História Doll Factory - (SYNACKYFRERARD) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold, My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Lovexhate, Mercadonegro, Prostituição, Sequestro, Synacky
Visualizações 57
Palavras 2.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - .Capítulo 7.


Zack encostou a cabeça na parede atrás de si, a temperatura baixa do mármore marcando suas costas.

Suas pernas já estavam adormecidas pelo tempo em que passou sentado sobre elas, observando Frank arrancar páginas e mais páginas dos livros que havia emprestado na biblioteca e logo após escrever pelo menos em dez delas com um lápis de olho que guardava em sua escrivaninha.

Quando o menor finalmente terminou, e após muito protesto sobre a necessidade de arrancar todas aquelas malditas páginas de seus livros prediletos, Zack aceitou de bom grado a narrativa escrita em cada pedaço em branco dos papéis.

A letra de Frank poderia facilmente ser confundida com a de uma criança analfabeta no jardim de infância, porém Zack se esforçou ao máximo para compreender cada uma das palavras ali descritas.

Após aproximadamente 15 minutos de leitura Zack abaixou as folhas, observando Frank com cautela.

O rosto de Frank sempre lhe remeteu a algum tipo de conforto inexplicável, como se houvesse tido uma amizade com ele no passado, ou como se conhecessem há anos, porém naquele momento seus olhos castanhos esverdeados quase perfuravam os verdes de Zack, que procurava por qualquer palavra do seu vocabulário.

Ao final da narrativa Frank escreveu “não comente nada sobre, só escreva”, mas tudo que Zack mais queria era ficar em silêncio, nem se quer descrever através do papel o que estava sentindo.

Na enorme narrativa de Frank, Zack pôde extrair alguns fatos que simplesmente aniquilaram qualquer sensação de esperança que ainda restava em seu coração.

Número 1 – Johnny e Zack são pessoas tão similares que isso o assustava tremendamente.

Número 2 – Zack, assim como Johnny, achava que seria impossível não existir uma brecha, uma chance, por menor que fosse, de conseguirem escapar.

Número 3 – Johnny foi executado. Da forma mais cruel e dolorosa possível.

Número 4 – Frank tinha toda a razão de ser como ele era.

Zack contemplou as folhas por mais alguns minutos quando Frank puxou novamente uma folha, escrevendo rapidamente nela.

“Agora você acredita em mim?”

Zack concordou em silêncio, sua cabeça movendo de cima para baixo roboticamente.

Seus dedos alcançaram o lápis, puxando o papel novamente para si.

“Preciso de um tempo”.

Zack levantou lentamente, deixando as folhas espalhadas sobre o chão enquanto caminhava até sua cama.

Uma vez que sua cabeça se aconchegou no travesseiro seus olhos se fecharam rapidamente, embalando-o em um sono profundo.

Quando o relógio estava prestes a atingir as 4 da manhã, Zack acordou com sua cama inteira molhada, o suor de seu corpo fazendo com que suas roupas ficassem ensopadas. Sua cabeça estava tão quente que mal conseguia engolir saliva e seus olhos procuravam na escuridão alguma sombra que pudesse demonstrar que ainda estava vivo.

O motivo de ter acordado fora um pesadelo tão perturbador que Zack se questionava se ainda estava sonhando, ou se aquela era a realidade.

Suas pernas se lançaram para fora da cama, e em uma tentativa falha de alcançar a porta, Zack tropeçou sobre algo e caiu direto ao chão, cotovelos fincados na madeira, membros inferiores adormecidos.

Murmurou uma, duas , três vezes coisas incoerentes, um enjoo atingindo a boca de seu estômago enquanto rastejava lentamente no escuro, a procura de qualquer coisa a que pudesse se segurar.

Quando seus dedos encontraram uma pequena fresta de luz, quase inexistente, vindas da fresta da porta, Zack lutou com o sono que voltava a provocar suas pálpebras para que se fechassem.

Ainda se rastejando Zack lutou contra o torpor de sua mente, o escuro transformando tudo em algo ainda mais surreal. Uma vez que alcançou a luz debaixo da fresta encontrou duas sombras, que mais tarde reconheceu como possíveis passos no corredor.

-eu nunca vou conseguir sair daqui... – ele repetiu os murmúrios novamente, inúmeras vezes, imagens de seu passado em sua cabeça. A briga que teve com seus pais antes de sair de Huntington, a bronca que Matt havia lhe dado no hotel por não dar mais valor a sua vida por alguém que nem merecia, o último beijo que ele e Jamie haviam trocado. – eu nunca.... nunca.. – repetiu exaustivamente, até que o sono o embalou novamente, registros de seu pesadelo ainda marcados na memória.

