História Dois estereótipos em um clichê - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias The Vampire Diaries
Personagens Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Jeremy Gilbert, Matt Donovan
Tags Damon, Damoneelena, Delena, Elena, Thevampirediaries, Tvd
Visualizações 120
Palavras 6.819
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - - Novidades!.


TRÊS DIAS DEPOIS

 

Foi preciso renovar o Little Tree de seu carro para que o aroma dela evaporasse do veículo. O pinheiro em miniatura decorado com a bandeira americana lutou bravamente e rendeu o perfume feminino, o incoerente da situação era que sentia falta do cheiro de Elena. 

Somente hoje, três dias seguidos a aventura na cozinha de seu trabalho, que notou a total ausência da fragrância. Após amarem-se ele mesmo a vestiu, Elena se tornou um corpo enfraquecido e trêmulo de frio agarrado à Damon. Lhe deu água e Elena caminhou para um dos assentos da lanchonete enquanto ele arrumava a bagunça e desligava o local, devolveram os sapatos e antes de irem-se de vez permaneceram abraçados no estacionamento por alguns longos minutos. Deixou-a na esquina, já que Miranda não poderia vê-los, aguardou até que ela entrasse e assim dirigiu para sua morada. Ambos chegaram tarde e online Elena o contou sobre a bronca da mãe, demorou demais pra '' um cinema com as amigas'' . 

Por isso acabou sendo proibida de sair durante essa semana, dessa vez de verdade, justamente agora que tanto a interessava estar na casa de Caroline. Feitiço virado contra a feiticeira pois teve de se contentar com o notebook além de olhares furtivos na escola. Variavam seus temas e entre eles dois foram muito significativos, em um Elena pediu que explicasse melhor e detalhadamente tudo sobre Anna e a aposta até todo o enredo do vídeo, discutiram ambas as ocorrências onde ela desabafou com Damon sobre como reagiu no vendaval do CD e sobre sua relação com Matt, desde por que saíram, seus sentimentos por ele, por que terminaram, o jeito que a afetou, incluindo a personalidade e as conversas tão vazias e sem encantos que o jogador possuí. O segundo tópico, muito menos depressivo, era sexo. A interessava suas experiências com Natalie, Damon não via como justo compartilhar a intimidade de uma outra pessoa, então falaria sobre o que ela quisesse desde que fosse em relação à ele. Ardendo pelo ciúmes de imaginá-lo tocando outra, saiu completamente da concha e incitou a vontade de apimentar o diálogo ainda mais. Virtualmente Damon não havia feito antes e ter ao menos uma iniciação dele a alegrou. Foi de conveniência para descobrirem curiosidades, gostos, fantasias, esperava que isso os levasse ao estágio ainda não alcançado: O orgasmo. Não existia pressa, estavam se descobrindo e Elena abandonando a tensão aos poucos, contudo adoraria dividir algo assim com ela. 

Desfrutando o novo cheiro do carro, Damon, em um dia de folga pelo feriado nacional do Memorial Day, vinha do mercado onde repôs a falta de shampoo e desodorante antes que o comercio fechasse de vez em conta da data, normalmente depois de uma da tarde. Passou pela porta de sua residência uma e meia, encontrando a estranha cena de seu pai, sua mãe e sua irmã na sala, tensos e sem a TV ligada. 

- Ai ainda bem. - Lily agradeceu aos céus. Os três levantaram-se de imediato. - Ele chegou! - Anunciou o obvio. 

Cada vez mais bizarro. Pensou. 

- O que aconteceu? - Quis saber, receoso. Andou até o grupo e largou as compras em uma poltrona atrás de si. 

- É que... - Caroline gaguejou, se até ela fazia parte da angústia significava importância. - Ontem teve correspondência e eu deixei passar, mas não tem nada de errado. - O tranquilizou. - Ai hoje o papai checou e... - Balançou as mãos animadas, ela e os pais se entreolharam cúmplices e Damon estava a ponto de gritar um impaciente '' Fala logo''.  - A sua carta da universidade chegou. 

Ocorreu um deley para que interpretasse as palavras na qual lhe jorraram. Todo o reflexo de sua família assim que os viu, se tornou o seu. Não, não ia retrair. Esperou a vida por esse momento. 

- E onde está? - A voz saiu pigarreada. Nem piscava. 

- Aqui. - Seu pai elevou o papel branco. Um envelope de porte grande que ao ver um certo brasão desenhado no canto o fez perder o ar. - Não é qualquer universidade. É do MIT, Damon. MIT. - Disse orgulhoso. 

O '' Instituto de tecnologia de Massachusetts''. 

- Me dá, me dá. Por favor. - Apressou-se até ele e tomou o objeto se deliciando com a sensação de simplesmente tocar a fibra. 

- Abra meu filho, estamos morrendo aqui. - Lily já tinha lágrimas nos olhos e Caroline roía as unhas. 

Damon enviou sua solicitação de bolsa para nove universidades do país, todas ao menos entre as trinta melhores dos cinquenta estados. Uma bolsa de estudos não era conseguida sem passar por provas, então fez o vestibular de cada uma no meio do ano; o que custou uma viagem na qual alguns membros de sua família ajudaram financeiramente na contribuição. Os Salvatores apostavam suas fichas sem medo sobre ele e essa seria a primeira resposta, se aceito mal checaria as restantes. O MIT era seu maior sonho. 

- Acho que não consigo. - Riu, tinha os dedos no vermelho sangue do selo de cera. 

