História Doctor Of My Heart - Imagine J-Hope - Capítulo 23


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Jhope, Médico, Romance
Visualizações 153
Palavras 5.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Noite ^^

Segue mais um capitulo :**
Boa leitura.

Beijos.

Capítulo 23 - Feelings


Fanfic / Fanfiction Doctor Of My Heart - Imagine J-Hope - Capítulo 23 - Feelings

 

Hana On.

 

Durante esses dezessete anos doente, vivendo e morando dentro de hospitais, conheci muitos filmes, li muito livros. E em todos eles continham situações complicadas, situações que eu mesma dizia ser coincidência demais para acontecer. Situações que até hoje eu nunca cogitei a possibilidade de passar por algumas parecidas.

Minso estava em pé na porta, sua mão segurava a maçaneta da mesma e nos encarava incrédula. Quando fui sair do colo do Hoseok, ele segurou firme a minha cintura e ele mesmo se levantou. Colocou-me em pé como se eu fosse uma boneca. Meu rosto ardia em pura vergonha, por mais que Hoseok esteja com a Minso somente em puro interesse pessoal, ela acha que eles estão juntos, ou seja, a errada aqui sou eu.

Minso desviou seu olhar dele e parou em mim. Eu não sei por que, mas eu não consegui desviar os meus dos dela. Eu conseguia ver raiva neles, foi a primeira vez que alguém me olhou desse jeito.

-Minso... - Hoseok começou a falar.

-EU VOU MATAR VOCÊ SUA VADIA! - Ela gritou e começou a correr em minha direção.

Arregalei os olhos, eu nunca briguei em minha vida. Pra falar a verdade eu não faço ideia de como fazer isso, e com os pontos em meu peito, piorou. Hoseok foi muito rápido, ele entrou na minha frente e segurou Minso pelos braços.

-Para Minso! - Ele falou.

-NÃO! EU VOU MATAR ELA! - Ela gritava sem parar.

Nisso a porta da sala foi aberta e Kook entrou assustado, provavelmente os gritos de Minso deve ter sido ouvido pelos corredores do hospital.

-O que está acontecendo aqui?! - Ele perguntou fechando a porta.

-ESSA VADIA ESTAVA DANDO EM CIMA DO MEU NOIVO! - Ela gritou novamente.

Fechei minhas mãos ao lado do corpo. Minso estava me ofendendo e isso estava me incomodando, eu não sou uma vadia.

-PARA MINSO! - Hoseok falou firme. - Se chamá-la mais uma vez assim, acabou!

Kook se aproximou de mim.

-Está do lado dela? - Minso perguntou se afastando do aperto de Hoseok. - ESTÁ DO LADO DELA HOSEOK?!

Eu estava sem reação, eu não consegui dizer um ‘A’ desde que ela entrou na sala.

-Hana, vamos sair daqui. - JungKook falou ao meu lado.

-HANA? - Minso perguntou quando ouviu o meu nome. - Então essa é a Hana.

-Kook, leve ela daqui. - Hoseok falou se aproximando de mim.

Ele levantou sua mão e a colocou em meu rosto.

-Eu vou te ver depois. - Falou.

-O QUE? - Minso gritou novamente. - MAS NÃO VAI MESMO!

Quando ela foi avançar de novo em minha direção, Kook me abraçou e me tirou do caminho dela, meus pés chegaram a sair do chão. E ao mesmo tempo, Hoseok impediu ela de se aproximar. Minso parou no lugar e ficou encarando os irmãos, que estavam me defendendo.

-Até você Kook? - Perguntou olhando para ele.

-Eu sinto muito Minso, mas Hana não tem nada a ver com isso! - Ele falou.

-NÃO TEM NADA A VER COM ISSO?! - Perguntou indignada. - Ela estava beijando o meu noivo!

-Minso! Dois não beijam se um não quer. - Kook falou firme.

Ela arregalou seus olhos novamente e olhou para Hoseok. Ela percebeu somente agora que aquilo foi um momento reciproco?

-Leve Hana daqui Kook. - Hoseok falou olhando para Minso que o encarava sem piscar.

