História Dog Life - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Humilhação, Jimin, Jin, Jungkook, Morte, Namjoon, Recondicionamento, Taehyung, Trafico Humano, Violência Fisíca, Violência Psicológica, Violência Sexual, Yoongi
Visualizações 90
Palavras 2.453
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal, como estão??
Desculpas pela demora :/ Mas espero que gostem! As coisas vão começar a melhorar...
Uma das pessoas que vai aparecer nesse cap., é um dos Bangtan... Apesar de representar um papel importante no futuro do nosso Kookie, eu não revelei o seu nome. A notícia ruim, é que vai demorar um pouco para esse personagem aparecer novamente u.u

Boa leitura!

Capítulo 17 - A Conversa


Fanfic / Fanfiction Dog Life - Capítulo 17 - A Conversa

 

Nas semanas seguintes, não houveram mais lutas. Os animais do harem não foram chamados para as exposições da Galeria. Nomes eram chamado para ir satisfazer a Senhora como de costume, mas fora isso, o harem foi ignorado. 

A atmosfera na casa, estava ficando tensa a cada dia que passava. A maioria dos animais no harem achavam que era apenas uma fase, parte dos negócios. Entretanto, para o Jungkook, que sempre prestava atenção em tudo, era difícil ignorar a tensão e as conversas sussurradas entre os guardas. Era difícil não notar o olhar preocupado no belo rosto do Jin, a quem a Senhora confia mais do qualquer um.  

O Jungkook era mais próximo do Jin do que qualquer outra pessoa no harem, até mesmo do Yugyeom. O Jin sempre cuidava do Jungkook, assegurando que o garoto não iria machucar ninguém. O Jin, também sabia de todas as coisas que a Senhora mandou o Jungkook fazer e ainda assim, não tinha medo dele. Talvez, pelo fato do Jin não ter medo do Jungkook, a Nayeon e o Yugyeom também não tinham. 

Desde a última luta, a qual o Jungkook chegou detonado, os três têm interagido bastante com ele e dado ao garoto, atenção constante. O Jungkook, também começou a retribuir o favor.  

Ele se sentia mais humano agora, por causa da companhia do homem de cabelos vermelhos, da garota com um sorriso de coelho e do escravo mais velho, com o rosto mais impecável de todo o harem. Essas pessoas se tornaram família para o Jungkook, eles eram sua força. Mas ele também sabia dos perigos que era se importar com alguém num lugar como esse. 

Depois de vários dias, quando o seu nome foi chamado, o Jungkook foi até a porta e encontrou o Mingyu com sua coleira na mão. O garoto ficou de quatro e o guarda atou a coleira no seu colar. Mingyu aproveitou a oportunidade e acariciou a cabeça do Jungkook, passando seus longos dedos por entre as mechas negras do cachorro. 

Mingyu puxou os cabelos do Jungkook inclinando sua cabeça, para que eles pudessem se olhar olho no olho. Antes de falar, o Mingyu abriu aquele seu sorriso sinistro. — Você está bem melhor, Jungkook. Vejo que o Jin fez exatamente o que lhe foi mandado e cuidou bem de você. 

O que? Quer dizer que o Jin apenas o ajudou porque alguém mandou que ele fizesse isso?? 

Jungkook estreitou os olhos. Mingyu se levantou e guiou o garoto pelo corredor até uma sala. A Senhora estava sentada, junto com um grupo de pessoas. O Jungkook engatinhou até ela e se ajoelhou no tapete que estava ao lado da cadeira da mulher. A sua coleira, agora estava nas mãos dela. 

— Eu ainda acho que nós deveríamos mudar todas as casas principais de lugar. – um homem disse. 

— Seria a decisão mais segura a se tomar, mas também iria levar muito tempo e muito trabalho. E durante a mudança, haveria um período de tempo em que nós ficaríamos bastante vulneráveis.  

— Nós temos os meios. Eu acho que essa é a hora. Nós não podemos continuar com as transações como o de costume, quando sabemos que facções do governo de todo o mundo estão infiltrando agentes em nossas operações. 

— Nesse caso, precisamos, não apenas mudar de local, mas também teremos que rever e substituir a maior parte dos nossos funcionários, milhares de pessoas. 

