História Domando o lobo mau. - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Violencia, Yaoi
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Palavras 2.235
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Desafio.


Fanfic / Fanfiction Domando o lobo mau. - Capítulo 4 - Desafio.

Mas que humano orgulhoso! Agora essa teimosia dele vai acabar o matando. Acho que eu não devia te-lo deixado sozinho, mas não aguentava ver que ele estava sofrendo. Estranho, já vi tantos lobos importantes quase morrendo por conta de ferimentos causados pelos humanos e não me abalei, mas ele é humano e eu fiquei muito angustiado ao ver que ele sofria. Também, quem não ficaria angustiado ao ver que seu humano estava sofrendo e não podia fazer nada. É, isso mesmo, meu humano. 

Não sei o motivo ao certo, mas esse humano teimoso me atrai. Então, eu o futuro alfa, resolvi adota-lo como meu filhote. Não importa o que aconteça, vou dar um jeito de todos nós vivermos bem e sem desavenças.  Mas ainda não sei como. Não posso correr de um lado para o outro para defender o meu humano ou defender a alcatéia. Então é melhor eu começar a pensar em um plano para juntar ambas as espécies. 

Olho em volta, nem percebi que tinha caminhado em direção a alcatéia. Melhor eu voltar para dar a notícia para meu humano. Será que ele vai gostar? Me viro ansioso para voltar, mas sou parado por uma voz que invadiu meus pensamentos. 

-"Mal chegou e já quer sair, filho?" - Olho para trás vendo minha querida mãe. Ferrou, agora que não vou conseguir mesmo sair daqui. E se o humano não sobreviver? Aí, que besteira eu fiz em deixa-lo lá! - "Algum problema Héctor? Parece inquieto. Está escondendo algo?" - Ela se senta me encarando de uma forma acusatória, como se já soubesse de todos os podres que já cometi na vida.

 Espera, ela realmente sabe! Ela lembra até do dia em que uns lobos me desafiaram a comer uma pedra! E eu realmente ia fazer isso, eles me chamaram de fracote quando recusei! Aí ela viu, deu uma mordida em cada um deles por implicarem com um filhote e eu fui punido ficando preso dentro da caverna ajudando ela a cuidar dos lobos que não foram caçar com o papai. 

 -"Não, não estou escondendo nada." - Digo rapidamente antes que ela desconfie. Me viro para ela e se aproximo. Mal chego perto e ela já diz: 

-"Sinto cheiro de mentira. Espero que não seja o caso, senhor Héctor. Juro que se for, vou descobrir o que é. Agora venha." - Ela se levanta e caminha em uma direção, que não era para a alcatéia. 

Eu não me mexo, fico pensando quais são as probabilidades dela descobrir que vou adotar um filhote humano. Todas! Esse é o problema. Ou abro o jogo, ou espero ela descobrir. Vejo ela me olhar esperando que eu a seguisse. Faço o que ela quer e vou atrás ainda pensativo. Caminhando logo atrás dela, a observo calado decidindo se conto ou não. 

-"Quer me dizer algo?" - Que monstro, ela nem olhou para trás e percebeu que eu a observava. Algumas vezes me pergunto se ela não é uma bruxa ou algo do tipo. 

-"Bem, tenho sim..." - Começo a falar, vejo que ela me trouxe ao lago que usamos para matar a sede. Ela se abaixa para tomar a água cristalina do lago, logo se ergue e se senta com as orelhas erguidas como se fosse para eu prosseguir com o assunto - "Como você descobriu que o meu pai era seu companheiro?" - Ela me olha desconfiada, como se não esperasse isso de mim, afinal, nunca me importei como essas coisas funcionam. Sempre me interessei mais por técnicas de caça ou acompanhar meu pai para assuntos diplomáticos com as alcatéias aliadas. 

Acho que devia ter passado mais tempo com ela aprendendo essas coisas de companheiro eterno. Sei o básico, mas não acredito que vou conseguir encontrar meu companheiro ou minha companheira, afinal de contas, isso é raro. Quando encontramos nosso companheiro ou companheira, devemos se unirmos. Assim, ficaríamos ligados pela eternidade. Mas... E se nosso companheiro ou companheira não for quem esperávamos? E se eles forem lobos ruins que se importam apenas com eles mesmo? Não gostaria de me unir a alguém ruim. E não poderia fugir, afinal, a vontade de estar junto a seu companheiro é grande. 