- Anda logo! - Caroline exclamou impaciente. 

Tinha seu pai e a irmã um em cada lado e Lily no de Giuseppe. 

Os mais longos segundos de sua vida, foi como organizar um cubo mágico. Desvendar aquelas linhas parecia tamanho desafio que se caso aprovado teriam revogado a decisão devido a sua incapacidade em uma coisa tão simples. Os sentidos voltaram aos poucos e as letras foram se aclarando, um míope provando seus óculos. Leu, entendeu, leu de novo, leu pra ter certeza, leu pra ter ainda mais certeza, leu pra cair a ficha, leu pra se permitir reagir. 

- E então... - Manifestou seu pai. 

Deu um suspiro pesado. 

- Passei. - Sussurrou sôfrego e aliviado ao mesmo tempo.  

- PARABÉNS! - Ecoou em conjunto a efusão dos três. 

- Me deixa ver, me deixa ver. - Giuseppe lhe arrancou a carta, aflito em comprovar. 

Lily se encarregou de abracá-lo. 

- Eu sabia, não tinha dúvidas. Não tinha como ser diferente. - Damon se prendeu a ela descarregando o esforço de uma jornada, sendo esse seria seu primeiro passo. - Parabéns, parabéns, parabéns. - Beijava-o na testa, lacrimejando. 

- O MIT! Um filho meu no MIT! - Giuseppe enchia a boca, pronunciando o nome como se fosse emaculado. Terminara a leitura. Lily afastou-se o suficiente para que o marido pudesse abraçá-lo também. - Você sabe da sua capacidade não sabe? - O dizia durante o enlaço. - Não é só esforço não, é talento também. Você é brilhante, sempre foi. Merece isso, merece muito e aproveita. 

- Obrigado, obrigado de verdade. Por tudo. Eu vou saber recompensar todos vocês muito bem. - Prometeu determinado, sendo de total conhecimento o sacrifícios de seus pais por eles. 

- Ai licença que agora é minha vez. - Caroline, num bom humor, '' expulsou'' o pai dos braços do irmão e se substituiu. - Parabéns, parabéns pra valer. Sabe que merece.  - Foi sincera. Damon a segurou com mais força do que com Lily e Giuseppe, sua relação com Caroline pedia por isso. Havia muito amor entre os dois, entretanto pouca demonstração e afinidades. - Só me jura que quando ficar rico vai me comprar tudo que eu quiser? 

Todos riram. 

- Vou te dá o mundo todo, não se preocupa. - E não brincava. 

- MIT, Lily. - Giuseppe ainda repetia incrédulo. - Dá pra acreditar? Um filho nosso num lugar desse. 

- Eu sei. - Concordou pasma, abraçando o marido. Uma especie de cumprimento pelo bom trabalho que fizeram o criando. 

- Tem mais coisa dentro do envelope. - Damon reparou quando ia guardar a carta novamente. No instante do pânico só notou o que interessava. Apanhou a segunda parte. - Ah, é a minha prova. 

- Foi muito difícil? - Perguntou Caroline. 

- Bom, é uma chance de ser bolsista em uma das melhores e mais caras instituições do mundo. Então... - Deu a entender enquanto analisava as diversas folhas do caderno de perguntas. - Noventa e oito porcento de acerto, nota máxima em redação. - Prontamente o pai o tirou aquilo também, do grupo o mais animado muito provável. 

- Onde fica em Massachusetts né? - Caroline outra vez. 

- Sim. - Procurava na carta alguma informação que o possa ter escapado. - Eu tenho que ir pra lá em três semanas pra adiantar os protocolos da bolsa e do dormitório. Posso me mudar assim que terminar isso inclusive. 

- Ah não. - Lily reprovou. - Você fica pelo menos até o último dia possível, temos que aproveitar. - Damon aceitou sem dificuldades, alguém em especial sendo a responsável por este consentimento.  

- Quanto tempo demora? - O interesse da irmã o surpreendia. 

- Duas horas de avião. 

Caroline elevou as sobrancelhas. 

- Meu Deus nem dá pra acreditar, em menos de um mês você vai embora. Tem noção? - Constatou impressionada, tapando os lábios com a mão esquerda. 

Não, não tinha. Poucas semanas atrás e estaria indo de cabeça erguida sem preocupações ou prendimentos, mas agora existia toda uma algema, uma coleira, uma corrente e que adorava ser aprisionado. Contudo, havia uma série de prioridades que apesar de não concorrerem com Elena, estavam ali e que só abandonaria se o mundo dependesse disso. 

Dariam um jeito, tinham que dar. 

----x----  

 

- Alô. - Elena atendeu a ligação junto a um bocejo longo e uma espreguiçada na coluna. 

Seu quarto conservava em meia luz, mas não abriria os olhos por enquanto. O sono a impregnava. 

- Está mesmo dormindo as três da tarde no feriado? - Satirizou Damon, suficiente para acordá-la apressada. 

- Nossa, três horas? - Ergueu o tronco, o relógio em sua mesa de cabeceira assegurava. Dane-se, concluiu ao renovar a reclinação para a cama, já dormiu tudo isso mesmo. Sua mãe devia estar limpando, única explicação plausível por não tê-la despertado. - Não sei o que aconteceu, deve ter sido o sonho que tava tendo. 

- E atrapalhei? - Damon revisava sua prova também em uma cama, a diferença que sentado e repleto de livros ao redor. 

