História Dois corações e um destino - Capítulo 43


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Notas do Autor


Kisara fica...

Seto explica...

No dia seguinte, Jounouchi...

Capítulo 43 - Seto e Kisara


Fanfic / Fanfiction Dois corações e um destino - Capítulo 43 - Seto e Kisara

Porém, ela vê as mãos dele se dirigindo para o seu pescoço, mais precisamente para a coleira, retirando o objeto, fazendo-o cair no chão, deixando-a atordoada pelo seu ato inesperado, para depois, ver que ele ia até uma mesa, pegando em suas mãos uma bela caixa dourada e ao abri-la na frente dela, revelou um belo colar dourado com detalhes prateados, contendo um pingente de safira.

Ele coloca a caixa dourada ao lado dela e retira o colar, o colando em seu pescoço, enquanto falava em um tom de voz gentil ao mesmo tempo em que procurava fazer movimentos suaves para não assustá-la, mais do que ela já se encontrava:

- Essa safira combina com os seus olhos, Kisara-chan. Pode olhar nos meus olhos.

Ela ergue o rosto, exibindo surpresa em seu semblante, enquanto observava o sorriso gentil dele, que fala, enquanto ficava feliz ao vê-la corar:

- Esse colar possui magia impregnada nele. Essa magia vai protegê-la. Além de ser exótica com essa cor de pele e de cabelo, você é uma mulher linda. Essa joia vai protegê-la, caso eu não esteja por perto. Ademais, agora você é serva pessoal e não escrava. Mesmo tendo uma diferença ínfima, o servo está acima de um escravo. Comigo, você estará segura. Se voltar para as ruas, você acabará passando por coisas terríveis.

- Por que me transformou em sua serva, mestre?

- Me chame de Seto, em particular. Quanto ao motivo, eu não me sentiria bem, mantendo-a como escrava. Inclusive, não gostava de pensar em você dessa forma. Pedi para Mahaado impregnar esse colar com magia. O pensamento de você sendo serva pessoal me incomoda bem menos do que o status de escrava. Esse quarto é seu. Use-o como desejar. O meu quarto fica ao lado.

A albina fica boquiaberta e olha atentamente para o quarto, após erguer o rosto, percebendo que era luxuoso e que a cama era bonita, com a jovem acreditando que o colchão e os travesseiros eram macios pela aparência que tinha e conforme tocava a colcha, percebia que era extremamente macio, fazendo-a acreditar que era de seda, deixando-a estupefata, pois, nunca, nem em seus sonhos mais delirantes, ela imaginaria que deitaria algum dia, em algo tão macio e sedoso ao toque.

Então, o seu olhar volta gradativamente ao que era, para depois, olhar para Seto, perguntando:

- O senhor...

- Seto.

- Sim. Seto-sama, por que o senhor está dando esse belo quarto para alguém como eu?

- Por que eu prefiro que fique próxima de mim para poder defendê-la, além de apreciar a sua companhia. Além disso, você não é qualquer uma para mim, Kisara-chan. Você é muito importante e quero lhe dar o melhor – ela cora ao ouvir isso, fazendo-o sorrir ainda mais - Amanhã, vou providenciar roupas melhores, com você podendo escolher, além de comprar algumas joias. Eu quero mimá-la. É uma ideia que me agrada.

Ela fica boquiaberta e depois, fala timidamente:

- O senhor não precisa gastar tanto comigo, eu...

- Você precisa estar a altura, ou melhor, acima dos outros servos pessoais, pois, eu pertenço ao Rokkushinkan. Nossa autoridade está, apenas, abaixo da autoridade do Faraó. Espera-se um alto padrão e uma serva pessoal de alguém com o meu título tem que estar a altura – ele fala e se aproxima dela, tocando gentilmente o seu queixo, o erguendo, com a prateada olhando para os orbes azuis dele que eram intensos, fazendo-a corar ainda mais – Ademais, nunca mimei alguém antes. Parece uma ideia interessante e vai ser bom eu relaxar um pouco. Além disso, uma mulher tão linda merece usar coisas lindas e igualmente dignas dela.

