História Dois tons - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Álcool, Drama, Flex!jungkook, Flex!taehyung, Flex!v, Lemon, Long-fic, Mistério, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 613
Palavras 4.286
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Armys 🌈

Um dia bem aleatório, mas é isso aí.

Só gostaria de dizer que os comentários do capítulo anterior parecem pérolas e que vale a pena dar uma olhada 😻

Não vou dizer muita coisa porque a Garota da resenha me aconselhou que não influenciasse nas notas sobre o capítulo ^^

Então, boa leitura e não vou reclamar sobre o tema da redação do Enem pq já virou clichê.

Capítulo 40 - Only mine



A água quente caía em minhas costas, fazendo todos meus músculos relaxarem. Eu ainda estava preocupado com Taehyung, sobre como ele estava se sentindo, mas era V quem dominava meus pensamentos no momento. Droga Jungkook, você deveria pelo menos tentar parar de pensar nele! Ter Taehyung, poder invadí-lo e ouvir seus gemidos, foi alucinante. Mas, eu estava curioso com o V. Ele parecia frio, pensativo e eu me perguntava se era minha culpa. Parece que ferir as pessoas era minha especialidade. Quando é que eu comecei a me importar tanto? Um mundo de possibilidades se abria para um garoto que antes só se preocupava em agradar sua mãe.

As últimas gotas de água quente caíram sobre meu ombro quando desliguei o chuveiro, observando a pergunta que eu havia escrito na água condensada no vidro do box: “Tae ou V?”. Aos poucos ela desaparecia no vidro, mas ainda ficava bem gravada na minha cabeça. Por um momento desejei que eu fosse dois, para ter um de mim para ambos, mas notei que sentiria ciúmes do meu outro eu. Ah, Jungkook, pare com isso. Você está enlouquecendo.

Logo depois de me secar parcialmente, com os cabelos ainda meio úmidos, enrolei uma toalha na cintura para procurar alguma roupa no quarto. Estava um pouco cedo ainda, cerca de nove da noite, mas eu iria me deitar na cama e pensar um pouco. Eu precisava daquilo, um tempo para pensar. V estava desaparecido o dia todo, trancado em seu quarto escutando heavy metal pelo que eu interpretei do som que passava pela porta. Tae também estava desaparecido, mas julguei que estivesse na faculdade.

Abri a porta do banheiro, um pouco distraído, mas me surpreendi ao encontrar o escuro. Eu havia apagado a luz? Fui até o interruptor perto da porta, tateando para encontrá-lo e acendi, apertando os olhos por conta da claridade repentina. Quando estava indo na direção do meu novo guarda-roupa, comprado por Dong Sun, me detive no meio do caminho, com o coração aos saltos.

Havia alguém na minha cama.

V tinha os olhos pregados em mim, sem expressão alguma, deitado na minha cama, encostado na cabeceira e vestido apenas com uma calça jeans. Ele não se movia e eu tive a impressão de conseguir ouvir sua respiração calma, inabalável. Tê-lo ali, seminu e me olhando apenas de toalha era uma situação incômoda. Engoli em seco, sem saber o que dizer para quebrar o silêncio que se estendia, onde V parecia analisar meu corpo com os olhos.

— O que está fazendo aqui? — Consegui perguntar, mas não obtive resposta. De repente V se sentou na cama, eliminando meus planos de abrir a porta e correr. Ele desviou os olhos, apenas para mexer distraidamente em um dos bolsos e deixando-me curioso. Pensei que estivesse irritado comigo, então porque estava aqui impassível e sem camisa? — V?— Nesse momento vi em suas mãos, saídas do bolso, algumas embalagens de plástico com aspecto laminado, que me fizeram arregalar os olhos.

— Por que acha que estou aqui, Jungkook? — Perguntou, sério. Dei alguns passos para trás no mesmo momento em que V se levantou, andando até mim, e minhas costas se chocaram contra a parede. Eu não queria magoar o Tae.

