História Dois Anos - Capítulo 5


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Categorias Fairy Tail
Personagens Anna Heartfilia, Aquarius, Cana Alberona, Carla (Charle), Elfman Strauss, Erza Scarlet, Evergreen, Freed Justine, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jellal Fernandes, Jet, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Macao Conbolt, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Mest, Metallicana, Michelle Lobster, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Mystogan, Nashi Dragneel, Natsu Dragneel, Pantherlily, Personagens Originais, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Ur, Virgo, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Adolescente, Doenças, Dormitórios, Escolar, Gale, Gruvia, Jerza, Luta, Nalu, Superação, Vida, Zoeira
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Palavras 2.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha quem não conseguiu postar ontem, mesmo terminando. Issu, eu, mas tô aqui.

Capítulo 5 - Capítulo V


Lucy

Lucy ria horrores com a cena, Áries e Igneel estavam competindo por algo idiota e irrelevante, o que animou seu dia, ver a amiga tentando achar um doce salgado e picante, foi extremamente hilário, ela perdeu toda a compostura anterior, e voltou a ser a pequena e tímida Áries, que sempre se escondia em Virgo quando Ígnea e Sting chegavam.

O desconcerto da rosada durou pouco, ela logo pensou rápido e tentou fazer um suflê, o que aparentemente tinha dado certo, pelo cheiro que estava saindo.

Áries chegou na mesa confiante, servindo graciosamente ao Igneel, que deu um sorriso de lado, avaliando tudo, desde a postura dela até o cheiro do prato. Ela pegou o garfo, e a primeira garfada foi até sua boca, ele parecia degustar como o profissional que era, pegou a chicara e tomou seu café amargo, o que pareceu por um momento lhe dar energias. Então ele parou e pensou.

— Senhorita, o que acha de trabalhar no meu restaurante? — Indagou ainda com o café na boca.

Áries piscou, incrédula, tinha sido convidada por Igneel Dragneel, o melhor mestre gurmet e crítico mais perfeccionista de todo o mundo, para trabalhar no restaurante dele? Ela estava em choque. Lucy começou a rir da cara da amiga.

— Ari, sugiro que aceite, o Tio muda de ideia rápido.

— C-CLARO! SERÁ UMA HONRA SENHOR! — Ficou com uma postura.

Um silêncio... Alí começaria a nova carreira de Áries Zooadic, uma possível futura chefe famosa. A loira sorriu com a ideia, imaginando os pratos que a amiga faria, mas, num mesmo instante, sua tristeza imensa veio junto, não sabia sequer se estaria viva para ver o sucesso de Áries, isso partiu seu coração, mas como a boa atriz que era, não deixou uma gota dessa tristeza transparecer.

20:40

Era tarde, Lucy sabia e também sabia que teria de voltar para aquela mansão alguma hora e não queria ver o rosto das meninas, não quando elas tinham a verdade, e provavelmente os meninos também já estavam sabendo. Apesar de tudo, não iria desabar, de jeito nenhum. Uma coisa era certa, a Heartfilia iria aproveitar os últimos momentos com todos que amava, mesmo que isso custasse seu bem estar e saúde, criaria memórias, não queria ser só mais uma, tinha se decido! Faria a diferença, doeria no fundo do seu coração, contudo, seria necessário, para ela ser eterna.

Respirou fundo, e entrou pela porta. Todos estavam preocupados, pularam nela, e doeu, mas ela sorriu, como se estivesse tudo bem, como se nada a abalasse, e nunca ninguém perceberia, que aquilo tudo era uma máscara, para se proteger, guardar a imagem Heartfilia.

26 de julho. 4:00 a.m.

Era sábado, a loira estava fazendo sua rotina normal de ir para o refeitório, e percebeu que não estava na Fairy Tail, o cenário tinha se transformado, um sentimento amargo veio, estava em uma cama, deitada, quase morta, viu o tempo passar, foi assim todo dia, igual a sua mãe, estava fadada, triste, mas real.