Ela cora intensamente e depois, ele solta o queixo delicado, falando, com o shinkan controlando a vontade que tinha de acariciar a linda cor carmesim em suas bochechas:

- O seu trabalho como serva pessoal será me seguir, pegando o que eu desejo. Também vai ajudar no meu banho e cuidar da minha roupa, me vestindo e me despindo. Atualmente, duas servas fazem esse trabalho, mas, como serva pessoal, será o seu trabalho e torno a repetir. Violação, para mim, é um ato imperdoável, somente praticado por monstros cruéis e covardes. Eu nunca obriguei uma mulher a se deitar comigo e não começarei a fazer isso. Ademais, muitas servas se oferecem, mesmo que seja por uma noite. Mesmo que não tivesse esses oferecimentos, eu nunca faria algo tão desprezível. Portanto, não acontecerá nada no banho ou quando eu me trocar. A menos que você deseje, claro.

Ele fala o final com um sorriso de canto, fazendo Kisara corar três tons carmesins, antes de sentir o afago gentil dele em seu rosto, com o mesmo se afastando, sendo que o shinkan fala, virando o rosto, antes de abandonar o recinto para deixar a prateada sozinha, sendo que iria ordenar que escravas a banhassem como uma nobre, amanhã, para as roupas que ela usaria durante o dia:

- Amanhã, iremos cuidar da sua saúde e faremos compras. Suas funções como serva pessoal irão começar depois de amanhã. Também permito que visite aquele tal de Yuugi e aquela dragoa. Afinal, são seus amigos e poderá visita-los quando eu dispensar você, após cumprir com as suas obrigações. Alguns escravos irão preparar o seu banho, pois, acredito que irá apreciar um banho relaxante, antes de dormir. Ademais, você terá uma roupa separada para dormir. Tenha uma boa noite, Kisara-chan.

- Boa noite, Seto-sama.

Ele sorri e fecha a porta, se dirigindo ao seu quarto que ficava ao lado do da prateada, onde servas o aguardavam para tirar a sua roupa e cuidar do banho dele.

Após Seto se encontrar limpo e vestido para a noite, ele passa a observar a lua por algum tempo, enquanto refletia sobre os pensamentos que o tomaram desde que viu Kisara no leilão e a fúria que o tomou quando descobriu o que o mercador fez. Ele mesmo se surpreendia com as suas reações perante a exótica albina, inclusive quando era mais jovem, sentindo que era a coisa correta a fazer, pois, assim o seu coração exigia, enquanto que desejava mantê-la junto de si.

No quarto da prateada, ela observa escravos fortes entrando com água quente, virando-a na banheira no quarto de banho, para depois, uma escrava mostrar os detalhes do quarto espaçoso e luxuoso.

Então, os escravos se retiram, com Kisara os agradecendo, os fazendo ficarem surpresos pelo tom angelical da voz dela, sendo que as servas se curvam, após colocarem um haik, que era uma túnica longa na cor branca na cama para que a jovem vestisse, após o banho, se retirando em seguida, recebendo um agradecimento, também.

Ela fica em uma perda de palavras com o luxo do quarto de banho imenso e que era condizente com o do quarto. Conforme os seus olhos percorriam o ambiente, a jovem observava os óleos perfumados e joga um pouco da essência de um deles na água, percebendo uma barra de sabonete próximo dali, sendo que fica surpresa, pois, somente os mais abastados tinham um.

Após se despir, a adolescente passa a apreciar o banho, enquanto relaxava na água quente e perfumada, para depois, sorrir consigo mesmo, começando a se divertir na banheira como se fosse uma criança.

Alguns minutos depois, ela cessa a sua diversão e começa a pensar o quanto a sua vida mudou, sendo que, inicialmente, achou que viveria o inferno até descobrir que a sua vida estava melhor do que a anterior, pois, mesmo sendo uma serva, tendo que servir ao shinkan, considerando o que ela teria em troca dessa servidão, era melhor do que antes, ainda mais pelo fato de ter a segurança de que não seria estuprada, do que sendo livre e vivendo com medo, enquanto lutava diariamente pela vida.

A prateada sentia uma confiança surpreendente pelas palavras do seu mestre, embora não compreendesse o motivo de se sentir assim e de confiar tão plenamente nele.

Inclusive, conforme pensava nisso, cogitava a hipótese de ser em virtude do passado deles, de quando ele a salvou dos mercadores, pois, mesmo mais velho, ainda podia enxergar os olhos dele de quando era mais jovem, sendo o mesmo de quando a resgatou.

Então, ela sai dos seus pensamentos quando a água começou a esfriar.

