História Dois Irmãos... - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Saga
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Episódio 17.


Já se passou uma semana que Kevin não voltava para casa. Todos os dias, levantava cedo e ia para a biblioteca da escola para procurar algumas respostas. E nesses sete dias, o sono foi se acumulando cada vez mais. Eu não conversava com ninguém, não andava com ninguém, voltava para casa e cuidava dela sozinha.

Fazia isso pelo simples fato de estar apenas focada nos livros e não queria ninguém para me atrapalhar ou me fazer companhia. Olho para a janela do meu quarto e o sol estava surgindo. Passei mais uma noite em claro.
Pego meu moletom e mochila e saio de casa. Faço o mesmo percurso e chego na escola. Andava pelos corredores vazios até...

— Laura?

Me viro para a voz rapidamente. Rayssa, Stefany e Isabell estavam me encarando.

— O quê... houve com você?

Isabell coloca as duas mãos na boca e faz uma cara de arrazada. 

— E que olheiras são essas? — Rayssa se aproxima de mim e coloca a mão no meu rosto. — Você está horrível — Diz preocupada.

Stefany vem e tira o meu gorro do moletom. 

— Você sumiu por dias... — Ela aperta sua mochila. — Nem sequer deu notícias. 

Pego a mão da Rayssa gentilmente e a tiro do meu rosto.

— Eu apenas não dormi direito, me desculpem — Viro minha cabeça. — Mas eu estou bem e apenas venho mais cedo para a escola, por isso não me viram. 

Um silêncio constrangedor ficou por um tempo, todas nós olhávamos para o chão e uma gota de suor escorria por nossas bochechas. Eu havia me afastado e elas sabiam disso, o clima não estava bom e ninguém sabia o que falar.

— Eu... — Levanto a cabeça e solto um sorriso bem fraco. — Tenho que ir ler alguns livros — Aponto para a biblioteca. — Vejo vocês mais tarde — Aceno enquanto caminhava.

Todas ficaram no mesmo lugar, me observando ir embora. Cada uma com uma cara triste, desesperada ou talvez... angustiada. Abro a grande porta da biblioteca, elas ainda estavam lá... paradas, me olhando. 

Eu não faço idéia de quantos livros já li ou quais já li, eu apenas... estava desesperada? Essa seria a palavra certa, desespero? Sim, eu estava. E por causa disso, eu precisava de respostas, e ninguém consegue me ajudar. Meus olhos e mente estão cansados, eu simplesmente não aguento mais ler livros aonde nem consigo algo perto ou relacionado com o que passei. Acabo fechando um dos livros em que estava lendo e que terminei. Coloco minhas mãos sobre meu rosto, quase tendo um surto. 

Respiro devagar para acalmar meu coração e logo me levanto para guardar os livros de volta aos seus lugares. Quando termino e estava prestes a sair do corredor, ouço algo caindo. Pego o livro que estava no chão e olho a capa. 

— Esse livro... — Abro ele e folheio as páginas. — Minha mãe costumava ler ele para mim todas as noites — Fecho o livro e olho a parte de trás. — Estranho... sem nome do autor — Abro novamente e tento ver se há alguma informação dentro sem ser a história. — Sem nome da editora ou data... 

O sinal ecoa por toda a biblioteca. Olho para cima e depois para o relógio em meu pulso, já estava na hora de eu ir para sala de aula. Guardo o livro sobre a estante rapidamente e saio da biblioteca. 

O dia foi um borrão. Eu não escutava, não prestava atenção, era como se o mundo não existisse. O céu estava cinza, podia-se ver as gotas de chuva pela a janela. Quando reparei, o sinal para o intervalo havia tocado, me levanto calmamente e ando até a porta.

— Laura — Uma voz masculina me chama.

Viro-me e vejo o professor de história.

— Poderíamos conversar?

...

Estava em frente a sua mesa bagunçada. Observava ele apagando a lousa com um pano, de costas para mim. 

— Eu gostaria de perguntar se está tudo bem.

Sua resposta não deixa de me surpreender.

Ele finalmente termina de apagar a lousa e senta em sua cadeira olhando fixamente para mim. Sua expressão estava preocupada.

— Eu vi, Laura — Ele cruza as mãos na frente de seu rosto. — Você não é assim. Não está prestando atenção nas aulas, suas notas estão caindo, não vem mais... — Levanta o olhar. — Você já se viu o espelho? Olhe os seus olhos, eles estão pedindo por descanso. Você também emagreceu muito... o que está acontecendo, Laura? 

— Eu... — Olho para ele querendo falar o que está ocorrendo na minha vida. — Eu... — Abaixo a cabeça. 

Um silêncio constrangedor permanece na sala de aula. 

— Eu me preocupo com você, você sabe disso muito bem. Se está havendo algo de errado... ou precisa de ajuda, você pode contar comigo — Ele solta um suspiro.

— Está tudo bem, professor.

— O quê?

Ergo a cabeça e solto um sorriso.

— Está tudo bem, eu apenas não estou dormindo bem esses dias... eu ando preocupada com as provas e se vai dar tudo bem, sabe? — Coloco as mãos nos meus bolsos. — O senhor já corrigiu os trabalhos? Eu ando meio ansiosa ultimamente sobre a nota dele, tem isso também... 

— Oh... — Ele pisca rapidamente. — Se era sobre isso, não se preocupe, você vai se sair muito bem nas provas que estão por vir. E sobre o trabalho, eu ainda estou corrigindo eles. E como sempre, você nunca me decepciona com a sua nota — Pisca para mim. — Acho melhor você ir aproveitar o intervalo, peço desculpas por ter feito você perder 5 minutos dele por nada. 

— Sem problemas, professor. Nós vemos Segunda-feira! — Aceno para ele enquanto passava pela a porta e andava pelo corredor. 

Após uns metros, meu sorriso se desfez e meus olhos ficam frios. Faltava apenas duas aulas, eu consigo aguentar... eu consigo.


Continua.


Notas Finais


Se houver algum erro, peço perdão.


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