História Dois Mundos - Capítulo 7


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Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Irene, Joohyun, Joy, Red Velvet, Seulgi, Seulrene, Wendy, Yeri
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Palavras 1.988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 7 - Passeio


Fanfic / Fanfiction Dois Mundos - Capítulo 7 - Passeio

 

 

Foi despertando se sentindo muito bem. Realizou o porquê quando sentiu o conforto de um corpo debaixo do seu, sentia braços enlaçados em sua cintura. Sentia o aroma doce que estava inalando do pescoço da norte coreana e sua boca entreaberta encostada perto da sua orelha, roncando baixinho. 

Teve medo de se mexer então fez isso com muita cautela, levantando apenas o tronco para encarar o rosto adormecido de Seulgi. Parecia ainda mais bela assim, como uma obra de arte exposta em algum museu. Os olhos fechados da moça, por incrível que pareça, pareciam mais bonitos da forma como estavam, formavam um traço reto perfeito em seu rosto.

Mesmo com medo da outra acordar, se atreveu a passar o indicador em torno dos seus lábios. O beijo da noite passada havia despertado dentro de Joohyun uma ternura incomum. Apesar de não ter dito muito no momento (mais demonstrado), havia se reconhecido minimamente na situação que assombra Seulgi. Teve muito medo no início, quando estava descobrindo sua sexualidade. Mas é claro, saberia que teria todo apoio de seus pais, desde que durante toda sua criação ficou bem certo como eles eram ‘liberais’ sobre o assunto. Sabia que haveria conforto e aceitação. Só que não é assim para a grande maioria, ainda mais no caso da norte coreana que viveu a vida inteira sob duras restrições, sendo moldada e podada.

Deitou devagar a cabeça no seu peito e só então percebeu como a tv ficou a noite inteira ligada. Passava o noticiário matutino e Joohyun ficou altamente imersa na reportagem: “depois do acordo selado entre as duas Coreias, famílias separadas pela fronteira poderão finalmente se reencontrar.” 

Joohyun abriu um largo sorriso. Estava imensamente feliz com o processo já que o acompanhou desde sua primeira elaboração. Estava feliz por toda a tensão deixada com os rastros de uma guerra há muito tempo atrás ter tido o seu fim.

Esticou sua mão com cuidado até alcançar o celular que estava bem na pontinha da mesa. Joohyun começou a rolar pelas mensagens a fim de ver se havia perdido alguma coisa enquanto dormia. Entre tantas notificações encontrou as mensagens.

[Yeri]

E aí maninha, comeu? Rs.

[Wendy]

Irene, vou passar aí cedo pra tomar um café da manhã com você e... Seulgi, rs. Não se atrase. Chegarei nove em ponto.

Quando bateu os olhos nessa mensagem em especial, Joohyun se desesperou. Olhou para o relógio: 8:58 a.m. Sabia como Wendy era pontualíssima. Só teve tempo de se apoiar nas mãos e levantar o corpo com cuidado para sair de cima de Seulgi. A outra ainda roncava baixinho, seus braços agora jogados de qualquer jeito. Joohyun suspirou e olhou para a porta enquanto se calçava. E então o interfone tocou.

— HYUUUUUN, PARTY!!!! SOU EU, ABRA AQUI. TROUXE AQUELE DOCE FRANCÊS QUE VOCÊ ADORA!

Só teve tempo de fechar os olhos e apertar a boca. Sentiu um baque surdo nas suas costas. Virou num instante e viu o corpo de Seulgi no chão.

— Aish, o que foi isso agora? — Seulgi resmungou assustada.

Joohyun a olhou com um semblante de quem se desculpava, correu em direção à porta e digitou a senha num segundo. 

— E então, o que-... — Wendy virou uma estátua ao se deparar com a feição de Joohyun, muito bem conhecida por ela quando estava sendo inconveniente, e ainda, viu Seulgi deitada no chão esfregando a testa, entendeu tudo. — Bom, nesse caso... — E foi virando as costas.

— Deixa disso, Wendy — Joohyun a segurou pelo braço. — Vem, entra — Falou entredentes. 

Joohyun a puxou pelo braço e adentraram o apartamento. Seulgi rapidamente levantou se ajeitando, fez uma longa reverência para Wendy.

— Me desculpe... Acabo de acordar. Eu vou me arrumar. Desculpa... — e num instante se apressou para as escadas, subindo de dois em dois degraus.

Wendy observava os movimentos da outra e acompanhou o olhar até ela subir as escadas e ouvir uma porta se fechando, provavelmente a do banheiro. Volta a olhar sua amiga.

