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História Dois Papais e Uma Missão - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá!
Tudo bem com vocês? Como vai a quarentena? Espero que estejam todos bem.
Aparentemente eu tenho um problema chamado não conseguir atualizar fanfics rapidamente.
Maaaas, isso não quer dizer que eu tenha esquecido dela, pelo contrário. Aqui está um capítulo e eu ainda tenho planos para essa história aqui.

Capítulo 4 - Encontro


Chanyeol estava tímido. Muito tímido, o que era algo raro. 

Ele ainda estava tristinho e sem confiança nenhuma. Kyungsoo ainda não havia chegado, o que lhe fazia agradecer e ao mesmo tempo se sentir triste. Estava ansioso demais para um garoto daquela idade. 


Se encontrou tão preso em seus pensamentos que ao menos se deu conta que Kyungsoo havia chegado e estava do seu lado. 

— Yeol? — Chamou baixinho. 

— Oi, Soo. — Respondeu na mesma altura. 

— A gente precisa conversar. Eu tomei uma decisão! 

— Decisão? Que decisão, Soo? 

— Que eu tava errado e a gente não pode se separar. Quero ser seu amigo e irmão pra sempre. 

— Quer mesmo? — Perguntou muito animado. 

— Claro, Yeol. 

— Eu te amo, Soo! Eu tava com muita muita saudade de você. — O abraçou. 

— Eu também tava, Yeol! Muuuita. 








— Você tem certeza, Joohyun? Quer dizer, ficar com todos eles? 

— Sehun, eu preciso me distrair entende? Não vejo problema, gosto da casa cheia. 

— Mesmo tendo que aturar  Chanyeol, Jongin, Minseok e Kyungsoo? 

— Chanyeol e Jongin são meus filhos! Minseok é como se fosse também, e o Kyungsoo é um doce. E Junmyeon também tá sem nada pra fazer, ele vai ter que aguentar a vida cheia de crianças. É um bom treinamento, não acha? 

— Muito obrigado por isso, Bae. 

— Não precisa me agradecer, Sehun. É o mínimo que eu posso fazer. 

— Vou avisar para o Baekhyun. 

— Certo… Sehun?

— Sim? 

— Você tá apaixonado por ele? 

— Eu não sei, Bae. Talvez sim? — Estava sim, estava muito. 

— Ele gosta de você? 

— Ele me chamou pra sair… Acho que ele tá interessado, não é? 

— Quem tá interessado? — Junmyeon perguntou ao chegar em casa.

— Sehun tem um encontro e nós vamos cuidar das crianças. 

— Quais crianças? 

— Meus filhos, seu filho e aquele garotinho que é amigo do Chanyeol. O Kyungsoo. 

— Se vamos ficar com o Kyungsoo, significa que… 

— Sim, ele vai sair com o pai do garoto. 

— Uau, isso foi rápido. Mas tudo bem, estou feliz que você vai ter um encontro. 

— Obrigado, Junmyeon. — Agradeceu e sorriu. 

— Ele não é igual aquele carinha lá né? — Joohyun perguntou preocupada. 

— Não! — Foi rápido em negar. — O Baekhyun é bem diferente do Donghae… 

— Ah, sim. Que ótimo. — Junmyeon se sentou ao seu lado. — Podemos conhecê-lo? 

— Acho que ele vai deixar o Kyungsoo pessoalmente… Então vocês podem o conhecer. — Sorriu. 

— Ótimo! Estou ansiosa para conhecê-lo desde que ouvi sobre ele. Para fazer você ficar todo tímido pelos cantos tem que ser alguém especial hein, Sehun?

— Para com isso, Bae. — Pediu envergonhado. 

— Ok, querido. Não vou falar mais sobre. 

— De qualquer forma, é só um encontro. Mas admite que você tá doidinho para isso. 

— Eu nunca neguei, Junmyeon. — Sorriu. 

— Pretendem dormir juntos? — Joohyun perguntou fazendo Sehun arregalar os olhos. — Não se faça de tímido, Sehun. Eu te conheço há muitos anos. 

— Eu sou um adulto agora, não estou saindo apenas para transar, eu pretendia ter algo a mais. Junmyeon colocou a mão em seu ombro. 