- Não, não. Vai vê você apareceu antes que se convertesse em pesadelo. - Ele interpelou sobre o devaneio, era uma sereia nadando com golfinhos no pacífico. A maresia prorrogava em seu nariz e o sal na pele, um nível de realismo que nunca vivenciou. - Enfim, quem sabe ia aparecer um tubarão e você me salvou. - Gracejou, sonolenta. Tê-lo acordando-a prefigurava uma acolhedora sensação. 

- Continua de castigo, meu bem? 

- Acho que não, ela não falou nada mas dá pra perceber quando minha mãe amolece. - Levantou oficialmente, indo até o banheiro da suíte. Palpou a escova de dente branca e a segurou, preparando-se para usar assim que a ligação se encerrasse. - Acho que hoje já posso sair, o problema é que é feriado né. Pra onde iríamos? - Damon nem sugeriu o passeio e ela logo adiantou-se, de bom grado. 

- Pensei da gente dirigir, pegar o carro e só dirigir mesmo. Sem muito destino.

 Elena mordeu os lábios ofegante, ele sabia exatamente como tentá-la. 

- Que horas? - Aceitou sem pestanejar. 

- Em uma hora passo aí, o que acha? 

 Outra vez, sem pestanejar. 

- Só que olha. - Recordou-se de uma detalhe. - Não precisa ser na esquina hoje, me pega na porta. Vou falar que você vai me levar até a Caroline. - Afinal, sair do castigo era uma coisa. Deixá-la ir sem um carro conhecido na porta... Outra. 

----x---- 

 

O semblante emburrado e desgostoso dela quando saiu de dentro da casa para a varanda o teria alarmado se não fosse pela segunda figura vindo logo ao encalce de Elena segundos depois. Entendeu tudo. 

Miranda a seguia. 

Elena abriu a porta de seu carro trazendo a nuvem escura da ira acima de sua cabeça, a mãe não entrou mas permaneceu na janela. 

- Boa tarde Damon. - O cumprimentou. 

- Boa tarde, senhora. - Disse cordial e atrapalhado pelo desentendimento. 

- Acho que dá pra perceber pela irritação da mocinha aqui que alguma coisa aconteceu. - Provocou, causando vergonha na filha que rosnou involuntariamente. - Eu simplesmente vim pra saber onde você vai levar ela, só isso. Tô errada? 

- Claro que não. - Damon deu razão. 

- Eu já falei pra ela que é um churrasco na casa da Fiona Summers, mas ela não acredita em mim. - Rebateu, teimosa. Expôs o pretexto que deu no caso de Damon resolver inventar um. 

- Se eu se sentir uma gota de álcool na sua boca quando chegar esquece qualquer festa até o fim do colegial. - Ameaçou de dedo em pé. - Antes das oito aqui. OITO. - Disse em ênfase, olhando Damon posteriormente. - Tchau Damon, manda um abraço pros seus pais. 

- Mando sim. - Assentiu. 

Miranda subiu no meio fio, encolhendo o corpo em seu cardigã marrom e Damon autorizou o avanço do automóvel. 

- Você vai pensar que eu sou uma criança. Que vergonha, que vergonha horrível. - Elena não sabia se sofria pelo ódio ou pelo vexame. 

- É só preocupação de mãe, Elena. É normal. - Disse, igual a um conselho de '' tenha paciência''. 

Ela estalou a língua. 

- Ai não quero mais falar disso. - Depois, mandou um olhar insinuante. - Eu senti muito a sua falta. - Aproximou-se para deixar o queixo encostado nos ombros dele, em um gesto carinhoso. 

- Queria poder fazer isso todo dia. - Sem desviar das ruas, a beijou na testa. 

- Estamos mesmo saindo por ai sem roteiro? - Perguntou duvidosa, desenhando formatos aleatórios no braço dele. 

- Se quiser ir em algum lugar a gente vai, mas por enquanto sim. No caminho decidimos. - Apesar da aparente inconsequência do convite, Damon transmitia toda segurança. - Pode colocar uma música se quiser, tem CDs no porta luvas. 

Ela riu. 

- Mas eu não conheço nada que você goste. - Recordou a invasão na suas gavetas.  Abriu o porta luvas, repassando o conteúdo.  - Eric Clapton, Rick James, Muddy Waters, Al Green, Little Richard. - Riu novamente. - Sério Damon, você realmente não escuta nada desse século? 

- Obvio que sim. - Ele a acompanhava no bom humor. - Eu gosto de The Strokes, conta? - Elena revirou os olhos, os dentes exibiam-se para ele espontaneamente. - Coloca Lynyrd Skynyrd, tenho certeza que tem uma música que você deve conhecer. 

Ela fez careta para o nome. 

- Lyri o quê? 

- Coloca. - Insistiu gentilmente.

Elena obedeceu e Damon apertou alguns botões com o objetivo de ascender a canção pretendida. A guitarra em dó maior familiarizou-se no átimo. 

- Eu conheço essa música. - Admitiu impressionada. 

- Mas é claro que você conhece, você é sulista. - E não sobrevivia uma alma sequer no sul americano desconhecido com ''Sweet Home Alabama''. 

Ele aumentou o volume, patinavam pela geografia reta de uma rodovia asfaltada. O refrão contagiante era como estar em um filme setentista-hippie onde a protagonista sai pelo mundo em busca de aventuras com nada além de um carro antigo, cigarros e estradas de terra alaranjadas pelo interior dos estados. Elena não pôde conter. 