— Uau, Hyun... Uau — arregala os olhos para ela. — Você realmente não perde tempo, não é mesmo!? Levou realmente a sério minha dica lá no avião. — e começa a rir descontroladamente.

— Não é nada do que você provavelmente está pensando. — Joohyun fala sibilando, passa a mão em seu cabelo. — Não aconteceu nada demais. A gente acabou dormindo no sofá, nada além disso. — Muda de pose com uma expressão um tanto envergonhada. — Além de um beijo... Só um beijo. 

— Eu ainda posso ir embora, Joohyun... — Wendy se sentia preocupada por estar atrapalhando algum momento romântico, odiava sempre chegar em momentos inoportunos. 

— Não é nada disso, amiga. Vem, vamos arrumar a mesa pro café.

 

 

———

 

 

Seulgi vestiu a melhor roupa casual que pôde encontrar na sua mala. Sim, ainda não a havia desfeito, não sabia como trataria disso com Joohyun, apenas a deixou num cantinho do quarto dela. Quando revirava a mala em busca da roupa, se deparou com sua câmera antiga e o pacote de fotos que registrou durante boa parte da vida. Não poderia deixar seu tesouro mais precioso longe de si. Mesmo assim não sabia porquê deixava tudo isso no fundo da mala, abaixo de todo o resto. Sua maior paixão talvez fosse uma espécie de vergonha, algo que ainda escondia não apenas no fundo da mala mas dela mesmo. 

E sim, o que ocorrera ontem. Algo que escondia ainda mais do que sua paixão por fotografia e que num momento de excitação e vontade, deixou aflorar em todo seu ser. Se sentia confusa com tudo e preferia não retomar esses pensamentos. Pensar em Joohyun, o beijo, o que ela tinha falado, seu gesto mais obsceno. Não queria refletir sobre isso.

Agora pronta com sua blusa marrom clara, calça de tecido preto e sobretudo da mesma cor, desceu as escadas para a parte debaixo do apartamento de Joohyun. Ouvia uma conversa acalorada e risadas estridentes.

— E então ela veio até mim com aquele olhar que você conhece bem e tocou meu braço, Hyun, a FORMA que ela tocou meu braço. E me pediu aquele relatório da forma mais sensual possi-... — Wendy parou abruptamente quando viu a moça parada de frente à mesa que elas estavam saboreando o café da manhã.

— Eu não quero atrapalhar, desculpem. — Um rubor subiu do pescoço às bochechas de Seulgi.

— Não, Seugi-yah, vem, se senta com a gente. Quero que você experimente algumas coisas. — Joohyun disse de forma carinhosa. 

— É, Seulgi, trouxe muitas coisas que acho que serão novas pra você. — Wendy disse sorrindo.

— Ok... — Seulgi se sentou na cadeira de frente à Joohyun e ao lado de Wendy.

Joohyun remexia na sacola que Wendy havia trazido. Tirou uma caixinha lá de dentro. Seulgi pode ver pelo menos uns oito do que pareciam ser doces coloridos.

— Hmm... — Joohyun colocou o dedo na boca pensativa, tão pensativa que parecia ser uma escolha que mudaria a vida. — Toma, dê uma mordida nesse aqui. — e estendeu o doce marrom em direção à boca de Seulgi.

Seulgi, muito hesitante, segurou o pulso de Joohyun e deu uma pequena mordida. Mastigava sentindo aquele sabor maravilhoso explodir na sua boca, não havia ideia do que era, parecia ser algo feito de chocolate.

— Nossa, é maravilhoso... O que é isso? — Seulgi disse ainda mastigando e de olhos arregalados.

— Isso, minha amiga, é macaron, um doce francês. É tanto o meu favorito quanto o da Hyun aqui. — Foi Wendy quem respondeu, toda orgulhosa de si por ter acertado na escolha e agradado a moça. 

— E esse, em especial, é meu sabor favorito. Chocolate belga. — Joohyun disse sorridente para a norte coreana, agora com seus cotovelos apoiados na mesa, apoiando seu queixo com as costas das mãos.

Seulgi mastigava se perdendo no sorriso da outra.

— E bom, estávamos aqui combinando enquanto você se arrumava... Que tal aproveitar o sábado e dar um passeio por Seul? Afinal, você ainda viu pouca coisa. Vamos te mostrar alguns lugares bem interessantes. — Wendy disse observando a outra se arriscando a pegar outro macaron. — E aí?

