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História Dois pares de olhos escarlates - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura e desculpem qualquer erro

Capítulo 2 - Aquele sujo de vomito e a noite passada



             (Eijiro Kirishima) 
 
   - Amigo, é hoje que você fica compromissado - Mina dizia animada enquanto nós íamos em direção ao novo bar que ela descobriu, e que cismava que era o melhor que já tinha ido. 
  - Você diz isso toda vez que saímos - disse rindo e os outros dois atrás de mim, Kaminari e Sero, concordaram - E também eu só quero me divertir 
  - Terminar a noite com alguém faz parte da diversão - Kaminari se pronunciava enquanto colocava o braço em volta do meu pescoço 
  - É sério Kirishima - Sero dizia repetindo os atos do Kaminari colocando o braço do outro lado do meu pescoço me deixando no meio dos dois - Eu fui naquele bar com a Mina e só tem gente bonita, tanto os funcionários quando os clientes 
   - Principalmente a atendente - Mina olhava pro nada com um sorriso malicioso, deve estar pensando na tal atendente de cabelos castanhos da qual não parava de falar dês de que foi ao bar 
  - De tanto que vocês falam estou ficando curioso - dei um sorriso já olhando a frente do bar começar a aparecer assim que viramos a esquina 
  - Não vai se arrepender - disseram os três juntos, quase em um coral e depois riram 
  O bar "One for All" era uma bar que estava ganhando bastante popularidade como uns dos bares mais receptivos na cidade, a decoração era bastante diferente e se destacava, tudo muito bem feito, se tivesse a oportunidade de conhecer o decorador daquele bar o parabenizaria pela criatividade única, tocava uma música não muito alta mais o bastante para escutar assim que chegasse perto a porta, um calor agradável do estabelecimento. 
  - Wow, vocês tinham razão - disse olhando em volta, maravilhando com a atmosfera, sem dúvidas, única que o bar dava, aquela lugar era mesmo um lugar que marcava nas lembranças 
  - Claro que tinha - Mina disse nos puxando para uma mesa - Fiquem aí que eu vou pegar nossas bebidas - disse animada, e todos nós sabíamos que essa animação era pela mulher fazendo bebidas atrás do balcão
  - Eu te ajudo, você não vai conseguir carregar tudo sozinha 
  - Meu querido amigo Eijiro esse é o plano - disse com um sorriso que quem iria aportar - Assim vou ter que voltar mais vezes 
  Ela foi saltitando pegar as bebidas e nós continuamos a conversar sobre coisas aleatórias. Observava em volta era realmente uma atmosfera agradável, foi quando passou pela porta um loiro de cabelos bagunçados e olhos tão vermelhos quanto os meus, mão nos bolsos do casaco e um semblante irritado, definitivamente muito atraente, os troços do seu rosto eram fortes e bem definidos, a personificação da masculinidade, tão lindo quanto um modelo, eu fui atraído quase que instantaneamente por ele deixando praticamente impossível desviar o olhar, ele sentou em um dos bancos perto do balcão sendo atendido pelo barman de cabelos verdes. 
   - Kirishima! - Fui tirado do meu transe quando Kaminari e Sero estalaram os dedos em frete ao meu rosto - Cara cê ta babando  
  
