História Doki Doki Literature Club: Ryan's Story - Capítulo 31


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ddlc, Doki Doki, Doki Doki Lc, Doki Doki Literature Club
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 31 - Uma Ameaça Amigável


Fanfic / Fanfiction Doki Doki Literature Club: Ryan's Story - Capítulo 31 - Uma Ameaça Amigável

Quinta-Feira, 3:20 da tarde.

Passado aquele susto, a realidade no clube voltou para como sempre esteve. Yuri foi para um canto da sala e passou a ler seu livro, um livro um tanto estranho, com um olho enorme estampado em sua capa. Natsuki lia um de seus mangás, e Sayori também estava lendo um livro, e parecia estar se divertindo com sua leitura. Ao ver aquela cena, resolvo checar o título do livro que Sayori estava lendo.

-Olá Sayori! Desculpe atrapalhar, mas que livro você está lendo? –Pergunto após ver a felicidade dela com sua leitura.

-O meu livro? Bem... você vai rir se eu mostrar... –Sayori escondia o livro entre seus braços.

-Huh? Juro que não vou! Pode mostrar. –Digo.

-Você promete? –Ela pergunta.

-Prometo! –Respondo.

-Jura juradinho? –Ela pergunta novamente.

-Sim, juro juradinho! –Respondo.

-Tudo bem... –Sayori lentamente retirava o livro.

Estava interessado em ver de que Sayori ria tanto. E quando finalmente consigo ler o título do livro... “Os três porquinhos”...

Me seguro ao máximo para não rir naquele momento.

-Ei, você riu! –Sayori parecia emburrada.

-Desculpe... Eu não consegui suportar! –Respondo ainda segurando o riso.

-Tudo bem... você é mais maduro do que eu, então... –Ela diz.

-Não, eu não a julgo por gostar de coisas assim! Eu ainda gosto de desenho animado nesta idade! –Me refiro a mim mesmo.

Até hoje a única pessoa que conheci a ser mais infantil do que, com exceção de Sayori, que é um caso em particular, foi meu pai. Ele já tinha 40 anos e ainda assistia desenhos comigo, todos os dias.

-Sério? Você é mesmo mais infantil do que eu pensei! –Disse Sayori com uma risada.

Ambos eu e Sayori rimos naquele momento.

-Desculpe por atrapalhar sua leitura! –Digo a ela.

-Você está perdoado, seu bobinho! –Sayori deu uma piscadela de leve.

Monika aparentava estar assistindo tudo.

-Vocês dois são mesmo uma dupla dinâmica, na infantilidade ainda mais! –Monika faz uma observação.

-Eu acho que é isso que define nossa amizade. –Respondo.

Ao dizer isso, ganho um abraço de Sayori.

-Você é o melhor! –Sayori quase me derruba no chão com o abraço.

-Vejo que são mesmo próximos! Mas, se Sayori não se importar, preciso de sua ajuda com algumas coisas... –Monika estava segurando uma caixa com panfletos.

-Eu não me importo, pode ir! –Sayori disse.

-Tudo bem, então, vou te ajudar, Monika. –Respondo.

-Obrigada pelo apoio! –Monika responde.

Eu e Sayori nos separamos, e fui com Monika até a mesa que geralmente usávamos quando queríamos conversar: Uma mesa com duas cadeiras, uma de frente para a outra, e que ficava ao lado de uma das janelas do clube, propiciando um lindo “plano de fundo” para nossa conversa.

Ambos sentamos em um dos lados e começamos a dobrar e organizar os panfletos, e enquanto isso, Monika começa uma conversa.

-E então, você vai para a festa da minha mãe? –Monika pergunta.

-Certamente que vou, pode contar com minha presença! –Respondo.

-Não se preocupe, como eu disse no outro dia, vai ser uma cerimonia bem simples, nada de uma grande festa. –Monika me diz.

O problema é: Não sei qual o significado de “cerimonia simples” para a família de Monika, já que eles possuem um poder aquisitivo considerável.