— Vai dar tudo certo. Acho que o pai desse garoto também não está buscando só sexo, acho que ele não precisaria de um encontro para isso. 

— Talvez ele queira sim sexo, mas com compromisso. 

— Podemos não falar de sexo? — Pediu. 

— Você é adulto, Sehun. Por que está tímido? — Joohyun deu risada. 

— Meu amor. Pega leve com o Sehun. — Junmyeon riu. 

— Minha última experiência sexual foi o Donghae, foi até bom, mas ele é tão insuportável que eu me traumatizei. 

— A gente lembra muito bem disso, Sehun. — Junmyeon contou rindo. — Mas o que aconteceu é passado, Hun. 

— Eu sei que sim. Mas eu fico meio inseguro. 

— Olha, relaxa. Seu encontro é amanhã, você não pode ficar assim. 

— Vamos buscar os meninos. — Junmyeon se levantou. — Levamos eles para tomar um sorvete e assim distraímos você. 

— Uma boa ideia. Vamos rapazes. 








Boa ideia? Hm, talvez nem tanto. Baekhyun estava lá também. 

Eles primeiro buscaram Jongin, que em algum momento dormiu no colo de Junmyeon. Quando Sehun chegou até a escola, o portão ainda estava fechado, no entanto ele quis sair do carro, junto com Joohyun e Junmyeon. Lá encontrou Baekhyun, que sorriu para si e decidiu ir cumprimentar.

— Oi, Hun. — Se aproximou. 

— Oi, Baek. Esse aqui é o Junmyeon, o padrasto do meus meninos e essa é a Joohyun, a mãe deles. 

— É um prazer em conhecê-los. Sou pai do Kyungsoo, amigo do Jongin e do Chanyeol. 

— O prazer é todo nosso. — Joohyun sorriu. — Sehunnie me disse que vocês vão sair amanhã, e eu e o Junmyeon nos oferecermos para cuidar dos meninos. 

— Sério? Até mesmo do meu pequeno? 

— Sim. Conhecemos o Kyungsoo, ele é um amor. Se você deixar, ele também pode ficar conosco. 

— Eu adoraria, muito obrigado. 

Quando Sehun ia responder, ele foi pego de surpresa com um abraço inesperado de Chanyeol. 

— Papai! — Sorriu largo e o Sehun o pegou no colo. — Eu tava com saudade. 

— Eu também estava, meu amor. — Beijou-lhe as bochechas gordinhas. 

— Oi, mamãe, oi papai! — Sorriu para eles e Sehun o tirou do chão para ele dar um beijo na bochecha de cada um, inclusive de Baekhyun e cuidadosamente na do irmãozinho. 

— Cadê o Soo, querido? — Perguntou para Chanyeol. 

— Bem ali. — Apontou para o garotinho que estava amarrando o cadarço, este que logo olhou para frente e correu até eles. 

— Fizeram as pazes? — Sehun perguntou. 

— Sim, papai. Decidimos que não vamos brigar nunca mais. 

— Oi. — Kyungsoo murmurou um pouco tímido para todos os adultos presentes. 

— Olá, querido. — Sehun o cumprimento com um sorriso. 

— Estávamos pensando em tomar um sorvete. — Joohyun começou. — Quer vir conosco, Baekhyun? 

— Mesmo? Oh, eu quero sim. 

— Papai, o Channie pode ir no nosso carro? — Kyungsoo perguntou baixinho. 

— Claro que pode, querido. Onde pretendem ir? 

— Naquela sorveteria perto da faculdade grande. 

— Oh, certo. Bem, vamos lá. 







— A sua ex esposa é bem legal. — Baekhyun comentou. 

As crianças estavam com Junmyeon e Bae, eles estavam andando pelo parque e brincando. Agora os dois rapazes estavam sozinhos e conversando amigavelmente. 

— Sim, ela é. 

— Falou para ela sobre o encontro, hm? 

— Ela não me deixaria em paz até que soubesse porque numa sexta feira ela precisaria ficar com as crianças… e de qualquer forma, sou amigo dela há tantos anos, que se não fosse por conta dos meninos eu teria me esquecido que um dia já fomos casados. 