  - Sério?! - passei a mão na boca, perfeitamente seca fazendo os dois rirem 
  - Cara você ouviu o que a gente falou? - Sero perguntou 
  - Desculpa gente eu não estava prestando atenção, aquele cara é muito gato - olhei novamente para o homem sentado esperando sua bebida 
  - Você tem um dedo podre Eijiro - os dois disseram ao mesmo tempo, e Kaminari continuou - Ele tem cara de ser um babaca arrogante 
  - Vocês sempre criticam todo mundo que eu me interesso - reviro os olhos, apoiando os cotovelos na mesa 
  - Porque você tem um gosto duvidoso - foi a vez de Sero falar rindo 
  - Quer saber não vou ficar ouvindo vocês me ofendendo - tentei fingir estar profundamente ofendido mas acabei rindo, me levantei - Vou dançar enquanto a Mina ta flertando com a mulher do balcão. 
  Sai de lá ouvindo eles falarem um "vai nessa tigrão" foi impossível não rir principalmente porque o Kaminari movimentou as mãos fazendo as garras do tigre e tentou rugir, saiu tudo menos um rugido daquilo, fui para a pequena pista de dança, a música que tocava tinha uma batida sensual daquelas que eram divertidas de dança para provocar alguém, deixei a música me guiar e fui balançando o corpo, vez ou outro eu olhava para o cara no balcão, disfarçadamente, já tinha percebido que ele tinham me olhado mas depois voltou a olhar para frente, não entendi se ele gostou ou não, ficou difícil raciocinar qualquer coisa quando vi aqueles olhos escarlates intensos sobre mim. 
   Nem vi quando a Mina se aproximou de mim se juntando a dança com um sorriso gigantesco no rosto me entregando uma cerveja
  - O nome dela é Ochako Uraraka, eu consegui o número dela - seu sorriso aumentou me fazendo sorrir também 
  - Parabéns, Mina - deu um cole lento na minha cerveja apreciando o sabor descer pela garganta - Agora sai da frente que você está atrapalhando minha visão - falei rindo da cara de ofendida, que era obviamente falsa, dela
  - Qual é sua presa? - perguntou de juntando ao meu lado olhando em volta - Nem precisa dizer com certeza é aquele loiro másculo ali - ela apontou para o loiro que parecia está discutindo com o mesmo barman que o atendeu mais cedo 
  - Totalmente meu tipo - disse concordado freneticamente com a cabeça 
  - E com olhar de louco - completou rindo, não nego que ela tinha razão mas eu sentia que não era tudo isso e ele só estava assim porque estava bêbado, ela deu um colo na bebida, o loiro pegou a garrafa da mão de barman e saiu indo até uma mesa enquanto bebia um pouco mais da metade da garrafa em um gole - Amigo ele não parece ser uma boa companhia mas não vamos julgar as pessoas pelas aparências ou pro quase acabar com uma garrafa de whisky com um golo só, vai lá falar com ele 
  - Mina, ele deve estar muito bêbado pra querer conversar - vi loiro andar quase caindo e se jogar em um banco numa mesa aleatória, até bêbado ele ainda era extremamente atraente e másculo 
  - Eijiro essa pode ser a ultima vez que você vê ele, se você pegar pelo menos o número dele já vale a pena - disse se posicionando atrás de mim - então anda logo e vai - ela me empurrou rindo enquanto eu fazia uma careta 
  Andei até a mesa que estava o loiro, ele resmungava coisas sem sentindo e palavrões aparentemente sobre um tal de de Deku, quando me aproximei ele me encarou tão intensamente que por um momento isso me desconsertou, parei um pouco a frente dele que mentia o contato visual, sem nem desviar o olhar 
 