-Uh... Eu não vou precisar ir de smoking ou algo do tipo, não é? –Pergunto com um certo medo.

Quer dizer, meu pai tinha um smoking, mas agora ele é meu. Só quero saber se a formalidade é tanta que se precisa de um.

-Não se preocupe! Não precisa de smoking nenhum. Basta usar uma roupa casual! –Monika responde. –Nem mesmo o meu pai tem um desses!

-Bem, é que como sua família é de uma classe mais elevada, pensei que seria uma comemoração mais requintada. –Admito a ela no que estava pensando.

-Vai ser uma festa apenas com familiares e alguns amigos da família, nada de mais! –Ela responde.

Amigos da família?! Não creio que eu já possa ser considerado como um amigo da família...

-Eu e papai pensamos que seria uma boa ideia te convidar, então ele deu a ideia à minha mãe. –Monika diz.

O que?! A ideia foi de Paul?! Fico sinceramente surpreso de ter ouvido isso.

-De todas as pessoas, foi o seu pai quem me convidou?! –Pergunto surpreso.

-Sim, nós dois demos a ideia. –Ela responde.

-E pensar que eu achava que ele me via como um pirralho... –Respondo.

-Na verdade, ele te admira muito! Principalmente pelo seu esforço... –Monika cora um pouco enquanto fala isso.

-Fico feliz que ele ache isso... –Respondo enquanto olho para cima.

A conversa havia corrido bastante, e antes de percebermos, terminados com os panfletos.

-Muito obrigada pela sua ajuda, e desculpe por tomar seu tempo! –Disse Monika.

-Sem problemas! Pode chamar caso precise de ajuda. –Respondo.

Ainda eram 4:10, faltavam 50 minutos para a chegada do horário de saída pala os alunos que tinham clube. Olho ao meu redor e vejo o que as garotas estavam fazendo: Yuri ainda estava com a face enterrada em seu livro, Sayori estava um pouco caída na cadeira, e Natsuki estava desenhando algo em seu caderno. Resolvo checar Sayori, ver o porque de ela estar cabisbaixa.

-Sayori, o que aconteceu? –Me refiro ao fato de ela estar caída na cadeira.

-Estou com fome... –Ela diz.

Neste momento, solto uma leve risada.

-Era apenas isso? Pois bem, pegue isso... –Digo enquanto retiro um pacotinho de chocolates de um dos bolsos de minha mochila, que estava em uma das cadeiras.

Os olhos de Sayori recuperaram seu brilho e ela agarrou o pacotinho de chocolates.

-Não vá comer demais ou vai ficar com dor de barriga! –Eu aviso-a.

-Delicioso! Obrigada! –Sayori estava com a boca entupida de bombons, ela colocou tantos na boca ao mesmo tempo, que não conseguia engolir todos.

-Apenas... Tome cuidado! –Digo a ela com uma risada.

Dizendo isso, parto para ver Natsuki.

Me aproximo lentamente por trás dela e tento ver o que desenha. Era um desenho da própria Natsuki em um parque, segurando a mão de uma figura masculina que não pude reconhecer quem era, pois ainda estava desenhado pela metade.

-O que está desenhando? –Pergunto.

Natsuki toma um susto com minha pergunta, pelo ou menos não borrou o desenho, pois não ilustrava no momento.

-Que susto! Não estou desenhando nada! –Disse ela enquanto rapidamente fechava seu caderno.

-Eu não sabia que você gostava de desenhar... Está muito bonito, mesmo! Me deixe ver! –Peço a ela para permitir que eu veja seu desenho.

-Não é isso... É que eu não posso te mostrar ainda... Não está terminado! –Ela disse.

-Quando terminar, pode deixar que eu veja? –Pergunto.

-Sim... Mas só quando terminar! –Natsuki estava um pouco corada e não conseguia me encarar nos olhos.

-Você está doente ou algo assim? –Pergunto, referindo-me ao rubor em sua face.

-Não, não estou... Por que? –Ela pergunta.

-Sua face está vermelha... –Respondo.

