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História Doll Factory - (SYNACKYFRERARD) - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


estou postando na medida que vou escrevendo, então me perdoem os erros. Eu reviso logo após postar porque sempre tem algo errado na formatação ou uns typos absurdos.

outro recado é: DEUS TÁ VENDO QUEM LÊ E NÃO COMENTA. Eis que todo post eu tenho um mínimo de 50 visualizações em alguns meses após postado e tipo 1 a 4 comentários em média. Adoraria o feedback de mais gente, mas entendo se vocês têm vergonha. Acho que é um carma porque eu também nunca comentava nas fics que eu lia, só no final quando eu não estava devorando capítulo por capítulo. Mas críticas são sempre bem vindas e muito construtivas! Não tenham vergonha de se manifestar, ok!?

Aliás, amo fazer novas amizades e quem quiser me seguir aí meu insta é @alydsouza. Adoraria saber quem são as pessoas que se deram ao trabalho de ler minhas histórias malucas há ~~~CHOQUE~~~~ dois anos. muaak

Capítulo 19 - Delapan Belas


 - Já fazem mais de três dias desde a última vez que ele falou comigo... O que aconteceu na sua viagem? Você precisa me contar...

Frank ainda não havia tocado em sua comida, pressionando para que Zack parasse de comer a sua e olhasse para ele.

-Frank, eu já te contei tudo... Tudo que aconteceu, detalhe por detalhe... literalmente tudo. Inclusive detalhes bem privados da minha noite com o meu cliente. Já nem sei mais o que te dizer...

Frank balançou a cabeça negativamente.

-Tem algo de errado,eu sei que tem. O Hennessey simplesmente desapareceu. Capuf. Nem um sinal de vida. Logo após vocês voltarem.

Zack agora pausou seu garfo no meio do caminho até sua boca, uma sobrancelha se levantando em questionamento.

-Você também não o viu desde então? Achei que ele só tinha sido colocado em outra escala.

- Não, Zack! Ninguém o vê desde que vocês voltaram de viagem. E desde aquela manhã ele não veio me ver.

Zack revirou os olhos em frustração. Era óbvio que a fábrica inteira sabia que ele e Getard tinham um caso. Assim como Josh tinha um caso com o Ryan e assim como Zack queria ter um caso com ambos. Mas Frank teria que ser muito inocente pra acreditar que não mencionar o nome de Gerard faria com que Brian não soubesse de quem ele está falando na transcrição de suas escutas.

-Olha, eu vejo seu ponto. Pode ser que tudo tenha uma razão, realmente. Acho que você deveria perguntar diretamente pra ele. - Zack respondeu de forma apaziguadora, finalizando seu filet e movendo a bandeja para o canto da mesa. - Eu acho que talvez você deva voltar a se focar no seu trabalho e deixar as coisas rolarem.

Frank bufou.

-Não consigo entender como você muda assim tão rápido? Em um dia você tem um pedaço de pau no seu quarto e no outro você tem uma estrela fictícia do lado do seu nome no quadro negro. Eu entendo que você está fazendo o melhor para se proteger, mas às vezes eu me pego pensando que talvez você extraia tanto prazer desse processo quanto os clientes.

Zack permaneceu em silêncio. Poderia optar por uma reação de ira e rejeição. Mas nada mudaria o fato de que Frank, de certa forma, não estava errado.

-Olha, eu não vou te dizer que não concordo com você. Mas também não vou me justificar. Você era eu antes de eu chegar aqui. Um trilhão de regalias e clientes VIPS. Você em algum momento também se corrompeu e tinha seus motivos. Se no final o que importa é sobreviver, por que não tirar proveito de tudo isso? Que os fins justifiquem os meios, Frank.

Frank o observou imóvel e mudo por alguns segundos, analisando o que Zack havia falado.

-Um dia você vai se cansar como eu me cansei, aí vamos estar novamente na mesma página. - ele respondeu, se apoiando em sua cadeira. - Mas não tiro seu mérito. Faça o que achar necessário para se sentir melhor.

Zack assentiu,sorrindo gentilmente.

-Até que você não é tão retardado quanto aparenta...-zack disse enquanto se levantava, uma mão encontrando as madeixas negra de Frank e bagunçando-as de forma infantil antes de deixar o refeitório.

Frank riu levemente de Zack, mas assim que seu colega de quarto desapareceu entre as portas um olhar de preocupação tomou conta do que ali estava.

 

 

~~''~~'

 

Zack entrou na sua sala designada para educação diversa I, não sabendo exatamente o que esperar dela.

Quando questionou Frank sobre o que se tratava, ele simplesmente respondeu “línguas, coisas aleatórias ou preferências”,e Zack foi deixado no recinto com um olhar de total confusão antes que pudesse questionar o que diabos ele queria dizer com aquilo.

Assim que encontrou a mesa com seu nome percebeu que enquanto caminhava em direção a ela inúmeros olhares voltaram para si.