   - Ah.... Poso me sentar aqui - disse um pouco nervoso bebendo um gole da minha cerveja, "que merda eu to fazendo?"
  - Faz o que quiser.... cabelo de merda - ele rosnou tão forte que me causou um pequeno arrepio, como uma animal selvagem pronto para atacar, bebeu mais um cole da garrafa 
   - Eu sou Eijiro Kirishima- sentei no banco a frente do dele, sempre mantendo um sorriso simpático 
  - O que.... você quer de mim?  - mais um golo na garrafa, ele já falava meio enrolado, claramente já estava bêbado, "isso não foi uma boa idéia, eu vou te matar Mina",suspirei desviando o olhar, notei que uma das mãos deles era cheia de tatuagens em um estilo tribal que percorriam até sumir pro dentro do casaco, queria ver até onde iria mas não pediria isso já que ele estava bêbado e pedia interpretar mau 
 - Você é bem direito - disse rindo coçando a nuca - Bom, você me chamou atenção queria conversas com você 
  - Você quer..... meu corpo, cabelo de merda? - ele se inclinou para frente apoiando os cotovelos na mesa me olhando como um pregador olha para sua presa "péssima escolha de palavras Eijiro, péssima" me afastei dele ainda um pouco surpreso - quer me usar para te .... satisfazer? 
  - Ei, você ta entendendo tudo errado, eu achei você bonito e atraente mas eu nunca me aproveitaria de alguém bêbado - ele suspirou e se afastou de mim murmurando alguma coisa como um "que pena"
  Ele se levantou e quando deu o primeiro passo se desequilibrou cambaleando pro lado mas não caiu, de instinto eu me levantei também para ajudá-lo caso ele fosse cair, ele voltou ao balcão devolvendo a garrafa vazia para o barman que o olhava preocupado negando o pedido dele de mais bêbada. 
  - Essa é a porra..... do seu trabalho, Deku - ele apontou o dedo indicador pro barman se inclinado para frente e sussurrou a ultima pare como se contasse um segredo, cambaleou para frente se  aprisionando mais do balcão fuzilando com um olhar furioso o barman
  - Kachan você já não está em condições de continuar bebendo 
  - Vai a merda Deku........ você é esse bar maldito - ele gritou, assustando alguns clientes que estavam sentados, foi em direção a porta, mesmo sabendo que não era da minha conta eu ainda me sentia responsável, sabia que ele não estava no estado de sair pro aí sozinho e o olhar preocupado do barman só confirmava isso já que parecia que eles se conheciam, fui rápido até o balcão chamando a atenção do barman de olhos verdes
  - Ele ainda não pagou não é mesmo? Quanto ele deve? - balançava as mãos agitado, tinha que resolver isso logo antes que ele saísse pela porta
  - Você não preci.... 
  - Eu insisto - o interrompi, foi mal educado da minha parte o interromper mas se isso não fosse rápido ele sumiria pela porta e eu ficaria dias sem dormir pensando se ele estaria bem, peguem umas notas na minha carteira e entreguei ao barmen - É o suficiente? 
  Ele suspirou, rendido, pegou as notas de minha mão deu uma olhada rápida, colocou no bolso do avental do uniforme e me entregou o troco, peguei as notas agradecendo e me desculpando pela cena que aconteceu. Depois sai correndo atrás do loiro que já estava do lado de fora do bar indo para algum lugar cambaleando e por pouco não caindo, "deus, em que eu me meti?"
  - Ei cara, espera - dei uma corridinha para chegar até ele - me deixa te ajudar, você não está em condi....
  - Tenho cara de...... quem quer a porra da sua ajuda..... bastardo - ele me interrompeu praticamente cuspindo de raiva - Dá o fora daqui 
  - Olha eu não deveria mas me sinto responsável pro você - disse aparecendo na frente dele para fazê-lo parar de andar, em resposta ele parou e ficou me encarando com olhar de ódio, como se eu tivesse batido no cachorro dele ou sei lá, decidi por ignorar o olhar de morte e prosseguir - Me deixa pelo menos pagar um taxi pra você 
  Ele saiu cambaleando sem dizer nem uma palavra só resmungando coisas sem sentido que provavelmente eram palavrões enquanto rangia os dentes, talvez eu estivesse sendo um grande incomodo pra ele mas aquilo não importava muito já que ele estava bêbado sem confusões de ir par casa sozinho e eu também queria o ajudar e me livrar daquela situação o mais rápido possível para voltar par casa, iria insistir em pagar o taxi mas antes que eu falasse qualquer coisas ele tropeçou nos próprios pés e quase caiu mas se segurou na parede, pro instinto eu também tinha o segurado, na cintura, lentamente ele si virou para me encarar, como se tivesse em câmera lenta. 
  - Cê ta bem? - percebi que ainda o segurava, iria o soltar já que a possibilidade dele dar um chilique por que não quer ser ajudado passava pela minha cabeça, então ele colocou a mão no meu ombro se apoiando, talvez isso significasse que ele estava aceitando minha ajuda - Me deixa pagar um taxi pra você
  - Eu moro perto daqui.... Não.... Preciso disso - ele soltou a mão da parede mas continuou me segurando 
  - Então me deixa te acompanhar até sua casa - insisti mesmo sabendo que isso podia ser interpretado de forma errado.   
  Mais uma vez ele não disse nada só me encarou, depois olhou para frente voltando a andar, dessa vez comigo o ajudando, acho que entre dizer que aceita ajuda e ficar calado ele prefere ficar calado, acabei segurando uma risadinha com o pensamento esse cara perece ser uma figura da qual eu adoraria conhecer, sóbrio. 
  Paramos em frente ao um prédio, que deveria ter uns seis andares, deve ser aqui que ele mora, o prédio tinha uma arquitetura antiga como se ele fosse um edifício poupado pelo tempo mas ainda tinha detalhes que deixava claro que ele tinha sido reformado, provavelmente para evitar risco de desmoronamento, realmente bonito.  
  Ao que paramos ele se encostou na parede, mãos apoiadas nos joelhos, ficou encarando o chão sem falar nada 
  