Mamãe e papai tiveram sorte, ambos são bons lobos que se importam com a família. Por isso vivo me perguntando se serei bom o suficiente para a alcatéia, nossa família. Eles precisam de líderes fortes, para que ele fiquem fortes também. Fico a observando esperando uma resposta, ela sacode a cabeça pensando em um jeito de me dizer. Acho que ela se preparou mentalmente para explicar a um filhote curioso com seu futuro companheiro, não para um lobo já feito e prestes a virar alfa. 

-"Bem, na verdade quem soube primeiro que éramos companheiros foi seu pai. Eu ao descobrir, meio que fugi dele. Ele era louco sabia? Bem, ainda é. Mas é meu louco." - Ela diz tudo com um ar apaixonado. Acho legal o fato deles se sentirem assim depois de anos. Acho que é por essa coisa de companheiro eterno. 

-"Acredita que quase morri ao invadir uma alcatéia inimiga para vê-la?" - Olho para trás vendo o dono daquela voz. Meu pai se aproxima dela e se senta ao seu lado. Ele já chega a cortejando. Velho safado.

-"Bem feito, você parecia um perseguidor!" - Ela comenta revirando os olhos.

-"Mas eu era, porém um perseguidor do amor que minha amada Sophia, demorou a ceder." - Vejo ele mordendo a orelha dela levemente, a chamando para uma "luta".

É sério? Ele não tinha cantada melhor não? Resolvi interromper antes que a coisa esquenta-se de mais, pois é irritando ela que ele consegue o que quer. E eu sei onde essa "briguinha" vai parar. Acaba com os dois se atracando e a alcatéia tentando dormir. 

 -"Parem com isso, eu gosto de ser filho único." - Reviro os olhos para o casal meloso na minha frente. Meu pedido não funcionou. Meu velho continua a pertubando e ela caindo feito um patinho nas garras desse lobo mau. 

Aproveito minha chance de fuga e saio dali de fininho. Quando olho para trás para ver se eles repararam que sai, bato contra um outro lobo. Olho para ver quem era. 

-"Desculpe-me Hangus." - Peço olhando o lobo a minha frente. 

Hangus era o Beta de meu pai, ele sempre o acompanhava para tudo quanto é lugar. Desde caçadas até um simples passeio. Não confio nele, ele é bem rigoroso, e já vi que ao ficar no comando algumas vezes, mantinha um padrão de diciplina bem rigoroso. 

Uma vez ele ficou responsável pela alcatéia, era inverno. Pelo menos a época do cio havia passado, porém havia muitas lobas prenhas. Meu pai tinha ido liderar um grupo de caça, um pouco mais distante daqui, e havia levado minha mãe por ser a melhor em rastrear. Quando eles voltaram, meus pais haviam ficado para trás, sabe sei lá o que foram fazer, e deixaram alguns lobos trazerem a carcaça do animal. 

Temos o costume de alimentar as fêmeas prenhas e o filhotes primeiro, assim eles nasceriam saudáveis. Porém, ele mudou um pouco esse costume naquele dia. Ele montou uma hierarquia diferente. O primeiro a comer foi ele e seus irmãos. O veado não era grande o bastante para todos, então as fêmeas cederam o resto da carcaça para os filhotes. Ele ameaçou todos para que não contássemos para meu pai. Parecia uma boa ter deixado quieto na época, afinal, eu era apenas um filhote e aquele cara dava muito medo. Agora que vejo meu pai confiando cegamente nele, me arrependo muito.

-"Eu que peço desculpas, e um futuro alfa não devia se desculpar. Isso é uma demonstração de fraqueza meu jovem." - Ele diz e eu reviro os olhos.

-"Se eu não respeitar os lobos a quem um dia irei liderar, como eles me respeitarão?" - Deixo essa pergunta retórica no ar e saio dali. Esse cara me da nos nervos. Pelo visto ainda guardo rancor daquele dia. Mas quem não iria guardar? E o pior, do quê adiantaria contar para meu pai agora. Isso já passou, e será bem possível que ele nem acredite em mim. Ele vai achar que é apenas um ciúme bobo por ele dar mais atenção ao seu Beta do quê ao filho. 

Estava me afastando mais dele, quando o escuto correr até mim e caminhar ao meu lado. Ando mais rápido, quase correndo e ele acompanha meu ritmo. O que ele pensa que está fazendo? Desse jeito não vou conseguir chegar ao meu humano. Bufo irritado e mudo de direção caminhando mais apressadamente. Vejo ele continuar me acompanhando. Me irrito e paro na frente dele rosnando.

 -"O que pensa que está fazendo?!" - Pergunto visivelmente irritado! Ele solta uma baforada como se estivesse rindo internamente de mim. Ainda é debochado. Juro que vou arrancar essa língua dele se continuar!