— Oh, sim. Eu estava pensando, ainda não decidimos aonde vamos. — Baekhyun o encarou. — Tem alguma ideia? 

— Hm, eu não sei. Gosta de comida tailandesa? Uma tia minha nasceu e cresceu na Tailândia, ela tem um restaurante aqui. 

— Comida tailandesa é uma das minhas favoritas. Onde fica? 

— No centro. 

— Ok, me parece bom. — Sorriu largo para ele. 

— Papai? — Jongin veio correndo até si, junto com Kyungsoo. 

— Sim? 

— Tô com soninho. — Bocejou. 

— Não é hora de dormir, Nini. 

— Papai, toda hora é hora de dormir. 

— O Nini ta certo. 

— Vem pro colo do papai, então. — O pegou e o pequeno não perdeu tempo em se acomodar. 

— E você, Kyungsoo? 

— Papai, eu só vim trazer o Nini. 

— Ah, certo… Tá com fome? Quer algo? 

— Não, papai. — Sorriu e saiu correndo até os outros. 

— Eu acho engraçado. — Baekhyun disse. 

— O que? — Respondeu, ajeitando os fiozinhos do cabelo de Jongin. 

— O Kyungsoo. Ele se tornou muito próximo de todos vocês e em pouco tempo. Ele se apegou até mesmo em Junmyeon. Veja só. — Apontou para Kyungsoo que estava rindo com o homem. — E também com você, Joohyun. Todos. O Soo é meio tímido, sim. Mas até mesmo com alguns familiares ele não se solta, não desse jeito. 

— Vai ver somos muito legais. — Sehun brincou. 

— Com certeza. — Olhou para o mais velho e deu uma piscadinha. 

— Papai? — Jongin murmurou. 

— Oi, bebê. — Olhou para o filho. 

— Cansei de dormir. 

— Mas você nem dormiu, Jongin. — O colocou sentado de frente para si. 

— Mas eu cansei, ué. 

— Vai brincar, então. 

— Eu brinquei o dia todo, eu tô cansado. — Deitou a cabeça no peito do pai. 

— Eu tenho uns joguinhos aqui. — Baekhyun tirou seu celular do bolso. — Meu Soo vive baixando pra jogar. Quer um pouquinho, Jongin? 

— Eu posso? 

— Claro que pode. — Entregou o aparelho para a criança, o que o deixou muito feliz. 

— E se ele quebrar ou travar… Baek eu… 

— Se o Kyungsoo ainda não quebrou, pode ficar tranquilo. 









— Nos vemos sexta-feira então. — Junmyeon falou. 

— Por que sexta-feira, papai? — Kyungsoo perguntou curioso para o Byun. 

— Oh, bem… Você vai para a casa deles amanhã. 

— Você também vai? — Perguntou curioso. 

— Eu… hm, não. 

— Por que? 

— Vai ser uma noite das crianças. Lembra do Minseok, Soo? Meu filho, então, ele também estará lá. 

— É sério? — Chanyeol perguntou animado. 

— Super sério, querido. — Sehun afirmou com um sorriso no rosto. 

— Uau, o Kyungsoo vai conhecer a minha outra casa! 

— Outra casa? — O pequeno Byun perguntou confuso. 

— Sim, Soo. A casa da mamãe é minha casa também. E você vai conhecer, eu tô muito feliz! Vai ser muito legal. 

— Soo, meu amor. Se despeça, temos que ir. 

— Tchau, tio Sehun, tio Junmyeon e tia Bae. — Sorriu para todos. — Quando o Nini acordar, fala que eu dei tchau pra ele também. — Pediu. — E tchau, Channie. — O abraçou. — Até amanhã! 

— Tchau, nos vemos depois. — Baekhyun acenou. — Tchau, Yeol.

— Tchau, tio Baek! 







— Onde você vai tão bonito assim, papai? — Chanyeol perguntou. 

— Bonito? Eu tô normal. 

— Você tá arrumado, papai. 

— Impressão sua, amor. Vem cá, vou pentear seu cabelo. — Deu dois tapinhas no colo e Chanyeol sentou. 

— Eu tô muito feliz. — Disse com um sorriso enorme no rosto. 

— Mesmo? Por quê? 