E acordou, tinha tido um pesadelo, sim, visualizou seu futuro de certa forma, um choque de realidade tinha a atingido, e então, em meses, se permitiu chorar, o desespero tomou conta, não queria aquilo, mas era inevitável, infelizmente, era tudo que a esperava, e finalmente se permitiu chorar e desabar, sozinha, no escuro do quarto, em posição fetal, baixinho e estridente.

27 de julho.

A Heartfilia estava estressada, nesse dia, seu pai, traria o pai do seu futuro marido. No caso Igneel, seria o tal do filho que estava na sua escola, cujo ela não tinha a mínima ideia de quem era. Ela só saberia no momento. Amava seu pai, e ele sempre fez tudo por si, mas uma coisa estava sempre na cabeça dele: A família.

Ser um Heartfilia era um grande fardo, um nome respeitado e antigo, tanto quanto os ditos "dragões", gerações de astros, desde a culinária até a medicina, as grandes empresas, que começaram em tempos medievais.

A loira estremeceu, adorava seu tio, mas ele sabia ser rígido quando os assuntos eram negócios, assim como seu pai.

Vestiu sua melhor roupa, um vestido comportado e sapatilhas neutras, suas amigas e irmãos tinham saído, já que teriam uma reunião, ela, Igneel e seu pai, naquele momento, laços foram desfeitos, o destino dos Heartfilia estava em jogo, seu pai não deixaria nada interferir, mesmo que isso custasse o amor da sua filha e ela sabia disso.

Ao chegar na grande porta, se viu perdida, o mundo estava girando, contudo ela fechou os olhos e respirou fundo, não se deixaria abalar naquele momento, ou as decisões seriam tomadas sem ela. Entrou sem pestanejar, se anunciou e sentou-se numa cadeira central na grande mesa onde seu pai e tio estavam um em cada ponta.

— Já que a Lucy está aqui, podemos começar a decidir os termos do contrato. — Começou Jude.

A loira pensou.

— E o filho do Sr. Igneel? — Perguntou confusa.

— Ele não virá, teve alguns assuntos, mas me deu os termos aos quais ele concorda. — Igneel falou calmamente bebericando uma chicara de café.

— Oh! Certo então, mil perdões pelo incomodo Sr. — Abaixou a cabeça e o ruivo pareceu resmungar algo, que foi deixado passar pelo loiro.

— Certo, o primeiro termo é: Uma criança nascida ao segundo ano do casamento. — Soltou o Heartfilia.

Lucy gelou, teria que ter um filho em dois anos ou menos? Sabia que a doença a degradaria, mas não imaginava que fosse tão rápido.

— ESTÁ LOUCO JUDE!? — Igneel bateu na mesa irado. — ELES NEM TERÃO 21! NÃO PODEM CUIDAR DE UMA CRIANÇA! AINDA MAIS O NATSU SOZ- — Se cortou ao ver o rumo que a conversa seguiria. — L-Lucy, n-nã-não foi isso que e-eu... — Se sentou com a tensão que tinha se formado.

— Não se preocupe Sr. Igneel, eu já estou ciente, não vou durar muito, e acho que se não tiver um filho logo, eu não poderei ter mais, e como o Sr. deve estar consciente da minha situação, quanto mais rápido melhor. — Soltou um tom severo e confiante, mesmo que por dentro estivesse tremendo, suas mãos demonstravam isso, e aí percebeu, era esse seu ponto fraco, seu escape no teatro, e esconderia isso a todo custo.

~♦~

A reunião tinha terminado, e o médico chamou Lucy para um check-up rotineiro que ela fazia de tempos em tempos.

— Então, como está pequena? — Virou, pegando alguns instrumentos.

— De certo modo melhor, não estou tossindo tanto. — Falou se sentando na maca.

O médico parou e ficou tenso por um momento.

— E-Eh... Lucy, tenho que falar seriamente com você. — Desistiu de pegar os instrumentos e guardou os que já estava na mão. — Você não tem muito tempo. — Foi direto, afinal, sua qualidade também era seu defeito.

— A-Ah... Bem, disso eu sei, mas... — Baixou a cabeça e foi falando.

— Não pequena, estou falando de poucos meses.

A Heartfilia gelou, seu coração acelerou e estava ficando zonza.

— C-Co-Como a-as-assim? — Perguntou receosa, sabia que era um estado ruim, mas não imaginava tanto.

