História Dois Corações Batendo no Mesmo Ritmo. - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Busanboys, Drama, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Romance
Visualizações 58
Palavras 1.912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Steampunk, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei depois de o que três meses?? Nem eu sei! Sinto muito por ter esquecido essa fanfic, mas eu juro que amo muito ela, apenas me desfoquei sem querer dela por um período de tempo. Espero que entendam e não fiquem bravos comigo, boa leitura!

Capítulo 3 - I Am Not Getting Married!


— Talvez no dia em que você deixar de ser um completo babaca! — Jimin disse em alto e bom som para que todos ouvissem, alguns sons e outros sussurros maldosos foram ouvidos, então os olhos de Jungkook vacilaram por pouco tempo, mas tempo suficiente para que ele abrisse um leve sorrisinho malicioso, seguindo com seu discurso debochado. — E pelo que posso perceber, quem está caindo aos meus pés é você alfa. O que houve? Sentiu saudade do meu joelho batendo com tudo no seu pau mixuruco?! 

Outra onda de "oh's" foi ouvida no vasto corredor. Jimin jamais iria se submeter a um alfa como Jungkook. Já o odiava muito por conta da noite passada, mas agora que descobrira que teria de aguentar vê-lo todos os dias na faculdade — seu único refúgio até então —, nunca iria deixar alguém assim invadir seu espaço pessoal. Ele poderia sim estudar lá o quanto quisesse, desde que não mexesse com o ômega loirinho, mas não. Lá estava ele no primeiro dia do último semestre de Jimin, lhe irritando na frente de todos. Obviamente, não ia sair barato. 

— O que você faria se eu falasse para todo mundo aqui que de noite você é uma puta em uma boate qualquer? — o alfa sussurrou olhando os olhos de Jimin, os lumes cor de mel tremeram um pouco e um leve sorrisinho falso de coelho surgiu em seu rosto. — Viu, você não pode continuar me difamando assim, coração. 

— Fala para eles então, eu vou dizer que esse seu rostinho é tão falso quanto essa sua cara de popular estudioso legal, outra coisa, o que acha que seus amigos farão se a escola toda souber que você procura putas de noite para te satisfazer, hein Jungkook? — Jimin não era do tipo que ameaçava, não mesmo. Odiava fazer coisas assim, ou dizer palavras tão baixas, porém foi a forma que encontrou de se defender de um adversário tão astuto como o alfa a sua frente. — Você não sabe quantas cartas eu tenho na manga Jeon, pois então não queira se apressar e soltar seu coringa, eu posso vencer. 

O ômega riu e deu um selar sobre os lábios grossos do alfa, sorrindo mais ainda quando o burburinho se tornou gritos altos. Aproveitou que Jungkook parecia estar desnorteado e ergueu sua perna prontinho para socar novamente o que ele tinha entre as pernas, quando sentiu um braço forte lhe puxar para longe do seu objetivo. 

— Park e Jeon pra' sala do presidente pedagógico agora! — Um homem que parecia ser o zelador berrou ameaçador para ambos que foram sem contestar. Park não estava com medo, se fosse suspenso pelo que fez pedia as anotações para CL e se fosse expulso socava a cara de Jungkook na saída para sanar sua raiva. 

Olhou para o lado e notou que o alfa respirava pesado, intensamente, com um medo nos olhos que chegou a sentir pena dele por alguns segundos. Seus papais provavelmente iriam acabar brigando consigo, mas não era seu problema, até porque o garoto que havia mexido consigo e lhe tirado a paciência. Que aguentasse as consequências sozinho. 

Ele caminhou na frente a passos rápidos em direção a diretora como se soubesse exatamente o que era. Logo Jimin o seguiu calmamente atrás do mesmo, não tinha a menor pressa de ouvir sermão. 

Parou na frente do cômodo de cores claras que era iluminado pela luz da janela apenas e sorriu meigo para a diretora da faculdade que lhe aguardava. A mulher era um tanto familiar em aparência, tinha seus cabelos castanhos um pouco ondulados e um sorriso meigo até demais com seus dentes em relevo, como um pequeno coelho. 

