História Dois lados (Camren) - Capítulo 1


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Allyson Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Dois Lados, Fic Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei
Visualizações 418
Palavras 1.926
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, FemmeSlash, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, Lauren Jauregui platinada e deusa na fic.

Uma nova jornada que particularmente estou gostando muito. Espero que sintam o mesmo.

Qualquer erro indiquem que corrigiremos respectivamente.

Bora, tribo.

Capítulo 1 - A vizinha


Fanfic / Fanfiction Dois lados (Camren) - Capítulo 1 - A vizinha

Estava oficialmente entediada, aquele lugar era como uma enorme caverna e ela era a nova prisioneira.


Sedona ficava no Arizona, praticamente no meio do nada, cercada de montanhas quadradas, era como estar no velho oeste, mas aquilo não era um filme, era a nova vida da garota que se olhava no espelho conferindo a roupa.


Tudo isso graças ao pai que após o divórcio se escondeu nesse buraco que ele chama de lar. Ela não o via há muito tempo antes de vê-lo no tribunal. Desde os dez anos, podia contar nos dedos as vezes que o viu pessoalmente, e era nos dedos de uma única mão.


Desde que chegou à cidade, dias atrás, tinha prometido a ela mesma que não iria se meter em confusão, afinal foi por uma que ela estava ali. O pai era militar, e graças a isso eu não estava em nenhum reformatório de Miami.


Ao invés disso, foi obrigada a se mudar, e cumprir horas de trabalho voluntário, tudo isso ela faria na nova escola, e a julgar pelo lugar que estava, ficou se perguntando o quão ruim seria ir para alguma instituição. Não saberia dizer o que era pior.


O pai era um típico homem de Neanderthal, não dizia que ele era ruim, as poucas palavras que trocavam eram normais, nada de brigas, apenas regras demais. Mas ele era fechado e distante.


Não chegue tarde” “Não se meta em problemas” “Não pise na grama” “ Não respire muito forte” e por aí vai.


Estacionou a velha caminhonete já que o carro havia ficado no ferro velho depois da fuga onde o mesmo foi enfiado bruscamente em uma árvore e assim pega pelos policiais, qual é? Era só uma estátua idiota.


Ela fez um favor ao pintar aquilo. Mas o monumento era antigo e ali estava ela. numa cidade velha com pessoas velhas olhando feio, elas sabiam quem a garota era, mesmo que as ignorasse completamente, cidade pequena, língua grande. A regra era essa, e Sedona seguia a risca isso.


O único lugar decente dali era uma lanchonete no fim da rua Vermelha, apelidada assim pois o número de casas vermelhas ali era absurdo. As pessoas eram antiquadas até mesmo para pintar as casas.


Suspirou e adentrou o local, todos os olhares se voltaram para ela, o coturno aberto e com aspecto velho era o contraste com o vestido preto e simples, mas grudado ao corpo, isso parecia chamar ainda mais atenção.


Prometeu não se meter em problemas, mas sentia que isso não iria demorar a acontecer.


Sentou na mesa dos fundos e quando um grupo de rapazes adentrou o local, os olhos deles vieram diretamente a mesa dela, revirou os olhos e se concentrou no café, estava com um livro aberto e lia concentrada. Mas podia ouvir eles falando sobre ela, era um saco.


-Soube que ela matou um cara, mas se livrou porque o pai é militar - disse um garoto magro a olhando de soslaio, ele achava estar cochichando mas claramente não estava.


-Soube que foram dois caras - o outro disse olhando em direção a garota.


Fechou o livro em um movimento forte e se levantou fazendo um estrondo. Eles a encaravam enquanto ela marchava até a mesa deles, todos fingiam estar fazendo algo. Bando de idiotas.


-Que coragem a de vocês - disse calma e ameaçadora - Encarar tanto uma assassina fria.. - encarou cada um deles que engoliam em seco - E calculista, que pode fazer da próxima vítima um homem imbecil como vocês. É melhor vocês não esquecerem a minha cara, porque eu não vou esquecer a de vocês, seus babacas.