Ele concordou com a cabeça, Kook pegou em minha mão e começou a me tirar dali. Olhei para trás, mas os dois se encaravam. E agora? Tudo vai dar errado para ele? Isso estava me incomodando muito. Caminhamos em silêncio pelos corredores, Minso é linda. Ela estava usando uma saia justa em seu corpo e uma blusa vermelha que deixava sua barriga a mostra. Enquanto eu vestia esse moletom e essas pantufas ridículas.  Suspirei e notei que já estávamos em meu quarto. Caminhei lentamente até a cama e me sentei na beirada.

-Hana, não se preocupe com isso. - Ele falou. - Não vamos deixar Minso fazer nada com você!

Levantei o meu olhar e o encarei. Kook me defendeu lá dentro e eu precisava agradecê-lo.

-Obrigada Kook, por me defender. - Falei.

Ele ficou me encarando, estranhamente fechou suas mãos ao lado do corpo. Pareceu que queria dizer alguma coisa, mas desistiu e sorriu.

-Não foi nada. - Respondeu.

-O residente vai ficar bem? - Perguntei. - Hoseok terá algum problema com isso?

-Ele não será louco o suficiente para denunciá-lo. - Respondeu.

Levei minhas mãos no peito. Eu não pensei nisso, se ele denunciar Hoseok, ele pode ser afastado do hospital por algum tempo.

-Kook...

-Não se preocupe Hana, ainda é madrugada, tente dormir mais um pouco. - Falou me cortando.

Respirei fundo, não irei conseguir dormir de jeito nenhum. Mas concordei com a cabeça e ele saiu do quarto. Me arrumei na cama e fiquei encarando o teto do quarto.

 

Hoseok On.

 

Por um momento pensei que tudo fosse acabar, que quando Minso me viu com Hana, ela terminaria comigo e eu não teria mais a chance de seguir com o meu plano. Mas algo muito rápido me veio à mente, decidi usar isso a meu favor. Minso sempre foi uma garota determinada, e que quando coloca uma coisa na cabeça, vai até o fim para acontecer, mesmo que isso custe a sua felicidade.

-Eu prometo me controlar mais. - Ela suplicava. - Não termine comigo Hoseok! Eu juro que não te pressionarei mais, vamos nos casar quando você quiser.

Muitos podem pensar que o que estou fazendo é desumano, mas ninguém sabe do que essa garota é capaz de fazer para conseguir o que quer. Talvez até mesmo causar um acidente para se livrar do que te incomoda.

-Tudo bem Minso, agora eu preciso voltar para o trabalho. - Falei suspirando.

-Promete não ficar mais com aquela garota? - Perguntou um pouco desesperada.

Fiquei olhando em seus olhos, Hana é a garota que eu amo, e com certeza não deixarei de tocá-la, beijá-la.

-Ok, agora vai. - Falei.

Ela pegou a sua bolsa que estava no chão, se aproximou de mim e selou meus lábios rapidamente e saiu dali. Virei e passei a manga do jaleco na boca e suspirei. Ouvi bater na porta.

-Entra. - Falei.

Fiquei apoiado na mesa, meu sangue ainda borbulhava em puro nervoso por causa daquele residente.

-Hyung... - Era Kook. - Deixei Hana no quarto e levei o residente para a ala de enfermagem.

-Espero que tenha morrido! - Falei e fechei os olhos.

-Não fala isso, sei que está nervoso, mas não precisa falar isso. - Kook se aproximou e colocou sua mão em minhas costas.

Ele tem razão, me endireitei. Preciso ver Hana, ela pode estar muito confusa no momento.

-Hobi, e o que disse para a Minso? - Kook perguntou antes de eu caminhar até a porta.

-Eu contei que a trai com a Hana. - Respondi. - Na verdade, não a trai. Ela foi quem me traiu primeiro e da pior forma possível.

-E porque fez isso?

-Irei usar isso a meu favor. - Respondi. - Minso fica vulnerável quando percebe que está perdendo algo que sempre foi ‘’seu’’.

Ele ficou me encarando, mas pareceu entender o que eu quis dizer com aquilo.

-Não deixa aquele residente cuidar dos meus pós-operatórios! - Falei. - Não o quero com nenhum dos meus pacientes! Principalmente Hana.

-Pode deixar Hyung.

O resto do dia passou, e o hospital ficou uma correria enorme depois que um ônibus caiu em uma ribanceira. Não tive tempo de ver Hana e conversar com ela sobre o ocorrido, no outro dia. Aquele residente não me denunciou e também não falou mais nada, apenas andou de um lado para outro com os curativos no rosto. Mas notei que algumas vezes me olhava estranho, ainda não acabou, tenho certeza que irá aprontar mais.