- Sweet home Alabama, where the skies are so blue. Sweet home Alabama. Lord, I'm coming home to you. - Cantarolou sem estridência de olhos fechados e os dedos ''percusionando'' suas coxas sob a calça jeans escura. Usava tênis preto e uma bata de renda guipir. - In Birmingham they love the Gov'nor, boo-hoo-hoo. Now we all did what we could do, now Watergate does not bother me. Does your conscience bother you, tell the truth. Sweet home Alabama, where the skies are so blue. Sweet home Alabama. Lord, I'm coming home to you, here I come. - Gargalhando deu fim a cantoria, tendo de recepção o azul cintilante a admirando fixo. No decorrer do concerto que ela realizava, Damon se imaginou sem isso. Sem ela. Não foi possível. O mundo perdia as cores, a vida sua completude, pássaros não voavam. Endorfina? Ocitocina? Dopamina? Serotonina? Todas mentiras do universo. Elena retomou para o peitoral dele. - O que foi? - Simulou uma desconfiança. 

- O que acha de irmos até lá? - Ela não compreendeu. - O Alabama. 

- Alabama? Pra que? - O mirou cética. 

- Vamos e voltamos, Heflin fica a uma hora daqui. Antes deve ter uma fronteira à pelo menos quarenta e cinco minutos.

Elena desconfiou. 

- O que deu em você hoje, heim? - Apesar da pergunta, não estava reclamando. Pelo contrário. - Está tão diferente, tão pra cima. 

Damon queria revelar, mas de que modo se nem com uma solução contava? Seria injusto manter até que ele tivesse um desfecho quando, no fim, tratava-se de uma questão que envolvia Elena também. Não poderia decidir por ela. 

- Vou estacionar aqui no canto. - Informou já fazendo. Ela levantou a cabeça depressa. 

- Como assim? O que aconteceu? - Sobressaltou-se, desordenada. Não que temesse à Damon e sim a particularidade da cena. 

- Precisamos conversar. - Relatou misterioso, desligando o som. 

Damon desviava da estrada e Elena debruçava-se na janela, vaga e reflexiva. Lá estava ele sugerindo um passeio sem rotas, oferecendo uma saída do estado. Totalmente precipitado e sem razões, para na metade ser interrompido no instante que o questionou. O que poderia planejar? Pior, o que poderia escondê-la justamente quando a cada dia se confessavam mais um ao outro. 

Estacionaram, no meio fio entre grama e asfalto. 

- Não quis sair hoje a toa não é? - Elena retalhou em adivinhação. 

- Queria que tivéssemos um bom dia, um dia divertido. Planejava te contar uma coisa em breve. 

- Ia me distrair então? 

- Não. - Corrigiu rapidamente. Evitaria ao máximo transformar isso em uma briga. - Aproveitar Elena, aproveitar um dia com você. - Do banco de trás, Damon se esticou para o envelope ali reclinado. - Chegou uma coisa pra mim ontem pelo correio. Vi hoje.

O envelope não era difícil de ser reconhecido, principalmente pelo brasão desenhado nele. 

- Meu Deus. - Elena sussurrou, boquiaberta. - Damon, isso é um envelope do instituto de tecnologia de...? - Perdeu a fala. 

- É a resposta da minha bolsa. - Não aparentou contentamento. - Elena, eu consegui.   

Ela ajeitou-se para parabenizá-lo até ser invadida pelo raciocínio lógico. A seriedade dele auxiliou na averiguação dos fatos. 

- Isso é bom. - Disse muito pesarosa. Dissimulou um sorriso. - Meus parabéns. - Foi em vão mascarar, as lágrimas nos olhos não enganavam. - E quando se muda? 

Controlou-se para não abraçá-la, ao menos até o termino da conversa não podia quebrar. 

- Seria em agosto, mas quando eu mandei minha inscrição eu me matriculei em todas as aulas de verão pros calouros. Então tenho que tá lá até o final de junho, ou seja, em um mês. - Falou tão conformado quanto penoso, embora não arrependido ou indeciso. Aquela era uma decisão que já tomou e não considerava segunda opção. Elena notou isso, o que intensificou a sua miséria. 

Houve uma curta pausa, Damon praticamente na beirada de seu assento aguardando por uma opinião dela. 

- Eu sou uma pessoa terrível. - Disse indiferente, como se sua alma fugisse do corpo. Olhos arregalados e quase que dilatados. - Olha a coisa incrível que você realizou e tudo que eu consigo pensar é que você deveria desistir pra ficar comigo. - Riu de nervoso. - Ou que você devia estar indeciso, por que assim me da a sensação que eu não sou uma opção pra você ou um fator na sua vida e no seu processo de decisão, por que nem decisão há. Tudo isso realmente não tem o que se pensar, é o seu sonho. - Explicava acelerada, similar a alguém em estado de surto; chegando a chorar sem conceber. O plano de esperar o desfecho da parla até abraçá-la destruiu-se, teve de segurá-la. 

- Você não precisa exigir que sinta o que não sente, não precisa. Eu entendo, eu entendo de verdade. - A acalentou e o pranto aumentou. 

- Uma relação não pode ser assim, não se pode forçar, controlar, prender. Parece que eu to querendo justamente isso, te prender e me colocar na frente dos seus sonhos. - Dizia entre soluços, o agarrando mais contra si. Damon estava correto em não priorizá-la acima de certos objetivos, entretanto era horrível ter que ouvir a realidade. - Me perdoa, me perdoa por favor. - Implorava, abafada pela camiseta dele. 

