História Doki Doki Literature Club: Minha História - Capítulo 69


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Categorias Histórias Originais
Tags Doki Doki Literature Club
Visualizações 154
Palavras 2.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiramente, desculpem-me por estar postando o segundo capítulo do dia tão tarde... Foi irresponsabilidade minha, pois gastei tempo assistindo alguns fillers de Naruto... Desculpem!

Espero que gostem!

Capítulo 69 - Capítulo 60: Paranoia.


Fanfic / Fanfiction Doki Doki Literature Club: Minha História - Capítulo 69 - Capítulo 60: Paranoia.

Sexta-Feira, 5:00 da manhã.

15/06/18

O despertador toca.

Desligo-o imediatamente, antes que até mesmo o segundo “bip-bip” pudesse ser escutado... Minha rotina inicia-se agora.

Levanto-me e arrumo minha cama com um pouco de pesar mental, pois um pensamento tem estado presente em grande parte de meu imaginário desde o horário de almoço do dia de ontem... Sayaka estava em algo similar á uma síndrome de estresse pós-traumático... Pergunto-me o que aconteceu para que ela estivesse tão chocada daquela maneira. Sayaka apenas continuava gritando... Gritando e gritando novamente, gritando coisas horríveis á respeito de matar e morrer... Gritando e chorando... Chorando bastante... Ontem, ela teve de ser levada á psicopedagoga da escola devido á tudo isto... Sinto que tenho de ajuda-la como puder. Está decidido! Conversarei com ela durante o dia de hoje.

Ao descer, rapidamente realizo minha rotina matinal e preparo um café da manhã modesto, composto por apenas algumas torradas.

Saio alguns minutos depois, após organizar tudo dentro da casa e vou em direção á casa de Jéssica.

Ao chegar, aquela cena familiar e diária de esperava. Aceno para ambas, e logo Jéssica vem em minha direção, correndo.

Jéssica me abraça com força, um abraço firme e repleto de sentimentos. Seu beijo também aparentava estar um pouco mais... Sentimental?

-Yay! O Ryan vai para a casa de Jéssica! Jéssica está muito feliz! –Jéssica saltitava á meu redor com bastante alegria.

Então é este o motivo da felicidade de Jéssica.

-Nós iremos estudar, e não brincar, entende? –Digo a Jéssica.

Neste instante, Jéssica infla suas bochechas em uma expressão emburrada.

-Mas o Ryan prometeu que iria brincar com Jéssica no Domingo... –Disse ela enquanto cruzava os braços.

Aproximo minha mão de suas bochechas e aperto-as instintivamente, sorrindo no processo.

-Sim, eu prometi! –Digo, enquanto acaricio os cabelos de Jéssica.

Jéssica aparentemente adora ter sua cabeça acariciada, mas na verdade, ela odeia quando as garotas de nossa classe tentam brincar com seus cabelos.

Giselle então se aproxima de nós.

-Isto é mesmo verdade? –Giselle pergunta.

-Bem... Jéssica insistiu bastante ontem, então resolvi fazer isto por ela. –Respondo levemente envergonhado.

Giselle encara Jéssica com uma expressão que denota um pouco de cansaço, em mistura com negação.

-Jéssica, minha filha... Não abuse da boa vontade e da gentileza de seu amigo! –Disse Giselle, repreendendo Jéssica.

Jéssica agora encara o chão em arrependimento.

Ao ver aquela cena, resolvo intervir. O pedido de Jéssica não necessitava de tamanha repreensão.

-Não se preocupe Senhora Giselle! Eu adoraria poder gastar um pouco de tempo com Jéssica. –Digo.

Jéssica instantaneamente muda de expressão, tornando á seu “eu” alegre, e rapidamente me abraça enquanto encara sua mãe.

Giselle respira fundo e um pouco de silencio se estabelece.

-Bem, caso não se sinta pressionado, tudo bem! –Ela responde.

Jéssica e eu trocamos sorrisos.

-Yay! –Jéssica agarra minha mão, e corre uma pequena distancia comigo.

Giselle apenas observa a cena, e nos despedimos com um par de acenos antes de irmos á escola.

Ao chegar á escola, deparo-me com um cena verdadeiramente rara... Yuri não estava á esperar-me como costumava fazer em todos os dias. Em meio á aquela situação incomum, questiono á mim mesmo.

-Onde está Yuri? –Pergunto á mim mesmo.

Espero com Jéssica por alguns minutos, porém Yuri não surge á nossa vista... Assim, resolvemos ir á classe.

Ao chegarmos, logo percebo que Yuri também não estava ali... Tenho um pressentimento ruim acerca disto...

Os minutos passam, e nenhum sinal da existência de Yuri é perceptível... O professor não havia chegado, então deixo Jéssica jogando algum jogo em meu celular, e decido ler algo para que o tempo pudesse passar.

