História Dollhouse (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 3


Escrita por: e _Solarie_

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook)
Tags Bangtan Boys, Boneca, Bts, Jeon Jungkook, Jungkook, Romance, Suspense, Terror
Visualizações 408
Palavras 1.880
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite! O capitulo hoje é comigo, com a MashiroD!
Espero que estejam gostando :)
E também me perdoem pela demora, quando a inspiração não vem, não sai capitulo, mas hoje veio! (risos)

Boa leitura!

Capítulo 3 - Chapter Two


Fanfic / Fanfiction Dollhouse (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 3 - Chapter Two

Meu coração batia freneticamente, após esses acontecimentos inusitados. Helena já me olhava com mais intensidade, abaixei meu rosto querendo esconder meu nervosismo, quem seriam essas pessoas da foto? E essa segunda Helena? O que estava acontecendo?

— Está tudo bem?

A olhei de volta vendo a mesma se aproximar de mim cada vez mais, prendi a respiração e assenti com a cabeça. Uma sensação estranha percorreu entre o meu corpo. Não estava nada bem.

— Melhor sairmos daqui, antes que seu pai nos procure — divulguei, indo direto para a pequena escada que dava acesso ao sótão.

Não esperei que a menina me respondesse, queria ir embora logo dali. Descendo a escada, respirei fundo sentindo agora o ar fresco, naquele cômodo que eu estava a alguns segundos atrás, estava com um cheiro forte de poeira, me deixando tonto e até querendo espirrar. Girei os calcanhares e vi Helena descer também e assim pude colocar a aquela pequena escada no lugar.

— Helena!

Sobressaltei com a voz grave que ecoou no corredor, viramos rapidamente e vislumbramos um senhor no final do passadiço. Era o sr. Stuart — pai de Helena — seus cabelos grisalhos estavam penteados para trás, e usava seu traje de roupa habitual, que eram sociais. O velho trabalhava no seu escritório, só entrei uma vez lá, e aquele cômodo era preenchido por armários cheio de livros. Sr. Stuart é um escritor, li uma vez sua obra, era um romance, bonito por sinal. Mas depois do desaparecimento de sua esposa, nunca mais li suas histórias. Me pergunto de qual gênero ele escreve agora.

— Oras, pequeno Jeon. Não sabia que estava aqui — o mais velho, se aproximou. Fiquei estático o observando, sr. Stuart proferiu aquelas palavras sem nenhuma expressão no rosto. Era estranho, parecia que não havia alma naquele corpo, suas expressões e movimentos eram duros. Não obtinham leveza e nem carisma, era tudo automático.

— Espero que eu não esteja incomodando — logo me desculpei.

— Acha, você sabe, pode vir quando quiser, as portas sempre estarão abertas para você, Jungkook.

— Muito obrigado — me curvei, dando um pequeno sorriso.

— Venham, vou preparar algo para vocês comerem.

Ele deu as costas, e eu e Helena seguimos o maior, que nos guiava até a cozinha.

— Onde está a sra. Yang? — Cochichei, estranhando a ausência da empregada da casa.

— Fiz essa mesma pergunta para o meu pai, Kookie — a menina suspirou — ele não me respondeu, apenas disse que queria menos pessoas nessa casa. E que a Yang era uma pessoa desnecessária.

Franzi o cenho, me perguntando dessa atitude, lembro que foi ele mesmo — sr. Stuart — que a contratou. Verbalizando que aquela senhora, era bondosa e seria de grande ajuda naquela grande casa. Porque? Porque do nada a demitiu?

Chegamos na cozinha, e sentamos na imensa mesa que obtinha naquele cômodo, olhei para Helena com um semblante de confuso, e Helena deu de ombros e dando um pequeno sorriso.

— Quer ajuda, pai? — Perguntou, a garota que estava em minha frente.

— Não precisa — virei meu rosto, vendo a cena do velho pegando alguns legumes na geladeira e assim pegando uma faca. Engoli em seco, enquanto via sr. Stuart cortando os alimentos em cima da tábua de madeira, o único som vinha da faca batendo forte na superfície amadeirada, um som monótono. Chegava a ser estridente e por um instante imaginei a faca sendo passada por alguma parte do corpo humano.