O garoto se aproximou, muito. Tanto que podia sentir sua respiração chocando-se contra a minha boca, mas eu me mantinha firme. Seu olhar era penetrante e havia uma certa raiva nele, uma raiva e uma seriedade incomuns para alguém como ele. Por um momento eu senti medo, mas me lembrei que era apenas o V. Não haviam motivos para sentir medo, haviam?

— Você transou com o Taehyung. Eu sei. Você tirou a virgindade do meu irmão e eu não acreditei quando soube, Kookie…— Uma de suas mãos acariciou meus cabelos úmidos, tocando os fios atrás da minha orelha e da minha nuca. — Não pensei que vocês iriam tão longe, eu juro.

— Por que não? Eu gosto dele. — Falei entredentes. V me fuzilou com os olhos, colocando um dedo sobre meus lábios. Seu olhar era o que me amedrontava, porque podia quase enxergar as labaredas dentro de seus olhos.

— Calado. Eu já deixei vocês brincarem por tempo demais, tanto que me descuidei. — O garoto sussurrava, mirando meus lábios entreabertos abaixo do seu indicador. — Estou irritado. Quis esperar porque pensei que você não estava preparado, mas você me traiu. Fiquei com medo de você tentar se matar de novo por minha causa, então tentei te fazer acostumar aos poucos com a ideia de eu te foder. Mas, você está pronto Jungkook. Eu quero te castigar. — A calma com que V dizia estar irritado me assustava, me fazia estremecer.

De repente, enquanto eu ainda processava suas palavras, V me virou de costas com um movimento rápido, fazendo-me ficar colado à parede. Apenas uma de suas mãos segurou meus pulsos, colocando-os acima da cabeça, e mesmo assim não consegui me livrar dela. Ele era mais forte do que aparentava, além de parecer saber imobilizar alguém facilmente. O ar escapou dos meus pulmões, enquanto seu corpo colava ao meu. Sentia sua pele tão quente quanto a minha, seus músculos contra minhas costas e aquilo era minha perdição.

— Não, eu não quero magoar o Tae! — Tentei escapar de seu aperto, mas o garoto apenas me pressionou mais contra a parede, beijando minha nuca e sugando o lóbulo da minha orelha. Sua mão livre passou pela lateral do meu corpo, apertando minha bunda por cima da toalha.

— E eu? Você não tem medo de magoar? — Sua mão continuava a se aventurar por mim, apertando meus mamilos e descendo por minha barriga. Eu tinha consciência de que todos os pelos do meu corpo estavam arrepiados, ainda mais que o garoto continuava com os beijos e chupões por meu pescoço e ombros.

— E-eu… Tenho. Não quero magoar nenhum de vocês. — Confessei, sentindo-o diminuir o aperto da mão em meus pulsos, que já estavam doloridos, e afastar um pouco seu corpo do meu, para que eu não ficasse tão colado a parede. V soltou um riso baixo e anasalado contra meu ouvido, deixando de segurar meus pulsos para usar suas duas mãos.

— Não me decepcione. Seja meu. — As mãos brincavam por minha barriga, chegando próximas da toalha. — Olhe para as minhas mãos. — Curvei a cabeça, a tempo de vê-las adentrarem a toalha branca e fazendo-a cair no chão aos nossos pés. Eu estava completamente nu, com um V semi-nu colado às minhas costas e com ambas as mãos segurando meu membro. — Lembra que eu disse que iria te ensinar? — Sussurrou e eu tentei olhar para trás por cima do ombro, para ver se ele falava sério. Eu me sentia estranho ali, com seus braços ao meu redor e o queixo em meu ombro. O problema era que eu me sentia vulnerável a ele, mas protegido de todo o resto. V parecia tão… invencível ao resto do mundo, como se nada pudesse abalá-lo. — Olhe.

Meus olhos baixaram novamente, enquanto via uma de suas mãos indo da base até a glande em movimentos lentos e constantes, enquanto a outra fazia movimentos circulares na parte avermelhada. Aquilo me hipnotizava, roubava qualquer palavra da minha boca. V parecia fazer aquilo com precisão, sabendo o que fazer para aumentar ou diminuir as ondas de prazer que se espalhavam pelo meu corpo e fazia com que eu quase derretesse.