  - Cara você ta bem - me aproximei, ficando na frente dele e me curvando para olhar seu rosto, coloquei a não no ombro dele - É aqui que você mora? Quer que eu chame alg..... 
  Antes que eu sequer tivesse tempo de reagir fui interrompido, rápido demais, me arrependi amargamente de ter ficado na frente dele, e coloca amargo nisso, era obvio o que iria acontecer, estava na cara que ele não se sentia bem e ainda por cima estava bêbado, eu me minhas preocupações desnecessárias, em questão de segundos estávamos eu, ele e o chão sujos de vômitos, e como a anta aqui estava na frente dele fui atingido diretamente por um zorro de vomito certeiro e forte no estômago, eu ainda tive a capacidade de desviar mas só depois de ser atingido. 
  - Porra, cara, que merda! - acabei falando mais alto do que deveria mas não é como se tivesse alguém ali para reclamar 
  
  - Isso é o que ganhar por se intrometer onde não deve - ele falava limpando o boca na manga do casaco, respirando pesado se recuperando do ter vomitado o, talvez, jantar   
  - Nem um pedido de desculpa!? - a essa hora já estava de saco cheio e bastante irritado, olhando meu estado crítico, uma parte do vomito já descia para minha calça e pingava no chão o cheiro de vomito era insuportável - Se já chegamos eu vou deixar a toda poderosa e ir pra casa 
  - Faz o que quiseeeeer - quando ele se levantou não deu nem um minuto e já tinha dado de cara no chão, ralando um pouco a testa - Porra! 
  Suspire vendo a cena, me amaldiçoei mentalmente por ainda me sentir responsável, nunca me importei quando as pessoas diziam que eu era bom demais, na verdade nunca levei isso como uma crítica, mas agora eu entendi, quando elas falavam que um dia eu iria acabar na merda pro ser bom demais eles estavam certos, ou quase certos porque eu acabei no vomito. 
  - Anda me deixa te ajudar - fui até ele que não teve outra alternativa a não ser aceitar minha ajuda, ele provavelmente estava um pouco fraco depois de ter vomitado - É aqui que você mora? 
  - Mudou de idéia, olhos de rubi, achei que iria embora - ele me empurrou de leve, indo até a porta de entrada do prédio cambaleando 
  - bem que eu queria, então vamos acabar com isso logo - fui até ele novamente tentando o ajudar mesmo com ele protestando contra
  Nós paramos em um apartamento no ultimo andar, eu o ajudava a andar sem cair, na frente da porta ele procurou as chaves no bolso da calça quando achou ficou uns longos dois minutos tentando colocar a chave na porta e xingando ela de todos os palavrões possíveis, depois dessa noite minha lista de palavrões aumentou muito, até que minha paciência foi embora e peguei a chave da mão dele abrindo rápido aporta. Já dentro de apartamento ele me empurrou para que eu me afastasse. 
  - Ta livre cabelo de mer... - ele caiu de bunda no chão em uma cena que, confesso, foi difícil não rir   
 
