História Doki Doki Love Club! - Capítulo 27


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Categorias Histórias Originais
Tags Ddlc, Doki Doki Literature Club
Visualizações 21
Palavras 1.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Harem, LGBT, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Cap. novo gente!

Aproveitem~

Capítulo 27 - Suspeitas


*P.O.V ABIGAIL*

*DOIS DIAS DEPOIS*


 Enquanto me arrumava pra ir pra escola, pude ver que estava chovendo. Além das chuvas intensa, havia uma ventania forte, matando qualquer um de nós de frio.

 Pego minha bolsa-mochila e saio de casa. Ao trancar a porta, avisto Sayori vindo em minha direção com um guarda-chuva. Ela me dá um olhar sonolento e sorri.

- Vamos? - A mesma indaga.
- Claro.

 Abro meu guarda-chuva e começamos a andar, evitando o máximo as poças de água espalhadas pelas calçadas. Ficamos conversando por longos minutos, mas eu quase não prestava atenção no que ela falava. Minha mente estava presa em outro lugar, ou melhor, em outra pessoa; Natsuki. Me preocupava com ela, e temia que existisse algo ameaçando-a. Sayori acaba notando o olhar preocupado e pensativo em meu rosto, porque pergunta logo em seguida de olhar pra mim.

- Está tudo bem Abigail?
- A-ah! Sim, está tudo ótimo!
- Tem certeza? Você parecia estar nas nuvens.
- Eu só estou um pouco distraída hoje.
- Entendi.

 Nos calamos por uns minutos, ficando num silêncio intenso, porém, não era desconfortável. Acabo quebrando-o ao encarar Sayori atentamente.

- Ei.
- Uhm? - Ela me olha pelo canto do olho.
- Eu sei que a pergunta é estranha, mas... - Fico um pouco receosa, mas decido perguntar. - Natsuki tem agido de forma estranha ultimamente?

 Ela levanta uma das sombrancelhas, acompanhado de uma expressão duvidosa. Não a julgava, era uma pergunta bem estranha, sem falar que, eu supostamente estava irritada com ela. Vejo-a por a mão no queixo e ponderar por uns segundos, antes de olhar pra cima.

- Bem...Ela tem se tornado um pouco mais evasiva.
- Evasiva?
- Sim. Ela não fala conosco como costumava, sai mais cedo do clube do que de costume, e além disso, evita ao máximo falar sobre, especificamente, seu pai.
- Entendo...
- Porquê a pergunta?
- A-ah. Curiosidade.

 Ela levanta novamente uma das sombrancelhas; parecia desconfiada, mas não fala nada, apenas volta sua atenção pra frente e se cala. Eu faço o mesmo.

 O tempo passou bem mais lento que de costume, mas, quando chegamos na escola, ainda ia dar 7:50 da manhã.

 Fomos em direção do armário e, enquanto guardavamos nossas coisas, avisto Natsuki correr em direção aos corredores. Não vi muito bem, mas, pude sentir que avistei, de relance, seus olhos inchados e vermelhos, como se tivesse levado um murro ou chorado bastante. Ela rapidamente desaparece, tão rapida e silenciosa que eu parecia ter sido a única a notar sua presença de alguns segundos.

 Faço uma expressão preocupada no rosto e fecho meu armário, indo pra minha sala logo depois de me despedir de Sayori. Ao entrar nela, vou direto pro meu assento e fico lá até o professor chegar.

 As aulas foram entediantes. Eu costumo prestar atenção na aula, mas hoje, foi diferente. Além de minha cabeça estar em outro lugar, o professor não ajudou muito. Ele tinha um olhar cansado e apenas resmungava todos os textos que lia, tornando algumas sentenças indecifráveis.

 Encaro a janela enquanto todos os outros alunos faziam a tarefa. O clima estava pesado e sem-vida. Eu gosto de climas chuvosos até, mas prefiro verão mesmo. As gotas batiam contra o vidro da janela e podia escutar alguns trovões. Como o professor estava de péssimo humor hoje e não queria saber de dar aula, apenas abaixo minha cabeça e tiro uma soneca.

*...*


 Sou acordada com o som barulhento e irritante do sinal, que indicava a hora do almoço. Todos os alunos se levantam e saem da sala. Decido fazer o mesmo, não tinha nada de interessante pra fazer ali mesmo.

 Ao sair da minha sala, acabo esbarrando na Natsuki. Nos encaramos por um tempo, mas quando ia abrir minha boca pra falar algo, ela me dá um olhar triste e sai andando.

 Enquanto a mesma se afastava, pude ver ela acariciar sua barriga, como se estivesse com dor. Além disso, tinha uma marca visível em seu pescoço, basicamente, um hematoma. Levanto uma das sombrancelhas e me afasto assim como ela fez, indo em direção a lanchonete.

 Quando chego lá, Sayori acena pra mim na fila, sinalizando pra eu me aproximar. Ela faz eu comprar o lanche dela e sentamos juntas numa mesa aleatória, conversando e rindo de coisas aleatórias, algumas, bem bobinhas.

- Então...Vai voltar pro clube? - Sayori pergunta.

 Faço uma careta com a pergunta dela. Ela vivia me pedindo pra eu voltar e etc, por mais que em todas as vezes, eu dissesse "não". Suspiro bem fundo e coloco minha mão no meu próprio rosto, exausta.

- Eu já te disse. Eu não vou voltar agora.
- Ugh. Tá, tá, desculpa. - Ela infla as bochechas.
- Tudo bem. Mas não fique implorando por isso sem parar, irrita. Quando eu quiser voltar, você será a primeira a saber. - Ela dá um sorriso.
- Ótimo.

*...*


- Então... - Sayori fala. - Te vejo mais tarde?
- Certo.
- Ok então. Até depois Aby.
- Até.

 Vejo-a subir as escadas pra ir pro clube. Quando a mesma some de minha visão, coloco meu casaco e saio da escola. O clima estava ainda mais frio do que hoje mais cedo, tanto que, ao sair, estremeci um pouco.

 Começo a andar em direção pra minha casa. Vários alunos passavam por mim em grandes grupos, conversando sobre vários assuntos que não me dei o trabalho de prestar atenção. Haviam também alguns adultos, falando em seus telefones e carregando maletas com várias folhas espalhadas, desorganizadas e amassadas.

 Ao chegar em casa, abro a porta e entro. No momento que coloco meu casaco no cabide, Aleksandr aparece com algo em sua boca.

- Oi amigão. O que é isso que está segurando?

 Ele me encara e larga o item no chão. Se tratava de um envelope, provavelmente de uma carta.

- Uma carta?

 Ela estava um pouco molhada com a baba do Aleksandr. Balanço ela pra baba escorrer e abro-a. A carta estava escrita com alguns garranchos, como se a pessoa tivesse escrito com muita pressa.

 Leio ela um pouco e me assusto. Tanto o conteúdo que estava nela como a caligrafia me surpreenderam ao ponto de gotas de suor escorrerem do meu rosto até meu pescoço.

 Era a letra da Natsuki.


Notas Finais


Merdas irão acontecer, aguardem ;)

Buh-bye~


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