O outro dia também foi uma correria, e assim o resto da semana inteira. Vi Hana somente para retirar os seus pontos, mas também não foi tempo suficiente para conversar com ela. Dentre todos os anos em que trabalho nesse hospital, essa semana tem sido a mais corrida. Quando a noite chegou, me joguei na cadeira do meu escritório e respirei fundo.

-Hyung... - Kook entrou.

Sentei-me rapidamente, ultimamente tem sido assim, me chamam as pressas e eu preciso sair correndo.

-O hospital está calmo hoje. - Falou sorrindo.

-Não me assuste desse jeito. - Falei voltando para a posição em que estava.

Ele sorriu e se jogou na poltrona. Kook tem sido um residente excelente e acredito que será um cardiologista exemplar.

-Conseguiu conversar com a Hana? - Perguntou de repente.

-Não. - Respondi. - Só a vi para retirar os pontos.

-Vai agora, aproveite que tudo se acalmou. - Ele falou.

-Tem razão. - Me levantei da cadeira.

Sai do escritório e comecei a caminhar pelos corredores.

-Dr. Hoseok! - Lee se aproximou.

Parei e coloquei minhas mãos no bolso do jaleco.

-Fala Lee.

-O paciente dos 310 quer sair pra andar, ele pode? - Perguntou.

-Só um pouco, mas não o force muito. - Respondi.

Ela concordou com a cabeça e saiu andando. Quando fui sair dali, vi Hana caminhando, provavelmente voltando para o seu quarto depois de acompanhar sua mãe até a saída. Caminhei até ela.

-Podemos conversar? - Perguntei.

Ela se assustou com a minha presença, ela estava usando o vestido hospitalar já que hoje fazia muito calor.

-Podemos. - Ela sorriu.

Olhei para os lados, peguei em sua mão e a puxei até o depósito de utensílios de limpeza. Fechei a porta e olhei para ela.

-Eu fiquei pensando nisso a semana toda! - Ela começou a falar. - O que aconteceu com você e a Minso?

Coloquei minhas mãos no bolso e fiquei olhando ela falar sem parar.

-Quando ela entrou eu fiquei sem reação, ela me olhou com tanto ódio que eu pensei que morreria ali mesmo. - Continuou falando sem parar. - Hoseok e agora? E quanto ao seu plano de ficar com ela somente para conseguir o que quer? Não vai dar mais certo, por que...

Peguei em sua cintura e a beijei, eu não ia conseguir falar com ela nunca, pois ela iria longe com isso. Senti suas mãos subirem pelo o meu peito e logo me puxar para baixo pelo o meu pescoço, prendi seus cabelos entre os dedos. Quando eu beijava Hana, eu sentia a paixão fluir pelo o meu sangue, coisa que nunca senti com ninguém, até mesmo com Minso, por quem achava estar apaixonado. Apertei seu corpo contra o meu e ela levantou o seus pés.

Hana era pequena e delicada, mas se encaixava perfeitamente em mim. Como se fossemos duas peças de um quebra-cabeça, desci meus lábios em seu pescoço para ela recuperar o folego. Ela me abraçou firme e deitou sua cabeça para trás, senti as pontas dos seus cabelos roçarem em minhas mãos em sua cintura. Afastei ela gentilmente, peguei firme em seu quadril e a sentei em uma pequena mesa que tinha no canto.

Fiquei entre suas pernas e procurei novamente os seus lábios, ela colocou suas duas mãos em meu rosto e correspondeu rapidamente. Ela envolveu o meu corpo com as pernas e me apertou contra ela, abri os olhos e apoiei minha testa na sua, ela abriu os seus e me encarou na mesma intensidade. Desci minhas mãos lentamente pela sua cintura até as suas pernas, empurrei seu vestido um pouco para cima e ela fechou os olhos quando eu toquei sua pele exposta.

Meu coração dava voltas em minha caixa torácica. Hana me puxou, afundou meu rosto em seus cabelos e me abraçou firme. Meu aparelho começou apitar e suspirei reclamando. Afastei-me um pouco dela.

-No fim não conversamos nada. - Falei e ela sorriu. - Preciso ir.