 

~~’’~~’’~~

-Zack... – Frank o chacoalhou inúmeras vezes até que finalmente encontrou seus olhos abertos. – Acorda. Você tá bem?

Zack o observou em confusão, sua feição contemplava nada além da mais genuína preocupação.

-o que aconteceu? – ele perguntou, observando ao seu redor para perceber que não estava em sua cama, e sim no chão do quarto, esgueirado na porta em posição fetal.

-Eu acordei e te encontrei aqui no chão. Você passou mal?

Zack levantou a cabeça lentamente, observando Frank em confusão.

-Eu achei que fosse tudo um sonho. Eu levantei. Cai. E vim até aqui.. Mas tinha alguém por detrás da porta. – ele disse, esfregando os olhos, que ardiam como se fossem pular de suas órbitas.

-Você não parece nada bem... Você está branco como papel. Eu achei que você estava morto, sério. – Frank disse, uma mão sobre a cabeça em uma mistura de desespero e alívio.

Frank o ajudou a se levantar, encaminhando-o até sua cama para que se sentasse.

-Eu lembro de ter tido um pesadelo só... Com você, e comigo. E com o alguém que era o Johnny. Ele morria na nossa frente, e depois você e por último fui eu. Eu achei que estivesse morto.... – Zack disse baixo, observando Frank.

-Eu não deveria ter te contado nada. – Frank disse, colocando a mão sobre sua testa. – Você parece que vai explodir de tão quente. Vou chamar alguém. Você precisa de um médico.

Zack assentiu por mera conveniência, nem se dando ao trabalho de processar o significado das palavras.

~~’’~~’’~~

Após exatas 36 horas internado Zack foi finalmente liberado de volta para seu setor de treinamento.

Sentia-se fisicamente mais disposto e forte, andando naturalmente e com a temperatura corporal estável, porém sua mente estava morta. Todos os pensamentos que anteriormente cruzavam como foguetes agora estavam silenciosos, adormecidos.

Caminhou até seu quarto lentamente, seu braço ainda dolorido das inúmeras agulhas que tentaram encontrar sua veia,  de tão desidratado que estava quando entrou para ser internado.

Nessas 36 horas Zack só pensou em somente uma coisa. Seu pesadelo. Tudo parecia tão real que a mera lembrança trazia arrepios à sua espinha.

Nos segundos finais, Zack se recordava de ver um único rosto. O rosto de seu recruiter. Os olhos negros de Brian o observavam como se não existisse nem um resquício de piedade em sua alma.

Com um golpe certeiro de um homem sem rosto, a cabeça de Frank explodiu em milhões de pedaços a sua frente, exatamente como Frank havia descrito que havia visto acontecer com Johnny nas folhas dos livros há 36 horas atrás.

Quando estava prestes a acordar, Brian estava com o tubo de ferro em mãos, o mesmo tubo que Frank havia descrito ter sido utilizado em Johnny. Em seus relatos, eis que este era o mesmo tubo que Johnny e Frank haviam utilizado para trancar as saídas e soar o alarme no dia que planejaram escapar. E com um movimento rápido e certeiro, sua própria cabeça foi atingida, caindo no chão sem vida para acordar novamente em sua cama, em outro pesadelo mais realista.

Uma vez que alcançou seu quarto ouviu Hennessey se despedindo, não encontrando forças suficientes ou se quer vontade para respondê-lo.

Assim que abriu a porta de seu quarto encontrou Frank, porém este, diferentemente do que esperava, não estava sozinho.

~~’’~~

-Você pode largar essa porra desse livro e olhar pra mim?

Frank ignorou, fixando seus olhos nas linhas do livro por mais que estas nem fizessem sentido mais.

-Frank. Eu tô falando bem sério. – Gerard disse, sua voz tão baixa porém tão potente que Frank questionou por alguns segundos se deveria só obedecer.

Em questão de segundos o maior cruzou o quarto, suas mãos encontrando o livro e o arremessando longe, onde planou e derrubou centenas de outras coisas que se encontravam sobre a mesa.

Frank levantou em um único ato, empurrando o maior, tão furioso que suas bochechas se incendiaram.

-O que você falou para o Zack? – Gerard perguntou assim que encontrou equilíbrio novamente, seu olhar tão cheio de ira quanto o de Frank. – O que você escreveu naquelas porras daquelas páginas?

Frank novamente o ignorou, caminhando até a gaveta da escrivaninha e puxando as folhas dali, as escritas que haviam anteriormente sendo meramente borrões pretos nos cantos das páginas.