Naquele momento sua primeira ficha caiu. 

Entrou rapidamente na sala e se sentou sobre a cadeira ao lado de Jungkook que evitava lhe olhar a todo custo, observando suas próprias mãos e o chão. 

— Jungkook-ah, não têm nada a dizer para o Jimin-ssi? — a mulher suspirou pesado esperando alguns segundos e bufou ao notar que o alfa seguia caladinho em seu cantinho. — Bom, eu sou Jeon Sunmin, prazer em lhe conhecer Park. 

— O prazer é todo meu diretor Jeon. — tocou sem cerimônias a mão da mulher mais velha com um sorriso fofo em seus lábios. — Bom, já que nosso anfitrião parece não desejar falar, pode me dizer o que quer conversar? Sobre o ocorrido no corredor? 

— Não me importo com briguinhas idiotas de adolescentes no meu campus. — cortou o assunto com um riso falso e se tornou mais sóbria aos poucos. — Eu e seu pai temos um contrato Jimin, e ele envolve tanto você quanto o irresponsável do meu filhote. 

— Pode me explicar sobre o que é esse contrato senhora. 

— Com todo prazer! — o ânimo era evidente, isso deixou o ômega um pouco receoso. — É sobre seu casamento meu caro, entre você e meu querido filhote ao seu lado. Olhe para ele, vocês ficam tão belos juntos, são um casal perfeito! 

A ficha caiu outra vez. E Jimin não gostou nem um pouquinho do sentimento que tomou seu corpo no segundo que processou completamente todas as informações, seus músculos tremeram seus olhos marejaram e um berro ecoou na sua cabeça. Fuja! 

Olhou para Jungkook por poucos segundos e se levantou rápido a ponto de sua visão ficar turva. 

Correu para fora da sala enquanto ouvia a voz de Jungkook lhe pedindo para esperar. Sentia seus pequenos olhos tomados por lágrimas desesperadas que não gostaria de estar tendo. Ele não entendia porque seu pai lhe odiava tanto e o queria o mais longe possível de si mesmo quando ele era a verdadeira imagem de sua mãe em uma versão masculina. Seu appa devia lhe amar mais que qualquer outra pessoa na face da Terra, mas isso não acontecia nem de longe. 

Sabem aquela fase da adolescência em que você se revolta e tudo que quer fazer é socar seu pai por tentar lhe prender em casa ou então quer berrar com eles porque não te deixam ser como é? Jimin sentiu-se desse jeito. Era uma raiva jovem que vinha de dentro de seu ômega revoltado com tudo aquilo que acontecia com o pequeno Park. 

Não deixariam barato, não importava se era seu pai, Jungkook ou qualquer outra pessoa, não eram um objeto de ninguém. 

Além disso, eles estavam nos anos 3000! Quando esses costumes tão velhos e inadequados vindos diretamente do milênio passado se tornaram comuns ou legais novamente? Casar pessoas forçadamente é a maior crueldade que se pode fazer. Como a mãe de Jimin dizia, você poderia forçar qualquer coisa, mas não pode forçar um sentimento, ainda mais o amor. 

Saiu da faculdade ainda com lágrimas nos olhos e chamou um Uber que chegou o mais rápido possível. Uma mulher gentil que lhe perguntou como estava, porém não quis chorar as pitangas para uma completa desconhecida, por mais que fosse uma boa oportunidade. 

Fora um percurso curto e rápido, para o baixinho que estava com seus fones tocando alguma música triste como It's You ou então Idfc, contudo foi o que sentiu ser necessário naquele momento. Não que fosse se deixar cair de amarguras de uma vez, só que se não fizesse isso poderia explodir forte demais sua raiva contra seu pai e se fizesse isso seria muito provavelmente preso pelo que faria. 

Respirou fundo e se afastou do carro pagando a corrida a mulher que lhe deu sorte. Agradeceu minimamente e segurou o choro novamente, ao se virar para a porta e notar que estaria sozinho. Respirou fundo o ar saindo e entrando por seus pulmões e caminhou lentamente, limpou seu rosto molhado e quentinho, entrando na enorme casa que um dia fora seu maior refúgio. 

