História Doki Doki Literature Club: Minha História - Capítulo 68


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Categorias Histórias Originais
Tags Doki Doki Literature Club
Visualizações 109
Palavras 2.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Pessoal, já irei logo dando as especificações:

Capítulos aos Sábados e Domingos, em uma média de 2-3 Capítulos! Com a retomada da rotina, fica bem complicado escrever todos os dias, desculpem-me! Hoje á tarde, sai mais um capítulo!

Espero que gostem.

OBS: Imagem da Sayaka na capa do capítulo.

Capítulo 68 - Capítulo 59: Síndrome do Pânico.


Fanfic / Fanfiction Doki Doki Literature Club: Minha História - Capítulo 68 - Capítulo 59: Síndrome do Pânico.

Quinta-Feira, 4:30 da manhã.

14/06/18

Ryan POV.

Acordo sozinho.

Aquela sensação já havia se tornado desconhecida para mim... A sensação de estar sozinho novamente é algo assustador... Assim, lentamente, viro meu rosto para o lado do travesseiro que não estava ocupando... Aquele cheiro... O cheiro dos cabelos de Natsuki já é capaz de gerar uma reação de profunda falta em minha alma.

Ao olhar para a janela de meu quarto, percebo os tímidos primeiros raios de sol á surgirem no nascente... Um novo dia começa.

Levanto-me como jamais fiz, alongo meus membros para expulsar a preguiça que me dominava e logo me ponho á arrumar o leito onde dormi.

Logo após terminar tudo isto, desço as escadas enquanto aquele silencio avassalador tomava toda a extensão da casa, silencio este que apenas não era total pois era quebrado pelo som gerado por meus passos á pisar nos degraus.

Executo minha rotina da manhã como já havia esquecido de executar, e logo vou rumo á um banho. Ao termina-lo, me visto com o fardamento do colégio e vou em direção á cozinha.

Ao chegar à cozinha, percebo uma sensação de solidão ainda maior... A cozinha era o principal espaço no qual encontrava Natsuki, e o fato de estar vazia tornava aquele ambiente um tanto quanto sombrio.

Tento retomar minha rotina á um patamar aproximado do qual costumava ocupar antes da chegada de Natsuki. Preparo meu almoço e o café da manhã, que necessitava de ser essencialmente simples, visto que toda a pompa, como na recepção de visitantes, já não era mais necessária. Ovos fritos, e isto são tudo.

Como não tão rapidamente quanto costumava. Para falar a verdade, a sensação de estar só não contribuía para a fome. E para ser mais verdadeiro ainda, eu poderia sair sem comer, porém alguma das garotas poderia perceber e preocupar-se, justamente o que não desejava naquele momento.

Saio quase completamente desprovido de entusiasmo e vou em direção á casa de Jéssica, como em todos os dias. Durante o caminho, o vento gélido da manhã envolve todo o meu ser.

Ao chegar, aquela vista familiar logo me congratula: Jéssica e sua mãe estavam á esperar-me.

Jéssica estava brincando em alguma espécie de “amarelinha imaginária”, pois pulava alternando suas pernas entre direta, esquerda, ou duas pernas. Já sua mãe logo me cumprimenta ao ver.

-Ryan, bom dia! –Disse Giselle.

Conforme me aproximo, cumprimento Giselle de volta, e logo Jéssica vem em minha direção, alegremente como sempre.

Jéssica quase joga a nós dois contra o chão enquanto me abraça, e beija-me na bochecha como sempre faz. Uma cena capaz de melhorar um pouco meu humor.

Retribuo o cumprimento de Jéssica com o meu próprio: Tocar levemente seu nariz. Algo que a faz sorrir.

Aquele sorriso é bastante satisfatório... Jéssica é uma garota feliz, e isto também contribui para minha felicidade.

Giselle então vem até nós.

-Ryan, se não for muito incomodo, gostaria de pedir-lhe um favor... –Giselle faz uma proposta inesperada.

Um favor? Dependendo do tipo de favor, posso contribuir.

-E que favor seria este? –Pergunto, em curiosidade.

-Bem, os exames da escola estão se aproximando, e eu gostaria que você pudesse ajudar Jéssica á estudar durante este fim de semana... –Ela diz.

-Tudo bem! Quando começamos? –Pergunto, em confirmação á ideia.

-Podemos começar neste sábado? –Ela pergunta.

Sábado... Tenho um compromisso durante a tarde...

-Poderia ser durante a manhã de sábado? Tenho algo marcado para a tarde. –Pergunto, após pensar um pouco.

Ela para um pouco, provavelmente para pensar.

-Pode ser sim! Muito obrigada, e desculpe caso esteja exigindo demais de você, Ryan... –Ela diz.

-Não se preocupe, não está. Jéssica é uma pessoa com a qual me importo bastante, e faria o possível e o impossível para ajuda-la com o que precisar. –Respondo.

Giselle ri um pouco.