Após se levantar, Kisara pega um tecido semelhante a uma toalha, o usando para secar o seu corpo e cabelo, para depois, avistar na cama o haik.

A adolescente caminha até a cama e veste a roupa, cuja barra chegava ao tornozelo, notando o quanto o tecido era macio, sendo que nunca imaginou que vestiria algo tão macio e sedoso, para depois, se aproximar de uma cômoda com um espelho, percebendo uma caixa dourada que estava vazia, assim como havia visto ao lado desta, um potinho dourado com uma tinta preta e itens de cosmética, tentando decifrar a utilidade deles, além de um pente dourado e outros itens.

Após terminar a análise, conseguindo descobrir para o que alguns deles serviam, ela abre o armário e observa algumas roupas, para depois, olhar para a cama, caminhando até a mesma.

Em seguida, ela deita na cama, apreciando a maciez, enquanto suspirava feliz, sendo que fica alarmada ao ver que a porta era aberta, para depois, relaxar ao perceber que eram escravos que iriam retirar a água e de fato, após fazerem isso, eles se retiram e ela adormece, desconhecendo o fato de que havia dois guardas do lado de fora que zelavam pela sua segurança, assim como havia guardas nas portas de Seto.

No dia seguinte, um pouco longe do palácio, Jounouchi andava pelas ruas com os seus guardas pessoais, quando avista uma jovem de pele cor de bronze e que aparentava ter dezessete anos, sendo puxada por uma corda por um homem, com o loiro o reconhecendo como sendo um mercador de escravos pelas vestes que ele usava.

O nobre desprezava a escravidão e agradecia o fato de que em Kemet, tinha bem menos escravos que nos outros impérios, além de haver várias leis que determinavam as condições da escravidão, com exceção dos que eram capturados em guerras, sendo que Jounouchi ficava aliviado pelo fato do seu país natal, raramente se envolver em uma guerra e considerando o controle dos Ka, não seria uma atitude sensata atacar o império, embora soubesse que havia muitos idiotas no mundo, assim como, governantes arrogantes que jogavam os seus súditos para batalharem em suas guerras, usualmente mesquinhas ou movidas por orgulho ferido.

Ele passa a segui-los ao ficar determinado em salvá-la, pois, ao vê-la, sentiu o seu coração vibrar de emoção, além de achá-la linda e ao descobrir em qual leilão ela seria colocada, o loiro se dirige até o local onde ficavam os compradores, sendo que procurou ficar perto do palco.

Então, o leilão começa com itens e depois, com escravos, com o loiro ficando aliviado que a primeira a ser leiloada seria a jovem que ele viu, pois, achava nauseante a venda de humanos e conforme observava a jovem sendo arrastada para o palco, Jounouchi se sentiu estranhamente ligado a ela, além de sentir seu coração bater descompassado ao vê-la, novamente.

A bela morena de cabelos ônix e olhos carmesins que envergonhavam o mais belo rubi era arrastada por uma coleira presa a uma corrente, sendo que estava com os punhos presos atrás de suas costas e usava um haik simples, semitransparente e surrado em vários graus, acabando por revelar parte da pele dela, embora ainda cobrisse as partes importantes, apesar da transparência parcial não fornecer muita imaginação, principalmente para os estrangeiros, pois, para os egípcios, o corpo era algo natural.

Mesmo assim, o loiro agradecia o fato do tecido ainda cobrir as partes importantes dela, enquanto detestava o fato de ser semitransparente, embora fosse algo usual dentre as vestes tradicionais egípcias.

O nobre observa a jovem sendo puxada para o centro do palco e apesar dela estar cabisbaixa, eram visíveis as lágrimas e o tremor que a tomava, sendo que não a condenava por estar aterrorizada.

Jounouchi olha para trás e fica enojado com o olhar de extrema cobiça e de perversão que exalava dos outros que estavam na multidão, devorando-a com os olhos.

Então, para alívio dele, após o homem no lado do palco anunciar a beldade morena, frisando o fato de ser virgem, o leiloeiro começa o leilão dela e o loiro, prontamente, assume a liderança, sempre cobrindo a proposta ofertada e no final, ele sai vitorioso, pois nenhum dos outros compradores conseguiu cobrir a proposta final dele.

Após vencer o leilão, o nobre sobe no palco, com a jovem ainda estando cabisbaixa e tremendo como uma folha ao vento.