— Me dá suas mãos. — Ele posicionou suas mãos nas costas das minhas, levando-as para onde as suas estavam anteriormente. Agora eu me tocava, mas era V quem ditava os movimentos.

— De onde você tira essas ideias? — Mordi o interior da boca no final da frase, controlando-me quando meus próprios dedos apertaram a glande, por influência de V.

— Dos meus sonhos. Eu sonho com você constantemente. Minha cabeça inventa coisas, planos, de um jeito quase involuntário… — Ele fazia minha mão passar por meu corpo. — … E eu quase sempre acordo duro. Você não faz ideia do quanto é provocante, Jungkook. — De repente, sua mão soltou a minha, indo em uma velocidade alucinante para meus cabelos, agarrando-os por entre as falanges finas. — Eu adoro seu cabelo.

Como se meus fios negros fossem rédeas, V me guiou até a cama com um pouco de agressividade, o que me assustou momentaneamente. Eu não tinha medo da dor, não mesmo. Qualquer dor é suportável e, se não for, nós morremos. O que eu tinha medo era de mim mesmo, que estava sendo controlado e gostava daquilo. O garoto praticamente me jogou ali, descontando sua raiva por eu ter dormido com seu irmão e eu sentia aquilo. V queria me fazer pagar e eu queria me redimir, porque sabia estar errado. Eu estava errado em estar aqui, de bruços na minha cama e completamente nu, com o irmão do garoto que eu prometi amor, me comendo com os olhos.

— Mas, e o Tae? — Perguntei para mim mesmo, estático e observando as marcas de seus dedos em meus pulsos. Antes que pudesse tomar uma decisão, senti seus lábios quentes em uma das minhas nádegas, dando beijos delicados ali. Perdi o fôlego momentaneamente, até que V começou a distribuir leve mordidas no local, segurando a carne entre os dentes e soltando sem apertar. — Não… — A palavra saiu quase como um gemido.

Ignorando minhas negações praticamente sussurradas e, infelizmente, falsas, V tirou as calças. Eu sabia que ele havia feito isso, porque ouvi o som metálico do cinto se abrindo e, em seguida, da fivela chocando-se contra o chão. Somente aquele som me fez arrepiar dos pés a cabeça, enquanto eu esperava, parado, seu próximo movimento.

E ele veio: a sensação de algo úmido entre minhas nádegas, acariciando levemente e ameaçando me penetrar. Aquilo fazia meu pênis latejar, simplesmente por imaginar a cena, vê-lo se deliciando em fazer aquilo. V realmente iria fazer? Queria me ver sentir dor, chorar e talvez sangrar só para ter sua vingança? Cerrei os dentes, já me preparando para o pior. Porém, não aconteceu.

Ao invés disso, o garoto segurou firmemente minha cintura e colocou-me de costas na cama, para que pudesse olhar meus olhos. Aquela ação me deixou aliviado, mas eu também não queria encarar seu rosto levemente irritado e com uma grande parcela de tristeza. Era como se ele fosse dominado por instintos agressivos e, em seguida, o que sentia por mim o fizesse recuar.

— Eu não vou te machucar, Jungkook. Não é tão bom quanto quando é consentido. Ah, pelo amor de Deus, ninguém nunca te fodeu! O que eu estava pensando? — V parecia irritado consigo mesmo e, a maneira com que falava, parecia estar se sentindo um aproveitador por eu ser dois anos mais novo. Minha respiração ainda não havia se acalmado, mas minha excitação era visível.