Pessoas que o Jungkook já tinha matado, sendo elas culpadas ou não. O garoto se esforçou para encarar a parede oposta e parecer não estar interessado nem um pouco na conversa. Mas era difícil. Agora, ele sabia porque as coisas estavam tão tensas. Sua Senhora não estava paranóica, como ele achava. Realmente, havia traidores e pessoas infiltradas na casa. 

As unhas da Senhora massagearam a cabeça do Jungkook, alisando o seu cabelo. Instintivamente, o garoto se inclinou no toque como um cachorro faria. — Eu não sei como encontrar quem está passando informações a eles. Nós temos muito subordinados. Talvez, seria prudente reduzir a staff da Galeria, por um tempo e extinguir aqueles que são desleais.  

— Reduzir a staff também significa reduzir a mercadoria, o que afetaria nosso lucro.  

— Nós não estamos necessariamente desesperados por dinheiro.  

— Eu gosto do dinheiro que ganhamos. 

— Reduzir a staff vai nos ajudar a ficar longe da cadeia.  

— Concordo. 

— Assim como mudar de lugar todas as casas. 

— Vai ser um trabalho e tanto, relocar mais de uma dúzia de casas. 

— E os animais que temos sob nosso cuidado? 

A sala ficou em silêncio. Todos os olhos se voltaram para o Jungkook, mas o garoto continuou olhando para frente, sem nem piscar. Todos na sala pareciam estar ponderando alguma coisa, mas ninguém falou nada. O Jungkook não gostou nem um pouco, das implicações daquelas palavras não ditas.  

Quando eles voltaram a conversar e a atenção foi desviada do Jungkook, ele se sentiu aliviado.  

— A mercadoria precisa ser relocada também. Mais uma vez, milhares de pessoas.  

— Talvez... devêssemos começar do zero, nesse departamento.  

Novamente, o grupo de pessoas ficou em silêncio, pensativas. Jungkook foi confrontado com a terrível realidade do que "começar do zero" poderia significar. Um massacre em massa de pessoas que foram abduzidas de suas casas, pessoas que foram treinadas para se tornarem animais de estimação e escravos, pessoas que eles chamavam de mercadoria. 

Puta merda.  

Jungkook se obrigou a respirar devagar, manter sua frequência cardíaca estável e controlada. Disparar o dispositivo em sua nuca agora, iria ser terrível. 

— Essa, provavelmente, é a maneira mais fácil de lidar com o assunto. 

E simples assim, o destino de milhares de pessoas ao redor do mundo foi traçado. Como é que algo assim pôde ser tão facilmente decidido, nessa sala? Quem são essas pessoas? Eles devem ser os responsáveis por administrar a Galeria. Incluindo a Senhora, o Jungkook contou seis pessoas: quatro homens e duas mulheres.  

— Eu posso falar com os nossos contratados e fazer o orçamento de preços e locais para as novas casas. 

— "Limpar" a casa pode ser um dos testes de lealdade para os guardas.  

— Nós devemos manter os mercenários. É difícil encontrar homens como eles. E eles quase nunca saem das Catacumbas, não tem como existir um traidor entre eles.  

— Qualquer um que seja contra os nossos planos, deve se pronunciar agora.  

A sala estava preenchida com um silêncio agonizante. O Jungkook queria gritar. Ele queria bater em alguém. Ele queria... 

— Então, está decidido. Agora, um vinho cairia bem. 

A Senhora estalou os dedos e uma mulher nua, trouxe uma garrafa de vinho e uma taça na mão. 

— Esse é o cachorro que ganhou todas aquelas lutas? 

— Sim, é ele. – a Senhora assentiu, seus dedos ainda massageando a cabeça do garoto. — O nome dele é Jungkook. 

Um dos homens se inclinou, para poder inspecionar melhor o Jungkook. — Eu ouvi bastante sobre ele. Você o treinou muito bem.     

As pessoas sempre elogiavam a Senhora, por treiná-lo tão bem. Mas na verdade, foi o Mingyu, o Jisoo e o Seokmin que haviam treinado o Jungkook, e antes disso, ele havia sido completamente "destruído" nas Catacumbas. A Senhora sempre levava todo o crédito, sem ter movido um dedo.  

Meu Deus, de onde vinha essa gente, que parabenizavam um ao outro por destruir pessoas, por quebrá-las e corrompê-las? O Jungkook cerrou os dentes e rosnou.  