-Só me deixe em paz, tudo bem? –Ela logo me dispensou.

Ao deixar Natsuki em paz, percebo que Yuri me encara ansiosamente, como se esperasse que eu fosse até ela, enquanto caminho até Yuri, Sayori me abraça do nada.

-Obrigada pelos chocolates, eles me deram mais energia! –Sayori realmente parecia uma criança, pois pulava pela sala do clube energeticamente.

-Espere, você comeu tudo?! –Pergunto preocupado, por ser muito chocolate, Sayori poderia acabar doente!

-Sim, eu comi... Me desculpe... –Disse Sayori parando de pular.

Agora que ela havia parado de pular, pude ver a situação em que seu rosto e mãos estavam. Sayori estava lambuzada de chocolate! Até seus cabelos o tinham!

-Mas que bagunça, Sayori! –Me digo referindo ao seu rosto e mãos.

-Desculpe... –Disse ela com a voz baixa.

-Venha, vou te limpar... Presidente, vou com Sayori até o pátio, permissão para sair. –Respondo.

-Não pode simplesmente deixar que ela vá sozinha ao banheiro? –Monika pergunta, pois de fato parecia ilógico que eu precisasse ajudar Sayori com algo assim.

-Esta lambança está em outro nível, ela nunca vai conseguir limpar isso sozinha! –Digo, pois a situação era realmente grave.

-Tudo bem, então... –Monika responde.

-Vamos, Sayori... –Digo agarrando seu pulso e saindo da sala.

Enfim chegamos a uma torneira que ficava no pátio de entrada da escola, Sayori quebra nosso silêncio.

-Você está bravo? –Ela pergunta timidamente.

-E como estou! Olhe a vergonha que você passou e me fez passar ali! Você parece uma criança pequena! –Respondo.

-Eu não faço nada direito... tudo o que eu faço acaba sobrando para você... –Sayori estava visivelmente triste.

-Ficar se lamentando não vai ajudar em nada... tome mais cuidado da próxima vez. –Respondo ainda com voz firme.

Coloco minha mão esquerda na cabeça de Sayori, segurando-a, e com a direita, pego água da torneira e limpo seu rosto.

-Como você conseguiu fazer essa sujeira? –Pergunto-a.

-Eu exagerei no chocolate... me desculpe... –Ela responde.

-Chega de tantas desculpas. É como eu disse, seja mais cuidadosa da próxima vez. –Respondo.

Ela fez mesmo uma lambança, foi difícil limpar tudo aquilo, demorou um bom tempo, depois, sequei o rosto de Sayori com um pano e lhe abracei.

-Eu digo essas coisas para o seu bem, não fique chateada. Vamos voltar.–Digo a ela.

Estendo a mão para Sayori ao invés de agarrar, ela aceita e voltamos para a sala.

Ao chegar, faltavam 5 minutos para o toque, e Natsuki já havia ido para nossa casa, como o plano que formulamos dizia. Assim, chamei Yuri e Sayori para irmos juntos no caminho da volta.

Enquanto guardava meus livros escolares, ambas esperavam por mim do lado de fora. Então algo me chamou a atenção: Um papel de caderno, diligentemente bem dobrado estava dentro de meu armário, em minha curiosidade decidi abri-lo... e o que havia dentro me assustou.

Nele estava escrito algo que sequer gostaria de pensar sobre...

-Meu Deus... Você está encrencado! –Disse John, literalmente brotando por trás de mim.

-Que susto! –Respondo enquanto guardo a carta no bolso direito da calça.

-Desculpe-me por isso... Posso ver que está em maus bocados, meu amigo... –Ele diz.

-Desde quando somos amigos? –Pergunto.

-Nós sempre fomos. –Ele diz.

-Você é membro de algum clube? –Pergunto, devido ao fato de ele sair no mesmo horário que eu.

-Sim, sou. Sou o presidente do clube de Fotografia... Nós já nos vimos antes, se lembra de dois anos atrás? –Ele pergunta.