-Entrega para o teu patrão! Ele não é tão genial? Talvez ele desvende.

Gerard puxou as folhas da mão do menor, rasgando-as em mil pedaços antes de jogar no chão.

-Pare de me testar. – Gerard disse. –o que você escreveu na porra das folhas? O que você contou para o Zack?

Frank o observou longamente, sua atenção sendo chamada para o fio preto que sempre se encontrava sobre sua camiseta, porém dessa vez a luz vermelha do aparelho encontrava-se desligada.

-Por que você desligou sua escuta? – Frank perguntou, puxando o fio em sua direção para verificar o aparelho.

-Quem faz as perguntas sou eu, Frank. Eu preciso que você me conte o que você fez! A sua escuta também está desligada. Fale agora antes que o Zack chegue aqui. Que porra foi que você contou para ele? O que vocês tão planejando?

Frank se enfureceu ainda mais, empurrando o peito de Gerard bruscamente.

-Eu não falei nada que ele não merecesse saber. Eu contei tudo! Tudo do Johnny. Tudo do nosso plano. Tudo que podia contar. Eu sabia que ele estava planejando coisas ruins, Gerard. – Ele berrou, se irritando quando o outro mencionou para que ele falasse baixo – Eu não quero saber. Eu vou gritar e vou falar tudo que eu quiser! Eles podem impedir a gente de sair daqui, mas não vou mais dizer amém pra tudo. – frank continuou a gritar, tentando se desvencilhar de Gerard quando esse puxou os punhos que voavam no ar efusivamente.

Gerard lutou com as mãos de Frank enquanto esse continuava seu monólogo, sua própria ira se sobressaindo na forma como agarrava os pulsos do menor.

-Você falou algo de mim, Frank? – Gerard disse em um tom rígido, seu olhar cauteloso – Você disse que eu participei do plano?

Frank conseguiu se livrar das mãos do maior.

-NÃO, GERARD. Não se preocupe! Você está são e salvo com seu patrãozinho! Pode continuar se preocupando só com você. Você está fora da zona de perigo. – Frank berrou, observando Gerard ficar cada vez mais vermelho.

-Você nunca vai entender, não é, Frank? – Gerard disse tão alto quanto o menor – Eu não me importo comigo, eu me importo COM VOCÊ. É por você que eu não confronto ele ainda, e é POR VOCÊ que eu estou sendo paciente até o dia que realmente a gente possa fazer algo. Até lá você precisa se manter VIVO, e eu estou tentando fazer com que isso aconteça, mas você não colabora! A gente não pode se precipitar de novo, você não entende isso? Você não entende que tudo que eu mais quero é sair daqui com você?

Frank arregalou os olhos assim que a última palavra saiu da boca de Gerard, sua surpresa tão evidente fez o outro calar-se momentaneamente. Gerard encostou as mãos em sua própria cabeça, que olhar questionando o que se passava na mente de Frank. Suas mãos se soltaram ao redor de seu quadril, como se toda energia de seu corpo tivesse sido drenada.

- Eu só quero sair daqui com você. – Gerard repetiu, dessa vez baixo, seus olhos fixos nos de Frank. –Eu preciso de você. Preciso que coopere. Se ele souber de nós dois já era qualquer chance de um dia escaparmos daqui.

A feição de Frank se aliviou progressivamente, até que seus olhos se encheram de lágrimas.

Seus braços se enlaçaram no pescoço do mais alto, seu calcanhar deixando o chão levemente enquanto permanecia na ponta dos pés para encontrar os lábios do mais velho.

Dessa vez ao invés de ser empurrado, os braços de Gerard encontraram sua cintura, puxando-o para perto, seu corpo grudado no do menor enquanto deixava que Frank invadisse sua boca.

Os lábios do menor dançaram fervorosamente sobre os seus, a pressão que Frank fazia tirava o ar de seus pulmões, deixando pouco espaço para sua respiração ou seu raciocínio.

Suas mãos encontraram as madeixas negras do menor, empurrando-as em sua direção, aprofundando o beijo cada vez mais.

Um barulho foi ouvido pelos dois, que rapidamente se separaram um do outro, as bocas vermelhas pela fricção e ambas feições absolutamente aterrorizadas para descobrir quem se encontrava na porta.

Zack encontrou o olhar de Frank, e logo após o olhar de Gerard. Suas sobrancelhas se expandiram em sua testa sutilmente, antes de virar as costas e fechá-la novamente, deixando um Frank e um Gerard absolutamente confusos do outro lado do recinto. 


Notas Finais


Me perdoooeeem a demooora! Minha vida tá caótica. Alguém aí ainda???


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