  - Vem - peguei ele pelo braço o levantando, com um sorriso de divertimento pela cena - Onde fica seu banheiro? Você precisa de um banho gelado 
  - Não fode - ele falou mas apontou para uma porta entre aberta de madeira escura 
  Fui guiando ele até o banheiro, que era muito bem decorado em tons de cinza com detalhes pretos, tudo lá dentro combinava, como se fosse feito por um ótimo decorador, muito bem arrumado. Coloquei ele dentro do box, de baixo de chuveiro e liguei na água gelada
  - Isso vai te deixar um pouco sóbrio - falei vendo a água gelada começar a molhar ele por inteiro, ele por sua vez fichou os olhos e ergueu a cabeça como se tivesse aproveitando a água que caia no seu rosto - Bom acho que já vou indo - antes que eu pudesse me virar para ir embora ele me puxou para dentro do box, cheguei a me molhar um pouco mas me afastei encostando na parede, já estava com vomito na minha roupa não queria ir pra casa molhado e vomitado. 
  - Você também precisa - ele colocou as mãos na parede nos dois lados da minha cabeça me encarava intensamente, como se olhasse a minha alma, e aquilo me fez arrepiar, perto demais, eu conseguia sentir a respiração dele, a água escorria pelo seu resto fazendo alguns cabelos grudarem nele, sua pele e cabelos claros só destacavam o escarlate forte de seus olhos, tentei parar de encarar aqueles olhos me concentrando em uma gota de corria pelo seu resto, grande erro, a gota foi escorrendo pela pele um pouco corada pela embreagens passando por traços fortes e bem desenhados que formavam aquele lindo resto, ele era realmente um homem muito bonito, se daria bem no ramo de modelo. 
   Quando a gota parou naquela boca entreaberta tão convidativa, foi impossível não pensar em como seria toca-lá, sentir se eram tão macia quanto parecia, saber como ele beijava, devo ter ficado longos minutos encarando pois ele deu um sorriso de lado que carregava malícia, aquilo foi o suficiente para que eu começasse a respirar mais rápido, coração acelerado pedindo para continuar e meu cérebro gritando que precisávamos sair dali. 
  Abri minha boca para falar alguma coisa mas nada saiu, minha mente estava em branco, completamente vazia, ele avançou rápido no meu pescoço, o segurando com a mão um lado e beijando outro, acabei por mordeu meu lábio inferior segurando alguns gemidos e fechando os olhos com força, de automático segurei sua cintura o trazendo mais para perto, no próximo movimento ele mordei tão forte que tenho certeza que vai ficar uma marca, isso arrancou da minha garganta um gemido alto que cismou em sair e foi o suficiente para me trazer de volta para a realidade, segurei seu ombro e o empurrei para trás. 
  - E-Espera, n-não podemos - acabei gaguejando, olhei para o chão para manter o foco - E-Eu disse que não vou me aproveitar de alguém que ta bêbado 
  Quando voltei a encarar ele o mesmo me olhava neutro, não tinha idéia do que ele estava pensando, então ele franziu a testa. 
   - Termina a porra do banho - ele disse sem olhar para mim, antes de sair do banheiro ele tirou a roupa molhada ficando só com a cueca box preta. Em momento algum ele me olhou, como se estivesse concentrado no que fazia, ali eu pude ver mas o seu corpo, cada músculo dele era muito bem definido, mas o que me chamou atenção foram as tatuagens, a tatuagem que tinha vista mais cede na sua mão continuava até fechar o braço e ainda pegava uma parte do pescoço,peito e costas era toda preta no estilo tribal com traços fortes e não era a única, ele também tinha outras no ante braço do outro braço, mais uma nas costas e uma na perna todas tinham desenhos fortes, as coloridas em tons de vermelho, laranja e verde escuro, a maioria dos desenhos eram coisas relacionadas a explosões e tinha até uma granada, isso ficava um pouco cômico se parasse para pensar que ele tem tatuagens de explosões e um temperamento explosivo. 