— Eu acho ótimo. A gente poderia pegar mais alguns desses? — Seulgi disse comendo seu segundo doce.

Joohyun e Wendy trocaram olhares divertidos. 

 

 

———

 

 

Saíram do apartamento bem perto do meio dia. Joohyun se trocou muito rápido, colocou uma calça de tecido confortável, uma camiseta e uma jaqueta preta por cima. Além do tênis esportivo, afinal caminhariam um bocado pela cidade. Nesse meio tempo, Seulgi teve oportunidade de conhecer um pouco melhor Son Seungwan, ou Wendy, como preferia ser chamada, e descobriu que apesar de uma moça bem ‘extravagante’ na sua maneira de ser, era muito divertida e cômica. Imaginou que teriam um dia bem descontraído pela frente.

E não foi diferente, saíram e almoçaram num restaurante muito aconchegante, onde Seulgi não deixou de reparar no excesso de luxúria em cada decoração. Para ela era muito, não estava acostumada com lustres e móveis tão diferentes que pareciam que exalavam dinheiro. Mas o choque mesmo para a norte coreana foi caminhar por Myeongdong. Era uma loucura, um aglomerado de lojas e mais lojas, todo tipo de bugiganga, todo tipo de gente. Uma completa bagunça visual. Mas foi muito divertido, observava como Joohyun e Wendy, mesmo se segurando, não conseguiam deixar de entrar nas lojas e sair com pelo menos duas ou três sacolas pequenas.

Conseguiu ver uma loja que chamou sua atenção de imediato. Uma loja que exibia uma série de câmeras na vitrine. Se aproximou mais e ficou de boca aberta encarando a variedade de câmeras, lentes e todo tipo de acessório. Não conhecia nenhuma outra além da câmera velha que sua avó a tinha passado. Elas eram caras, muito caras. Não podia abusar da cota de dinheiro que tinha. Deixou que Joohyun segurasse no seu braço para continuar caminhando entre a multidão.

Depois foi a vez de a levarem para visitar o Palácio Gyeongbokgung, e Seulgi pôde se maravilhar, estava num ambiente mais familiar. Sentiu até seu sangue ferver por poder encarar aquela construção tão maravilhosa e que tão bem remetia à tradição de seu povo. As meninas colegiais vestidas com roupa tradicional coreana fez seus olhos brilharem, conseguiu se ver nelas. Em todo tempo lá, Joohyun e Wendy mais passavam o tempo deslizando a tela do celular do que qualquer outra coisa, o que fez Seulgi se horrizar. O que tão explêndido poderia haver numa tela? Mais esplêndido do que esse lugar? Se perguntava. 

No fim do dia, no que deveria ser umas quatro horas da tarde, caminharam um pouco pela extensão do Rio Han, outra maravilha que encantou Seulgi. Ela mordia o canto de sua boca, ansiosa, queria mais do que tudo poder fotografar o rio e as árvores de outono ali naquela região. 

— Tá tudo bem? — Joohyun não desgrudava do braço da outra, perguntou ao notar uma ansiedade transbordar dela.

— Ah, não é nada demais. Queria poder registrar esse lugar, é tão bonito... — Seulgi disse e suspirou. 

— Bom, então não façamos disso um problema. — Joohyun sacou o celular da bolsa, digitando sua senha. — Você tá linda hoje, Seulgi... Encoste aí no cercado para eu poder tirar uma foto sua, faça uma pose. — Abriu a câmera a apontou para a outra.

— Ahn... Ok, posso tentar.

— Tá perfeita. —  Joohyun acabou sorrindo com o jeitinho sem graça dela.

— Uau, já? — Seulgi olhava com curiosidade para o celular de Joohyun.

— Já, simples assim. — disse se aproximando da outra, colocou seus braços no cercado, cercando Seulgi.

— Oh... — Seulgi se assustou com o movimento — você não deveria, estamos em público...

— Nah, isso é tão normal. Somos apenas boas amigas que se adoram na visão dos outros. — o olhar de Joohyun era faminto, o canto de sua boca tremia.

De repente sentiu o celular vibrar, trouxe a mão direita até a altura do rosto e olhou.

 

[Número desconhecido]

Não imaginei que fosse me superar tão rápido assim... Já está se agarrando com outra no ponto romântico mais clichê da cidade? Sinceramente, Joohyun...

Seulgi a olhava confusa enquanto Joohyun desviou os olhos do celular e perdeu o olhar nas águas do Rio Han.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Até uma próxima, beijão.


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