— Porque eu to falando com o Soo de novo papai. E porque a gente vai brincar muito hoje. 

— Ah, sim. Não dê muito trabalho para sua mamãe, ok? Ela não pode ficar se cansando muito. 

— Mas e o papai? 

— Ah, o Junmyeon você pode atormentar até quando quiser. Mas seja bonzinho, não grite muito, não quebre nada, não exclua seus irmãos das suas brincadeiras com o Kyungsoo, e também não fique triste quando seus pais não permitirem algum tipo de brincadeira, está de noite e não é hora para fazer barulho. Entendeu, Yeol? 

— Sim, papai. — Sorriu e Junmyeon ajeitou seu óculos em seu rosto. — Papai esse dente tá mole! — apontou para um dos dentes da frente. 

— Hm… Quer que eu arranque? 

— Agora? — Perguntou animado. 

— Sim. 

— Tá bom, papai. Eu quero. Vai doer? 

— Vai ser do mesmo jeitinho que o outro foi. 

— Não doeu daquela vez. 

— Não mesmo, amor. 

— Então vamos! — Saiu do colo do pai e o puxou até o banheiro. 







— Vocês estão tão lindos e cheirosos. — A Bae disse ao ver os dois filhos. — Você tá banguela, Yeol. — Comentou e sorriu. 

— Papai arrancou hoje, mamãe. Eu fiquei feio? 

— Tá a coisinha mais fofa do mundo. 

— Obrigado, mamãe. — Sorriu. — Cadê o papai Jun? 

— Foi comprar umas pizzas para nós. 

— Pizza? — Jongin arregalou os olhos. — Ele vai comprar uma de chocolate pra mim? — Disse todo manhoso. — Eu amo a de chocolate. 

— Papai não esqueceria da sua favorita, meu amor. 

— Cadê o Minseok? — Chanyeol perguntou. 

— Ta com o Junmyeon. 

— E o Kyungsoo? 

— Ainda não chegou. 

— Poxa. — Murmurou. 

— Fica calmo, Yeol. — Sehun falou. — Ele vai chegar daqui uns minutos. 

Dito e feito, pouco tempo depois a campainha tocou. Sehun tinha enviado o endereço da casa por mensagens, um pouco mais cedo. 

— Eu atendo. — Oh sorriu, e foi até a porta. Quando a abriu, viu Baek de mãos dadas com Kyungsoo. Ele estava tão bonito e tão cheiroso, por um momento Sehun pensou que fosse cair no chão, não estava sentindo suas pernas. 

— Boa noite, Sehun. 

— Boa noite, Baekhyun. 

— Soo! — Chanyeol gritou. — Entra, entra! — Correu até a porta e puxou Kyungsoo para dentro da casa. 

— Oh Chanyeol. — Sehun o repreendeu, fazendo o garoto parar e olhar para o pai. — O que conversamos sobre isso? 

— Me desculpa, papai. — Abaixou a cabeça, levemente tímido. — Boa noite, tio Baek. 

— Boa noite, Chanyeol. — Sorriu. — Como está? 

— Bem. E com muita saudade do Soo. A gente pode brincar agora? — Perguntou manhoso. 

— Claro que sim. Soo, dá um beijo no papai. — Se abaixou para ficar na altura do filho e ganhou um pequeno selar na bochecha. — Nos vemos mais tarde, ok? Brinque bastante. 

— Ok, papai. 

— Bae? — Sehun chamou. — Estamos de saída. 

— Ah, ok. Boa noite para os dois. — Sorriu amigavelmente.

Sehun saiu após ganhar um abraço carinhoso de Jongin, e um beijo na testa, de Chanyeol. Estava pronto para o encontro. 


— Vamos? 

— Sim, por favor. 





— Oh, é bem bonito aqui. Já sabe o que vai pedir? 

— Sim, e você? 

— Preciso olhar o cardápio. 

— Sehun! — Ouviu a voz feminina e olhou para o lado. — Meu ajudante disse que era você e então eu vim ver com meus próprios olhos. 

— Olá, noona. — Se levantou para abraçar a mais velha. 

— Por que não me disse que viria? 

— Eu me esqueci, desculpa. 

