinho abanar em animação, riu. Será que estava mimando-o demais?

— Eu te amo também, Baekkie, muito mesmo.

— Chanyeollie bobo!

— Ei!

E não precisava de mais nada além de uma barrinha de chocolate para animar um gatinho chocólatra.






Notas Finais


cabô!

como eu disse lá em cima, são cenas bem leves e até bobinhas, por favor não esperem coisas mirabolantes, é um estilo mais slice of life

de qualquer forma espero que tenham gostado, beijos e até a próxima


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