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História Dois Opostos - Capítulo 45


Escrita por: Luana_Martinss

Notas do Autor


Boa leitura!📚

Capítulo 45 - Capítulo 44 - Ação e Reação


Fanfic / Fanfiction Dois Opostos - Capítulo 45 - Capítulo 44 - Ação e Reação

Harry

Tentar fingir não estar sedento de raiva ao saber que Rufus estava no hospital foi com certeza a parte mais difícil disso tudo, eu não o comuniquei sobre Draco ter acordado, logo ele tinha total noção que ainda não era bem-vindo ali, principalmente por fazer pouquíssimo da recuperação - ainda incompleta - do loiro. Queria que Draco tivesse um tempo para absorver a paraplegia antes de ser colocado contra a parede sobre a sua participação no ataque, porque sabia muito bem que o Ministro faria de tudo para coloca-lo em contradição nas suas respostas, foi exatamente isso que ele fez de acordo com a expressão cansada que Draco deixou transparecer no seu rosto assim que o "depoimento" acabou.

- Tem certeza que ainda quer chamar isso de depoimento? - Perguntei quando chegou a minha vez de responder seus questionamentos.

- E como eu deveria chamar, senhor Potter?

- Acredito que interrogatório, não é? Quando se interroga um suspeito é assim o nome correto.

- Ninguém aqui é suspeito. - Sua frase não condiz com o bloco de notas na sua frente com as anotações do Draco para serem comparadas com as minhas, muito menos com os aurores na porta do quarto do loiro, quase como vigias.

- Não foi o que você deu a entender na ultima vez que nos vimos, nem o que está dando a entender agora.

- Se está tentando receber informações sobre a investigação, infelizmente não poderei lhe ajudar com isso.

- Estou tentando entender o porquê de toda essa ansiedade em interrogar o Draco, ele acordou ontem, não deu nem tempo de respirar antes de você já vir aqui o fazer se recordar de uns dos piores momentos de sua vida.

- Seria muito fácil criar um conluio para vocês forjarem um depoimento semelhante se eu demorasse demais. - Bingo, extrair de Rufus o seu pensamento sobre a investigação foi bem menos complicado do que eu achei que seria, ele realmente quer encontrar algo que incrimine Draco, apenas não entendo porque todo essa obsessão repentina.

- Você acha mesmo que Draco fez tudo isso? Ficou paraplégico por livre e espontânea vontade? Que planejou a morte de um amigo apenas para cair nas graças do povo? Em que mundo psicótico você vive, Ministro? - Tentei manter o tom de voz o mais pacifico possível, a postura ereta, calma, conviver com Draco tem trazido seus bens, mas foi impossível conter o desprezo que começou a se pronunciar no meu peito.

- Uma pessoa é capaz de tudo para reduzir sua culpa perante seus atos no passado. - Ele levantou a sobrancelha dando a frase um ar de dubiedade que optei por ignorar, aquilo não era sobre mim.

- Ah, sim, ele mata uma pessoa para perder a culpa por ter matado outras, essa sua lógica é tão racional que me choca.

- Se ele não tiver nada a esconder, então estará livre, não entendo porque você está tão nervoso com isso, senhor Potter.

- Porque você parece empenhado demais em culpabilizar Draco sobre isso, e por que? Por que tanto interesse nele agora? - Cruzei as mãos sobre a mesa, aproximando-me um pouco mais de seus olhos, que pareceram dançar com uma resposta na qual ele não pode oferecer.

- Porque sabemos muito bem que ele não foi inocentado dos crimes como Comensal porque era inocente, foi porque alguém manipulou o júri. - Joguei-me para trás na cadeira, rindo falsamente da mentira explicita na sua resposta, me atacar para se desviar do verdadeiro motivo, quase impressionante.

- E alguém ofereceu propina para uma das famílias mais ricas do mundo bruxo em troca da localização de Lucius Malfoy. Vamos falar sobre manipulação, tem certeza?