-Você é um garoto diferente... Interessante, Ryan! –Disse ela, ainda rindo levemente.

-Vou levar isto como um elogio. –Respondo.

-E de fato foi um! –Ela responde.

-Obrigado! –Respondo.

Após esta pequena cena, despedimo-nos de Giselle e fomos em direção á escola. Durante o caminho, Jéssica comenta á respeito do assunto discutido por sua mãe.

-Yay! Ryan vai para a casa de Jéssica! –Jéssica estava vibrando alegremente.

-Sim, eu vou! –Respondo.

-Vamos brincar bastante! –Disse Jéssica.

Ao escutar aquela frase, suspiro um pouco ao fechar os olhos e lembrar-me de algo... Porém logo retomo minha postura e respondo.

-Nós vamos estudar, e não brincar, Jéssica! –Respondo.

Neste instante, Jéssica infla suas bochechas.

-Ryan é um chato! –Disse ela, empurrando-me levemente.

Sorrio um pouco com aquela situação.

-Posso aparecer no domingo para brincar, mas no sábado vamos estudar, certo? –Digo.

Os olhos de Jéssica logo se iluminam.

-Ryan é o mais legal! –Disse Jéssica, me abraçando.

-Agora eu sou o mais legal? –Digo, com um pouco de ironia.

E assim, concluímos nosso caminho até a escola.

Ao chegar, deparamo-nos com Yuri, como em todas as ocasiões.

-Bom dia, Yuri! –Cumprimento-a.

-Bom dia, Ryan... –Yuri responde com seu humor tímido comum.

Sinceramente, surpreendo-me com o fato de Yuri ainda não sentir-se totalmente confortável ao meu redor.

E então, á distancia, vejo um “casal” conhecido aproximar-se.

-E aí! –Cast diz, ao cumprimentar o grupo.

Cast e Natsuki iam á escola juntos?!

Natsuki aparentava estar levemente envergonhada.

-Bom dia... –Natsuki responde, evitando contato ocular direto com qualquer um de nós.

-Bom dia! –Respondo.

Neste instante, Cast e eu nos entreolhamos e trocamos leves sorrisos... Cada um de nós já sabia o que o outro queria dizer com aquele gesto.

Flashback On.

Ontem. Horário do almoço.

Cast havia chamado á mim para almoçar, e estou indo á seu caminho. Yuri aparentava estar um pouco... Diferente hoje... De uma forma que não consigo definir com clareza, apenas diferente... Infelizmente tive de negá-la pois já havia concordado em almoçar com Cast mais cedo.

Rapidamente trato de chegar ao local escolhido por Cast, que consistia em um local regular em meio às mesas utilizadas para as refeições. Não gostava muito daquele local, porém posso abrir uma exceção.

Ao chegar, sou cumprimentado por um olhar de Cast.

-E aí! –Diz ele.

-Boa tarde. –Respondo.

Neste instante, Cast olha diretamente em meus olhos.

-Você poderia tentar ser um pouco menos formal, cara. –Ele diz.

-Não, eu não poderia. –Respondo, em brincadeira.

-É. Eu sei que não poderia. –Cast responde.

Sento-me em um dos bancos que compunha os arredores da mesa.

-Então... Tem uma parada que estou planejando. –Diz Cast.

“Parada”? Já havia algum tempo que não escutava aquela expressão...

-Que parada? –Pergunto.

Cast vira o rosto, pensativo por um momento, e logo após, vira-o para minha direção novamente.

-Vamos marcar de sair? Sei lá... Shopping, cinema... Sei lá! –Disse ele.

-Para onde vamos? –Pergunto, em confirmação.

Cast pensa por mais um instante.

-Sei lá... Um stand de airsoft no shopping? –Ele sugere.

Aparentemente é uma boa proposta.

-Pode ser! Onde e em que dia? –Pergunto.

-Vejamos... Pode ser sábado, às duas da tarde naquele Shopping Center aqui perto? –Cast sugere.

-Pode ser sim! –Respondo.

-Beleza, então até mais! –Ele responde, levantando-se de seu assento.

-Você não vai almoçar? –Pergunto.

-Nah! Estou sem fome. –Ele responde.

Flashback Off.

E após esta curta troca de olhares e sorrisos, prosseguimos á ir para a classe.

-Vamos, Yuri e Jéssica! –Digo.

Todos nós caminhamos em direção á nossas classes. Natsuki aparentava estar visivelmente envergonhada em ser vista andando ao lado de Cast, por isto desviava o olhar de nós durante todo o tempo.

Chegando ao corredor das classes, cada grupo toma seu rumo e todos fomos em direção á nossas respectivas salas.

Entramos em nossa classe, e rapidamente dispomo-nos em nossos locais. A sala estava um tanto quanto... Diferente no dia de hoje? A frente da classe encontrava-se um grupo de alunos, e eles debatiam á respeito de algo que foi capaz de chamar minha atenção.