O seu ato só serviu para fazer o homem sorrir. — Gostei dele. Se algum dia você se cansar, eu não me importo de criá-lo. 

— Eu jamais me cansaria de nenhum dos animais no harem. – a Senhora disse. — Mas claro, há um preço para tudo.  

Novamente, a Senhora estava disposta a abandoná-lo, a deixar que outra pessoa o dominasse, o usasse, fodesse com o Jungkook, por um preço. Dessa vez, ele não se surpreendeu. A dor, não foi tão forte quanto da última vez. O Jungkook tinha aprendido que ela era uma mulher inconstante, imprevisível. Enquanto ela demandava a lealdade incondicional do Jungkook, a lealdade dela era condicional.  

— Talvez, você queira uma demonstração? Você gostaria de sentir o dente dele no seu pênis? 

— Perigoso, não? 

— Essa é a graça. Não acha? – havia um desafio naquelas palavras.  

O homem finalmente assentiu e se encostou na cadeira, desafivelando o cinto e abrindo o zíper da calça. 

A Senhora se abaixou para sussurrar no ouvido do Jungkook. — Você irá satisfazê-lo, assim como treinado. Não me envergonhe, cachorro. 

O Jungkook latiu e engatinhou até o homem. As calças dele estavam na altura do joelho e mais uma vez, o Jungkook rosnou, mostrando os dentes. 

Uma mão firme segurou o queixo do garoto e o obrigou a olhar para cima. Por um momento, eles apenas ficaram se encarando. O homem, parecia ser o único asiático dentre os Mestres da sala, mas ele tinha uma pele levemente morena, cabelos castanhos, nariz reto e um olhar penetrante, suas iris castanho-escuras eram quase negras. Por um momento, o Jungkook se perdeu naquele olhar.  

Os longos dedos do homem acariciaram o queixo do Jungkook. O garoto continuou encarando. Em seguida, o homem piscou para ele e assentiu, soltando o queixo do Jungkook. 

O que quer que tenha acontecido entre os dois, tirou o Jungkook do eixo. Ele não gostava de ver nada remotamente parecido com gentileza, nos olhos dos monstros. Para o Jungkook, todos os Mestres daquela sala eram monstros. Seja lá o que ele tenha visto nos olhos desse homem, não combinava nem um pouco com o título de monstro. O garoto estava se sentindo inseguro. 

— Está tudo bem, Jungkook. Bom garoto. – o homem disse e depois, se virou para a Senhora. — Eu gosto de tudo nele, dos seus olhos redondos, das suas cicatrizes. Os seus lábios rosados também são bastante convidativos. 

— O resto do corpo também é bonito de se ver. – a outra mulher no quarto falou. — Essa bunda e seu abdômen.  

— Ele é lindo. – a Senhora concordou, com um sorriso no rosto. 

Nem parecia que aquelas pessoas estavam, há minutos atrás, falando sobre o assassinado em massa de milhares de pessoas inocentes. O Jungkook quase pensou que era coisa da sua cabeça, que imaginou tudo aquilo, mas não. Ele sabia muito bem o que tinha escutado. 

O Jungkook atacou na coxa do homem. Ele mordeu com força, o suficiente para partir a pele, enquanto rosnava. Em seguida, ele deu pequenas lambidas no saco do homem, deixando os seus dentes arranharem a pele fina de leve. O homem tinha um cheiro bom, ele cheirava a colônia de lavanda ou algo parecido. 

O Jungkook escutou ele soltar uma risada grave. — Adorável. Eu vejo que o prazer vem com uma pitada de dor. Bom garoto.  

O homem voltou a olhar para a Senhora novamente, enquanto o Jungkook engolia o seu pênis duro com a boca. — Eu tenho certeza que se eu fosse o seu inimigo, ele morderia e arrancaria um pedaço.  

— Com certeza... e faria pior. – a Senhora disse. 

— Então, fico feliz por estarmos em bons termos no mínimo, mesmo que nem sempre concordamos em tudo. – o homem falou, segurando as bochechas do Jungkook, auxiliando o garoto no ritmo de vai e vem.  