-"Nada, estou apenas acompanhando meu futuro líder em sua aventura, não posso?" - Qual é a dele agora? Resolveu dar uma de bom samaritano? Rosno mais alto e ele apenas se mantém calmo à minha frente. - "Posso entender isso como um não". - Paro de rosnar e o encaro como se fosse exatamente isso. Ele não se manca, pois continua parado à minha frente.

-"Por que sinto que você não vai desistir de dar um passeio "agradável" por aí?" - Jogo verde logo.

-"Por que não vou, me acompanha?"

-"Não! Nunca gostei de você, não é agora que irei gostar. Se você se aproximar de mim, irei te dar uma dentada daquelas que vai se lembrar pelo resto de sua miserável vida! Você é apenas uma escória para eu pai e ele ainda não percebeu isso!" - Cuspo essas palavras. Ele pelo visto se irritou, pois só o que vi foi um monte de pelos com dentes pula e mim e me prendendo contra o chão. - "Saia! Ou não irei me segurar!" - Afirmo com convicção. Ele estava com as duas patas dianteiras sobre meu peito me impedindo de levantar. 

-"Escuta garoto, se eu fosse você começaria a me tratar com respeito! Sabe por que?! Quem irá se tornar Alfa dessa alcatéia sou eu! Eu te desfio! Então conte os dias!" - Ele rosna. Não sou do tipo que se intimida fácil, e no momento estou em completa desvantagem, mas por pura loucura, dou uma mordida forte na cara dele. 

O vejo se afastar soltando um ganido, acho que mordi um pouco forte de mais. Me levanto imediatamente, eu ficaria para terminar o que comecei, mas quero muito ver meu humano. Corri para dentro da floresta. Percebi que ele viria atrás de mim, mas um de seus irmãos tinha se aproximado dele para ver se ele estava bem. Corri em direção a caverna. Não estou nem aí se irei me encrencar com meu pai por atacar seu beta, apenas quero vê-lo. E acabei não perguntando ao meu pai como ele descobriu que minha mãe era a companheira dele. 

 Com esses pensamentos, percebi que estava perto e que já amanhecia. Rosnei ao sentir o cheiro de dois lobos dentro da caverna. Entrei de imediato e os encarei firme.

-Não adianta rosnar para nós. Veja, ele está bem seu irresponsável. Não devia ter deixado ele aqui sozinho. - Pietro estava ao lado do meu humano.

Olho o humano deitado no mesmo lugar, ele estava com uma perna imobilizada e dormia tranquilamente. Suspiro e se aproximo de Pietro ficando na forma humana também. 

-Agradeço... De coração. - Eu digo próximo a ele. Não me seguro e me curvo um pouco para abraça-lo. 

-Tá, tá... Para, é estranho ver você me agradecendo. - Pietro pede quase quase implorando para que eu o solta-se. Olho o outro lobo sentado me encarando nada feliz.

-Acho melhor eu te soltar mesmo, antes que eu perca água membro do corpo. - Digo sentindo a áurea assassina de Haine pairando sob mim. 

Me aproximo do Humano assim que solto aquele baixinho mal humorado e me sento. Toco seu rosto e relaxo ao ver que ele não estava gelado como ontem de noite. No automático, acaricio sua bochecha agora levemente corada com o polegar e dou um pequeno sorriso de canto. Sinto dois olhares sobre mim. Encaro os dois que me olhavam entranhando. 

-O que foi? - Pergunto sério e com a espressão irritada. 

-Nada não. Apenas notei que você se tornou bem proximo do Humano, ficou esses dias longe da alcatéia, pensaram que você tinha morrido. - Pietro comenta como se não fosse nada. Fica mexendo em uma pedrinha qualquer. - Então, o que vai fazer a respeito dele? - Indica Erick dormindo.  

-Pode ser loucura mas... Vou adota-lo. - Digo calmo. Realmente é muita loucura.

-Como assim? Acha que pode simplesmente adotar um humano? Primeiro: você não sabe nada sobre eles. Segundo: a alcatéia não vai gostar da idéia!  Terceiro: Você ficou maluco?! - Haine pergunta me olhando como se eu fosse louco. Ele está errado, eu ainda estou me tornando um louco. 

-O que tem? Vou cuidar dele a alcatéia querendo ou não. O problema é que minha chances de convencer meu pai estão diminuindo. Não posso deixa-lo voltar para o mundo humano, se não ele contará sobre nós, mas também não posso leva-lo para a alcatéia, ou meu pai vai pirar. E ainda tenho mais um problema para enfrentar, e talvez seja o mais difícil de todos esses. - Eles me olham querendo saber mais sobre o assunto. - Hangus me desafiou. E sei que irei perder. 



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