Coloquei a mão no meu ventre e o outro em meus lábios, a vontade de vomitar apareceu de repente. A sensação agora era ruim, junto com o sentimento de medo, estando naquela casa, imaginava várias coisas, na quais não queria que preenchessem a minha mente.

— Kookie? Você está pálido!

Helena se levantou e foi até o meu lado, colocando sua mão em minha testa.

— Céus! Você está gelado! — Vociferou, e colocando a mão rapidamente em meu braço e sentindo a mesma temperatura gélida.

— Acho que vou embora, Helena... — minha voz saiu sôfrega, e assim me levantando. Sentia meu corpo pesar. — Preciso descansar um pouco.

— Você quer que meu pai te leve?

Discordei rapidamente, não seria uma boa ideia eu estar no mesmo ambiente que aquele velho, não mesmo. Suspirei pensando nisso e me senti mal por pensar em tais coisas, se fosse uns anos atrás, eu não iria desmerecer tanto o sr. Stuart, mas agora, ele parecia totalmente outro homem. Me trazendo calafrios e até mesmo um pouco de pânico ao vê-lo tão próximo. Parecia que eu estava em frente de um assassino.

— Vou indo Helena, diga ao seu pai que não estou bem e que peço perdão, por causa de mim, ele começou a preparar algo para comer.

— Tudo bem, Kookie — sorriu gentilmente.

Saímos da cozinha e ela me acompanhou até a entrada da casa, quando olhei para o céu, fiquei um pouco mais tranquilo, não estava chovendo, com certeza deram uma trégua naquela tarde, mas as nuvens negras ainda pairavam, junto com a brisa gélida.

— Tenha cuidado.

— Terei — sorri de canto, e passando minha mão nos cabelos negros de Helena e assim, sentindo a maciez de suas mechas. — Até amanhã!

Beijei delicadamente sua testa e pude ver um belo sorriso no rosto angelical de minha amada. E com aquele sorriso em mente, pude ir embora um pouco mais tranquilo, mas também sentindo meu coração acelerar, meus lábios queriam ir em outra direção... e assim fechei meus olhos por alguns segundos, me lembrando da boca avermelhada de Helena.

[...]

Joguei minha blusa de frio em cima de minha cama, e sentando na superfície macia. Como era bom estar em casa. Bem, eu gostava — amava — estar ao lado de Helena, mas porquê desses acontecimentos estranhos? Me perguntava se aquela casa era amaldiçoada ou alguma pessoa queria o meu mal. Essas sensações eram rotineiras, mas o pior que sempre eram interligados a coisas inusitadas, coisas nas quais eu não queria imaginar...

Com isso me lembrei do sótão, aquela segunda Helena... com quem será que eu estava conversando naquele tempo todo? Meu corpo se enrijeceu ao imaginar que talvez eu estava falando com algum espírito. Mas lembrei da câmera, e rapidamente, levei minha mão destra no bolso da calça e assim retirando as fotos que havia escondido da minha menina. A velha foto de uma família.

Fiquei o observando por algum tempo, quem seriam eles? Bom, a única resposta que eu obtinha que aqueles eram habitantes daquela mansão, mas de décadas passadas. Os rostos não eram tão felizes, não transparecia isso. Parecia ser algo forçado, será que era uma família feliz? Observei para cada face, minuciosamente, quando parei na menina que aparentava ter a mesma idade que a Helena. Meus orbes esbugalharam, o rosto da garota fora substituído pela Helena, pisquei meus olhos várias vezes, mas o rosto da minha menina não saia daquela foto.

Em alguns segundos, o rosto começou a ficar desfocado, uma sombra cinza ficou na face. O que estava acontecendo? Joguei a foto, em cima de minha cama, e passei minhas mãos fortemente em meu rosto, peguei a imagem de novo e quando a olhei, estava tudo ao normal. O rosto da Helena não estava mais ali. Balancei a cabeça nervosamente, eu não estava imaginando coisas, a foto havia mudado!

Deitei em minha cama, fechando os meus olhos com força, queria que esse dia terminasse logo. Não estava em condições para nada, minha cabeça doía tanto, que parecia que podia explodir a qualquer momento.

[...]