Ela concordou com a cabeça, peguei em sua cintura e a coloquei no chão. Beijei seus lábios em um selar demorado e sai dali, olhei o parelho e era uma chamada do Kook. Fechei os olhos e suspirei, precisei de muito esforço para sair dali, Hana me causa coisas inexplicáveis.

 

Hana On.

 

Quando ele saiu e a porta se fechou, soltei o ar e respirei fundo. O que foi isso? Meu Deus! Eu quase pedi para que ele ficasse comigo ali mesmo. Passei minhas mãos no rosto, arrumei meu vestido e sai dali. Runa passando parou e me olhou confusa.

-O que fazia ai dentro? - Perguntou curiosa.

-Eu... - Olhei em volta. - Eu jurava ter ouvido alguma coisa tocar aqui dentro.

Ela arqueou uma sobrancelha.

-Tocar? - Perguntou novamente.

-Sim, mas não era nada. - Falei e sai andando rapidamente para fugir de mais perguntas.

Senti ela me seguir, entrei em meu quarto e ela entrou atrás. Fechou a porta e se aproximou de mim com os seus olhos murchos.

-Não tem nada que possa tocar no quarto de utensílios de limpeza senhorita. - Falou colocando suas mãos para trás.

Revirei os olhos e suspirei.

-Ok. - Me sentei na cama. - Eu estava com o Hoseok.

Ela bateu palma e sorriu.

-Eu sabia! - Falou animada. - Voltaram?

-Sim. - Respondi com uma ruga entre as sobrancelhas.

Runa sentou ao meu lado e continuou sorrindo, eu consigo ver o quanto Kook e ela torcem por nós e isso me deixa muito feliz. Eu consigo ver um pouco da Youra em Runa e quando estou com ela eu me sinto bem.

Suspirei.

-Porque está suspirando? - Perguntou se aproximando.

A sensação que Hoseok deixou pelo o meu corpo ainda estavam ali e isso de certa forma estava me enlouquecendo.

-Runa... - Me virei de frente com ela.

Como já era noite, ela provavelmente já deve ter terminado suas rondas.

-Oi. - Perguntou animada.

-O Kook já te beijou de uma maneira que... - Pressionei os lábios, eu não fazia ideia de como explicar para ela.

Ela estava me olhando e piscava algumas vezes.

-Ah, esquece. - Falei.

-Você está querendo correr atrás do Hoseok não é mesmo? - Perguntou. - Sim, ele já me beijou desse jeito.

Olhei para ela e senti meu rosto arder, ela entendeu.

-Isso mostra o quanto o ama Hana. - Ela sorriu. - Fico muito feliz por vocês dois terem voltado.

Sorri para ela.

-Obrigada Runa.

Ela se levantou e saiu dali, mas quando chegou à porta, parou e olhou em minha direção.

-Quando ele me beija assim e não termina... - Sorriu. - Eu vou atrás dele.

Arregalei os olhos minimamente e ela começou a rir. Saiu e fechou a porta. Me arrumei na cama, mas eu não consegui dormir de jeito nenhum. Rolei de um lado para o outro, me sentei várias vezes. Quer saber, ela tem razão.

Levantei-me, sai do quarto e caminhei pelos corredores. Caminhei em direção ao escritório dele, passei em frente à recepção e consegui ver a hora. Era quase três da manhã, virei o corredor e vi sua porta. Parei em frente, respirei fundo e entrei rapidamente. Ele estava sentado atrás da sua mesa, estava com a cabeça apoiada no encosto e quando entrei, ele a levantou rapidamente e me olhou.

Fechei a porta e me encostei-me à parede ao lado da porta.

-Hana? - Ele sentou ereto.

Fiquei ali parada, meu coração batia desesperadamente. Ele também não falou nada, ficou me encarando, sua sala estava escura e só conseguimos nos ver por causa do brilho da lua que entrava pela sua janela. Ele se levantou, contornou sua mesa e caminhou rapidamente em minha direção. Me puxou novamente pela cintura e selou os meus lábios, fechei os olhos e o correspondi imediatamente.

Ele me encostou na parede e levou sua mão na fechadura da porta, pois ouvi ela ser trancada. Ele se abaixou um pouco e me levantou em seu colo, contornei o seu quadril e ele começou a andar. Ouvi suas coisas serem jogadas para o chão e me sentou na mesa, peguei em seu jaleco e comecei a tirá-lo dele. Ele moveu seus braços para trás e deixou que a peça caísse no chão. Me puxou firme e colou meu corpo no seu. Desceu beijos em meu pescoço e eu comecei a desabotoar sua camisa.

