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História Dollhouse - Capítulo 5


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Notas do Autor


Lalalalalalalalalala finalmente!

Capítulo 5 - O5 - V (cinco)


❝ Cause we could be immortals
Immortals
Just not for long for long
And live with me forever now...❞



O dia do aniversário do Allison foi... estranho. Ele ficou triste e feliz ao mesmo tempo ao ver a mãe quando acordou. Os dois nunca tiveram um momento feliz só para eles.

Para mim, o dia foi um inferno. Além do improvável calor que estava fazendo, eu tinha de ficar do lado daquela pessoa o tempo todo! Tomara que o dia tenha valido a pena para o meu irmão, pois foi horrível.

No dia seguinte, eu havia marcado de me encontrar com o Adrien no Puzzles, o café que a gente sempre ia em grupo com a Alya, o Nino e o Luka, mas nós iríamos sozinhos.

— Oi. Vamos conversar? — perguntei, meio insegura.

— Vamos. — respondeu. — Então você é a Ladyb... — Estávamos em um lugar público, ele realmente não sabia como falar. — banana?

— Sério? Ladybanana? As pessoas têm muito mais o que fazer além de ouvir a conversa dos outros. Sem contar que à esse horário, quem vem aqui são pessoas que vão um desabafar com o outro, como nós, estão lendo um livro ou são um casal qualquer que quer curtir um ao outro!

— Muito bem... então você é a Ladybug?

— O que você acha? Você me viu desmaiada me transformando.

— E sobre o que exatamente vamos falar?

— Eu quero desabafar sobre a vida dupla... é algo complicado. Quase ninguém entende, quase. Por isso, muitos pensam que eu não tenho vida além da roupa de joaninha, que eu sou perfeita... para falar a verdade, eu fico aliviada que você sabe minha identidade. Meu mestre não entende muito de problemas adolescentes, e eu queria muito mesmo falar com um ser humano sobre isso.

— Eu nunca achei a Ladybug perfeita. Você é incrível, talentosa e esperta, mas perfeita... ninguém é. — Ao ouvir aquelas palavras saindo da boca dele, senti meu rosto esquentar. — Por que você tá vermelha?

— Nada não. Só que você fala exatamente como o Chat Noir. — Meu rosto não esfriava.

Não pude evitar olhar fixamente em seus olhos verdes. Ele, pelo visto, também não pôde evitar olhar em meus olhos.

— Como vocês puderam vir para cá sem nós! — Alya e Nino disseram ao mesmo tempo, interrompendo nosso transe.


— E como vocês puderam vir para cá sem nós? — eu e Adrien dissemos, também ao mesmo tempo.

— Boa pergunta! Mas sobre o que vocês estavam falando?

Parecia que estávamos com pé frio, não conseguimos parar de falar ao mesmo tempo. Eu e Adrien e Alya e Nino pensávamos na mesma coisa no mesmo momento.

— Nada! Era só que... eu gosto de banana!

— Banana? Sério? Para de falar junto comigo! Para você! — disseram os dois.

***

Fui para casa, dormir. No dia seguinte eu tinha aula, afinal, não teria conselho de classe.

Era legal conversar com o Adrien, principalmente naquele momento, onde a minha cabeça estava confusa, eu precisava de um amigo para desabafar tudo, ou seja, me dava um certo alívio o fato de o loiro saber de toda a verdade. 

Após uma boa noite de sono, eu acordei, meu rosto e meu cabelo estava um nojo, como sempre. Me arrumei direito para ir à escola. Terça-feira era o pior dia de aula, tinha matemática, ciências e história. Normalmente eu dormiria nas aulas, mas eu havia perdido o sono.

Era aula de matemática, e a professora começou a passar equações de sétima série, mas um pouco mais difíceis.

— O tempo está acabando, então eu só vou explicar uma vez, anotem suas dúvidas para eu responder na aula que vem. — disse a professora, olhando para o quadro — A equação é uma expressão incógnita, ou seja, há algum número que devemos descobrir qual é. Então se X mais três negativo menos quatro positivo é igual a zero, X é igual a?

— Sete positivo. Essa foi fácil. — Max respondeu, tão rápido que nem deu tempo de a professora terminar de escrever. Aquela questão era realmente fácil, mas eu não possuía uma mente rápida como a dele.

— Correto. Na aula que vem eu trago um desafio para você, Max, uma mega equação que você vai ter de fazer e eu vou cronometrar o tempo.

— Ótimo.