-Ei, vocês lembram-se da Sayaka-San?

-Sayaka? Não era ela aquela garota patricinha que pratica bullying com os alunos da 3-A?

-Sim, ela mesma! Ela compareceu á escola um tanto... Diferente hoje.

-Diferente? Como assim?

-Ela aparenta estar assustada com algo... Olha para os lados para onde vai e perdeu completamente sua postura de valentona... E isto desde ontem após o almoço!

-Sayaka perdeu a postura de valentona? Estou surpreso!

Sayaka... Aquele nome me era um tanto familiar... Caso eu apenas conseguisse me recordar...

Após algum tempo pensando, consigo “rastrear” o nome em meio á meu consciente... Sayaka é o nome daquela garota que me alertou á respeito de Yuri... O que aconteceu com ela? Tenho que saber...

Neste instante, Yuri, que estava á meu lado, surpreende-me um pouco.

-Ryan... –Yuri diz em voz baixa.

-Uh? O que há, Yuri? –Pergunto levemente assustado.

Yuri então se contorce na cadeira um pouco.

-Bem... Ryan... É que os exames finais estão chegando... E eu gostaria de pedir... Eu gostaria que você me ajudasse á estudar... Por favor? –Yuri pergunta.

Aquela situação poderia tornar-se problemática... Infelizmente não posso adotar tantos compromissos em um simples par de dias.

-Yuri... Eu gostaria muito de poder ajudar, porém estou bastante ocupado neste fim de semana... Se quiser, podemos usar o horário do clube para isto? –Pergunto, tentando encontrar uma saída.

Yuri para por um pequeno instante.

-Tudo bem... Podemos sim! –Disse ela, com um sorriso sereno.

A primeira aula passou bem rapidamente, e logo tocou o horário de almoço... Resolvo que procuraria por aquela garota. Sayaka.

Tenho de negar o pedido de Yuri para que almoçássemos juntos, e deixo Jéssica sob responsabilidade de sua prima, Monika, temporariamente, afirmando ter algo para resolver. Assim, inicio minha busca.

Procuro em literalmente todos os locais possíveis da escola, e acabo por reconhecer a figura de Sayaka no terraço, sentada e sozinha em um banco. Aproximo-me.

Aquela garota, nem mesmo de longe, aparentava ser a Sayaka que estava á praticar bullying com Yuri durante outro dia. Ao perceber minha aproximação, ela encolhe-se um pouco em seu local.

Sento á seu lado no banco, sem sequer uma palavra ter sido trocada entre nós.

Ela continua á observar o chão do terraço, inexpressiva.

-Sabe quando dizem que todo o mal que você fez um dia volta para você? –Ela diz, em voz baixa.

Apenas continuo escutando.

-Acabo de descobrir que, afinal, tudo era de fato verdade... –Ela diz.

Continuo á escutar.

-Sabe de uma coisa? Eu nunca fui uma patricinha ou uma valentona... Eu era uma garota normal á alguns anos... Tirava notas razoáveis, tinha amizades razoáveis, vivia uma vida razoável... –Ela diz.

Resolvo quebrar meu silencio.

-E o que aconteceu para que você se tornasse em quem é atualmente? –Pergunto.

Ela continua a encarar o chão.

-Eu escolhi mal as pessoas com as quais me envolvi... Minhas “amigas” me forçavam á fazer aquele tipo de coisa... Você sabe, para ser aceita em meio ao grupo e coisas do tipo. Eu agia daquela forma, pois não queria continuar sozinha. Eu “brinco” de patricinha e valentona para agradar minhas “amigas”... Eu nem sequer gosto de maquiagem. –Ela diz.

-Você deveria ter escolhido melhor as pessoas com as quais se relaciona. –Digo.

Posso ser um tanto duro com conselhos, porém a verdade há de ser dita.

-Sim, eu deveria... E agora, todas aquelas que um dia, cheguei á chamar de “amigas” se afastaram de mim... A lei da retribuição é real... –Ela diz.

Resolvo manter-me em silencio.

-Eu não quero morrer... Por favor... Eu não quero morrer! Eu não quero acabar como aquela garota! –Ela chora.

Morrer? Como aquela garota?  Aquela conversa tomava agora um rumo diferenciado.

-O que você quer dizer com isto? –Pergunto.

-Eu não posso contar... –Ela diz.

Não pode contar? Devo admitir que me encontro ainda mais curioso com aquela situação.

-Acalme-se! Nada de tão horrível pode acontecer! –Digo, tentando confortá-la.

-Você está errado... Você está errado! Ela vai me matar... Eu sei que vai! –Disse ela, levantando-se de sua cadeira.

Sayaka então corre para fora do terraço, em direção ás escadas, gritando como uma verdadeira louca e chorando em um tom incrivelmente elevado... Tenho de descobrir mais, pois nunca vi alguém em tal estado...

Continua.



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