Abrindo os meus olhos, observei a janela ao meu lado vendo o céu agora noturno. Bocejei e assim tentei me movimentar, mas fora impossível, tentava a todo custo mexer alguma parte de meu corpo, mas ele não me obedecia. Ao lado da minha cabeça até onde minha visão periférica conseguia ver, surgiu uma figura feminina luminosa de cor branca, não conseguia reconhecer suas feições, mas quando percebeu que eu a olhava, ela gritou estridentemente por muito tempo e a coisa só piorava, foi quando ouvi vozes que pareciam não estar vindo dela, que diziam coisas tenebrosas, mas o pior quando ouvi essa seguinte frase, "todos vamos de encontro com a morte, sua amada também terá".

O desespero me tomou por completo, fechei meus olhos e querendo tapar meus ouvidos, foi quando consegui acordar e levantar meu tronco às pressas. Meu coração estava a mil. Meu corpo estava extremamente molhado e podia sentir mexas do meu cabelo colado na testa, mas tudo ficou pior quando lembrei daquela frase indesejada.

— Helena!

Levantei de minha cama, e colocando qualquer sapato que estava em meu alcance, sai da minha casa ouvindo meus pais me chamarem, mas ignorei, Helena poderia estar em perigo agora mesmo. Fui pela floresta, sendo o caminho mais rápido, eu corria pela imensa escuridão, sentia alguns galhos me arranhar, mas isso não me machucava pelo tamanho nervosismo que eu sentia.

Após alguns minutos, avistei a mansão e fui até a entrada às pressas. Comecei a bater na porta amadeirada e gritando por Helena. Um som do outro lado da porta foi feito, e parei no mesmo instante, ouvia passos pesados e até mesmo uma respiração.

— Abre essa porta! — Eu pedia incansavelmente, minhas mãos estavam doendo, e minha garganta arranhava, foi quando a porta abriu me dando a visão de Helena, com seu pijama.

— Kookie?

— Porque você não abriu a porta?

— Eu acabei de chegar!

Respirei fundo, tentando controlar minha respiração, mas fiquei aliviado que ela estava bem. Mas eu jurava que havia alguém antes ali. Entrei na mansão e olhei tudo em minha volta, a procura de uma segunda pessoa, será que foi o George ou o sr. Stuart?

— Está tarde — ela me olhou confusa — não pensei que você iria me visitar nessa hora. Aconteceu alguma coisa?

— Eu... tive um pesadelo — sussurrei, lembrando da garota com o grito agonizante.

— E veio me ver?

Concordei e recebi um breve riso da menor.

— Não vou deixar que você volte para casa nessa hora, vem — ela segurou a minha mão e subimos a escada.

A mansão estava silenciosa demais, caminhava no corredor avistando alguma coisa, mas parecia tudo normal. Estava imaginando coisas? Bom, mas o que aconteceu em minha casa, parecia ser muito real... Ajudei Helena, pegando um colchão no quarto de hóspedes e coloquei no chão ao lado da cama da garota. Ela me deu um cobertor e um travesseiro e agradeci.

— Como foi esse pesadelo?

Virei meu rosto, vendo Helena me observar, já deitada em sua cama.

— Não quero falar, só posso dizer que foi horrorizam-te — suspirei, cansado.

— Acho melhor você dormir — ela ditou, vendo o meu estado deplorável. — Mas fico feliz que esteja aqui comigo.

Sorri largo, ouvir aquelas palavras carinhosas já eram bons para o meu estado psicológico.

— Boa-noite, Helena.

— Boa-noite, Kookie — ela fechou os olhos, e passei minha destra em meus cabelos.

Olhei ao meu redor e me deparei com a penteadeira ao meu lado, mas me encolhi vendo a boneca ali, sentada. Ela parecia me observar, aqueles olhos arregalados, não eram nada carinhosos. Mas prendi um grito, quando vi a boneca se mexer um pouco, mas o pior quando presenciei a cabeça virando devagar, queria tirar meus olhos naquele brinquedo, mas parecia que algo me prendia. Foi quando me encolhi ainda mais quando vi a cabeça da boneca se desprender com o corpo e cair no chão, e assim rolando até ao meu lado, me deparando com os olhos castanhos bem em minha frente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, hein
Comentem sobre o que acharam :3

nos seguem: @_Solarie_ e @Mashiro

E até a próxima! (que vai ser com a Solarie <3)


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