Jogou a nota no balcão e bateu a porta, ela não tinha paz. Era obrigada a aguentar isso e era só o começo.


Estava ansiosa pela nova escola e todos os meus novos amigos, riu entrando no carro, eu não iria esquecer mesmo a cara de pavor deles.


Eram só mais uns caipiras sem graça como todos ali.


Dirigiu de volta para a casa do pai, definitivamente aquilo não era a sua casa, eram mais de seis da tarde e ele estava como sempre na velha poltrona, a olhou e pigarreando e ela já sabia que vinha sermão.


Revirou os olhos ao fechar a porta.


-O que conversamos sobre horário, mocinha? - disse calmo e ela respirou fundo.


-Chegar antes das seis, e ligar se for passar disso porque o bicho do mato pode me pegar pelo caminho - debochou e ele negou com o semblante fechado - Pai, são seis da tarde e eu poderia ficar deitada na rua que se eu desse sorte algum carro passaria e me mataria, mas duvido que isso fosse acontecer. Seria sorte demais - discursou dramaticamente e ele se levantou desligando a tv. Encarava a filha com desgosto.


-Eu só quero que cumpra as regras, você não pode sair da linha mais, eu não vou conseguir outro alívio como o que teve - disse bravo e ela apertou o maxilar, afinal nem sequer havia pedido a ajuda dele - Você não era rebelde assim, o que aconteceu? - disse em um tom mais brando. E ela riu sarcástica.


Sabia exatamente onde ele queria chegar e já que estavam tendo essa conversa.


-Engraçado - começou rindo sem mostrar os dentes e trocando o peso da perna - Você foi embora há anos e nunca se preocupou com a minha rebeldia - jogou na cara dele sem dó e ele desviou os olhos, estava em pé com a postura ereta e mãos nos bolsos, viu a veia da testa dele saltar e ele avermelhar - Um pouco tarde pra bancar o coronel preocupado, papai - disse irônica.


-Você está sendo injusta - disse indo atrás dela, ela subia as escadas apressadamente e ele também - Eu nunca abandonei você, nunca deixei de mandar um cartão.


Parou se virando furiosa e ele estacou.


-Um cartão não é exatamente o que uma criança quer de natal - acusou - Eu vou cumprir as suas regras e quando eu fizer dezoito anos eu vou te deixar em paz, vou pra faculdade mais longe das suas vistas e você pode voltar a sua vida de poltrona e almoço em lanchonetes. - ela não escondia a mágoa em momento algum, estava sempre pronta para brigar com ele.


Seu tom amargo o deixou sem reação. Entrou no quarto e fechou a porta ainda controlando a respiração. Odiava aquele lugar e odiava estar ali.


Estava encostada na porta, e o ouvia respirar forte do outro lado dela.


-Lauren.. - ele disse baixo, e ela esperou que ele dissesse algo, mas era o pai e eu sabia que ele não iria. Ele nunca dizia nada.


Constatou ao ouvir os passos dele na escada. Era sempre assim.


-Nada novo aqui, papai - disse a si mesma se jogando na cama, abraçou o bichinho e o cheirou, ele tinha cheiro de casa, cheiro de Miami - Só você me entende, Nala - sussurrou e sorriu olhando pela janela. A noite estava caindo lá fora e tudo era silencioso demais.


A mãe era ótima, mas desde que veio pra cá, ela a evitava. Sabia que não era culpa dela, mas na teoria isso era mais fácil que na prática.


Suspirou sentando-se na janela, era um quarto muito peculiar comparado ao antigo e levaria um tempo para ajeitá-lo, embora não tivesse planos de ficar ali, não queria dormir e acordar olhando pro papel de parede com joaninhas.


A casa ao lado era quase da mesma arquitetura que a do pai, mas era maior e o quintal atrás tinha vida, flores e um balanço na árvore. Uma casa de família pensou ela.


Até agora não tinha visto nenhum vizinho e não se importava também, quanto menos contato com essa gente maluca, era melhor.