Quando o garoto deixou os seus dentes roçarem de leve no pau em sua boca, o homem sorriu e pareceu prender a respiração. O Jungkook gostou daquilo. Ele gostava de se sentir perigoso. Ele gostava que pessoas como aquelas, sentissem medo dele, nem que seja um pouco. O Jungkook estava tão concentrado em dar prazer e fazer aquele homem sentir medo, que apenas notou quando outro homem se posicionou atrás dele, quando escutou o som de alguém abaixando as calças. 

O seu plug anal foi removido e o Jungkook se virou para rosnar e latir. O homem moreno em sua frente, gentilmente pegou o cabelo do Jungkook, fazendo com que ele virasse o rosto. O Jungkook olhou para aqueles olhos penetrantes, castanho-escuros quase negros, que não pareciam pertencer a um monstro.  

O Jungkook sentiu o outro homem penetrá-lo por trás.  

— Termine o que começou, Jungkook. – o homem de olhos penetrantes, falou. 

O Jungkook colocou o pênis de volta na boca e continuou com o boquete, enquanto estava sendo fodido por trás. Devido à tantas sensações simultâneas, foi difícil para o garoto se concentrar em uma coisa só. Eventualmente, o Jungkook se entregou. Ele se permitiu sentir.  

O homem moreno, ejaculou em sua boca e o Jungkook engoliu cada gota de sémen. O homem guiou o Jungkook a descansar o rosto em sua coxa, enquanto o outro homem ainda o penetrava fervorosamente. O garoto permitiu que os dedos do homem passeassem por seus cabelos, enquanto inalava o delicioso cheiro de colônia de lavanda. 

Depois de alguns minutos, o Jungkook acabou ejaculando. Ele sempre podia gozar quando quisesse, exceto quando sua Senhora não permitia. Assim que seu ânus foi preenchido com o sémen do outro homem, ele voltou para o tapete ao lado da Senhora. 

— Minha vez. – a outra mulher no quarto falou. — Traga o focinho dele aqui. 

O Jungkook acabou satisfazendo todos no local, menos a Senhora.   

 

*** 

 

Naquela noite, o Jungkook sonhou com pele morena e olhos castanho-escuros, que brilhavam com uma estranha gentileza. Apesar de serem penetrantes, aqueles olhos eram suaves e talvez, fosse isso que tenha atraído a atenção do Jungkook. Fazia tanto tempo que o garoto tinha visto uma pessoa naquele mundo que não tivesse olhos calculadores e frios. O que não fazia sentido nenhum, já que o homem à quem esses olhos pertenciam, fez parte de uma conversa tão cruel.  

Durante a semana seguinte, aquela conversa foi tudo no que o Jungkook conseguiu pensar. A Senhora iria exterminar todo mundo nas Catacumbas, nos laboratórios? O harem também estava incluso? O Jungkook não tinha certeza. Ele apenas sabia que algo estava prestes a acontecer, algo grande.  

O Jungkook começou a ver todos de maneira diferente; as funcionárias que viham limpar o harem, os guardas na porta. Será que eles eram agentes infiltrados? Será que tinham algum vínculo com o governo? Todos pareciam extremamente tensos, na opinião do Jungkook. 

Ele começou a observar os guardas atentamente, para ser capaz de identificar qualquer indício de que eles iriam sacar as armas e atirar em todo mundo. O Jungkook não iria permitir que isso acontecesse, não se ele pudesse evitar. As pessoas no harem, não iriam ser exterminadas tão fácil assim. Ele iria impedir que isso acontecesse ou iria morrer tentando. 

Mas dias se passaram e nada aconteceu. Nada..

Nomes não foram chamados pela Senhora. 

Não houve mais lutas nos ringues de apostas.  

Não houve mais exposições da Galeria.  

Os animais no harem acordavam, tomavam banho, comiam e dormiam, num ciclo entediante.  

Nada aconteceu.... até o dia em que um grupo de guardas irromperam pela porta e apontaram suas armas.  

O Jungkook se levantou, rosnando e latindo alto. Ele iria impedi-los ou morrer tentando. 

Hoje, é um belo dia para morrer.   


Notas Finais


Obrigada por favoritarem: Bea_Bel, Gaby_kukuminato, Bleikvigorito, SofiaRemerc, RaposaLuntica <3
Até o próximo cap.!
Beijos!!


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