Zack voltou alguns do olhares, sentando-se aflito, não entendendo o porque de ter chamado a atenção sendo que entrou na sala como todos os outros alunos entraram. Talvez ele estivesse na sala errada, ou talvez essas pessoas sabiam algo sobre ele que nem ele sabia.

-Bom dia, projetos. - Uma mulher alta disse à frente da sala, seus cabelos eram um tom avermelhado, brilhantes e longos. Sua pele era clara como flocos de neve e seus olhos eram tão verdes que refletiam como pérolas quando a luz batia neles. - Meu nome é Miranda e sou sua professora de educação diversa.

Toda a atenção da sala se virou para a mulher que agora escrevia seu nome no quadro.

-O objetivo dessa classe é que vocês escolham tópicos que lhes interessem. Talvez vocês tenham interesse em aprender uma língua nova, ou se aprofundar nas que já conhecem. Ou quem sabe talvez vocês queiram praticar alguma arte marcial ou estudar sobre filmes, atuação, escrita. O mundo é amplo para vocês escolherem o que bem entenderem, de acordo com o que tem paixão ou aptidão.

Zack parecia surpreso, mais do que os outros ali presentes.

-O meu trabalho é fazer com que vocês escolham de uma a duas opções das que lhes ofereceremos, e vocês em troca terão que reportar seu avanço semanalmente para mim. O objetivo ao final desse curso é que vocês alcancem proficiência em uma das áreas que optaram, angariando mais conhecimentos e dons.

Zack estava positivamente encantado com a possibilidade, ansioso para ver as listas de opções disponíveis.

A orientadora passou de fileira em fileira, entregando uma apostila para cada um dos projetos, cada um com seu nome escrito na frente e número referente ao seu cadastro na fábrica. Zack finalmente recebeu o seu, agradecendo a orientadora.

-Você é o famigerado Zack Baker então... - ela disse, sorrindo. - Ouvi falar bastante de você.

Zack a observou em confusão.

-Famigerado?

Ela riu, piscando brevemente em sua direção antes de voltar para o centro da sala.

-Vocês têm a totalidade dessa aula de uma hora para tomar suas decisões e apontar duas opções. Vocês são livres para dialogar uns com os outros para talvez tentar participar das mesmas aulas. Peço que permaneçam aqui até o alarme. Obrigada.

Zack abriu sua apostila o mais rápido que pôde, encontrando na primeira página um sumário em ordem alfabética. O sumário em questão tomava conta de nada mais nada menos que 10 páginas de frente e verso.

-Incrível – Zack pensou em voz alta,surpreso quando uma cadeira foi puxada ao seu lado.Ryan apoiou sua própria apostila sobre a mesa, folhando casualmente.

-Algo que te interessa? E a maior pergunta é... de onde eles tiram profissionais pra nos ensinarem tudo isso? - Ryan questionou, ambas as mãos no ar em dúvida.

-Eu estava me perguntando a mesma coisa... - Zack disse, estupefato. -Pense, como esses profissionais têm acesso à fábrica sem colocar em risco?

-Aparentemente é um negócio muito maior do que imaginamos... Só de analisar o local de encontro com os clientes... - Ryan disse – Uma equipe inteira. Hotelaria e restaurante. Como é possível que nenhuma dessas pessoas tenha conhecimento ou tenha feito alguma queixa?

Zack concordou, tentando achar uma forma de explicar o questionamento.

-Talvez essa organização vá muito mais longe do que imaginamos...

-Com certeza – Ryan respondeu. - Os vetaranos que conversei me disseram que já pegaram inúmeros clientes influentes. Políticos, pessoas famosas e até mesmo lideres de organizações religiosas...

Os olhos de Zack se arregalaram em surpresa.

-Tipo quem?

Ryan riu.

-Se eles disessem os nomes nem estariam mais vivos para contar história. Essa é a regra número um da fábrica. Tudo é confidencial. Se qualquer um desses grandes nomes forem ligados à esquema de tráfico humano, suas vidas e carreiras seriam imediatamente destruídas. Esse sistema move milhões de doláres justamente por isso.

Zack assentiu, se sentindo uma pequena formiga em um sistema muito maior do que poderia imaginar.

-Mas nosso recruiter comanda tudo isso? - Zack questionou.

Ryan riu novamente.

-Você precisa ser mais observador, Zack... - Ryan disse, apertando uma das bochechas do menor quando ele corou, envergonhado por estar tão perdido no que parece tão óbvio. -O Brian é uma peça mínima de todo esse esquema. Ele provavelmente responde a alguém também. E quem quer que esse ou esses alguém sejam, nós jamais descobriremos ou vamos ver seus rostos. Todos nós somos marionetes de várias pessoas  muito poderesas.

Zack observou ao seu redor, os inúmeros projetos sentados, conversando casualmente e decidindo que matérias gostariam de aprender. Sentiu-se rapidamente sufocado, como se uma onda de razão passasse rapidamente por si.