Ele subiu meu vestido e deixou leves apertos em minhas pernas, e eu arfei com aquilo. Ele me puxou para frente e me pegou no colo novamente, virou e senti ele se ajoelhar no chão, me deitou gentilmente no tapete felpudo vermelho do seu escritório. Abri minhas pernas e ele se arrumou ali, tomou meus lábios novamente e eu terminei de abrir a sua camisa, e com uma coragem que eu não sei da onde veio, levei minha mão em seu abdome e arranhei o lugar e ele mordeu meus lábios com isso.

Ficou de joelhos e terminou de tirar a sua camisa, e devo confessor, Hoseok é lindo demais! Quando ele foi se deitar, eu me levantei e o fiz virar no tapete. Fiquei por cima dele, Hoseok levou sua mão em meus cabelos e os tirou do caminho para alcançar o meu pescoço. Apoiei minhas mãos ao lado do seu corpo e fechei meus olhos. Meu coração estava quase explodindo de felicidade, me movi em seu colo e ele parou o beijo e levou rapidamente suas mãos em minha cintura.

-Hana... - Ele falou.

-Hum... - Resmunguei ainda me mexendo em seu colo.

-Tu-tudo bem ser aqui? - Perguntou pressionando os olhos.

Sorri, eu estava adorando causar isso nele. Não respondi nada, apenas tomei seus lábios rapidamente, ele me virou novamente e ficou por cima de mim. Ele começou a subir o meu vestido e eu dei espaço para ele tirá-lo. Fiquei somente com as peças intimas, ele começou a beijar o meu pescoço, desceu para as curvas dos meus seios e logo a minha barriga. Eu não estava mais com vergonha dele em relação à cicatriz, não quando ele teve literalmente o meu coração na mão.

Levei minhas mãos até a sua calça e ele abriu rapidamente. Meu corpo todo reagia aos toques dele, como se soubesse que era Hoseok, o garoto que amo, nossas respirações estavam pesadas. Depois que ele tirou sua calça, ele deitou novamente sobre mim e levou sua mão no fecho da minha peça de cima, curvei minhas costas e ele a tirou. A franja dele roçava em minha testa, ele desceu alisando cada lugarzinho do meu corpo, passou pela minha cintura e chegou em minha última peça.

Enroscou os dedos nela e a tirou pelas minhas pernas.

-Você é linda. - Falou baixinho perto do meu ouvido e isso me fez sorrir.

Se ele me acha linda nada mais importa, somente ele é importante, e se sou linda aos olhos dele é o suficiente. Levei minhas mãos em sua última peça também e comecei a tirá-la, e quando estávamos sem nada ele levantou o seu rosto e me encarou.

-Eu amo você. - Falei passando a mão em seu rosto.

Ele tornou a me beijar e logo senti nossos corpos se encaixarem lentamente, enterrei meus dedos em seus cabelos. A primeira vez senti dor, mas foi incrível. Mas dessa vez foi espetacular, enterrei meu rosto em seu pescoço e mordi os lábios. Eu já sabia o que esperar e foi magnifico. Quando Hoseok iniciou com leves movimentos, precisei levar a mão na boca para abafar o meu gemido.

Ele apoiou seus cotovelos no tapete ao lado do meu rosto, e continuou com os movimentos. Isso sempre vai ficar tatuado em meu coração, nunca pensei que fossemos fazer algo assim no tapete do seu escritório e estava sendo maravilhoso. Hoseok soltava de vez em quanto alguns gemidos e se esforçava para não ser alto. Afinal, qualquer um pode estar passando no corredor.

Se alguém perguntasse para mim o que significa a felicidade, eu diria que a felicidade para mim é o amor, é amar alguém e ser amada de volta. Porque nesse momento, nos braços dele, era o único lugar que me importava. Para mim, tudo fora desse escritório poderia desaparecer e somente nós dois restarmos no mundo. As mãos dele desceram em minha perna e deixou várias caricias pelo o meu corpo.