Afinal, temia que com a sorte dela, ou melhor, a ausência desta, sofreria com um mestre cruel, sendo abusada sexualmente e emocionalmente, começando a imaginar em sua mente os piores cenários possíveis, fazendo o seu terror aumentar, sendo que ela não havia erguido o rosto, tanto para não sofrer uma punição, quanto por não ter pressa em descobrir quem a comprou, enquanto se lastimava por estar presa, pois, as cordas a impediam de reagir apropriadamente, visando a sua fuga do local.

- O senhor fez uma excelente aquisição. Essa jovem é virgem e linda, além de ser exótica com essa cor incomum nos olhos. Eu mesmo atestei a virgindade dela. Ou melhor, o curandeiro que chamamos para verificar se era virgem ou não. Eu gosto de ser verdadeiro com as minhas mercadorias.

O mercador falava com um sorriso hesitante em seu rosto, pois, o jovem exótico na sua frente, acompanhado de guardas e cujas vestes e joias denotavam que ele não era apenas um nobre abastado e sim, filho de um Grão Vizir, exibia uma face de repugnância para o homem a sua frente que se encolhia perante a aparência intimidadora que o loiro exalava, sendo que surge, fugazmente, um tremor de medo ao ouvir a voz autoritária e igualmente contundente que não aceitava qualquer contestação, enquanto o vendedor era fuzilado impiedosamente pelos orbes cor de mel:

- Tire as cordas dos punhos dela.

Ele fica surpreso com o pedido, para depois, falar com hesitação em sua voz e postura, ficando surpreso ao perceber que conseguiu encontrar alguma voz perante o olhar implacável que recebia do nobre abastado na sua frente:

- Ela é uma guerreira e derrubou alguns dos meus homens. Por isso, amarramos as mãos dela atrás das costas. Eu sei que as minhas palavras parecem surreais em virtude da aparência delicada e meiga. Mas, acredite em mim, que a aparência dela não reflete o seu temperamento. Não que ela não seja delicada. Eu falo no sentido de que não é submissa e tem uma força surpreendente, não condizente com o seu corpo. Tem certeza, mesmo, que quer que eu a solte? Acho que o senhor deveria pedir a algum mago habilidoso para criar um meio de conter as suas habilidades, antes de soltá-la das restrições em que foi colocada.

- Não ouviu o que eu disse? Eu mandei soltá-la. – ele fala no mesmo tom, não deixando de fuzilar o mercador a sua frente, cuja voz desaparecia frente à aparência intimidadora, ampliada pela alta estatura do loiro e constituição física que ostentava.

- Bem, se o senhor deseja...

Então, ele corta as cordas dela e sentindo-se livre, ela recupera a coragem para reagir, embora fosse uma determinação surgida pelo medo de ser estuprada.

Antes que qualquer um pudesse registrar os seus movimentos, ela golpeia violentamente o mercador no abdômen com uma cotovelada certeira, o jogando há alguns metros dela, fazendo-o se chocar contra objetos, os quebrando, para depois, golpear os homens que estavam próximos com socos e chutes, deixando-os estarrecidos pela força que ela demonstrava e que não era condizente com a aparência, sendo que Jounouchi estava surpreso pela força que ela exibia, enquanto via pelo canto dos olhos os seus guarda-pessoais se preparando para ficar na frente dele, visando defendê-lo da jovem, sendo que ele faz um gesto discreto com uma de suas mãos, forçando-os a recuarem, apesar dos semblantes deles demonstrarem que não apreciavam o fato do loiro se arriscar daquela forma.

Após nocautear os que estavam a sua volta, fazendo os outros compradores recuarem perante a ferocidade que ela demonstrava em seus olhos e rosto, a adolescente de pele bronzeada avança no loiro, determinada a derrubá-lo, sem precisar apelar para a dragoa negra de olhos vermelhos que vivia dentro dela, pois, quando a invocava, ela conseguia ficar parcialmente consciente graças ao treinamento intenso que fez por si mesma quando tomou ciência da existência dela, conseguindo manter o mínimo de sua mente, sendo que queria ficar totalmente consciente para poder fugir mais facilmente ao se esgueirar dentre a multidão.


Notas Finais


Yo!

Quero agradecer aos comentários de: LizaJLestange, owjndnnns, Bela-chan2008, AFenix1, Nicky_Higurashi e Cyndy_Bolachita.


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