— Eu já lhe disse que ver você sensato é assustador? — Mas vê-lo nu era maravilhoso. Não perdi a oportunidade de me apoiar nos cotovelos e estudar seu corpo, notando sua semi-ereção discreta enquanto eu estava completamente duro. O garoto, que parecia pensativo, despertou de seu conflito com minhas palavras, mordeu o lábio com sua expressão incrivelmente sedutora e eu não me aguentei mais. Em um ataque súbito de coragem, sentei na cama e o puxei para mim, feliz em sentir seus lábios. Ah, V beijava muito bem e eu não me cansava daquilo. Seu corpo encaixou-se sobre o meu, com nossas pernas intercaladas e os membros entre os corpos, fornecendo um atrito gostoso enquanto o garoto estava inquieto sobre mim.

— Eu sou sensato quando se trata de você… Bem, às vezes. — Seu rosto sorridente estava próximo, o que fazia meu coração bater forte contra as costelas. Às pontas de sua franja faziam cócegas em minha testa. — A única pessoa que me importa é você e foda-se o resto do mundo, Jungkook. Entende isso? As pessoas parecem carneirinhos burros e sem um pingo de ambição, nunca entediadas em comer sua mesma grama seca. Nós somos diferentes. Então quero te mostrar o quanto é bom me ter como aliado e não como inimigo. — Meus lábios foram beijados novamente, de um jeito profundo como se V quisesse deixar sua marca em mim. Não algo físico como antes, mas algo mais interno, mais abstrato. Agora eu entendia melhor o que meu querido irmão postiço dizia e, querendo ou não, concordava com ele. Eu sempre pensei aquilo, mas nunca havia verbalizado.

— Então vamos ser carneiros de luxo? — Sussurrei em seu ouvido, fazendo-o rir.

— Não, vamos ser os lobos maus. — Sua fala me fez perder o fôlego, juntamente com as mãos que apertavam as laterais do meu corpo, até que seus braços me rodearam, como se quisesse nos fundir. Em um movimento rápido, ele girou na cama, colocando-me sobre ele. — Quero que você me chupe. — Tão direto, que senti meu rosto queimar ligeiramente, frente a sua expressão séria e dominadora. Comecei a me arrastar para baixo, obedecendo-o. Puxa, Jungkook. Você está se comportando como um cão treinado. — Não, você vai fazer isso enquanto eu faço em você.

— O quê? — Quase me engasguei com minha própria saliva, arregalando os olhos. V sorriu.

— Não quero ficar te devendo de novo. Vamos ficar quites sempre, ok? — Piscou um dos olhos.

— E como pretende que nós façamos isso simultaneamente? — Me sentei sobre suas pernas, erguendo as sobrancelhas. Ambos estávamos nus, mas aquilo não parecia nos incomodar. A nossa nudez era bela, quase como uma pintura. Eu e V éramos perfeitos.

— Você realmente é um leigo no assunto sexo. Chega a ser adorável como nem ter a curiosidade de pesquisar um pouco você teve… — Suas mãos acariciavam minhas coxas, sem quebrar o contato visual. — Fique de cabeça para baixo, em cima de mim. Nunca ouviu falar em 69? — Estreitei os olhos e neguei, fazendo o garoto soltar uma gargalhada. — Não sei em que mundo você viveu até agora, mas terei o prazer de ensinar o que eu sei.

— Deixe de ser convencido. Quem te garante que eu vou precisar dos seus ensinamentos? — Provoquei, mas consideravelmente constrangido. Se eu não me sentisse nem um pouco envergonhado com aquilo, aí sim seria assustador.

— Então me prove que não. — Ah, ele sempre tinha uma resposta sedutora e segura para me rebater. O problema era que eu não sabia se podia provar. Estava com vergonha só de me virar sobre ele e deixar minha bunda exposta assim!

— Tá, mas feche os olhos só até eu me posicionar. É a minha condição. — Ordenei, vendo um sorriso desdenhoso em seu rosto. V sabia que aquilo era vergonha e era tudo culpa dele, porque meu constrangimento era relativo.

Assim que vi suas pálpebras fechadas, notei o quanto seu rosto, na verdade, era angelical. Aquele garoto era o diabo disfarçado, com a face um pouco infantil e lisa. Hesitante, como se V pudesse abrir os olhos e me atacar a qualquer momento, me inverti sobre ele apoiado nos joelhos e com seu pênis bem abaixo do meu rosto. Ok, eu só precisava fazer o que ele havia feito, tentar ser como ele. Esquecer que minha bunda estava a centímetros de seu rosto...