Depois de um tempo de amor, loucura e desejo. Hoseok e eu explodimos no ápice daquele momento incrível, aquele momento que nem em mil anos serei capaz de esquecer. Pois aquilo foi repleto de amor e paixão, os únicos sentimentos que somente ele é capaz de me proporcionar. Ele soltou seu corpo sobre o meu, seu peito subia e descia com a respiração pesada.

Levei minhas mãos em seus cabelos e fechei os olhos para recuperar o folego também. Senti-o levantar e apoiar seu corpo com as mãos e me encarar.

- Isso foi...

-Loucura? - Perguntei sorrindo e ele fez o mesmo.

Levei minha mão em sua nuca e puxei seus lábios contra os meus. Ele correspondeu imediatamente.

-Vamos nos trocar. - Falou em meus lábios.

-Uhum. - Resmunguei ainda o beijando.

Ele se levantou e eu fiz o mesmo, colocamos nossas roupas de volta. Ele se abaixou e começou a pegar as coisas da sua mesa e as colocou no lugar novamente. Aproximei-me dele e o abracei por trás e senti ele colocar suas mãos em cima da minha.

-Devo voltar para o meu quarto? - Perguntei.

Ouvi ele sorrir e virar de frente para mim.

-Não. - Respondeu e me abraçou.

Levantei os pés e contornei seu pescoço. Não tinha lugar melhor no mundo sem ser seus braços. Afundei o rosto em seu pescoço.

-Eu te amo Hana. - Falou.

-Eu também. - Falei e o apertei mais contra mim.

-Hyung! - Ouvimos Kook bater na porta e logo tentar abrir a fechadura. - Está dormindo?

Afastei-me dele rapidamente e o encarei. Ele sorriu e passou sua mão em meu rosto.

-Sente ali. - Apontou para o sofá.

Concordei com a cabeça e corri para o sofá me sentando nele. Hoseok caminhou até o seu jaleco e o vestiu indo em direção à porta. Assim que abriu Kook passou por ela, olhou para mim sentada ali e logo o encarou.

-Atrapalhei alguma coisa? - Perguntou.

-Não, está no tempo certo. - Hosoek respondeu colocando suas mãos no bolso.

Senti meu rosto arder.

-Eu vou indo. - Falei ficando em pé.

Os dois olharam para mim, sorri e passei correndo por ambos. Virei o corredor e entrei no meu quarto rapidamente. Me assustei quando vi minha mãe sentada ali dentro.

-Mãe. - Exclamei.

-Onde estava querida? - Perguntou.

Olhei para o relógio, era quase cinco da manhã.

-Fui caminhar. - Menti.

Ela sorriu e deu um tapinha na cama. Caminhei até a cama e me sentei de frente para ela.

-Tudo bem? - Perguntou.

-Uhum, por quê? - Perguntei confusa.

-Por nada. - Respondeu suspirando. - Desde que teve parada cardíaca, eu não consigo ficar em casa. - Falou abaixando a cabeça.

Desde que ocorreu a cirurgia ela tem grudado em mim o tempo todo, se sente muito mal por não estar aqui quando isso aconteceu. Eu até fiquei aliviada por ela só estar aqui quando tudo passou.

-Mãe. - Peguei em sua mão. - Eu estou bem, não vai acontecer nada.

-Eu sei. - Falou olhando para mim. - Mas eu vou ficar atenta o tempo todo.

-Até vir cinco da manhã? - Perguntei levantando uma sobrancelha.

Ela sorriu e concordou com a cabeça.

-Vou tomar um banho mãe. - Falei saindo da cama.

-Esse horário? - Perguntou inclinando a cabeça.

Olhei para ela e pisquei algumas vezes e olhei para o lado.

-Ah, é... - Falei. - Está calor.

-Tudo bem. - Sorriu se arrumando na poltrona. - Eu vou ficar bem aqui.

Sorri e concordei com a cabeça. Caminhei até o banheiro, tirei minhas rupas e entrei embaixo da água e molhei meus cabelos. Meu corpo ainda estava pegando fogo e as sensações de seus toques ainda estavam ali. Eu amo tanto Hoseok que parece que vou enlouquecer a qualquer momento.

Terminei o banho, vesti outro vestido e voltei para o quarto. Mamãe já dormia profundamente na poltrona. Me arrumei na cama e me deitei ali dormindo junto com ela.

 

JungKook On.

 

-Reações alérgicas? - Hobi perguntou levantando uma sobrancelha.

-Isso. - Respondi.