Esse limbo de pagar para um e para outro foi bem pertinente na época do julgamento de Draco, paguei Rufus para que pagasse os Greengrass para que Draco não fosse obrigado a casar com Astoria, para com isso entregar o endereço de Lucius para o Ministério, ai entrei em um acordo com o Ministro para que Narcisa não fosse condenada a pena máxima, porém não consegui fazer com que ele inocentasse Draco, o que levaria o loiro a um julgamento onde ambos sabíamos que iria perder, então fiz um voto perpétuo com o júri me responsabilizando por todos os atos dele se concordassem com sua soltura, o que funcionou, entretanto bem a contragosto do Ministro que sempre se mostrou contrariado sobre a decisão dos jurados.

Perdoar Narcisa não foi muito complicado para ele, pelo fato que ela nunca foi declarada oficialmente uma Comensal e nem possuía a marca negra, diferente de Draco que tinha as duas questões pesando em suas costas, mas depois que ele foi solto Rufus preferiu não interferir mais no assunto, tanto que concordou com a mudança do loiro para o Largo Grimmauld, não foi difícil perceber que alguma coisa aconteceu entre a fuga de Lucius e a internação de Draco, algo mudou o pensamento de indiferença do Ministro, talvez... alguém.

- O que mudou, Ministro? O que te fez querer tanto buscar uma falha na "nova" ficha de Draco?

- Potter, eu não sou o interrogado aqui, não vou responder as suas perguntas, nem lhe dar as informações que você quer, se estou achando ou não o senhor Malfoy um suspeito a única pessoa que tem o possível direito de saber é ele, afinal o acusado supostamente será ele, não é? Portanto, apenas responda minhas perguntas antes que eu seja obrigado a dizer a mídia o verdadeiro motivo pelo qual Malfoy não foi preso no passado.

- Chantagem funciona mais quando sou eu que faço, Ministro. - Ironizar a situação pareceu o mais adequado para camuflar a raiva que se prontificou em aparecer em todos os nervos do meu corpo. Eu vou descobrir o que está acontecendo de um jeito ou de outro, não vai ser uma chantagenzinha que vai me parar, não foi nem quando eu virei o indesejável número 1, não vai ser agora.

- Pois eu discordo de você, senhor Potter.

Lembrar mais uma vez do ataque de Lucius foi o pior disso tudo, porque nem mesmo as milhares de máscaras que coloquei em cima do meu rosto para aquele interrogatório foram o suficiente para disfarçar o peso de pronunciar cada uma das palavras sobre o assunto, descrever o que vi de maneira turva quando não conseguia me mover, nem gritar, nem nada. Mesmo agora esperando Draco sair de dentro do necrotério, com Rufus conversando as espreitas com o legista, não consigo desfocar meus pensamentos das lembranças que fui obrigado a recordar, não quero relembrar daquele dia, simplesmente não quero, mas aparentemente todos desejam avidamente me fazer falar sobre isso.

O lado bom de estar completamente perturbado em relação ao mundo ao seu redor, é poder escapar para um mundo muito mais fictício do que o real, criar um universo onde as coisas não estão um caos completo, por esse motivo não penso duas vezes antes de ligar para Hermione e pedir para ela me ajudar a organizar algumas coisinhas para hoje de noite, se as coisas vão desmoronar nas nossas cabeças por conta dessa possível acusação em cima de Draco, vai ser bom aproveitar a paz uma última vez, da melhor forma cabível.

Entrar em contato com bruxos é uma coisa que poderia ser atualizada hoje em dia, porque a comunicação trouxa é bem mais rápida do que deduzir onde a pessoa está para aparatar até lá ou enviar um patrono que deixa a pessoa apavorada achando que é algo grave demais, de forma trouxa a única coisa que precisamos fazer é enviar um SMS pro celular do desejado, por isso falar com Hermione foi bem mais fácil do que aceitar que tenho que esperar sairmos daqui para poder conversar com Narcisa e Goyle.

- Como você está? - Desencosto-me da parede em que estava assim que a porta do necrotério se abre calmamente deixando a vista um Draco com os olhos um pouco avermelhados de lágrimas e as mãos levemente trêmulas nas rodas da cadeira.

- Na medida do possível, estou sim. - Não tenho se essa resposta é boa ou ruim, porém é o suficiente para que Rufus praticamente nos expulse dos local para "deixar os legistas trabalhar", é impressionante a forma como o ministro não disfarça que em menos de dez minutos contratou mais legistas para examinar o corpo apenas para ter certeza que Draco não modificou nada.