Impossível. Damon concluiu. Não tinha como vencer, nem deixando-a e nem desistindo do que idealizou desde pequeno. Tanto ela quanto sua carreira importavam e ao perseguir suas mãos pela suavidade daqueles cabelos, apreciando seu cheiro, possuindo-a em em seu abraço. Pouco tempo atrás e o quadro de ir embora e não vê-la provavelmente nunca mais o afetava de diferentes formas, não seria confortável mas aceitava. Aceitava que um dia a teria de esquecer e prosseguir seu caminho, só que agora que experimentou o que sempre previu que nunca deteria... Não sobreviveria sem. 

- Elena! - Desesperado a segurou pelo rosto antes que a coragem fugisse. Sorriu resoluto, embargado pela excitação. - Iria comigo? 

- Que? - Uniu as sobrancelhas, limpando suas águas. 

- Iria ou não? 

- Mas... Como assim? 

- Eu não tenho nada em mente ainda, o que fazer, como fazer, o que seria. Nada. Absolutamente nada, mas se você disser que iria comigo eu dou um jeito. Eu queimo meu último neurônio até pensar em alguma coisa, eu juro. Iria ou não? 

Conforme a fala desenvolvia-se, Elena era invadida pela esperança. O acompanhou no sorriso e tudo que conseguiu formular de réplica foi a necessidade de beijá-lo. Não houve sabor, tamanha a avidez e pressa que ela o disparou. Como, seus pensamentos impulsionavam, como abandonaria sua cidade, sua casa para se mudar com um rapaz que sua mãe nem tinha conhecimento que namorava? Que escondia por embaraço? Loucura inverossímil, uma utopia. Esqueceu esse foco, a noção de que Damon a levaria em conta a bastava até então. Depois, somente depois, agiria racionalmente.  

Deus, quão egoísta eu estou sendo? Eu não sou assim, nunca fui e ficar com ele de alguma maneira me tornou.... Bom, ao menos eu reconheço. 

---x--- 

 

DIA SEGUINTE. 

 

- Elena! - Chamou urgente. - Elena vem aqui! Rápido! - Novamente. Sua mãe de seu quarto. 

A filha que terminava a lição na escrivaninha do próprio dormitório, abandonou a caneta e seguiu a convocação de Miranda. Ela não era de gritar e para fazê-lo deveria ser importante. 

- Tá tudo bem? O que foi? - A porta já estava aberta. A visão da mãe com uma bagagem de mão em cima de sua cama a atraiu atenção. - O que é isso? - Franziu o cenho, apontando para a bolsa. 

- Não vai acreditar. - Anunciou apressada. - Carrie me ligou, está em trabalho de parto. Tenho que ir pro hospital. - Marchava para o closet barcelona e colhia um cabide com uma peça. - Me ajuda a arrumar a bolsa. 

Elena cruzou os braços em escárnio. 

- Ajudar? Quer dizer, eu tentar fazer alguma coisa e você dizer que eu to fazendo errado e me expulsar. 

- É. - Dobrou uma blusa e pôs dentro da mala. - Vem! 

Carrie assim como Miranda era fisioterapeuta e colega de consultório de sua mãe. Grávida teria um bebê sozinha, sem um parceiro, pediu que a mulher fosse madrinha da criança e Miranda, como a tudo que aceitava, levaria com dedicação. Acompanhar o parto sendo um item primordial da lista. 

- Com certeza vou passar a noite toda lá, talvez volte de manhã ou um pouco antes do almoço. - Antecipou, enquanto procurava pela almofada para voo. 

A noite toda... Elena repetiu mentalmente. Olhou o relógio em seu pulso, vinte e duas.  

A mãe lhe passou a tipica lista de instruções, haviam jantado então se resumia em '' Vá dormir antes das onze, acorde cedo, chame Caroline pra te levar e compre um sanduíche na rua no caminho pro colégio, vou deixar o dinheiro. Não quero você sujando minha cozinha tentando preparar café da manhã''. 

'' Não, isso não''. 

'' Não está dobrando direito''. 

'' Por Deus, Elena deixa que eu faço'' E a dispensou. 

O que foi uma pena pois auxiliando-a acelerava o processo. Ansiava para a saída de Miranda, ansiava para o telefonema, ansiava para que ele acatasse, ansiava para que ele viesse. Esperou na sala assistindo um filme qualquer na TV e cerca de quinze minutos depois, sua mãe desceu as escadas com duas bolsas, a social e a de bagagem. 

- Não preciso repassar tudo de novo, não é? - Elena negou, contudo ela repassou mesmo assim. 

Querer logo a mãe fora de casa por uma noite poderia ser um sentimento extremamente incorreto, entretanto Elena e Damon tinham urgência por um tempo a sós e sem horários. O último encontro cessou após o beijo de confirmação, não emitiram nenhum som sequer direito e foi traga para o lar. A tarde possuía um parágrafo não finalizado que exigia um acordo e melhor julgamento. Damon a assegurou que viria com alguma ideia e essa seria a perfeita ocasião de averiguar qual. 

- Vou indo, qualquer coisa me liga. Te amo. - A despedida breve e afobada de Miranda sobreveio. - Durma cedo! - A porta bateu. 

Seu celular foi discado assim que o motor do carro parecia ter virado a segunda quadra após a residência, seus dedos, afobados como a saída da mãe, mal cumpriram a tarefa e errou os números por duas chances. Caroline constantemente mexia em seu telefone e não arriscava ter o contato de Damon nele, seria facilmente explicado '' Pra caso você não atender'', porém não arriscaria. 