  Pode ter sido rude da minha parte ter ficado encartando ele mas era como se eu estivesse hipnotizado, só sai do meu transe quando ele pegou duas toalhas deixou uma em cima da pia e saiu da banheiro fechando a porta, percebi que deveria ter falado que iria para casa e não aceitaria o banho, se bem que eu estava precisando. 
   Acabei tomando uma banho rápido e quando sai do banheiro usando a única pesa de roupa minha que sobreviveu a tudo isso, minha cueca box vermelha, e uma toalha enrolados na cintura, iria pedir para ele me emprestar alguma roupa para ir pra casa mas nem precisei na frente da porta estava um lençol, um travesseiro e uma calça de moletom azul escura. 
  Já que ele tinha deixado tudo aquilo na frente da porta do banheiro significava que tinha deixado eu passar a noite aqui, coloquei a calça, que serviu perfeitamente já que tomamos alturas parecidas, fui até uma porta que estava aberta revelando ser o quarto dele, queria agradecer por me deixar ficar ali, mas quando entrei ele estava jogado na cama, de um jeito que faria ele acordar com dores, usando só uma calça preta de moletom. Com toda a delicadeza do mundo o ajeitei na cama para que dormisse melhor e o cobri, parando para olhar em volta o quarto dele tinha vários quadros pintados em cantos da parede, não iria mexer sem permissão mas percebi que era de algumas paisagens muito bonitas, também tinha vários matérias de desenho, ele certeza era um artista e um dos bons, tinha uma parede do quarto cheia de desenhos em cores fortes a maioria em vermelho e laranja, a impressão que dava era de uma explosão e se olhasse cada desenho separadamente tinha algo mais, eu sentia que aquilo deveria significar algo como não olhar o todo "caótico" e sim as partes "simples", individualmente pra ver a arte de verdade, era uma arte incrível e lindo de se olhar, gastei uns bons minutos olhando para ela antes de sair do quarto. 
 Agora que tudo já tinha se ajeitado que parei para ver o restante da casa, era pintada de verde escura e tinha móveis pretos ou de madeira escura, quadros pelas paredes de lindas montanhas, uma bela casa sem duvida. Peguei as minha roupas e as dele que estavam sujas de vômitos, espero que ele não se importa mas eu iria usar a máquina que lavar roupas e a secadora dele, assim de manhã eu poderia ir embora sem problemas. Roupas lavadas e secas eu arrumei meu cantinho no sofá e deitei, processando tudo o que avia acontecido, acabei dormindo sem perceber. 
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  Acordei com os raios de sol batendo na rosto, eu tinha dormido anormalmente bem pra quem dormiu no sofá, assim que me levantei pensei em pegar minha coisas e ir embora mas mudei de idéia, queria agradecer ele de alguma forma por ter me deixado dormir aqui, então fui preparar o café da manhã, a começar pelo café. Foi quando ele apareceu na porta do quarto me encarando e com cara de surpreso, a mão na cabeça, certeza ele não se lembra da noite passada e ainda deveria estar com uma forte ressaca, mesmo assim ele continuava lindo com os cabelos bagunçados e cara de sono/dor de cabeça. 
  
   - Bom dia, espero que não se importe que eu uso sua cafeteira, vai querer café? - falei calmo mas acabei rindo um pouco da cara de confuso dele, por algum motivo aquilo me divertia 
 - Mas que porra!? - ele colocou a não na cabeça, provavelmente pelo dor qua causou ao falar alto. 


Notas Finais


Se puder/quiser comente o que achou eu adoraria ler

Curiosidades aleatória:

Todos os quadros na casa do Bakugou foi ele quem pintou, ele nunca colocou um quadro de outra pessoa porque nunca achou que alguém fosse digno para estar na parede da casa dele;

A música tocando no bar era Devil eyes - Hippie sabotage


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