Obviamente Draco também percebeu essa mudança de singular para plural, entretanto se contenta em sorrir forçadamente e revirar os olhos discretamente.

- Muito obrigado por me ceder o seu tempo, Ministro, espero que a próxima vez que nos vermos seja para admirarmos a prisão do único culpado disso tudo. - Em momentos como esse torna-se claro como o dia a diferença abrupta entre minha postura e a Draco, porque eu já estava pensando em diversas formas diferentes de xingar Rufus por continuar com essa desconfiança aleatória, Draco por outro lado frisando apenas uma palavra consegue dizer exatamente as mesmas coisas que eu diria bem mais grosseiramente.

- Você é incrível - Digo, deixando a frase escapar com naturalidade dos meus lábios quando já estamos de volta ao ar livre, distante o suficiente do Ministério para conseguirmos falar sem ficarmos nos cuidando de repórteres e olhares atravessados.

- Isso eu já sei, mas por que está dizendo isso agora? - Modéstia, uma palavra que nunca fará parte do vocabulário da autoestima de Draco.

- Sua postura, sua classe, são impecáveis até para criticar um ministro.

- Nem tudo que eu aprendi na minha infância foi 100% horrível.

- Crescer em um armário só te ensina sobre como poucos metros quadrados são desconfortáveis. - Ouvir Draco rindo traz uma sensação tão gostosa que tenho quase certeza que nunca irei enjoar de ouvi-la, é como ser abraçado por uma onda súbita de alegria somente por conta desse som esplendoroso.

Meu celular vibra no bolso, o SMS de Hermione brilhando na tela: "Já avisei todo mundo, mas vocês precisam demorar um pouco para podermos aprontar as coisas", distrair alguém em Londres é uma das missões mais fáceis que já fui encarregado durante toda a minha vida.

- Está pronto para um passeio com o amor da sua vida na bela e doce Londres trouxa? - Falo ao pé de seu ouvido, sorrindo ao perceber como ele se arrepia e como o sorriso volta a tomar conta do seu rosto.

- Não estou nas minhas melhores condições para um passeio.

- Pois eu discordo de você, olhe essas roupas, esse cabelo, esse rosto. - Bato delicadamente com o dedo em seu nariz, evitando bagunçar o seu cabelo em público e apanhar mais tarde. - Você está esplendido, querido.

-Se não formos a um lugar maravilhoso vou ficar ofendido por você gastar tantos elogios de graça. - Reviro os olhos, Draco tem uma capacidade admirável de sempre ter uma resposta na ponta da língua para comentários os quais o deixam encabulado.

- Me dá a honra de empurrar vossa cadeira, majestade?

- Seja delicado, escravo.

Levar Draco aos meus lugares favoritos tem sido uma rotina a qual me delicio em aproveitar, ver sua expressão confusa e seus olhos brilhando tentando entender o sentido do local trouxa desconhecido, quase como uma criança quando aprende uma coisa nova, ter a oportunidade de me degustar das caras e bocas que ele faz, são certamente as melhores partes desses momentos, por conta disso levar Draco ao Jardim Botânico me parece ser uma ocasião mais que perfeita para observar essas suas atitudes.

- Uau! - Draco ama flores, essa é mais uma das surpresas que tomei conhecimento morando com o loiro, qualquer oportunidade que ele tivesse de pegar uma plantinha da rua e plantar no jardim que montou ao lado da sua janela, assim fazia. Esse foi mais um dos motivos de querer o trazer aqui, para mais uma vez ficar encantado com outro tipo de expressão, essa de felicidade genuína que estampa o seu rosto ao percorrer a mão pelas margaridas e rosas ao nosso lado.

- Eu acho que tem uma parte que você vai gostar um pouco mais. - Rosas e girassóis, o clichê mais clichê que existe, o qual Draco faz questão de constituir, são suas flores preferidas, girassóis eu já sabia, isso é perceptível pelo colar balançando em seu pescoço, mas as rosas descobri com Narcisa que quando ele foi internado no St.Mungus as deixou ao lado da cama porque disse que ele amaria as ver ali quando acordasse.