— Onde ele está? — perguntou sério e rouco assim que visualizou uma das empregadas de seu pai trabalhando em limpar as janelas, a garota quase caiu, mas recebeu ajuda do ômega para descer as escadas. Jimin ainda estava impaciente, entretanto para que ser grosso com a garota? — Vamos, onde está o senhor Park? 

— No andar de cima. — ela sussurrou e afastou-se do garoto assim que foi solta, não queria ver a briga que seria e também era melhor fofocar com as outras trabalhadoras do que simplesmente enfrentar uma briga entre seu senhor e seu filho. 

O ômega nem sequer agradeceu e subiu as escadas mais rápido que conseguia e foi a passos pesados até o escritório de seu pai no final de seu corredor. Segurou muito um grito quando notou que este estava acompanhado e pegou simplesmente uma taça de vinho quase vazia que estava sobre a mesa escura de madeira envernizada, a jogando com força contra a parede e quebrando o vidro em pedacinhos e assustando completamente a mulher no colo do homem velho. 

A garota jovem e bonita logo foi reconhecida por Jimin e essa abaixou a cabeça enquanto se vestia apressada, descendo com rapidez e fechando a porta atrás de si, dando aos Park toda a privacidade que o herdeiro precisava para finalmente tirar satisfações com seu progenitor. 

— Jimin que eu saiba sua mãe te ensinou a não interromper os assuntos dos outros. — O velho completou com deboche, nem ligando muito para fechar a calça. Nessas horas ele tinha vergonha e pena do próprio pai. 

— Mamãe me ensinou o que era certo papai e isso que você faz é errado. — Proclamou sério e contornou a mesa até parar ao lado de seu pai com um leve sorriso um pouquinho sádico em seus lábios finos. — O que você fez comigo foi errado. E eu espero que esteja ciente que não vou aceitar nada disto. 

— Você não tem aceitar nada filho. — Por incrível o senhor não carregava deboche ou desgosto em sua voz, mas sim seriedade e talvez… Mágoa? Não soube distinguir muito bem no momento. — Ele é um alfa e já assinou tudo com a mãe dele. Eu não sabia que havia uma brecha na lei, mas eles usaram dela e agora você é de acordo com a lei casado com ele. 

Seu mundo caiu completamente e medida que sua mão se levantava para bater na cara flácida de seu pai e assim fez, em seguida soltando um grito alto. 

— Você não viu ou você não quis ver? Diz logo que não me suporta! Vai ser muito mais fácil! 

— Você iria preferir que fosse por isso — Park respirou fundo não revidando da ira de seu filhote e massageou seu rosto respirando profundamente. — A mãe dele está tirando dinheiro de nossa família filho, fui obrigado a te usar em um dos planos dela ou então perderíamos tudo. 

Jimin respirou e respirou tentando engolir a ideia de que havia sido usado como moeda de troca pelo próprio pai, e quando pensava nisso mais raiva e vontade de chorar ele tinha, porque como homens poderiam ser tão cruéis com alguém que carregava seu próprio sangue? Sabia que no fundo seu pai era apenas um velho alcoólatra com muitos outros problemas e desesperado enquanto os Jeons sim eram os vilões. E se eles desejavam um ômega para aquietar seu filhote mimado, o Park o faria com louvor. 

— Pois se você ou eles acham que um papel vai me colocar no meu lugar, espero que saibam que eu posso colocar o filhote deles na linha por bem ou por mal. 




Notas Finais


O que vocês acharam? Me digam aí!

.˚ ₍♡₎Jungkook: babaca ou neném reprimido pela sociedade?
.˚ ₍♡₎: bravinho teimoso que não vê o lado bom das coisas ou outra vítima?

Senhora Jeon dona do meu ranço e do meu amor ao mesmo tempo! Pai do jimin é só ranço mesmo!

Até o próximo capítulo pessoal!


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