Uma garota saiu pela porta da garagem, ela ria e logo uma outra garota a acompanhava, observou as duas indo em direção aos fundos, elas sentaram na grama e riam alto. Ficou ali olhando, era a única coisa que eu poderia fazer. Seus amigos tão longe, o que estariam fazendo agora? Questionou-se.


-Que droga, Chancho - uma delas disse em um tom bravo e a outra saiu correndo para dentro, sendo seguida pela mesma logo depois.


As luzes foram se acendendo e quando a luz do quarto em frente ao dela acendeu, franziu o cenho, não lembrava de ter reparado na janela antes, as viu correndo e se jogando na cama.


Agora as via melhor, a loira pegou o notebook e ela suspirou sentindo falta do seu, estava de castigo e sem comunicação com o mundo lá fora, a outra fazia uma dancinha estranha que a fez rir. As pessoas dessa cidade eram realmente estranhas.


Ela parecia muito animada até que seus olhos a encontraram na janela, pega no flagra, não se importou em desviar os olhos, ela ao invés disso, abriu a boca meio chocada e tudo que eu viu em seguida foi a cortina fechar bruscamente.


Riu baixo pegando o diário.


31/07/17 - Janela da frente, conferir sempre se há alguma dançarina nela. É a sua única diversão aqui. Dia 5 de 365.


Anotava todo dia os dias faltantes para sair dali. Deitou a cabeça no travesseiro e ficou ali vendo as luzes da rua entrarem, sua vida tinha mudado em tão pouco tempo e ela não podia fazer nada sobre.


Estava fadada a rotina de uma cidade chata.


Pelo menos isso era o que achava. Tinha uma tendência a sair da linha e logo isso iria ficar claro.


[...]


-Era a garota nova, a vizinha psicopata? - Dinah perguntou curiosa espiando pela janela, o quarto todo escuro não mostrava nada. Ela voltou para a cama onde Camila aguardava pacientemente a inspeção da amiga pela janela alheia.


Camila a puxou revirando os olhos.


-É.. chegou faz uns dias, cara de piranha, sabe? - disse divertida e Dinah riu alto, negando com a cabeça com um olhar sarcástico.


-Ela é bonita pelos menos? - indagou e Camila deu os ombros - Qual é!? Aposto que reparou nisso! - acusou.


A latina se jogou na cama de lado e encarou a amiga com um olhar convencido. Dinah conhecia bem aquele olhar analisador. Camila sempre mordia o lábio ao ficar pensativa.


-É como eu sempre digo, Cheechee - disse sabiamente mexendo as sobrancelhas - Todos são chatos até que se prove o contrário.


Dinah estendeu a mão e a garota completou o high five animada. Eram a dupla perfeita, amigas desde crianças e agora adolescentes que tinham muito mais para esconder do que parecia.


-De qualquer forma, amanhã iremos saber em qual lado ela está - disse despreocupadamente e Camila assentiu.


As garotas eram de longe garotas normais da pacata cidade, mas quando a noite caía muita coisa podia mudar. Levavam com elas um segredo que era guardado a sete chaves e um acordo inquebrável.


E com uma lista mental, onde classificavam as pessoas em dois lados na cidade, Os chatos e Os muito chatos, aguardavam para colocar a garota nova em um deles, Camila sabia bem que a história sobre a garota era mentira, ela não era uma assassina louca que foi salva pela carreira do pai, isso era besteira.


E pelo que via da vizinha, ela estava longe de ser chata, mas ela jamais confessaria isso em voz alta. A observou no jardim mais cedo, a garota socava o saco de areia com muita raiva.


O ar de perigo que rondava a garota era só mais um atrativo para a latina. Lauren Jauregui era definitivamente uma garota perigosa e não era pela fama, era pela beleza. O cabelo era sem dúvidas a coisa mais interessante até ali, algo que não se via em um lugarzinho como aquele.


-Minha intuição diz que vamos colocá-la entre os mais chatos - mentiu e Dinah cerrou os olhos.


-Claro que diz - debochou e Camila deu os ombros olhando para a janela.




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