— Sem problemas. E quem é ele? 

— Prazer, sou Byun Baekhyun. — Acenou. 

— São namorados? Oh, que bonito. Sente-se, Sehun. Façam seus pedidos, ficará por conta da casa. 

— Mesmo? 

— Sim, querido. Peçam o que quiser. 




— A comida está deliciosa. — Byun disse com um sorriso largo no rosto. 

— Realmente.

— Mas e então, Sehun. 

— Sim? 

— Eu não gosto muito de ficar enrolando… Chamei você pra sair porque eu tenho interesse. 

— I-interesse? Em mim? — O ar pareceu lhe faltar por alguns instantes. — Mas tipo, em um relacionamento? 

— Futuramente eu diria que sim. Não quero apressar as coisas, mas quero deixar claro todas as minhas intenções. 

— Oh, eu também tenho interesse. 

— Tá a fim de tentar algo? 

Com certeza. 

— Sim, eu estou. — Murmurou. 

— Ótimo. — Sorriu. — E como foi o seu dia? 

— A verdade? Passei o dia todo ansioso para ver você. 

— Não tivemos um dia tão diferente então. 

— Você estava animado? 

— Sim. Mas o Kyungsoo me distraiu, antes que eu ficasse ansioso demais. 


— Por falar em Kyungsoo, Yeol tá tão feliz. 

— O Soo também. Fico feliz que eles tenham voltado a se falar. — Sorriu. 

De repente o clima ficou silencioso. Baekhyun não sabia o que dizer e Sehun também não. O silêncio era um tantinho desconfortável então Sehun resolveu tomar uma atitude, puxar um assunto. 

— Você gosta de plantas? 

Ok, ele não pensou muito bem. 

— Plantas? Oh, eu amo plantas. 

Tá, não foi uma ideia tão ruim assim. 

— Eu tô construído um jardim no quintal de casa. — Sehun começou, empolgado. 

— Mesmo? Eu tenho um. Atrás da minha casa, tem um espaço que não tem muitas coisas. Decidi enfeitar com plantinhas e flores. 

— Os meninos adoram as flores. A favorita do Jongin é o Girassol. Ele fala que é a coisa mais bonita que já viu. 

— Jongin é um fofo. — Riu. — O Soo acha as flores muito bonitas, mas tem alergia a pólen e não pode chegar perto que já começa a espirrar. — Riu. — Mas e então, vamos falar sobre você. 

— Sobre mim?

— Isso. 

— Hm, trabalho em uma empresa de software, tenho dois filhos, viajo poucas vezes por ano, e adoro ketchup na pizza. 

— Ketchup na pizza? Ok, não. 

— Não? Baekhyun é muito bom. 

— Brócolis também é bom. 

— Brócolis? Baekhyun, não. 

— Não gosta? 

— É horrível. — Fez uma careta. 

— Sehun, você tem quantos anos? 

— Vinte e seis. 

— Parece uma criança. — Comentou sorrindo. 

— Ok, então. Me fala sobre você. 

— Hm, sou professor da educação Infantil, dou aula tem mais ou menos uns sete anos, quer dizer, eu acho, na verdade já perdi a conta. Sou pai do Kyungsoo, viajo uma vez por ano, e eu detesto ketchup na pizza. 

— Estou oficialmente ignorando você a partir de agora. 

— Vamos ver se consegue. 

— Você é um bobo, Baekhyun. 

— Eu aprendi com você. — deu risada. 









O jantar foi muito gostoso, em todos os sentidos. O clima estava bom, a conversa foi boa, a comida, absolutamente tudo. Se divertiram tanto, que nem notaram a hora passar, só se deram conta de que estava tarde, pois o restaurante estava quase fechando. 

Agora ambos estavam no carro de Baekhyun, já parados na frente da casa de Joohyun. Estavam em um silêncio confortável, apenas ouvindo uma música baixinha que tocava no rádio. 

— Gostei de hoje. — Baekhyun começou. 

— Oh, eu também gostei. E muito. 

— Podemos repetir, se quiser. 

— Eu iria adorar. — Sorriu e encarou Baekhyun. 

— Sehun? 

— Sim? 

— Se eu dissesse que quero te beijar, o que você faria? 