- Meu deus, Harry, eu não acredito! - Não é bem um grito que sai da sua garganta, é mais uma surpresa tão animada que se traduz em um tom de voz meio alto, mas ao mesmo tempo rouco, alguém tão surpreendido da melhor forma possível que não possui nem uma voz comum para exemplificar isso.

Draco se solta das minhas mãos na cadeira, a empurrando por conta própria para poder passar mais apressadamente pelas flores que tanto o hipnotizam. É tão sublime a forma como ele toca as pétalas, levando seu nariz para perto delas, sentindo o frescor de seus cheiros e me chamando com a mão para sentir também, essa é uma situação que eu não esperava que acontecesse, que me deixa ainda mais apaixonado pelas suas inesperadas e sutis demonstrações de afeto, por mais que ele esteja feliz e distraído com as rosas e girassóis ao seu redor Draco não perde a oportunidade de me mostrar cada uma, compartilhar comigo a sensação que está tendo, ele quer ficar feliz e quer que eu compartilhe da mesma felicidade.

São em momentos delicados como esse que torna-se fácil perceber a reciprocidade tão presente nos nossos sentimentos, da mesma forma que torna-se fácil perceber que tudo que sentimos um pelo outro é além da medida, incalculável, inexplicável, grande demais para ser descrito, mas esse olhar, esse sorriso encantado, essa vontade de partilhar, isso é tão intenso que talvez valha mais do que qualquer palavra que já tenhamos dito um ao outro. Que melhor forma de explicar que ele é a melhor parte da minha vida do que sendo mais apaixonado pela vista de sua felicidade do que pelo ambiente belíssimo ao nosso redor?

Draco é lindo, não lindo de aparência, - por mais que também seja, muito - mas sim de alma, a alma de Draco é tão fenomenalmente cativante que faz com que seja impossível não se sentir também cativado por ela, não se sentir envolto por essa aura esbelta que se pronuncia avidamente em momentos brandos assim como esse que vivemos. É linda a maneira como a covinha no seu rosto parece colossal devido ao sorriso também colossal seguindo de orelha a orelha. É linda a forma como seus olhos dilatam como se estivessem enxergando a coisa mais maravilhosa do mundo. É linda o jeito como ele agarra minha mão, puxando-me para perto de si, mostrando-me cada pequeno detalhe das plantas, me informando sobre cada pequeno conhecimento que ele possui sobre elas. Por si só viver ocasiões como essa ao lado dele é lindo.

- Deixa eu te mostrar, meu dom trouxa. Vem. - Comento, correndo na sua frente em direção ao lago, só para sorrir vendo como ele demora um tempo para se dispersar das flores para se dar conta do meu sumiço e enfim rir indo em minha direção.

- Qual seu chocante dom trouxa que é mais fascinante que minhas flores?

- Suas flores ou do Jardim botânico?

- Agora são minhas.

- Possesivo você.

- Sou. - A piscadinha dúbia que ele dá, arranca mais um dos trilhões de sorrisos que acredito que já dei desde que chegamos aqui.

Pego uma pedra na mão, jogando-a no lago, vendo-a bater várias vezes, quicando na água antes de afundar, Draco do mesmo modo que tem agido desde que chegamos deixa seus olhos saltarem olhando para mim abismado, buscando encontrar uma explicação para isso.

- Você usou magia, né?

- Por incrível que pareça, não usei não.

- Então como você fez isso?! - Ótimo momento para retomar a frase que Draco parece uma criança conhecendo o mundo.

- Você quer uma explicação ou romântica?

- Pode ser as duas?

- Ok. - Não consigo evitar sorrir. - Existe uma lei da física, que é uma matéria trouxa pra estudar os fenômenos da realidade, que diz que toda ação tem uma reação, logo se eu bater em uma parede, minha mão vai doer porque a mesma força que eu depositei pra bater nela ela vai desenvolver de volta pra mim. Dessa forma, quando jogamos um pedra a força da gravidade automaticamente a puxa para baixo, então quando a pedra vem de encontro com a água ela exerce uma força sobre. Mas a água devolve com uma força oposta, que é para cima.