Yuri ainda não havia chegado... Estou preocupado... O que é esta sensação ruim?

Algum tempo depois, consigo escutar á distancia uma conversa entre o mesmo grupo de alunos que havia bisbilhotado ontem.

-Estão sabendo das novidades?

-Não, que novidades?

-Lembram que ontem discutimos sobre a Sayaka?

-Sim, eu lembro, mas o que tem haver?

-Então... Soube que ela tem agido de uma maneira estranha desde ontem... Alguns rumores de que ela é louca começam á espalhar-se.

-Louca? Não consegui entender...

-Ouvi falar de alguns alunos da 3-A que ela literalmente surtou em meio á aula...

-Agora estou curioso!

-Pois bem... Disseram estes alunos que, no exato momento em que a aula terminou, e o horário de saída tocou... Ela gritou bem alto, para que todos pudessem ouvir, e, do nada, começou á chorar e murmurar coisas como “eu não quero morrer”, ou “todos vamos morrer em breve”... Agora todos na classe estão com medo dela.

-Que loucura! O Clube de Jornalismo adoraria cobrir isto...

Sayaka?! Lembro-me de tê-la escutado murmurando algo á respeito de morte... Porém, jamais acreditaria que chegaria á tal nível...

Neste instante, Yuri entra na sala de aula e lentamente dirige-se em minha direção. Os garotos da classe logo a cercam, porém ela ignora a todos e vem á minha direção.

-Ryan... Por favor, desculpe-me pelo atraso! É que... Eu tenha uma coisa importante para resolver... –Disse ela, literalmente rebaixando-se á mim.

-Tudo bem Yuri, não precisa preocupar-se. –Respondo.

Demora um pouco até que o professor chegue, porém ele já estava atrasado por tempo o suficiente para que o tempo de aula não pudesse ser bem aproveitado.

Durante o horário de almoço, resolvo ir à procura de Sayaka... Novamente dispenso Yuri e deixo Jéssica sob a tutela de Monika para ir em direção ao terraço, local onde presumo que Sayaka esteja.

Ao chegar ao terraço, percebo que estava errado, pois Sayaka não estava ali... Tenho de procurar por ela... Tenho de ajuda-la.

Procuro em todos os locais possíveis... Nas mesas utilizadas para almoço, aos arredores da quadra de esportes, na área arborizada da escola... Porém não obtenho resultado... O último local em que poderia procurar á esta altura, seria a enfermaria, porém a sala geralmente encontra-se fechada durante o horário de almoço... Pelo visto terei de esperar.

Resolvo tentar uma última possibilidade: Os corredores. Os andares superiores encontram-se abertos para transito de alunos que desejam almoçar em suas classes. Sabendo disto, vou em direção ao piso correspondente ao corredor de classes e ponho-me á caminho da sala 3-A.

A sala 3-A era a última do corredor... Ironicamente, o corredor de classes iniciava em frente á sala 3-D, ou seja, á última classe, e finalizava na sala que deveria ser a primeira...

Durante meu caminho até a classe, inevitavelmente cruzo o caminho dos banheiros, que se localizavam entre as duas classes centrais, ou seja, 3-B e 3-C, sendo esta última minha própria classe.

Ao cruzar caminho com o par de banheiros, que se localizavam em paredes opostas, acabo por escutar um som peculiar, que aparentemente possuía origem no banheiro feminino.

Como naturalmente sou impossibilitado de adentrar o banheiro feminino, apenas aproximo-me da parede para melhor escutar aquele som.

Ao aproximar-me da porta, consigo identificar e interpretar melhor aquele som. Aquilo era... Choro?

A pessoa, ou melhor, a garota que estava dentro do banheiro aparentemente estava á chorar... O som de soluços podia ser facilmente identificável e era simplesmente ininterrupto... Aquela garota ocasionalmente gritava, forçando sua capacidade vocal ao ponto de já estar rouca... Eu teria de fazer algo!

A julgar pela ambientação interna, não havia ninguém além da garota no interior do banheiro feminino... Não poderia correr o risco de ser pego, porém deveria ajudar.

Adentro no banheiro feminino sem sequer pensar um segundo á mais... E ao entrar, encontro Sayaka... Ela estava gritando... Gritando bastante enquanto encarava o espelho e chorava com todo o seu ser... Segurando seu próprio rosto e arrancando mechas do próprio cabelo com as unhas... Ela escarra um pouco de sangue, provavelmente em decorrência aos violentos gritos realizados por suas cordas vocais... Instintivamente corro para acudi-la.

-Sayaka! Por favor, pare com isto! –Digo ao tentar imobilizá-la com meus braços.