— Sua mãe teve os mesmos sintomas. — Se sentou e a sala adquiriu uma tensão horrível, até o ar estava impossível de se respirar. — Conheço o Jude, sei que se eu falar para ele, você será obrigada a usar os mesmos medicamentos que a Layla, o que a mataria, só que de forma mais demorada e dolorosa. — Respirou nem fundo.

Lucy não acreditava, então quando sua mãe ficou melhor por dois anos, era apenas um dos sintomas? De que estava mais perto da morte.

— Ela usou um remédio especialmente feito para essa doença. Sabemos como a “melhorar”, na verdade, como a fazer ter uma falsa confiança de que esta bem, só que isso deixa a degeneração mais rápida, sua mãe fez isso, mas com uma versão pior do remédio, ela durou mais tempo do que o esperado, já que era uma mulher forte e relativamente saudável, e sinto em dizer, que você não tem a mínima chance de sobreviver cinco meses sequer com os efeitos colaterais do antigo remédio. — Falou diretamente, deixou os sentimentos de lado, a verdade era dura, mas deveria ser encarada. — Você tem um corpo frágil Lucy, desde pequena você é assim, mas, tem um jeito, de você pelo menos conseguir ter a gestação de forma saudável. — Falou por fim. — Por enquanto, tomará remédios que deixarão seu corpo mais forte, várias vitaminas e se você aceitar, terá alguns que a prejudicarão, principalmente seu fígado, contudo isso será para deixar seu corpo apto para o remédio, aquele que a deixará “totalmente” saudável, mas como disse antes, é somente uma falsa sensação, a doença só irá piorar ao tomar isso. A decisão é sua, se não quiser, não falarei ao seu pai dessa possibilidade.

O choque foi grande e demoraria para aceitar tudo, mas tinha que pelo menos ter um legado, algo no mundo, queria aquele bebê e o teria a todo custo.

— Eu aceito Dr. — Falou confiante, mesmo que por dentro estivesse estraçalhada.

— Tenho as medicações para começar, tome e se sentirá “melhor”, sua tosse vai ser quase inexistente, mas quando tiver uma crise de tosse, você perderá muito mais sangue do que o normal, terá uma dieta regrada, que deve ser seguida a risca. — Falou sem expressão, buscando alguns remédios. — Avisarei ao seu pai da possibilidade, ele com certeza irá aceitar, então... — Leu os rótulos e deu os remédios para Lucy. — Pode se retirar, tenha uma boa noite.

~♦~

A Heartfilia entrou em seu quarto, e o peso de toda a tensão da reunião e da visita ao médico, que tomaram a tarde toda, finalmente a atingiu e ela acabou por cair no chão, de joelhos, tentando respirar, já que o ar não chegava aos seus pulmões. Seu futuro foi decidido alí, provavelmente teria somente mais dois anos, segundo o médico, para fazer tudo, se divertir, se despedir, e ser infinita de certo modo.

Seu coração apertou de novo, e pensou: “Vale a pena fazer meus amigos sofrerem por mim?”. Era algo egoísta, e estava repensando, suas ideias tão certeiras do dia anterior, de ter os melhores momentos, se esvaiaram depois dessa reunião. A insegurança e ansiedade foram maiores que tudo, e começou a chorar, e sabia que não poderia mais fazer isso, ou seja, tentou deixar tudo que a abalava sair junto daquelas lágrimas e gritos abafados pela sua mão, e assim seguiu a noite.

28 de julho. 8:10 a.m.

Levy entrou no quarto de Lucy, totalmente feliz e contagiante, cantando músicas estranhas, viu a amiga debaixo dos lençóis e ainda saltitante, o puxou, fazendo a loira fechar os olhos ainda mais, por conta da claridade, se remexendo encolhida.

— Luuuu~

— Levy... — Resmungou baixinho.

— Nada de reclamaaaar. É segunda-feiraaaa! LEVANTA PRAGA! — Gritou falsamente brava.

— Tenho mesmo? — Procurou, ainda de olhos fechados, algum travesseiro para esconder o rosto, o que foi impossível, já que a azulada jogou todos para o chão.