-As fotos de Monika... –Digo a mim mesmo enquanto me lembro da única ocasião em que topei com um membro do clube de Fotografia.

-Sim, era eu... Mudanças, não? –De fato John havia mudado, seu cabelo era curto na época do primeiro ano, por isso não o reconheci.

-Você mudou mesmo! –Digo.

-Tudo bem, vejo você por aí! –Disse ele, retirando-se. –E... Tome cuidado...

-Obrigado pelo aviso. –Respondo.

De longe, posso ouvir Sayori me chamar.

-E então, vamos? –Ela pergunta.

-Sim, mas vamos rápido, pois tenho de ir ao trabalho! –Respondo.

-Um... Você trabalha? –Yuri pergunta.

Devo admitir que estou com um pouco de medo de Yuri após tudo isso.

-Sim... na empresa do pai de Monika. –Respondo.

-Que bom... –Ela responde com uma expressão fechada.

Ao chegar em casa, rapidamente tomo um banho e troco de roupas, me despeço de Natsuki e digo que vou voltar às 9.

No trabalho, no momento do jantar, estava sentado na mesa do self-service da empresa, quando Paul chega ao meu lado.

-Hm... Geração saúde, posso ver! –Ele diz se referindo ao meu prato, grande parte sendo composto por salada. –Posso sentar aqui?

-Claro que pode! –Com minha permissão, Paul senta-se na cadeira á minha frente.

-E então, poderia explicar direito qual o motivo de estar faltando, e o porquê de não poder contar à Monika? –Ele vai direto ao ponto.

-Bem, você não acreditaria se eu contasse... –Digo a ele.

-Tente. –Ele me responde.

Rapidamente, retiro minha jaqueta do uniforme e levanto a manga de um dos braços da blusa branca que uso por baixo, exibindo ataduras monstruosas.

-Meu Deus... O que causou isso?! –Ele pergunta.

-É aí que entra a parte que eu disse que não acreditaria: Eu tenho uma amiga, ela também é um membro do clube de Monika. Esta amiga era abusada pelo pai, mas ela mantinha tudo em segredo, nunca nos contou... Mas um dia, ela apareceu no clube extremamente machucada, e não queria nos contar o que foi... Então no dia seguinte, sábado, ela me ligou pedindo ajuda desesperadamente, assim, fui até o endereço dela para ajudar, mas chegando lá, eu encontrei- –Digo, mas sou interrompido por Paul.

-Hisoka... –Paul completou.

-Como sabe? –Pergunto.

-Após ouvir sua história, comecei a conectar os pontos com o fato de que você começou a faltar após a demissão de Hisoka... Então quem ele procurava enquanto encarava o prédio não era eu... Mas sim você! –Ele conclui.

-Sim, e ao chegar na casa, entramos em luta corporal... Posso até ser forte, mas comparado a aquele homem... Eu não era nada... ele me esfaqueou no braço, e fiquei assim... Pelo ou menos agora ele foi preso. –Respondo.

-Entendo... Perdoarei suas faltas... Mas me diga, por que não posso contar à Monika? –Ele pergunta.

-Eu odiaria que ela se preocupasse por minha causa, então gostaria de solicitar do fundo de minha alma que não a deixe ciente disto. –Concluo.

-Você tem meu silêncio. –Ele diz. –Mudando de assunto, Monika o convidou para o aniversário de minha esposa neste sábado?

-Oh... Sim, ela me falou sobre isso! –Respondo.

-Então... Acontece que Monika ficaria muito triste se você não fosse, e a última coisa que quero ver é minha filha chorando por causa de um marmanjo... Então vá! –Ele disse com um rosto extremamente ameaçador.

Fico calado e com uma expressão boba no rosto.

-Brincadeira... –Ele diz.

-Sério? –Pergunto timidamente.

-Claro que não! –Ele volta ao seu tom ameaçador.

-Não se preocupe, eu irei. –Respondo.

-Você iria querendo ou não. –Ele diz com um sorriso.

-Claro... –Concluo.

Continua.



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