Draco pega uma pedra e joga meio levemente, disfarçadamente, o que faz com que esta não pule, o loiro devolve o olhar para mim tentando entender porque a sua não quicou, um olhar um pouco decepcionado dançando na sua face.

- Aqui. - Entrego outra pedra em sua mão - pra quicar a pedra precisa ser mais achatada. - Pego seu braço o puxando para traz. - Use força e a faça girar, quando ela gira a velocidade aumenta e a pedra quica mais tempo.

Como já era esperado a pedra dessa vez pula tranquilamente, retirando do rosto do loiro o riso animado que eu esperava ver quando o vi tentando antes, Draco puxa moderadamente a minha mão para mais perto de si, se não o conhecesse nem perceberia como esse gesto é uma forma silenciosa de pedir um abraço, porém já passou o tempo que eu não conhecia as pequenas manias de Draco Malfoy.

- Sabe, quando você quiser um abraço, pode tipo... pedir? - A frase contém um tom de gozação, entretanto é impossível não se sentir contagiado pelo jeito que as bochechas do loiro ruborizam e ele se esforça para disfarçar olhando para frente.

Agacho ficando do tamanho ideal para poder passar os braços pela sua cintura trazendo para perto, sua mão rapidamente corre para meu pescoço deixando-nos ainda mais próximo.

- Obrigado. - Ele sussurra no meu ouvido, adentrando atenciosamente meu cabelo com as mãos. Estar tão próximo de Draco, vivendo esses momentos afetuosos, faz com que toda a culpa, mágoa, tudo que algum dia se acumulou no meu peito se dissipe tão velozmente quanto se fez, porque com ele é impossível ter qualquer pensamento que não seja focado em como o calor do seu abraço é imersivo.

O telefone vibra no meu bolso, é uma mensagem de confirmação de Hermione avisando que tudo já está pronto. Está na hora de deixar esse dia ainda melhor para o loiro que abalou todas as minhas estruturas.

- Temos que voltar, sua mãe já está desesperada te procurando, acha que sequestrei o filho dela. - Minto, fazendo um esforço para não rir ou deixar transparecer a inverdade no meu rosto, principalmente para alguém que me conhece tanto como Draco.

- E você não sequestrou? - Draco ri, enganchando o braço no meu, pronto para aparatar.

- Eu apenas te retirei de circulação sem avisar para onde iriamos por quase duas horas, mas acho que isso não se encaixa em sequestro, não é? - Sendo acompanhado pelo seu riso, aparatamos, mas diferente do que Draco esperava não viemos parar no hospital, mas sim no Salão Comunal da Sonserina.

- O que estamos fazendo aqui? E o que é tudo isso? - Duas perguntas que saem do seu rosto tão confuso quanto estava antes enquanto tentava compreender o sentido de a pedra não afundar.

- Minerva liberou as barreiras de Hogwarts por alguns segundos para podermos aparatar aqui dentro. Os alunos estão em casa para comemorar a virada do ano, logo foi aberta uma pequena margem para que eu pudesse entrar no restrito Salão da Sonserina.

- Você ainda não respondeu nenhuma das minhas duas perguntas. - O Salão está todo decorado, sou obrigado a admitir que o local é bem mais bonito do que eu achei que fosse, eu já esperava que fosse cheio de extravagâncias, porém achei que seria meio... sombrio, mas é tudo simplesmente lindo, principalmente agora enfeitado com luzes brancas, uma mesinha de comida e mais alguns enfeites trouxas e bruxos de comemoração, até a árvore de natal se encontra instalada no canto da sala.

- Nós comemoramos o Natal juntos e vamos passar a virada do ano também, sei que milhares de coisas aconteceram nos últimos seis dias, e você nem deve ter se dado conta que hoje é véspera de ano novo, mas eu não podia perder a oportunidade de passar esse dia ao seu lado, com você feliz e sorridente como estava no natal. - Draco sorri, de um jeito ainda mais bonito do que no Jardim, a alegria exalando ao seu redor, a expectativa, a surpresa, tudo ficando estampado no seu rosto. Nunca imaginei ver o loiro tão expressivo assim.