Quando segurei a base do seu membro com uma das mãos, com coragem para começar, fui surpreendido com sua língua deslizando por minhas bolas e sua boca sugando uma delas. Prendi a respiração, sabendo que sobreviver àquilo seria praticamente impossível. V simplesmente fazia o que bem entendia. O garoto puxou meu corpo um pouco para trás, tendo melhor acesso a minha ereção.

Ao invés de prestar tanta atenção na sensação que sua boca me dava e acabar me perdendo, decidi retribuir, começando a lamber toda a extensão. Podia sentí-lo ficar cada vez mais duro sempre que eu rodeava a glande com a língua, excitando-o aos poucos, diferente de quando estávamos no carro. Mas, desta vez V era quem parecia ansioso, colocando-me inteiro na boca e fazendo sucções enquanto tirava devagar, deixando-me sem fôlego. Como ele esperava que eu fosse durar fazendo daquele jeito?

— V-vá com calma. — Resmunguei logo depois de ter que retirá-lo da boca para conseguir respirar e um gemido arrastado escapou dos meus lábios. Suguei o ar entre os dentes, porque V ignorou completamente o que eu havia dito, me chupando com força. Então era assim que ele queria? Aproveitei a posição privilegiada pela liberdade de movimentos, para aumentar a velocidade, sentindo-o chocar contra minha garganta. O gosto dele era familiar.

Por conta da minha ousadia, o garoto gemeu, mas teve seu gemido abafado pelo meu pau que estava na sua boca. Suas cordas vocais tremeram e aquilo me enlouqueceu, fazendo todo meu corpo arrepiar. As mãos de V apertavam com força minhas pernas, para ter apoio enquanto eu me ocupava em tentar fazê-lo gemer novamente. Quando V gemia, além de ser enlouquecedor, me dava a sensação de estar vencendo.

Porém, aquela sensação de vitória não durou muito tempo, porque ele afastou um pouco meu corpo e, sem aviso, lambeu ao redor da minha entrada. Retirei rapidamente seu membro da minha boca, alarmado.

— V, isso é injusto. E-eu não consigo me concentrar. É impossível… — Minha fala foi interrompida quando fui violado por sua língua, que me penetrou sem aviso. Apoiei-me sobre os cotovelos, mordendo o lábio inferior para conter o gemido. V segurava minhas coxas, apertado, e depois minhas nádegas, como se quisesse deixar as marcas dos seus dedos ali. Tentei colocá-lo novamente na boca, mas a sensação da sua língua entrando e saindo de mim era alucinante. — Ah… Hyung… — Meus olhos se fecharam, enquanto eu era literalmente fodido por sua língua. Chegava a ser um pouco doloroso, mas a dor não me incomodava. Eu sabia que teria de passar por ela, então apenas esperava calmamente que desaparecesse.

— Jungkook, eu quero entrar em você até que você derreta como um cubo de gelo. Vou fazer com que você nunca mais esqueça. — Sua voz estava calma, contida, enquanto um calor tomava conta do meu corpo só por sentí-lo se mover embaixo de mim, arrastando-se para cima.

— Faça isso, Hyung. Estou consentindo. — Falei, confiante. V estava na posição inicial, bem atrás de mim e segurando firmemente meus quadris. Eu podia ver sua expressão cheia de desejo bem atrás de mim, agora completamente ereto. O garoto inclinou-se sobre meu corpo, seu membro roçando entre minhas nádegas, fazendo-me perder o fôlego. O riso próximo ao meu pescoço me fez arrepiar.

— Já esqueceu do seu precioso Taehyung? — Provocou. Eu, na verdade, estava ainda mais confuso. Antes tinha a certeza de que ficaria com Tae, mas só de V se afastar, sentia que precisava dele. Vê-lo com outra pessoa seria doloroso, mas me afastar do gêmeo bondoso também era inimaginável.