Uau


— B-bem, eu com certeza ficaria com o rosto da cor da estampa da sua camiseta, e diria uma frase bem constrangedora. — Disse baixinho e Byun soltou uma risada rouca. 

— Sehun? 

— Sim? 

— Eu quero te beijar. 

— Eu tô esperando por isso a noite inteira, por favor, me beija. 

E a risada aumentou, mas não impediu Baekhyun de tirar o seu cinto e depois o de Sehun. Se aproximou lentamente e usou uma das mãos para acariciar o cabelo macio de Oh. A mão que estava nos fios, desceu para as maçãs do rosto quente e o aproximou. Estavam tão perto, que a respiração fraquinha de Sehun batia no rosto de Byun, aquilo pareceu um incentivo para que o mais velho se aproximasse ainda mais e enfim encostasse seus lábios nos lábios alheios. 

Oh tinha lábios macios, e bons de beijar. Byun não perdeu tempo em levar a mão em direção a coxa alheia, a mantendo lá por um momento, algo que fez Sehun sentir borboletas no estômago, como a muito tempo não sentia. 

O relógio caro no pulso de Baekhyun, marcava exatamente vinte e três e cinquenta da noite, mas o horário não pareceu afetar em nada, não quando as línguas se tocaram e iniciaram um ritmo gostoso dentro das bocas. 

Sehun não se conteve e então levou suas mãos até o cabelo de Baekhyun, o puxando mais para perto de si enquanto acariciava os fios castanhos. Na falta de ar, se soltaram, mas foi questão de tempo até que estivessem aos beijos novamente. 

Os beijos duraram bastante tempo, mas cessaram ao ouvir o toque de celular do Sehun. Era Joohyun, ela perguntava se iam demorar, e Sehun disse que já estavam na porta da casa. 

— Vamos pegar os meninos? — Sehun perguntou ainda meio ofegante. 

— Sim, claro. 






A porta estava aberta, eles entraram e a cena seguinte os deixaram espantados e ao mesmo tempo com vontade de rir. 

Junmyeon e Jongin estavam no meio da sala dançando alguma música aleatória que passava em um dos canais de música da televisão. Minseok e Chanyeol jogavam um jogo de tabuleiro, — ou tentavam, já que Chanyeol não estava entendendo absolutamente nada. Kyungsoo estava sentado no balcão da cozinha enquanto conversava com Joohyun, sobre um assunto que Baekhyun tinha certeza sobre o que era. 

Mesmo com tudo isso, a sala estava lotada de brinquedos. Junmyeon além de estar dançando, estava com um chapéu engraçado na cabeça, e o rosto de Joohyun, assim como o de Kyungsoo estavam levemente sujos de farinha de trigo. 


— Ok, o que aconteceu aqui? — Sehun perguntou e então todas as crianças começaram a falar incansavelmente e ao mesmo tempo. 

— Silêncio. — Junmyeon pediu e todos obedeceram. — Primeiramente sejam bem-vindos. Segundamente, em quatro horas fizemos de tudo. Inclusive, o Jongin acabou de descobrir um talento. Tá vendo o cabelo do Minseok? — Oh, e como não veriam? Estava todo colorido e bagunçado. — Aparentemente ele vai ser cabeleireiro. 

— Sim! Vou ser cabelelero

— Cabeleireiro, amor. — Sehun tentou corrigir mas tinha certeza de que ele não aprenderia de fato. 

— E o Kyungsoo tava me contando de como o Baekhyun quase colocou fogo na casa fazendo macarrão. Enquanto isso, fizemos brownies, agora estou lavando a louça. 

— Eu ganhei! — Chanyeol gritou. — Minseok hyung eu finalmente entendi! 

— Parabéns, Yeol. Da próxima vez vai estar fera nisso. — Ele disse com um sorriso no rosto. 

— Se divertiram? — Junmyeon perguntou. 

— Vocês estavam juntos? — Minseok, curioso que só, não conteve a pergunta. 

— Estavam juntos?! — Chanyeol levantou bem rápido. — Soo! Eles vão se casar!!! 


A noite ainda estava longe de terminar. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e já peço desculpas caso tenham encontrado algum erro de ortografia.


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