— Hoje, eu você e a Juvia, vamos para um dia incrível no parque! Sabemos que vai se casar logo, e não temos a menor ideia de como esse cara vai ser. — Saiu em direção ao guarda roupa da loira. — Ou seja... Vamos aproveitar esse momento só de meninas, que temos por agora.

— Temos mesmo Levy? — Resmungou sentando na cama e coçando os olhos.— Eu poderia simplesmente dormir mais um pouco, não? — Tentou esperançosa de voltar para a cama.

— Não mesmo! Vamos, vista isso e desça, estamos te esperando, Laxus está lá também. — Falou jogando o conjunto de roupas.

Lucy se vestiu, e correu para passar uma maquiagem, afinal, tinham olheiras gigantes, e também foi passar um colírio, seus olhos estavam extremamente vermelhos, além é claro, de tomar os remédios.

Ao terminar de se arrumar, desceu e a primeira coisa que viu, foi Sting sendo apedrejado com algodões(?¿) por Juvia, que claramente estava querendo ir de volta para sua cama.

— VOCÊ ACORDOU A JUVIA! STING, VOCÊ É UM HOMEM MORTO! JUVIA ESTÁ COM RAIVA E SONO! — Saiu gritando e correndo atrás dele com um saco gigante de algodões(¿?).

Levy e Laxus estavam morrendo de rir na sala.

— Foram vocês né? — A Heartfilia perguntou.

A azulada e o loiro se olharam e começaram a rir.

— Vocês são maus, sabem que a Juvia volta a falar na terceira pessoa quando está desatenta ou com raiva. — Se sentou, tentando fazer um tom de vós decepcionado, mas começou a rir junto, quando Sting saiu gritando: “MORTE AS OVELHAS!”, aquilo a fez perder toda a compostura, decidiu que seja crise do dia anterior sumiria, aquelas ideias também.

~♦~

Já no estacionamento, outra briga idiota tinha começado, pela vaga onde o carro ficaria, se seria perto da parte aquática ou da parte onde ficava as montanhas russas, e quem estava discutindo isso? Exatamente, Juvia e Levy, a baixinha adorava montanhas russas, ainda mais depois de todos os acontecimentos nos dois anos desde que Lucy tinha chegado na Fairy Tail.

— Pois saiba Juvia, que vamos para as montanhas russas. — Levy resmugava.

— Claro, mas só depois da parte aquática. — Retrucou emburrada.

E assim foi, todo o percurso, rodando e rodando com a briga delas duas, até Laxus achar uma vaga exatamente na metade das áreas.

—Agora que estamos aqui... Vocês podem parar de encher o saco e calar a porra do saco? — Falou baixo, mas irritado, o que fez as meninas saltarem do carro.

— C-Claro. Lu, com quem você vai? — A Lockser tenta sair do clima chato.

— Com a Levy. — Falou observando o mapa. — Além do mais, eu não posso me molhar. — Continuou com uma face inexpressiva, mas a prima via no seu olhar, toda a tristeza que ela estava sentindo, só por aceitar o que sempre tinha contestado.

— Há! Tá vendo? A Lucy vai comigo. — A Macgarden saiu e foi para o lado da Heartfilia.

— Oe! Eu não vou ficar sozinha não, me recuso! — Contestou Juvia, brava.

— Então eu vou com você. — Laxus suspirou. — Tem um tempo que quero ver essa parte desse parque. Na verdade, é a única que não vi até agora.

Lucy se encolheu um pouco, estava ressentida, pois sabia o motivo de Laxus nunca ter ido lá, era sua culpa, tudo que as pessoas ao seu redor não podiam ou conseguiam fazer, era por sua causa, um aperto no coração. Tossiu um pouco, tomou alguns remédios e água, sem ninguém ver, já que finjia estar entretida com o mapa de uma nova área alí e novamente agradeceu a suas aulas de teatro.

~♦~

— E então Lucy, você quase não tossiu hoje, será que está melhorando? — Sting perguntou enquanto tomava uma casquinha que acabara de comprar.

— Acho que sim. — Recuou o olhar, era mentira, estava tomando remédios escondida deles.


Notas Finais


FINALLY! Achei um PC pra postar


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