- Oi meu anjo. - Atendeu caloroso. No banheiro, terminara de lavar os dentes. 

Elena rondava sua sala andando de um lado para o outro, frenética. 

- Não vai acreditar no que aconteceu. - E narrou o recente contexto animada, quase que cuspindo suas palavras de tão impacientes que estavam para serem pronunciadas. 

- Você ai sozinha é? A noite toda? - Soou sugestivo, sem demora já pensava o mesmo que ela. 

- Acha que pode vir pra cá? Dormir aqui? 

Damon coçou a cabeça, analisando com sensatez. Difícil nessa situação e nesse convite. 

- Eu tenho muita liberdade pra sair e você sabe. - Desconforme à Caroline. - Dormir que é complicado, mas eu resolvo. Em meia hora to aí. - Garantiu alheio, imaginando o que faria. - Te amo, beijo. 

- Beijo. Até daqui a pouco. - Elena desligou. 

Ele não especificou sua estratégia, afinal não queria provocar um surto nela. Discretamente, chamou seu pai na sala de jantar. Lily cochilava no sofá e Caroline trocava torpedos com alguém. 

'' Para uma mentira funcionar, uma verdade pela metade''. 

Fez. Contou a Giuseppe que ocasionalmente tem se encontrado com uma garota em um flerte casual e pediu a autorização para passar a noite junto dela. Universidade e uma mulher num intervalo de um dia... Deixou o pai orgulhoso. Ouviu recomendações sobre preservativos e inquéritos relacionados a aparência e a forma que conheceu a menina. Afastou o perfil ao máximo de Elena. '' É um pouco mais velha do que eu'' '' Vinte e três'' ''Mora com uma colega de quarto que ainda não veio do feriado'' ''Nos conhecemos no sebo de vinis''. Nada de verdades pela metade dessa vez, mentira e mentira de raiz. 

A noite acabaria na UTI se fosse Caroline ao invés de Damon tendo essa prosa. Giuseppe enfartado. 

'' Sério? Ele vai sair a essa hora? AAAH, ele pode né''. O resmungo da irmã foi logrado de alcançar quando fechou a saída, indo até a garagem. 

---x--- 

 

O colarinho adjunto ao seu suéter vinho de malha foi puxado quase que momentaneamente a abertura da porta. Reclamar? Se assustar? Nada teve tempo, Elena o calou pois o tranco tinha de sentido um beijo. 

- Boa noite pra você também. - Ironizou ainda em sua boca. Ela riu e o beijo foi desprendido. 

- Vem, entra. - Forneceu espaço para ele infiltrar-se e trancou o acesso. - Deixe os sapatos ai, uma sujeirinha que seja e minha mãe me mata. - Adicionou e o esperou cumprir, silenciou-se até transladarem de cômodo. - Conseguiu mesmo vir sem problemas? - Peregrinaram ao sofá. 

- É mais fácil pra mim do que pra Care, você sabe. - A tranquilizou, curto. Elena deitou a cabeça nas coxas dele. - Mas não se preocupa, hoje a noite é inteira pra você. - Isso a agradou. A morena relaxou aconchegando o rosto na camisa que ele trajava. Damon lhe condecorava um cafuné. - Parece que a sorte tem andado do nosso lado essa semana. - Comentou impreciso. 

- Considerando que em um mês você vai embora, não vejo exatamente como. - Disse ela em uma discordância sem má disposição. 

Pleitos estavam fora de cogitação até o amanhecer, sabe se lá quando outra oportunidade igual a essa surgiria. 

Damon desceu os dedos para o entorno do abdômen dela, por baixo da blusa de alcinha do pijama de cetim. O conjunto terminava com uma calça, tudo azul marinho. 

- E se eu disser que acho que encontrei uma solução. - Sua expressão ficou astuta. 

- Não brinca com uma coisa dessas, vai. - Elena não levou a sério. De ontem pra hoje uma solução? Que ele tivesse tido algumas ideias para trabalharem era uma coisa. Agora, solução... substantivo demasiado forte. O semblante dele não recuou e Elena o correspondeu quase que desafiando. - O que aconteceu? - Quis saber, pausadamente. 