Pego a minha varinha fazendo com que um patrono corra em volta dele, ao mesmo tempo que o pessoal aparece jogando confetes por todos os lados possíveis.

- Surpresa! - Hermione é quem grita, sendo aplaudida por Ron, Narcisa, Blásio, Goyle e Gina. Draco parece tão chocado que as palavras não saem da sua boca, porém seu olhar diz mais do que qualquer palavra, eles brilham mais brilhantes que o sol o qual amo o comparar, seu riso é tão alto e despreocupado que ninguém acreditaria se não o visse rindo dessa maneira.

- Eu... Harry, eu não sei nem o que dizer. - Ele leva a mão a boca, a tampando contendo o riso que se propaga cada vez mais. - Nem pra vocês.

- Bom, agora você é praticamente nosso... futuro cunhado? Não fizemos nada demais. - Hermione fala, gerando uma vermelhidão imediata no rosto do loiro, que não passa despercebida por Rony.

- Nossa, se ser seu amigo é ter a oportunidade de te ver corando, eu me pergunto por que não tive essa ideia antes? - Com a câmera que carrega em punhos, Rony nem se esforça em ser discreto antes de se aproximar bruscamente de Draco e tirar uma foto dele.

- Eu vim porque não perco festas nunca, e precisava tirar Blásio do vidro da UTI antes que ele o quebrasse com o bafo. - Goyle toma a palavra para si, mesmo sendo uma frase com um sentido também sério, o seu de brincadeira faz Zabini soltar um riso nasalado e leve, o que deixa Draco nitidamente aliviado pela melhora do amigo.

- Eu não podia perder mais um momento de Harry Potter dando uma de tapete pro Draco passar por cima, Pansy me mataria se eu perdesse isso.

Narcisa, por outro lado, não brinca e nem fala nada, apenas se aproxima do filho, caminhando a passos demorados, leves, ao parar em sua frente ela se ajoelha entregando nas mãos do loiro um pequeno papel, que rapidamente faz os olhos de Draco lacrimejarem e um o sorriso emocionado que se forma no seu rosto.

- Você escreveu isso quando tinha seis anos, tinha ouvido os vizinhos falarem para os pais, me perguntou que ela significava, eu respondi que deixaria que descobrisse por si só, então você me disse pra te devolver esse papel no dia que você entendesse o real sentido daquela palavra. Tive medo que esse dia nunca chegasse, mas aqui estamos nós, meu filho, e olhe ao seu redor... ninguém nesse momento é mais amado do que você. - De canto é possível ver que o papel dizia "Amor", até mesmo eu que supostamente não tenho nada com a carta me sinto atingido pela intensidade dela, pelos sentimentos que elas aglomeram ali, mais emocionado ainda pela verdade nas palavras de Narcisa.

Draco durante muito tempo foi odiado pela maioria das pessoas, inclusive eu batia no peito para dizer que o odiava, mas nesse instante com Blásio e Goyle presentes, amigos os quais foram torturados por horas para protege-lo, Narcisa que finalmente parece ter coragem de demonstrar seu amor pelo filho, Rony, Hermione e Gina que estão deixando todos os seus desgostos com Draco de lado pelo nosso bem, e eu que simplesmente não consigo me imaginar em algum mundo paralelo que eu não ame esse homem, cada mínima parte dele.

Narcisa puxa o filho para um abraço, que Draco sequer pensa em recuar, se estregando a ele de uma forma extremamente carinhosa, depositando o queixo no ombro dela, enquanto ela o mantém próximo a si. Quando você conhece uma pessoa se afogando na sua própria redoma e tem a oportunidade de vê-la quebrando o vidro, fugindo das águas, recuperando-se do tempo preso dentro de si mesmo, é uma sensação tão satisfatória quase intraduzível para palavras com sentido.


Notas Finais


Eu acho esse capítulo muito fofo por ser uma das primeiras interações deles com o Draco cadeirante, acho importante pra mostrar que mesmo sendo um fato importante pro desenvolvimento da história ainda não é um empecilho no relacionamento deles, o Harry ainda ama o Draco de qualquer jeito e vice-versa.
Acho FOFIFISMO🥰


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