História Dollhouse: Bughead - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Riverdale
Tags Bughead, Bullying, Choni, Depressão, Riverdale, Sprousehart, Varchie
Visualizações 340
Palavras 925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Serpentes💗💗
SOMOS 70 FAVORITOS😱❤❤
Muito obrigada a todos os que comentam textos carinhosos para mim😍
Vamos ao capítulo? 💞

Capítulo 11 - Capítulo X: Bullying, Desabafos.


Fanfic / Fanfiction Dollhouse: Bughead - Capítulo 11 - Capítulo X: Bullying, Desabafos.

Point On View - Elizabeth Cooper

A aula do professor Alaric estava a ser a maior seca de sempre. Ele rabiscava qualquer coisa no quadro enquanto a turma inteira atirava aviões de papel, bolas de borracha e lápis pelo ar. O homem barbudo não queria saber se alguem perturbava a aula, ele estava simplesmente a borrifar-se. Peguei em meu caderno de desenho, eu adorava desenhar mas ninguém sabia. Era a melhor maneira de expressar o que eu sentia dentro de mim, deitar tudo para fora. Para muitos, a solução é um diário mas me desconforta saber que minha vida está escrita e que qualquer um pode ler. Os desenhos são mais difíceis de decifrar, como as pinturas dos pintores, pouca gente entende o significado de tantos rabiscos "ao calhas". Observei a turma, que se demonstrava instável. Archie Andrews beijava, não, engolia a Veronica. Cheryl e Toni Topaz gargalhavam entre elas. Reggie atirava qualquer coisa pelo ar junto com Chuck. Os meus olhos seguiram as pequenas bolas de papel com cuspo, iam dar ao Jughead. Uma raiva incontrolável percorreu pelos meus ossos. 

- Aberração - insultava a rir o Reggie - Não dizes nada estranhead? Esquesitead?

- Duvido que fale a nossa língua - criticou o Chuck.

- Deve falar uma língua de aberrações ou sei lá...aquele monstro estranho...como se chamava Chuck? - dramatizou Reggie.

Jughead permanecia quieto, olhando para o professor e tentado ignorar os comentários insultuosos vindos da mesa detrás. Apertei meu punho com força até as unhas cravarem a minha pele. Os olhos do Jug começaram a ficar vermelhos, eu conhecia aquele vermelho, ele estava a impedir as lágrimas de sair. Fechou os seus olhos com força e ficou assim durante um tempo, foda-se, eu não podia fazer nada para ajudar, sou uma merda. 

- Vais chorar Jugheadzinho? - zoou Chuck - Fraco.

Entretanto as aulas passaram a correr, quando dei conta já era hora de ir para casa. A Cheryl e a Veronica encheram meu saco o dia inteiro, me criticando por ser amiga de "um nada como Jughead Jones" e tentando me juntar com outros garotos da escola, com medo de que eu me tivesse a apaixonar por "lixo". Como elas conseguiam rebaixar alguém assim? Elas e a escola inteira? Dizer tal coisa na cara da pessoa? Como se isso não os magoa-se? 

Caminhava apressada para fora da escola, não queria me cruzar com alguém, a não ser que esse alguém fosse Jug. Queria saber se ele estava bem. Porque tinha esta enorme e chata preocupação com ele? Ouvi passos. Olhei para trás mas não vi ninguém. Ali estava. Do outro lado da estrada, Jughead caminhava ainda mais apressado que eu. Seu rosto estava meio encharcado, ele havia chorado. Senti um aperto enorme, ver ele assim me magoava tanto. Corri até ao outro lado da rua, sem pensar.

- Olá Jug. Tudo bem? - disse assim que cheguei perto dele. Ele limpou a cara com rapidez e sorriu para mim.

- Sim, claro. Porque não havia de estar? E tu? - respondeu ainda sorrindo, se não o tivesse visto eu acreditaria nessa história.

- Porque eles fazem isso com você? - perguntei, indo direta ao assunto, ele me olhou surpreso.

- O-o que? - gaguejou me olhando.

- Foi por isso que te ias atirar? - continuei perguntando - Eles fazem isso à muito tempo? - ele parecia assustado, merda. Porque sou assim? - D-desculpa. 

- Não tem problema - respondeu - Acho que nunca chegámos a falar sobre o pinhasco. 

- É... - ele olhou para seus próprios pés e me senti mal por ele - Desculpa ser tão idiota, compreendo se não queiras contar.

- Não, não és idiota - respondeu. Se dez silêncio durante algum tempo - Porque sou fraco. Eles fazem isso comigo porque sou fácil - ele sentou num banco de jardim e eu sentei ao seu lado, parece que iamos falar sobre o pinhasco - E foi um dos motivos pelo qual eu estava lá.

- Nunca contaste aos teus pais sobre isso? - questionei e ele desviou seus olhos dos meus.

- Matei minha mãe e meu pai não quer saber de mim - respondeu sem qualquer emoção. Porque ele fazia isso?

- M-mataste a tua m-mãe?! - perguntei preocupada.

- Ela morreu quando me deu à luz.

- Jug...lamento imenso - fiz uma pausa - Tu não tens culpa...isso - ele me interrompeu.

- Eu não quero falar sobre isso - respondeu sendo grosso - O que quer que saia da tua boca não me vai ajudar a sentir melhor Betty.

Por alguma razão, aquelas palavras entraram em mim como um foguetão cheio de explosivos. Porque me afetou tanto? Merda. Sou frágil. Senti uma ardência nos meus olhos, as lágrimas queriam sair e eu as deixei. Me senti fraca como uma folha no meio de um tiroteio e suas palavras atingiram em mim como uma faca. Levantei daquele banco de jardim e caminhei apressadamente para casa, só queria fugir dali o mais rapidamente possível. Ouvi Jughead chamar por mim milionesimas vezes. Que porra se passava comigo? Porque estava a ser tão infantil? E foi então que a minha cabeça explodiu de memórias da minha vida inteira. O quanto minha adolescencia foi uma merda, o quanto eu era uma merda. Lembrei de cada tapa que minha mãe me dava, dos insultos e de como meu pai me batia diversas vezes. O quanto minha vida escolar era falsa e estava rodeada de pessoas de plástico. Mas eu também era uma dessas bonecas. Eu não queria ser mais essa boneca. Sem dar conta, meu corpo me guiou até à ponta do pinhasco, daquele pinhasco. 


Notas Finais


Vocês vão pirar com o próximo capítulo. 😱😍❤
Acham que Betty vai saltar? Irá sobreviver?
Beijinhos e sejam felizes❤❤

Pessoal, o suicídio não é solução! Nunca tente se suicidar! Você é incrível e lindo/a como é! Não mude por ninguém!💞💗


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...