— Eu não consigo escolher entre vocês. — Fui sincero, mas pude sentir os músculos de V se retesarem sobre mim, irritado por estar em pé de igualdade com o irmão.

— Então não escolha. — Ele falou, sua voz grave reverberando e, antes que eu pudesse interpretar sua frase, senti o lubrificante quente e levemente anestésico em minha entrada. “Não escolha”? O que ele quis dizer com aquilo? Seu pênis foi forçado para dentro de mim, devagar. Meus dentes cerraram, mas me mantive firme, sem deixar que nem mesmo uma lágrima brotasse em meus olhos. A dor me mostrava que eu estava consciente, real. Mas, ela passou rápido, como se não existisse e V manteve-se paciente, surpreendendo-me. Novamente ele mostrava aquela face inabalável.

— Você é muito silencioso, Kookie. — Sussurrou, com seu corpo sobre o meu e ainda completamente dentro de mim. Podia sentir seu coração batendo forte contra minhas costas e seu membro latejando em meu interior. A sensação de preenchimento também vinha com a sensação de vitória, porque eu tinha V só para mim. O objeto de minha cobiça silenciosa era finalmente meu.

— Estou apenas sentindo a vitória. — Respondi baixo, movendo-me contra ele e causando-lhe suspiros, além de começar a sair e a entrar de mim lentamente. O garoto passou a distribuir beijos por minhas costas nuas, mantendo um ritmo frequente, friccionando seu membro contra as paredes do meu interior. Eu me sentia em um turbilhão de sentimentos e sensações inexplicáveis, mal acreditando que a dor passava, deixando com que ondas de prazer invadissem meu corpo.

V segurou meus cabelos entre os dedos, como adorava fazer, conduzindo meus movimentos ansiosos com uma das mãos em meu quadril. Em um momento, notei que o garoto estava parado e apenas eu me empurrava contra ele, como se estivesse desesperado por contato. Ele, pelo contrário, era completamente contido e, quando decidia por fim em se mover um pouco, era alucinante. Sentia-me completamente entregue às suas vontades.

— Já quer começar de verdade? — Falou entredentes e eu suspirava, rebolando lentamente contra seu membro, enquanto tinha meu corpo e cabelos acariciados. “Começar… de verdade?”. A frase me fez estagnar.

— H-hyung… O quanto isso pode ser bom? — Assustei-me quando notei que havia falado em voz alta, logo depois de ouvir um riso de V. Quase podia imaginá-lo balançar a cabeça negativamente.

— É. Você quer começar. — Em um movimento rápido, V entrou completamente dentro de mim, fazendo nossos corpos se chocarem. Meu gemido saiu como se estivesse atrasado, por conta da surpresa e do ar que me faltou. Antes de eu conseguir processar muito bem o prazer que se espalhava por meu corpo, ele me penetrava novamente, rebolando no percurso. Meus braços estremeceram, tentando manter meu corpo erguido. — Mal consigo acreditar que está de quatro pra mim. — Sussurrou, estocando-me com força em seguida, fazendo tudo isso lentamente.

— Mais rápido… — Até onde aquilo poderia chegar? Como eu pensava, V testava meus limites, mas nem eu mesmo sabia quais eram eles. Meu corpo pedia por ele, meu membro pulsava loucamente e eu nem mesmo conseguia me apoiar na cama.

— Sonhei com isso por um bom tempo, Kookie. Agora que consegui, vai ser do meu jeito. — Sua fala foi amedrontadora, mas aquilo me excitou ainda mais. Ele era louco. Eu era louco.

Assustei-me quando um dos meus braços foi puxado para trás e o outro logo em seguida, fazendo-me perder todo o apoio e ficar com o rosto colado na cama. Meus pulsos eram presos em minhas costas por apenas uma mão do meu “carrasco” e minha posição era completamente desfavorável a mim, ficando tão vulnerável e empinado. V colocava apenas a glande dentro de mim, deixando-me completamente frustrado.