-Eu sei.... É difícil de encarar todas essas ideias no começo. Mas em breve você se acostuma... Quer dizer, boatos de que você já se acostumou um pouco e não tem deixado a desejar. - Ryan disse, seus olhos encontrando os de Zack.

-O que você ouviu de mim? - ele questionou, genuinamente curioso.

-As paredes falam aqui. Não há nada que fique encoberto por muito tempo, principalmente quando se trata de projetos que tem a atenção dos superiores. Sua taxa de aprovação percorreu rapidamente a fábrica. Eu já fiz duas missões e até agora estou longe de ter um cliente VIP de acordo com minhas avaliações. E olha que nem sou muito apegado ao constrangimento. Fui eu mesmo. Encarei como se fosse um cara qualquer que eu senti atração em uma noitada.

Zack concordou.

-Tentei fazer o mesmo... Não foi a primeira vez que transei com um desconhecido... Mas ainda sim é bizarro a gente se soltar completamente em uma situação dessas.

-Sim... - Ryan concordou- E é por esse motivo que talvez possamos ir longe. Eu não sei quanto a você, mas não quero ser parte do grupo que vive o pão que o diabo amassou aqui. Entre ser um escravo com regalias e ser um escravo que passa 10 dias na solitária, prefiro ser um escravo com regalias.

-Eles colocam projetos em solitárias?

Ryan fez que sim com a cabeça, voltando a folhar suas matérias.

-E essa é provavelmente uma das punições mais amenas... - ele disse, parando em uma folha específica. - Olha só! Italiano, sempre quis aprender.

Zack se forçou a sair de seus devaneios, observando a página que Ryan apontava.

-Minha família é italiana. Eu sei grandes nadas, infelizmente...

Ryan riu.

-Talvez a gente possa fazer essas aulas juntos. O que mais você tem em mente?

Zack o observou de canto de olho enquanto focava nas linhas a frente de si. Um sorriso jovial estava estampado no rosto do projeto, aparentemente feliz com as opções que via.

-Sempre quis aprender uma arte marcial. - respondeu educadamente.

-Que ótimo, porque a lista é interminável. O que você pensou? Jiu jitsu? Judô? Muay Thai?

Zack se focou nas linhas diante de si, se aproximando de Ryan para ler com mais clareza.

Se recordou da aula do professor Magnus, e como da primeira vez, o cheiro intoxicante do projeto invadiu suas narinas, alguns pêlos de seu braço se levantando com o contato.

Ryan aproveitou o momento, e ao invés de se afastar de Zack, simplesmente permaneceu na mesma posição, forçando Zack a se aproximar o máximo possível para ler a página.

Zack suprimiu um sorriso, apreciando a sensação que o flerte dava ao seu corpo toda vez que se aproximava de um homem que chama sua atenção. Quase que de forma involuntária sentiu como se todos seus órgãos se aglomerassem no topo de seu peito, deixando o ar mais denso e o seu pulso acelerado.

-Hmmm... Pensei em algo mais... Defensivo. - Zack disse, um de seus dedos parando abruptamente sobre um dos nomes da lista. - Como isso...

A respiração de Ryan em sua nuca o distraiu novamente, fazendo com que fechasse os olhos levemente, sem o outro perceber, tentando conter sua atração.

-Taekwondo? - ele questionou, parecendo tirar prazer das reações que extraia de Zack.

-Sim... - ele disse, quase perdendo total interesse na conversação que estavam tendo, ao invés disso sua atenção se voltou a mão de Ryan, que agora cobria a sua. Ryan fez sua mão deslizar mais para baixo da lista, parando o dedo de Zack sobre outro nome.

-Que tal Krav maga? - ele perguntou, deixando sua mão no mesmo local.

Zack assentiu, sem se movimentar, deixando que Ryan permanecesse ali.

-Ótimo. Agora quanto ao italiano. O que acha de escolhermos essa aula de gastronomia com um professor italiano? Quem sabe a gente consiga roubar aulas de italiano entre as receitas sem ele nem perceber, matamos 3 coelhos com uma cajadada só. Gastronomia, italiano e Krav Maga.

Zack riu, concordando com a ideia, inclusive achando-a bem interessante.

-Acho que chegamos a uma decisão...

Ryan sorriu, removendo a mão de cima da mão de Zack e se afastando dele para escrever as decisões em sua folha, e na folha de Zack.

Em seguida se levantou e caminhou lentamente em direção à orientadora à frente da sala.

Zack observou enquanto o loiro a entregava as folhas com um enorme sorriso postado em seu rosto, sempre charmoso e galanteador.

Miranda recebeu as folhas e o agradeceu, retribuindo o sorriso.

Zack continuou a observâ-lo enquanto voltava em direção à suas mesas, permanecendo em silêncio assim que o outro sentou novamente em seu próprio lugar, um último sorriso direcionado à Zack.   



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