- Como você sabe eu sempre quis ir pro MIT, sempre. - Ela manteve-se atenta. Já Damon parecia degustar letra por letra, a provocando. Não tinha como evitar, a felicidade o irradiava. - Há dois anos eu converso pela internet com ex estudantes de lá, nada de amizades. Só conversas bem formais e básicas. - Na verdade, desde o seu vestibular que não teclava com ninguém por essas bandas. - Uma dessas pessoas era uma mulher, chamada Charlotte. - Ele nem cessava o carinho. - Até ano passado, que eu saiba, última vez que nos falamos, ela era formada em engenharia, fazendo pós e tinha um apartamento em Boston que oferecia um quartinho pra estudantes recém chegados na cidade. De preferência mulheres. Tudo que elas tinham que bancar era a própria comida e ter um trabalho. - Elena se arrepiou, empeçava a compreendê-lo. - Chamei ela ontem de novo, falei da nossa situação. Ela não faz mais isso do quarto, só que abriria uma exceção pra você se negociássemos direitinho. - Damon aliviado a fitou em espera da mesma explosão que o consumia. Elena somente se sentou, absorta e perdida. Ele se decepcionou, entretanto permaneceu a fala. Afinal, tinha mais. - Claro que tinha um problema. - Pigarreou, recuperando-se do gelo dela. - Pensei '' Como Elena vai pagar pela própria comida até arranjar um emprego lá''. E ai aconteceu a coisa mais maravilhosa. - A pele dela perdeu a cor. Mais? Mais não. Não suportaria. - Falei pro meu chefe que logo vou embora. Você não sabe, mas ele gosta muito de mim, me admira, torce por mim e até contribuiu na vaquinha pra minha viagem dos vestibulares e matriculas. - Ele se interrompeu, até o próprio incrédulo pela sorte. - Me ofereceu quatro mil pra viagem, pra me ajudar. Elena, eu te dou esse dinheiro e dá pra você se manter até conseguir um serviço. Afinal é só despesa de comida, não tem conta nem nada. - De novo a resposta dela não chegou. Alheia, presa no próprio mundo, era como se nem o escutasse. Damon presumiu que fosse pelo baque de ter de trabalhar. Elena, uma adolescente boa de vida, nem emprego de verão necessitou ter. É uma mudança brusca, dê um descanso à ela. - Meu anjo, eu juro que eu trabalharia no seu lugar. Juro. Mas eu não posso ter distrações, eu sou bolsista. Ou tiro as melhores notas ou me cortam. E quanto a você não se preocupa, Boston tem as melhores escolas públicas do país. - Sentiu os lábios dele em seus ombros, balançou-os desviando-se. Espaço, queria espaço. 

Correu para a outra ponta do sofá. 

Deparou-se com sua precipitação, aceitou ir no desespero da causa e não mediu as consequências. Abandonar Atlanta, sua casa, sua vida confortável. Teria de ir contra Miranda que surtaria assim que notificasse '' Olha, vou sair de casa e morar em outro estado, outra região seguindo um garoto que você até ontem não sabia que eu namorava''... E mais, o assumira. Assumiria pra sua mãe, pra sua família pra escola... Afinal, logo todos saberiam. A escola, meu Deus, a escola. Não só o reconheceria como também daria adeus. O lugar que era a rainha, toda sua popularidade. A única, única coisa que conseguiu ter nessa vida. Em Boston não iria ser como lá, seria a estudante que vem à aula cansada e com olheiras por que trabalhou a noite. 

Olha onde ele pode ir, olha aonde ele está disposto por mim. Era injusto, jamais nivelariam-se... Ele me ama MUITO, MUITO MESMO. Não possuía maturidade para tal grau de amor, por mais que a lisonjeasse e por mais que, a cada dia, Damon a encantasse mais e sentisse por ele um sentimento desconhecido e intrigante. 

- Minha mãe vai enlouquecer. - Engasgou, tendo sua única defesa. Sem coragem de negá-lo. UGH.... Sem coragem de negá-lo, sem coragem de ir com ele... O que queria afinal? 

- Eu sei. Mas eu falo com ela, me ajoelho pra ela, imploro pra ela. Tudo. - Disse convicto e sem inseguranças. - E você iria só depois do verão, não é como se fosse comigo já em um mês. Até o fim do verão da tempo dela se acostumar com a ideia.

Um dia, um dia e ele pensou em todos os detalhes com tanta precisão? 

- Se pelo menos você tivesse família lá. - Recuperando o ar, articulou qualquer besteira, somente para conservar o bate-papo. 

- Minha família é toda da Georgia, meu amor. - E a de Elena dividia-se entre a Austrália por parte do seu pai, Ohio por parte da mãe e no máximo John em Chicago. - Você não me falou o que acha, eu to aqui praticamente dando tudo como decidido e você quieta. - Apesar da insatisfação, ele ainda a abordou amoroso. 

Elena deu um sorriso escondido, Damon era incrível. Entendia que havia bastante para se considerar e decidir, embora seu coração urgisse que ela pulasse de olhos fechados para ele. 

- Me dá um dia pra pensar? - Ela engatinhava até Damon de novo. 

- Mas é lógico, não é só a minha vida que tá nisso. Você vai ta abrindo mão de muito mais do que eu. - Abraçou-se no rapaz que a recebeu de bom grado. - Queria muito que pudesse ser diferente. - Lamentou. 

- Queria que tivesse se declaro pra mim dois anos atrás, teríamos tido mais tempo. - Não pôde evitar o pesar na voz. Teria o aceitado? Pensava. Talvez... Aos catorze antes de toda a maré do colegial a afogar e a antepor por outra. O beijou, caso fosse o recusar quando desse sua resposta em breve, hoje se despediria. - Hoje é a vez da minha cama. - Afirmou presunçosa, desunindo suas bocas e as invadindo novamente. 

---x--- 

 

Como não tropeçaram na escada se adicionaria a mais um dos vastos mistérios da humanidade, pois Damon não desprendeu a língua de seu pescoço por um segundo durante a subida dos degraus. Elena arfou completamente entregue, de costas contra ele no batente da porta de seu quarto. Nem capaz de abrir era. Ambas as mãos de Damon se compartilhavam na lateral de sua barriga, subindo, ainda pela lateral, até os seios e caiam de novo. Desenhavam-se em volta das costelas com uma e a outra a rondava nos ombros, gemeu alto com a boca dele em sua orelha. 

A pressionou na porta a recheando-a com um beijo prolongado, devagar e sem toques profundos, somente queria desfrutá-la. Elena olvidou tudo, de repente sua crise interna desapareceu, a percepção de que Damon ia embora esfarelou. Seu único foco possível era o quarto, era a cama, era ele. Damon mexeu na maçaneta, ao passo que a porta desatava-se e colidiam adentro, rompeu o beijo e se livrou do suéter masculino. A luz elevada os expunham por montante. 