Um paciente teve reações alérgicas e estou suspeitando do remédio que Hobi prescreveu a ele hoje de manhã.

-Eu saberia se ele tivesse alergia a qualquer remédio Kook. - Falou colocando suas mãos no bolso. - Ele é só alérgico a amendoim, e não existem remédios feitos com amendoim.

Inclinei a cabeça e fiz o mesmo que ele colocando as minhas mãos na cintura.

-Mas...

-Vamos lá ver isso direito. - Falou passando por mim.

Hobi estava com Hana aqui, acredito que tenham voltado e resolvido às coisas. Fico muito feliz por estarem juntos. Espero mesmo que não tenho atrapalhado nada. Caminhamos até o quarto do paciente e Hobi abriu a porta bruscamente e logo parou me fazendo trombar nele.

-Ho...

Olhei para o quarto e vi o paciente com a boca toda manchada de pasta de amendoim e nos encarava com os olhos arregalados. Fechei os olhos e suspirei.

-Senhor Jeeong.

Ele começou a tossir e tentar esconder o vidro embaixo dos cobertores. Hobi se aproximou dele e eu fiz o mesmo parando ao seu lado.

-Sabe que é alérgico a amendoim não sabe? - Perguntei.

-Eu sabia que era isso. - Hobi falou fechando seus olhos. - Outro dia encontrei esse vidro. - Pegou o vidro da mão do Senhor Jeeong.

Ele abaixou a cabeça e juntou as mãos em cima das pernas. Estava visivelmente envergonhado por ter sido pego no flagra.

-Song! - Hobi gritou me assustando.

A porta foi aberta rapidamente e a enfermeira Song passou assustada.

-Sim Doutor. - Ela falou assustada.

-Me explique isso. - Falou esticando o vidro em sua direção.

Ela arregalou os olhos e levou sua mão no peito.

-Eu... Eu dei para ele. - Respondeu.

-Sabe que ele é alérgico a amendoim não sabe? - Perguntei a ela.

Ela arregalou mais ainda seus olhos e negou com a cabeça. Hobi suspirou e entregou o vidro na mão dela.

-Doutor. - Senhor Jeeong segurou o jaleco dele. - É minha culpa, eu gosto tanto de amendoim que não disse a ela que era alérgico, só disse que estava com vontade.

Virei para ele e Hobi fez o mesmo. Jeeong tinha sessenta anos e teve um infarto semana passada e por sorte ainda está vivo. Desde que chegou aqui ninguém veio visitá-lo, ele disse que tem quatro filhos, mas nenhum liga para ele e está sozinho desde os cinquenta anos quando a sua esposa faleceu.

- Faça uma lavagem no estômago dele. - Hobi falou. - E nada de amendoim a partir de hoje.

-Sim senhor. - A enfermeira Song falou de cabeça baixa.

Hobi virou e saiu do quarto.

-Se comporte Senhor Jeeong. - Falei colocando a mão no ombro dele.

Ele sorriu e concordou com a cabeça. Virei e sai atrás do Hobi.

-Hobi, me desculpe por não perceber. - Falei chegando ao lado dele.

-Eu também iria suspeitar de medicamentos se não tivesse visto o vidro em seu banheiro ontem. - Falou virando o corredor da sua sala.

Assim que entramos ele se jogou no sofá.

-Vou para casa tomar um banho e volto no almoço. - Falou fechando seus olhos.

O sol já estava bem forte do lado de fora. Eu também precisava descansar um pouco.

-Ok, qualquer coisa eu te ligo. - Falei.

-Vem comigo. - Falou me encarando. - Precisa descansar também.

Concordei com a cabeça. Hobi tirou seu jaleco e pendurou ali mesmo, pegou a chave do seu carro e deu sinal para eu segui-lo. Saímos do hospital e fomos direto para o estacionamento, entramos no carro e seguimos direto para o seu apartamento.

-Tudo bem com a Minso? - Perguntei.

-Uhum. - Respondeu trocando a marcha do carro. - Pretendo acabar com isso logo.

Eu também, desde que Hobi me contou tudo eu quero que ele resolva isso logo e possa seguir em paz junto com Hana. Entramos no estacionamento do seu prédio e entramos. Assim que ele abriu a porta deixou a chave do carro ao lado e seguiu escada a cima.

-Tome um banho Kook. - Falou.