— Por que... você não me... fode... logo? — Minha respiração ofegante não ajudava em minha voz ameaçadora. O que eu estava dizendo? Estava implorando? Eu jamais faria isso em sã consciência. V entrou completamente de novo, apenas para se curvar sobre mim e falar próximo ao meu rosto.

— Porque você transou com o Taehyung. — Arregalei os olhos. Aquele seu lado vingativo era implacável, mas internamente eu me sentia realizado por vê-lo ter tanto ciúmes.

— E eu gostei… Eu não o fiz esperar. — Provoquei, rindo por dentro. O som de V dando um tapa em minha bunda ecoou pelo quarto, fazendo-me gemer pela ardência.

— Isso é por você ser abusado. E… ah… não posso mais te torturar com você se contraindo assim. — Minhas mãos foram soltas e eu apenas me apoiei sobre os cotovelos, ainda sentindo a pele da minha nádega arder. Sem aviso, V segurou forte meu quadril e passou a me estocar forte e rápido, já atingindo meu ponto sensível com precisão, como só sua provável experiência era capaz de fazer.

Engasguei com minhas própria saliva, tendo meu corpo balançado e a respiração desordenada. Alguns gemidos saíam meio abafados quando eu conseguia sugar o ar por entre os dentes, mas era quase impossível, já que V não me dava tempo. Apesar da cama provavelmente ter custado uma nota, ela rangia no mesmo ritmo que eu enlouquecia. Se continuasse daquele jeito, eu não conseguiria me segurar por muito tempo.

O garoto empurrou forte dentro de mim, o máximo que podia, controlando a forma com que eu rebolava e gemendo no ato. Consegui olhar por cima do ombro, eu precisava fazer aquilo, vê-lo com os lábios entreabertos e os cabelos colados à testa. Percebendo que eu o olhava, V sorriu e acariciou meus cabelos, para logo em seguida puxá-los levemente enquanto voltava a me penetrar rápido. Eu gemia, revirando os olhos e dando alguns choramingos que me faziam querer esconder a cabeça em baixo da terra.

— Você quer gozar, Jungkookie? — A lateral do meu rosto foi apertada contra o colchão.

— V… — Poderia responder, mas não queria continuar a fazer tudo o que ele queria, além de começar a sentir espasmos do orgasmo próximo. Meus gemidos se tornaram mais altos, junto dos dele. Será que alguém escutava? Não me importei com isso.

Senti sua mão deslizar até meu membro, trêmula, começando a bombeá-lo rápido, no ritmo das estocadas. Agora sim eu não conseguiria me controlar.

Em poucos segundos me senti desfazer em sua mão, em êxtase. Como se tivesse calculado, V preencheu meu interior, ao som de um gemido alto e longo. Assim que me soltou, senti minhas pernas falharem e deitei na cama, em um estado de anestesia ofegante. Meus músculos queimavam, minha mente parecia estar tomada por algum tipo de droga, enquanto as ondas de prazer iam aos poucos se dissipando.

Me senti exausto, como se não tivesse forças para abrir as pálpebras.

— Eu não estive com ninguém, enquanto esperava por você, Jungkook. É difícil pensar em outra coisa com você tomando conta dos meus pensamentos, garoto das fotos. Você é só meu. Só meu. E o Tae precisa saber disso… Todos precisam saber disso. — Sussurrou, próximo ao meu ouvido, como um mantra. — Ah, eu amo seu cabelo. — Foram as últimas coisas que ouvi de sua voz rouca, tendo os cabelos levemente acariciados, antes de ser tomado pela inconsciência.




Notas Finais


MWAHAHAHAHAHA!

Notem o contraste do Jungkook se adaptando ao Tae e ao V, moldando-se quase involuntariamente. Mas, parando para pensar, nós também somos assim, porque não somos a mesma pessoa com todo mundo. Nós nos adaptamos involuntariamente, certo?

Bom, deixo vocês com esse lemon 🌚 e Boa noite 😘 (Bom dia e boa tarde se ler outra hora)


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