Desfilou em movimentos sensuais em curso da cama e se deitou clamando que ele a seguisse. Tão inútil que ela o tentasse seduzir, já estava. Já estava sem Elena se empenhar, suficiente a respiração da menina e pronto. Contudo isto demonstrava o quão confortável ela se entregava a cada noite. Mais e mais. Elena tremeu de entusiasmo no encurtamento da lonjura, mas como de costume ele sempre a surpreendia. Acomodou-se na borda do leito, sentado a cento e noventa graus pra ela que deitava no meio. Cedo as garras lhe apoderaram, intrigando pela opção elegida; panturrilha. Coxas. Panturrilha. Coxas. 

Novo imprevisto.

Um salto? Um mergulho? Não desenvolveu descrição e Damon afundou-se entre suas pernas cravando os dentes no começo delas, onde um dos dedos a volveu bem no meio. 

- Ah. - O susto misturou com satisfação. Damon conseguiu, a tinha enlouquecida e combustando. 

A língua subiu, só que não para escoltar o dedo e sim para seu quadril. Já o dedo, Damon condicionou parado no mesmo lugar. Elena rugiu, eram torturas demais ao mesmo tempo. De um lado ele a sugando pela barriga, provocando espasmos e terremotos, no aposto as mãos em sua área de maior sensibilidade que Damon fazia questão de não mover justo quando ela mesma se balançava em decorrência da brincadeira no abdômen. 

Exatamente o planejado, Damon ponderava revigorante. 

Elena, orgulhosa, suportou além do limite. Na primeira vez no furor do fogo, o prendeu pelos quadris e rebolou louca ali. Reprisou, mas substituindo pelo rosto dele. 

Maldito pijama, maldita calcinha. Ela os odiou. 

- Vem. Vem, logo. - Implorou manhosa. 

Se enganou ao conjecturar que não poderia ser mais torturante, a partida de Damon para abolir as duas peças pioraram o sufoco. Todavia, a recompensaram e a quente boca se chocou onde pediu sem demora. A assustaria, porém o prazer gritou na frente. 

Damon almejava aquilo desde as duas anteriores, o gosto dela inteiro para si, o mais pessoal que ela o permitiria ir. Não reclamaria se Elena o enforcasse pra valer pois conforme intensificava o fêmur apertava-o. 

Aquilo era gostoso, indescritivelmente gostoso e seus gemidos denunciavam o tanto, ele pôs os dedos na festa e qualquer discrição foi-se. Apertou os lençóis, os seios, o segurou pela cabeça e contraiu mais a cintura, tudo isso em um espaço curto e em delírio. Damon havia demonstrado o incrível que era em fazê-la ficar a vontade e agora demonstrava que também poderia ser em a causar deleite. Ele sem dúvidas a vigiava, mas nada via que não fosse a escuridão das pestanas. 

- Quase... Quase... - Elena indicou rouca. Cumpriu a promessa cedo, o primeiro orgasmo de sua vida trouxe algo semelhante a tranquilidade mais profunda de um sono, o que era estranho pois não estava nenhum pouco cansada. Gargalhou, gargalhou sozinha conforme a recuperação se realizava e Damon desabotoava a calça. - Uau. - Disse atônita. Provocativo, Damon arrastou seu indicador acarretando em minúsculos choques. - Pa..ra. - Ainda ria, trêmula.  

- Eu to cheirando a você. Até a alma. - Declarou, deitando-se cuidadosamente sob Elena. 

Pressupondo um beijo, ela impediu para desabrigar-se de sua blusa. Outro teria desistido de beijá-la e mudado para os seios, entretanto ele não era um outro. A beijou e a beijou imitando a todas, sem afã. O pescoço obteve prioridade antes que ele decaísse. 

A confortava tanto o tê-lo ali, como se pertencesse. Demoraram e Damon começou a sentir a calça incomodar, teve de empurrá-la durante a permanência dos mamilos em sua boca, Elena apoiou chutando o traje. Em seguida, as duas pernas dela foram alteadas para os ombros masculinos com ele ajoelhado.  

- Aguenta ficar assim? Dói? - Inquiriu com nenhuma exigência que aceitasse. 

O yôga valeria a pena agora. 

- Não. - Negou, autorizando. 

Cuidadosamente a penetrou, a pontada geralmente ao recebê-lo diminuiu e a visão dele enebriado pelo aperto de suas entranhas a fascinou. Não existia o medo da novidade como da primeira vez, nem a descomodidade pelo lugar como no boliche. Ou o receio de serem pegos e não poderem produzir ruídos. Todos esses itens tornavam hoje muito discordante do passado. Tomaram tempo, tumultuaram a cama, liberaram as gargantas e a criatividade. Alteração de posições três vezes, nunca estreadas, Elena até ousou montá-lo com as orientações que Damon a passava do que fazer. Esta posição em particular fora a última, sendo a mesma que os conduziu para uma zona que não haviam conquistado. 

Finalmente!.


Notas Finais


'' to cheirando a você. Até a alma'' homenagem a um dialogo de uma minissérie q eu amo '' presença de anita''.
uma homenagem tbm a '' sex and the city'' colocando carrie de amiga da miranda, nome de duas personagens da serie

O que acharam? Muitas coisas pra acontecendo né. Faculdade vindo!!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...