Caminhei até o banheiro do andar debaixo e entrei em baixo da água. Tomei banho e sai, Hobi me emprestou algumas roupas e deitou no sofá. Troquei-me e deitei no outro.

- Hobi... - O chamei.

-Hum.

-Aquele residente não te denunciou? - Perguntei.

Essa semana foi tão corrida que não tive tempo de perguntar nada a ele. Não tenho ideia do que aconteceu depois que Hobi bateu no rapaz.

-Ainda não, mas ele deve estar planejando alguma coisa. - Respondeu.

-Ele não teria coragem teria? - Perguntei.

-Espero que não. - Respondeu.

Quando fui questionar ouvimos o interfone tocar.

-Deixa que eu atendo. - Falei me levantando.

Caminhei até a porta e abri.

-Querido, também está aqui? - Era a mamãe.

-Oi mãe. - Falei e ela me abraçou. - Entre, Hobi esta na sala.

Ela entrou e foi direto para sala, assim que a viu ficou em pé e ela fez o mesmo com ele o abraçando.

- O que está fazendo aqui? - Perguntou.

- Não posso vir ver o meu menino? - Perguntou.

Caminhei até o sofá e me sentei ali e ela fez o mesmo ao meu lado. Hobi se arrumou no sofá da frente e nos encarou.

- Estão de folga hoje? - Ela perguntou.

-Não, vamos voltar no almoço. - Respondi.

Ela sorriu e suspirou.

-O que foi? - Hobi perguntou. - Não veio somente ver a gente, o que é dessa vez?

Olhei para ele e o mesmo a encarava sério. Virei o rosto e encarei a mamãe ela retribuía o olhar.

-Hana. - Ela falou e isso gelou meu peito.

Notei Hyung prender a respiração e percebi estar fazendo o mesmo.

-O que tem ela? - Ele perguntou.

-Minso chegou chorando em casa Hoseok, disse que está tendo um caso com uma das suas pacientes. - Ela respondeu ficando em pé.

Hobi sorriu sarcasticamente e passou sua mão no cabelo ficando em pé.

-Você nunca vem se não for para defender a Minso. - Falou.

-Querido...

-Não é um caso Mãe. - Ele a cortou.

Olhei para ele surpreso e fiquei em pé.

-Então não tem nada com ela? - Mamãe perguntou se aproximando dele.

-Eu disse que não é um caso, estou muito sério em relação à Hana. - Ele respondeu.

Mamãe arregalou seus olhos e levou sua mão no peito.

-O que disse?

-Estou apaixonado mãe, pela Hana. - Hobi respondeu firme.

Tudo bem ele estar admitindo isso para mamãe? Ele não queria cuidar do caso da Hana até o fim? E se proibirem ele de ser seu cardiologista?

-Hobi... - Me aproximei dele.

Ele me encarou e apenas balançou a cabeça.

-Hana... Querido, Hana...

-Sabemos muito bem que é ela. - Hobi a cortou novamente.

Dessa vez fui eu quem arregalou os olhos e notei mamãe fazer o mesmo. O que ele está planejando? Mamãe respirou fundo e começou andar de um lado para o outro.

-Ela sabe? - Perguntou ainda se movimentando.

-Não. - Foi eu quem a respondeu.

Ela parou de andar e me encarou.

-Também sabe de tudo?

-Que eu tenho uma irmã e nunca soube? - Perguntei. - Sei sim.

Ela levou novamente sua mão no peito e nos encarou.

-Vai nos contar o que aconteceu no passado? - Hobi perguntou a ela.

Ela sorriu de lado e fechou seus olhos.

-Não precisam saber dessas coisas. - Falou e abriu eles. - Só termine com essa garota antes que seja tarde de mais.

Hobi Hyung fechou suas mãos ao lado do corpo. Mamãe virou e saiu andando em direção da porta.

-Antes que eu comece agir. - Falou e saiu do apartamento.

Antes que comece agir? O que ela quis dizer com isso? Olhei para o Hobi, ele ainda encarava a porta. Eu não sei o que mamãe está planejando, mas eu não vou permitir que faça alguma coisa a Hana. Não agora que sei que é minha irmã mais nova.


Notas Finais


É isso >.<

Espero mesmo que estejam gostando *-*
Comentem o que estão achando, mesmo não respondendo eu adoro ler os seus comentários.
Beijos e até o próximo.

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