História Dollhouse - Bughead - Capítulo 2


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Categorias Riverdale
Tags Bughead, Bullying, Choni, Depressão, Riverdale, Sprousehart, Varchie
Visualizações 105
Palavras 1.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá Olá fãs de bughead❤
Muito, muito obrigada pelos favoritos e pelos comentários, estou muito feliz por vocês estarem a gostar desta fanfic!
Peço que não parem de comentar pois isso iria me desmotivar muito, sem mais demoras vamos ler o verdadeiro primeiro capítulo🍒

Capítulo 2 - Capítulo I: Esquisito Para Todos


Fanfic / Fanfiction Dollhouse - Bughead - Capítulo 2 - Capítulo I: Esquisito Para Todos

Point On View - Jughead Jones

Sabe quando se perde a sensibilidade? A vida passa no automatico e os dias se esvaem pelos seus dedos de forma fria e ríspida? Quando a alma está vazia de qualquer sentimento bom, e um buraco enorme arde em seu peito? Nada consegue amenizar... Sabe quando já não dói mais? O vazio é tão grande que nada dói, são sempre feridas abertas e anestesiadas, paradas.
Minha vida esta assim, minha alma esta assim, eu sinto que me perco a cada dia que passa, eu me afundo mais. Essa vida é mesmo sem sentido, você vive pra fazer os outros felizes, você se doa e nada em troca recebe. Ou será que o problema sou eu e minha dificuldade em ser feliz? Pessoas entram e saem, eu simplesmente não consigo mante-las a mim, há um bloqueio, um muro que me impede de ser feliz de verdade. Eu sei, estou novo demais para dizer algo assim, mas eu não consigo me lembrar de algum momento da minha vida onde eu estive feliz e realizad. É sempre assim, tristeza atrás de tristeza. E aos que dirão "Tem gente pior que você", experimentem a solidão, a angústia, o fracasso e o bullying, e então vocês vão entender o que eu quero dizer quando me expresso dessa maneira.

O sol penetrava a janela do meu quarto me lembrando que um longo dia me espera. Tentei arranjar coragem suficiente para pôr pelo menos um pé no chão, parecia impossível mas lá consegui meter os dois. Preparava-me psicologicamente para as piadas e insultos que iria ouvir sobre mim. O que acho engraçado é que não têm motivos para isso, o facto de eu ser eu já é piada para eles. Visto uma roupa simples que não chame muito a atenção, odeio atenção. Pego nas minhas coisas e vou para a escola sem nem ao menos comer. Não como em casa por uma razão: o meu pai bêbado, não estou para o aturar a estas horas da manhã. Vou a caminhar até à escola e não deixo de pensar na garota do dia anterior, no seu sorriso e nos seus olhos azuis como o céu. Talvez fosse lá onde ela pertencesse, no céu, como ela desejava interiormente na ponta do pinhasco. Talvez como eu, ela odiasse o mundo e sentisse que não pertencia aqui. Sempre fui uma pessoa que se apaixona facilmente, como por exemplo, no primeiro ano quando me apaixonei por Toni Topaz só porque sorriu para mim ou pela Cheryl Blossom no ano asseguir porque pensei que me insultava só por me amar, o engraçado é que agora aquelas duas namoram. E acho que aconteceu denovo. Sinto os mesmos pensamentos idiotas apaixonados pela Betty Cooper. Sei lá, senti que ela me compreendia e que tinhamos algo em comum: uma tristeza escura e profunda. Além daqueles par de olhos que me aqueceram logo no momento em que a vi a preparar-se para saltar. 

Quando reparei já tinha chegado ao inferno a que todos chamam de escola. Como faltavam ainda apenas 5 minutos para a aula começar e já deviam estar todos os alunos à frente da porta, decidi dar uma volta pela escola e só quando o sinal batesse ir para lá, não queria aturar aqueles idiotas. Esses minutos passaram num instante e quando dei por mim estava a ser chamado de esquisito pelo Archie Andrews, um idiota de um jogador do time da escola.

- Usas sempre essa touca Jugheadzinho - gargalhou ele. Eu estava atualmente sentado na minha mesa solitária do fundão da sala, adivinha quem sentava na minha frente? Aquele imbecil do ruivo.

- Deve ser para esconder os piolhos - gritou do outro lado da sala Veronica Lodge, sua namorada super irritante provocando risos da turma inteira.

- Não façam isso com ele! - implorou dramático o Reggie, melhor amigo do ruivo e tinha as minhas suspeitas de que ele e a Veronica andavam a trair o Archie - Ele ainda se tenta suicidar outra vez!

Além do dia anterior, já havia tentado cometer o suicídio. Lembro-me bem, eu tinha engolido um frasco inteiro de comprimidos diferentes mas o meu pai levou-me para o hospital assim que me viu desacordado no chão. Pelo que parece, desde esse dia, a notícia espalhou-se por toda a escola e agora tornou-se mais um motivo pelo qual adoram gozar comigo. Já me acostumei a tudo isto mas era tão bom que parasse, magoa imenso ouvir isto todos os dias, ainda pior quando decidem me empurrar contra os cacifos. 

- Bom dia alunos, quero todos atentos nesta aula, é importante - avisou o professor assim que entrou na sala de aula. 

Todos assentiram e calaram as bocas enormes. Olhei para o lado e vi uma cadeira vazia, Betty Cooper. Teria ela voltado para o pinhasco e resolver atirar-se de lá? E se naquele preciso momento já estivesse morta? O medo me consumiu e transformou-se em ansiadade quando ouvi duas batidas serem depositadas na porta da sala, seria ela? Assim que o professor abriu a porta eu dei um suspiro enorme, que alívio, era ela! Não pude deixar de escapar um sorriso só de ver o maravilhoso rosto dela. 

- Desculpe o atraso professor - lamentou e logo asseguir deixou cair os livros no chão, provocando imensas risadas do resto da turma. Era sempre assim, sem maturidade nenhuma, riam-se só de ver uns livrinhos cairem no chão, infantilidades. Comecei a deitar cair os meus também, de propósito, preferia que rissem de mim do que dela. E assim o fizeram, comentários como "idiota, trapalhão" poderam ser ouvidos mas eu pouco me importava naquele momento. Ela sorrio de leve para mim, como se agradecesse por o que fiz. Sentou-se na mesa ao lado da minha e meteu os seus materiais em cima da mesa.

- Calados! - gritou o professor - Eu falei que esta aula seria importante, devido ao vosso comportamento irão todos fazer trabalhos de grupo! - se ouviu resmungos, palavrões e indiretas para o professor - Calados! Vocês podem escolher os pares, não tenho paciência para escolher agora. Têm até amanhã para me dizer com quem vão fazer o trabalho - um sorriso se estendeu no meu rosto. Era uma ótima oportunidade para me aproximar da Betty.

- Posso ficar com a Betty Cooper? - perguntei ao professor e logo senti ela a olhar para mim de uma maneira estranha, como se estivesse apavorada.

- Vocês decidem, façam os grupos e me falem amanhã. O trabalho é sobre a página 156 e 157 do vosso manual.

- Fazes comigo Cooper? - questionei baixinho para ela ouvir. Ela não me olhou sequer, apenas disse "Não, desculpa". Estava confirmado, também era um esquisito para ela. Fechei meus olhos com força, merda de lágrimas que ameaçavam cair. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e não se preocupem que logo logo a Betty falará mais com o Jug, neste momento ela está com vergonha por ele a ter impedido de suicidar (como deu para ver). Também terá caps em que a Betty irá narrar e irão conhecer mais a tristeza dela!
I love you guys, até ao próximo capítulo! ❤


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