Nunca entendi a fascinação que o Max possui por estudos, eu mesma nunca a tive. É claro que eu tiro notas boas nas provas, mas eu ando tendo certas dificuldades, por conta das akumatizações.

Ao chegar em casa, a primeira coisa que vi foi a televisão ligada e meu pai e Allison jogando super Mario Bros.

— Que traição! Nem me esperaram! Quem perder cede o controle pra mim okay?

— Tá bom. — disse meu pai.

***

Eram umas quatro da tarde, hora de voltar para a escola, no caminho ouvi gritos... pelo visto, a aula deveria ser deixada para outra hora.

Era o Glaciator, que estava, pela segunda vez, akumatizado. Mas, dessa vez, aqueles que viravam sorvete não eram os solteiros, e sim os casais.

O que será que houve?

Me perguntei, indo em direção do Chat Noir.

— Depois disso, vamos conversar? — perguntou o gatuno.

— Tudo bem.

Não sabíamos exatamente como derrotar o vilão, mas estávamos pensando em um plano.

Usei meu talismã. Saiu um aquecedor, e eu já sabia exatamente o que fazer.

— Vem, Glaciator, eu estou aqui!

Saí andando, levando o homem de sorvete para o Louvre. Chegando lá, fui na menor das salas e liguei a máquina, deixando o ambiente quente o suficiente para derreter o monstro. Chat Noir destruiu a colher de sorvete que ninguém sabe o nome e o vilão foi derrotado.

— Ladybug, Chat Noir, obrigado por me salvarem! Ofereço um sorvete como recompensa, caso aceitarem!

— Aceitamos! — dissemos.

— Chocolate belga com menta para a joaninha e morango com gotas de chocolate e mirtilo para o gatinho!

— Obrigada, mas eu tenho uma dúvida... por que eu nunca recebi o sorvete desses sabores?

— Talvez eu tenha errado antes. — Abriu um sorriso.

— Obrigada, André! — falei.

– Obrigado! — disse Chat.

— O que aconteceu para você ser akumatizado? — perguntei.

— O primeiro casal unido pelo meu sorvete se divorciou semana passada, e eu não queria que os outros sofressem assim.

— Nem sempre o divórcio é algo ruim. — falei.

Saímos de lá e fomos em direção à torre Eiffel, para conversar. Não havia ninguém ali, pois todos fugiram no ataque do Glaciator.

— Posso provar um pouco? — perguntou o gatuno.

— Pode. — respondi, pegando uma das colheres e dando um pouco do sorvete para ele.

— O André é bom mesmo. Quer provar?

— Sim. — ele me deu um pouco do sorvete. — Sobre o que você quer conversar?

— Por que você não me contou na hora? — perguntou Chat, me deixando confusa.

— Contar o quê?

— Que você deixou de gostar dele...

— Ele quem?

— Que você havia deixado de gostar do Adrien, Mari.

— Como você... — Estava assustada, os meus pensamentos estavam certos.

— Pelo visto você já matou a charada.

— É... como eu nunca percebi isso?

— Bem isso.

Naquele momento, senti um frio na barriga, e estava muito assustada, não conseguia acreditar que o Adrien era o Chat Noir.

— Pelo menos agora eu sei que você entende bem o que eu passo.

— Na verdade, não é só agora, eu entendo mais como Adrien do que como Chat Noir.

— Como assim?

— As pessoas também me acham perfeito embaixo da máscara. E eu sei bem a verdade.

— Eu nunca havia pensado nisso. Para mim, você realmente era perfeito.

Silêncio...

Tudo virou um completo e longo silêncio. Nós dois já havíamos terminado de tomar o sorvete. Olhei para o gatuno e ele retribuiu o olhar, essa troca de olhares terminou num beijo calmo. Meu rosto esquentou muito naquela hora, meu coração acelerou.

Foram uns sete ou oito segundos, e depois de nos separarmos, ele riu da minha cara vermelha como o meu traje, mas seu rosto também estava corado.

— E-eu acho melhor eu ir... até amanhã.

Saí do local com meu ioiô. Não dava para continuar ali depois daquilo. Cheguei em casa com o rosto vermelho e uma expressão assustada.

— Mari, o papai saiu pra uma reunião, ele deixou dinheiro para pedir pizza caso de que você estivesse cansada. — disse Allison, pouco antes de olhar para mim. — O que houve?

— Pega o telefone.

— O que houve!

— Sabe, eu beijei um garoto hoje...

— Não não não! Eca! — exclamou, tampando os ouvidos.


Notas Finais


Levei DIAS pra escrever isso, espero que tenha ficado bom.


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