Sayaka se debatia em meu agarro e simplesmente continuava gritando... Deveria haver algo que eu poderia fazer!

-Está tudo vermelho... Tudo está pintado com vermelho! As portas do banheiro... O ginásio... As salas de aula... Tudo está vermelho! O vermelho pinga formando uma poça... Todos estão deitados... Todos estão pintados de vermelho!  Por que todos estão brincando comigo?... Eu não gosto disso... Eu não gosto de todo este vermelho! –Sayaka estava literalmente delirando.

Sayaka então começa á chorar em meus braços, parando de debater-se.

Não sei o que fazer... Não possuo a mínima ideia de como agir naquela situação... Sayaka estava em um estado de consciência inalcançável, pois não importava o que fosse dito, nada surtia efeito...

-Ela vai me pegar também... Ela fará comigo o que fez com todo mundo... Ela vai me pintar de vermelho também... Ela vai me pintar de vermelho também! –Sayaka continua á delirar.

Sinto-me um inútil... Não conseguia fazer nada! Sayaka não escutava, e sinto que não poderia continuar á imobilizá-la sozinho por muito mais tempo...

-As manchas de vermelho no espelho... As pias gotejam o vermelho... Tudo está vermelho! –Ela continua á gritar.

Consigo pensar em algo... É um pouco extremo e arriscado, porém sinto que vale a pena tentar...

-Desculpe-me, Sayaka... –Digo.

Aplico um golpe em Sayaka, que a faz desmaiar... Agora, tenho que pedir para que ela não morra, pois golpeei sua jugular, e um ataque localizado nesta parte do corpo, mesmo que leve, pode ser fatal.

-Agora tenho de conduzi-la á enfermaria... –Digo á mim mesmo enquanto apoio o corpo desmaiado de Sayaka em meu ombro direto.

Durante meu caminho até a enfermaria, alguns olhares me encaram com um pouco de surpresa, já outros, com medo. Resolvo ignorar todos e continuo meu caminho.

Felizmente, a enfermaria já estava aberta... Que alívio! Ao entrar, percebo que a enfermeira encarregada não se encontrava... Mas que desagradável.

Deito Sayaka em uma das macas... Por sorte ela continua respirando, e sinceramente, tive medo de acabar matando-a com aquele golpe...

Gostaria de entender a motivação de toda aquela cena... Enquanto faço companhia a Sayaka e espero pela chegada da enfermeira, noto algo que é capaz de deixar-me um tanto intrigado. Em um dos bolsos da saia de Sayaka, encontrava-se uma folha de papel amassada.

Retiro aquela folha de papel de seu bolso, desamasso-a e o que estava escrito foi capaz de me chocar...

Papel On.

Sayaka-Chan... Estou sempre observando. Aonde quer que vá estarei sempre observando! Você pode me ver em todo o lugar, basta procurar um pouco!  Fui eu quem colocou aquelas baratas em seu armário, fui eu quem sabotou seu almoço com aquelas larvas, e também fui eu quem escreveu em todas as páginas de seu caderno... Você vai acabar como ela também. Sim, você vai! Eu irei pegá-la, e então, vou pegar todas elas também! E enfim, ele será apenas meu... Ele é meu e apenas meu... Você já está marcada desde o momento em que falou com ele pela primeira vez...

Papel Off.

Que tipo de mensagem seria aquela? Neste instante, o mesmo pressentimento ruim que presenciei durante a manhã torna a afetar-me...

A enfermeira chega algum tempo depois, e deixo Sayaka sob sua responsabilidade. A segunda aula corre de uma maneira pesada e um tanto quanto sombria. O sorriso exibido por Yuri durante a mesma acaba por tornar as coisas ainda piores.

Durante o horário de clube, sento-me em uma cadeira localizada no fim da classe, e releio o texto contido naquele papel...

-Ryan, você está bem? –Uma voz familiar é capaz de assustar-me.

Reajo com um leve susto... Era apenas Monika... Que alívio!

-Ah! Olá Monika! Sim, eu estou bem! –Tento convencer Monika do contrário.

Monika preocupa-se bastante comigo... Tenho de evitar com que isto aconteça.

-Você tem estado um pouco... Distante ultimamente... –Monika diz.

-Você acha, Monika? –Continuo tentando forçar um convencimento.

-Você está um tanto isolado nestes últimos dias... Não encontro mais você em nosso lugar... –Monika continua.

-Desculpe Monika... Tenho alguns assuntos que necessitam ser resolvidos, e isto é tudo. –Respondo.

-Entendo... Por favor, apenas não se force demais... –Ela responde.

-Pode contar com isto. -Respondo.

Felizmente consigo convencer Monika de que está tudo bem... E enquanto releio o papel, noto um detalhe que considero importante... A caligrafia em uso.

Continua.



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